segunda-feira, 28 de março de 2011

O povo é quem mais ordena

A crise levou os islandeses a mudar de governo e a chumbar o resgate dos bancos. Mas o exemplo de democracia não tem tido cobertura na comunicação social.
A situação dramática que vivemos em Portugal resulta da falta de cultura, da falta de instrução de um povo milenar, que faz de todos nós inúteis palhaços, incapazes de modificar o rumo trágico da sua própria história.

quarta-feira, 23 de março de 2011

Situação Actual da República Portuguesa

É uma catástrofe! Nada que me surpreenda, pois este processo de decadência acentuada vem desde há cerca de 15 anos. Este governo do Eng. Sócrates apenas deu o golpe final, com todo o seu despotismo, egocentrismo e falta de uma visão nova e libertadora para a sociedade portuguesa no dealbar do século XXI. O que virá terá a mesma inclinação, pouco se pode esperar, pois todos eles bebem do mesmo cálice.

Estudo da Universidade Católica

Denuncia!

Para avivar a memória a quem, por norma, não anota!!!



POR MIM, NÃO DEIXAREI DE AVIVAR A MEMÓRIA DOS ESQUECIDOS !...



Um dos Motivos porque o Governo se tornou fiador de 20 mil milhões de
euros de transacções intra bancárias......???

Os de hoje, vão estar como gestores de Banca amanhã, pois os de ontem,
já estão por lá hoje.

Correcto???? Se pensa que não, vejamos:



EIS A LISTA :



Fernando Nogueira:



Antes -Ministro da Presidência, Justiça e Defesa

Agora - Presidente do BCP Angola



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José de Oliveira e Costa: (O TAL QUE ESTEVE NA GAIOLA)



Antes -Secretário de Estado dos Assuntos Fiscais

Agora -Presidente do Banco Português de Negócios (BPN)



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Rui Machete: (AGORA NINGUÉM O OUVE)



Antes - Ministro dos Assuntos Sociais

Agora - Presidente do Conselho Superior do BPN; (o banco falido, é só
gamanço)

Presidente do Conselho Executivo da FLAD



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Armando Vara: (AQUELE A QUEM O SUCATEIRO DAVA CAIXAS DE ROBALOS)



Antes - Ministro adjunto do Primeiro Ministro

Agora - Vice-Presidente do BCP (demissionário a seu pedido, antes que
levasse um chuto no cú)



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Paulo Teixeira Pinto: (o tal que antes de trabalhar já estava reformado)



Antes - Secretário de Estado da Presidência do Conselho de Ministros

Agora - Presidente do BCP (Ex. - Depois de 3 anos de 'trabalho',

Saiu com 10 milhões de indemnização !!! e mais 35.000EUR x 15 meses por
ano até morrer...)

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António Vitorino:



Antes -Ministro da Presidência e da Defesa

Agora -Vice-Presidente da PT Internacional;

Presidente da Assembleia Geral do Santander Totta - (e ainda umas
'patacas' como comentador RTP)



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Celeste Cardona: (a tal que só aceitava o lugar na Biblioteca do Porto
se tivesse carro e motorista às ordens - mas o vencimento era muito curto)



Antes - Ministra da Justiça

Agora - Vogal do CA da CGD (QUE MARAVILHA - ORDENADO PRINCIPESCO - O ZÉ
PAGA)

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José Silveira Godinho:



Antes - Secretário de Estado das Finanças

Agora - Administrador do BES (VIVA O LUXO)

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João de Deus Pinheiro: (aquele que agora nem se vê)



Antes - Ministro da Educação e Negócios Estrangeiros

Agora - Vogal do CA do Banco Privado Português (O TAL QUE DEU O BERRO).



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Elias da Costa:



Antes - Secretário de Estado da Construção e Habitação -

Agora - Vogal do CA do BES (POIS CLARO, AGORA É BANQUEIRO)



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Ferreira do Amaral: (O ESPERTALHÃO, QUE PREPAROU O TERRENO)



Antes - Ministro das Obras Públicas (que entregou todas as pontes a
jusante de Vila Franca de Xira à Lusoponte)

Agora - Presidente da Lusoponte, com quem se tem de renegociar o
contrato (POIS CLARO, À TRIPA FORRA).



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etc etc etc...

O que é isto ?

Cunha ?

Gamanço ?



É Portugal no seu esplendor .



...e depois até querem que se declarem as prendas de casamento e o seu
valor.



Já é tempo de parar esta canalha nojenta !

Não te cales, DENUNCIA!

segunda-feira, 21 de março de 2011

Este é o maior fracasso da democracia portuguesa

Materiais para a história do regime

Resposta ao Caríssimo que veio aos jornais INDIGNAR-SE contra os professores.

Tal demonstra bem como os profs trabalham tanto e "nem se dá por ela".

 Caro anónimo indignado com a indignação dos professores,

Homens (e as mulheres) não se medem aos palmos, medem-se, entre outras coisas, por aquilo que afirmam, isto é, por saberem ou não saberem o que dizem e do que falam.

O caro anónimo mostra-se indignado (apesar de não aceitar que os professores também se possam indignar! Dualidade de critérios deste nosso estimado anónimo... Mas passemos à frente) com o excesso de descanso dos professores: afirma que descansamos no Natal, no Carnaval, na Páscoa e no Verão, (esqueceu-se de mencionar que também descansamos aos fins-de-semana). E o nosso prezado anónimo insurge-se veementemente contra tão desmesurada dose de descanso de que os professores usufruem e de que, ao que parece, ninguém mais usufrui.

Ora vamos lá ver se o nosso atento e sagaz anónimo tem razão. Vai perdoar-me, mas, nestas coisas, só lá vamos com contas.

O horário semanal de trabalho do professor é 35 horas. Dessas trinta e cinco, 9 horas são destinadas ao seu trabalho individual, que cada um gere como entende. As outras 26 horas são passadas na escola, a leccionar, a dar apoio, em reuniões, em aulas de substituição, em funções de direcção de turma, de coordenação pedagógica, a resolver problemas disciplinares (e outros do foro da psicologia, da assistência social,...), etc., etc.

Bom, centremo-nos naquelas 9 horas que estão destinadas ao trabalho que é realizado pelo professor fora da escola (já que na escola não há quaisquer condições de o realizar): preparação de aulas, elaboração de testes, correcção de testes, correcção de trabalhos de casa, correcção de trabalhos individuais e/ou de grupo, investigação e formação contínua. Agora, vamos imaginar que um professor, a quem podemos passar a chamar de Simplício, tem 5 turmas, 3 níveis de ensino, e que cada turma tem 25 alunos (há casos de professores com mais turmas, mais alunos e mais níveis de ensino e há casos com menos - ficamos por uma situação média, se não se importar). Para sabermos o quanto este professor trabalha ou descansa, temos de contar as suas horas de trabalho.

Vamos lá, então, contar:

1. Preparação de aulas: considerando que tem duas vezes por semana cada uma dessas turmas e que tem três níveis diferentes de ensino, o professor Simplício precisa de preparar, no mínimo, 6 aulas por semana (estou a considerar, hipoteticamente, que as turmas do mesmo nível são exactamente iguais -- o que não acontece -- e que, por isso, quando prepara para uma turma também já está a preparar para a outra turma do mesmo nível). Vamos considerar que a preparação de cada aula demora 1 hora. Significa que, por semana, despende 6 horas para esse trabalho. Se o período tiver 14 semanas, como é o caso do 1.º período do presente ano lectivo, o professor gasta um total de 84 horas nesta tarefa.

2. Elaboração de testes: imaginemos que o prof. Simplício realiza, por período, dois testes em cada turma. Significa que tem de elaborar dez testes. Vamos imaginar que ele consegue gastar apenas 1 hora para preparar, escrever e fotocopiar o teste (estou a ser muito poupado, acredite), quer dizer que consome, num período, 10 horas neste trabalho.

3. Correcção de testes: o prof. Simplício tem, como vimos, 125 alunos, isto implica que ele corrige, por período, 250 testes. Vamos imaginar que ele consegue corrigir cada teste em 25 minutos (o que, em muitas disciplinas, seria um milagre, mas vamos admitir que sim, que é possível corrigir em tão pouco tempo), demora mais de 104 horas para conseguir corrigir todos os testes, durante um período.

4. Correcção de trabalhos de casa: consideremos que o prof. Simplício só manda realizar trabalhos para casa uma vez por semana e que corrige cada um em 10 minutos. No total são mais de 20 horas (isto é, 125 alunos x 10 minutos) por semana. Como o período tem 14 semanas, temos um resultado final de mais de 280 horas.

5. Correcção de trabalhos individuais e/ou de grupo: vamos pensar que o prof. Simplício manda realizar apenas um trabalho de grupo, por período, e que cada grupo é composto por 3 alunos; terá de corrigir cerca de 41 trabalhos. Vamos também imaginar que demora apenas 1 hora a corrigir cada um deles (os meus colegas até gargalham, ao verem estes números tão minguados), dá um total de 41 horas.

6. Investigação: consideremos que o professor dedica apenas 2 horas por semana a investigar, dá, no período, 28 horas (2h x 14 semanas).

7. Acções de formação contínua: para não atrapalhar as contas, nem vou considerar este tempo.

 Vamos, então, somar isto tudo:

84h+10h+104h+280h+41h+28h=547 horas.

Multipliquemos, agora, as 9 horas semanais que o professor tem para estes trabalhos pelas 14 semanas do período: 9 hx14= 126 horas.

Ora 547h-126h=421 horas. Significa isto que o professor trabalhou, no período, 421 horas a mais do que aquelas que lhe tinham sido destinadas para o efeito.

 Vamos ver, de seguida, quantos dias úteis de descanso tem o professor no Natal.

No próximo Natal, por exemplo, as aulas terminam no dia 18 de Dezembro. Os dias 19, 22 e 23 serão para realizar Conselhos de Turma, portanto, terá descanso nos seguintes dias úteis: 24, 26, 29 30 e 31 de Dezembro e dia 2 de Janeiro. Total de 6 dias úteis. Ora 6 dias vezes 7 horas de trabalho por dia dá 42 horas. Então, vamos subtrair às 421 horas a mais que o professor trabalhou as 42 horas de descanso que teve no Natal, ficam a sobrar 379 horas. Quer dizer, o professor trabalhou a mais 379 horas!! Isto em dias de trabalho, de 7 horas diárias, corresponde a 54 dias!!! O professor Simplício tem um crédito sobre o Estado de 54 dias de trabalho. Por outras palavras, o Estado tem um calote de 54 dias para com o prof. Simplício.

 Pois é, não parecia, pois não, caro anónimo? Mas é isso que o Estado deve, em média, a cada professor no final de cada período escolar.

Ora, como o Estado somos todos nós, onde se inclui, naturalmente, o nosso prezado anónimo, (pressupondo que, como nós, tem os impostos em dia) significa que o estimado anónimo, afinal, está em dívida para com o prof. Simplício. E ao contrário daquilo que o nosso simpático anónimo afirmava, os professores não descansam muito, descansam pouco!

 Veja lá os trabalhos que arranjou: sai daqui a dever dinheiro a um professor. Mas, não se incomode, pode ser que um dia se encontrem e, nessa altura, o amigo paga o que deve.

  Para que seja clarificada a situação, para que todos estejamos correctamente informados , por favor, reencaminhem para todos os amigos, conhecidos e anónimos!!!