segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Contribuições portuguesas para a civilização

Entristece-me o esquecimento da nossa história. Assim, perdemos a consciência de quem somos, e a ideia clara para onde talvez um dia possamos todos partir enquanto povo singular e pequena nação...

Neste caminho pleno de escolhos que todos nós temos pela frente, com os nossos pais e avós e crianças em nosso redor, primeiro proponho-vos uma catárse...um choque colectivo, vendo uma série de extractos de filmes, programas, e séries televisivas, onde os portugueses são retratados, para seu bem ou para sua mágoa !?...

http://youtu.be/_sOR_JWmiG0

Com que sentimento ficou?...bom, há muito fundamento no que é dito sobre nós, e também há muita ignorância naquilo que dizem de nós...
Com este sentimento no coração decidi-me a deixar algumas notas cruciais, para que as usemos sempre que o esquecimento de quem somos se apoderar de nós. Não é minha intenção alimentar egos, pois é sabido que o português também é fanfarrão, na sua ignorância. E os vídeos acima citados são um espelho disso mesmo, o karma que herdámos de tanta estupidez nacional.

Qual a contribuição dos portugueses para o progresso da humanidade? Aqui irei registando, ao longo do tempo, aquilo que sei e aprendo:

- Inventaram a caravela em 1410 tornando possível a navegação global. Colombo "descobriu" a América com três caravelas. Henrique, o Navegador (ou o Infante Dom Henrique, duque de Viseu) condenava à morte os carpinteiros das caravelas que revelassem os segredos da construção da caravela. Com a sua determinação conseguiu lançar Portugal numa epopeia ímpar [Comentário: terá sido decisivo o facto de ser filho de uma princesa inglesa, Dona Filipa de Lencastre? ]
- Foi Pedro Nunes que inventou o nónio, instrumento de precisão, precursos do vernier. Quem usa um paquímetro, usa um legado de um extraordinário matemático e inventor português.
- Nunes descobriu, entre muitas outras coisas, uma curva de importância fundamental em navegação e matemática em espaços não-euclideanos: a loxodrómia. É a trajectória mais simples (não a mais curta) entre dois locais próximos do nosso planeta esférico.
- Navegadores portugueses inventaram a vela latina e a possibilidade de navegar à bolina (contra o vento).
- Introduziram armas no Japão, rompendo com o ciclo constante de guerras entre senhores da guerra japoneses, abrindo o Japão ao desenvolvimento e permitindo tornar-se uma das maiores potências económicas mundiais. Os japoneses têm um especial carinho por nós. Em qualquer lado do Japão podemos levantar dinheiro das ATM em língua portuguesa (devido ao grande número de japoneses que emigraram para o Brasil).
- Técnicas de culinária no Japão, a "tempura". O leque enorme de palavras que se encontram no dicionário japonês de origem portuguesa. A pastelaria japonesa tem semelhanças com a nossa, em particular o Pão de Ló (que ali se chama "Castero").
- Os judeus foram expulsos de Portugal com a Inquisição (na verdade ainda não formalmente declarada extinta pelo Vaticano) mas foram os fundadores do primeiro banco do mundo, o Banco de Inglaterra. [Em minha opinião foi o maior erro cometido pelo nossos governantes desse tempo...] Leiam esta palestra dada por Manuel Luciano da Silva na Roger William Univeristy, Bristol, Rhode Island. Vale a pena.
- Foram os Franceses que ofereceram aos USA a famosa Estátua da Liberdade. Na sua base, numa place de bronze, encontra-se um poema da autoria de uma judia portuguesa, Emma Lazarus, sobrinha de Benjamin Cardozo,  advogado americano e associado ao Supreme Court Justice com contribuições importantíssimas para o desenvolvimento da lei nos USA. Esse poema aqui está:
 
Not like the brazen giant of Greek fame
With conquering limbs astride from land to land;
Here at our sea-washed, sunset gates shall stand
A mighty woman with a torch, whose flame
Is the imprisoned lightning, and her name
Mother of Exiles.  From her beacon-hand
Glows world-wide welcome; her mild eyes command
The air-bridged harbor that twin cities frame, "Keep, ancient lands, your storied pomp!" cries she
With silent lips. "Give me your tired, your poor,
Your huddled masses yearning to breathe free,
The wretched refuse of your teeming shore,
Send these, the homeless, tempest-tossed to me,
I lift my lamp beside the golden door!"

by Emma Lazarus, New York City, 1883

- Jacob Rodrigues Pereira, um "cristão-novo", um dos inventores da linguagem gestual para mudos.
- Os seus sobrinhos, irmão Pereire, foram grandes banqueiros franceses que finaciaram a construção da primeira linha férrea em França e foram fundadores da Societé Générale du Crédit Mobilier.
- Uma princesa portuguesa lançou a tradição do chá das 5 no Reino Unido. Foi Catarina de Bragança.

[Continuarei proximamente]

Abrãao Zacuto

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Informações diversas sobre Portugal

Para conhecer Portugal e a sua história...

Como estamos ainda em época de férias estivais, aqui vos deixo algumas ligações a
antigos postais de localidades de Portugal (de agora e outrora)

Conheça também Lisboa debaixo do solo clicando nas ligações embaixo indicadas:

8) O Aqueduto das Aguas Livres
http://www.youtube.com/watch?v=fr2Et9XIvkI&NR=1
9) O Nucleo Arqueológico da Rua dos Correeiros
http://www.youtube.com/watch?v=9XGps3kHVfE&feature=related
12) Os Moinhos de Vento
http://www.youtube.com/watch?v=PtDw4vK-qkI&feature=related

MUSEUS E MONUMENTOS NACIONAIS

Links directos
Mosteiro dos Jerónimos – Lisboa
http://3d.culturaonline.pt/Content/Common/VirtualTour/Index.htm?id=75047666-4597-4a28-ae77-9b7567c4732b
Convento de Cristo - Tomar
http://3d.culturaonline.pt/Content/Common/VirtualTour/Index.htm?id=82e66d80-439e-4f29-bc9b-576e98efee57
Mosteiro da Batalhahttp://3d.culturaonline.pt/Content/Common/VirtualTour/Index.htm?id=42bb5d98-e786-4f02-bb5f-2aa349af28dd
Mosteiro de Alcobaçahttp://3d.culturaonline.pt/Content/Common/VirtualTour/Index.htm?id=c26617b5-acd3-422e-998f-5bd163a99efc
Links indirectos
Depois de entrar na pagina click em visita virtual

Fortaleza de Sagres
http://www.culturaonline.pt/MuseusMonumentos/Monumentos/Pages/Fortaleza_Sagres.aspx
Mosteiro Santa Clara Velha - Coimbrahttp://www.culturaonline.pt/MuseusMonumentos/Monumentos/Pages/Mosteiro_Santa_Clara_Velha.aspx
Mosteiro de São Martinho Tibães - Bragahttp://www.culturaonline.pt/MuseusMonumentos/Monumentos/Pages/Mosteiro_Sao_Martinho_Tibaes.aspx
Museu Grão Vasco - Viseu
http://www.culturaonline.pt/MuseusMonumentos/Museus/Pages/M_Grao_Vasco.aspx
Museu Nacional do Azulejo - Lisboahttp://www.culturaonline.pt/MuseusMonumentos/Museus/Pages/M_Nacional_Azulejo.aspx
Museu Nacional de Arte Antiga - Lisboahttp://www.culturaonline.pt/MuseusMonumentos/Museus/Pages/M_nacional_arte_antiga.aspx
Palácio Nacional da Ajuda - Lisboahttp://www.culturaonline.pt/MuseusMonumentos/Palacios/Pages/PN_Ajuda.aspx
Museu Soares dos Reis - Porto
http://www.culturaonline.pt/MuseusMonumentos/Museus/Pages/M_Soares_Reis.aspx
Palácio Nacional de Mafrahttp://www.culturaonline.pt/MuseusMonumentos/Palacios/Pages/PN_Mafra.aspx
Palácio Nacional de Queluzhttp://www.culturaonline.pt/MuseusMonumentos/Palacios/Pages/PN_Queluz.aspx
Palácio Nacional de Sintrahttp://www.culturaonline.pt/MuseusMonumentos/Palacios/Pages/PN_Sintra.aspx
Torre de Belém - Lisboa
http://www.culturaonline.pt/MuseusMonumentos/Monumentos/Pages/Torre_Belem.aspx

Bravo Partido (Nacional)-Socialista Português !

É difícil acreditar num partido que protagonizou o pior momento da vida nacional após o 25 de Abril. E toda a sua história desde o 25 de Abril. Dito isto, não quero ilibar nenhum outro, como se pode compreender. Não foi apenas José Sócrates, o "demolidor", que deverá ser responsabilizado pelo desmoronamento do que pouco que havia sobrevivido à "revolução dos cravos": uma nova mentalidade, mecanismos de protecção social, valorização do trabalho, do ensino e saúde, esforço colectivo de aproximação com outros povos (não me refiro à cartilha comunista, é preciso bom senso, todos sabemos por exemplo que a nossa relação com o Brasil ou os PALOP não é a mais inteligente e digna). Tudo isto demoliu, e também protagonizou a mais violenta perseguição política depois de Salazar.

É toda a cúpula do partido que o permitiu (e todos nós sabemos quem foram os responsáveis morais), os apoios que recebeu dos grandes empresários nacionais, que manifestamente não estão minimamente preocupados com o que possa acontecer ao país e ao sofrimento que atinge duramente o seu próprio povo. Se duvidam do que vos digo, procurem certificarem-se por própria iniciativa. Por exemplo, pedindo apoios às fundações privadas que neste país existem (vivendo à custa do Estado) ou a grandes empresas com o fito de financiar alguma iniciativa de manifesta importância social (a menos que você seja algum amigalhaço dos mesmos e que por seu intermédio alguma vantagem no negócio eles possam obter)...Talvez com sorte recebam alguma resposta, negativa pela certa.

Agora em França, as grandes fortunas pedem ao governo forma de serem taxados...Aqui, apresentam-se inúmeras dificuldades, dão-se despudoradas justificações como se todos fossemos mentecaptos...Só esta situação revela a mentalidade que existe no país e assustadoramente alerta-nos para o futuro,  demolindo qualquer ilusão. Confesso que hoje vivo na dúvida sobre qual o conselho a dar aos jovens: se os devo aconselhar a lutar, ou se a partirem de vez para longe... Apesar deste blogue...que ainda persiste em ser o meu campo de luta.

Agora na oposição, no dia-a-dia, o P(N)S volta às nossas casas através do canal de controlo estatal (todos eles descobriram que a TV é a mais extraordinária invenção da física com maior interesse em política). O partido regressa com o discurso do justiceiro, e sem vergonha alguma na cara, como se não tivesse responsabilidade no que acontece neste país desde o governo de Guterres (embora em minha opinião aquele que mais sensibilidade social mostrou), na desgraça que está aí para ficar (quanto tempo?). Esquecem que a crise não começou com a tróica, não, todos sabemos que ela está aí há pelo menos 6-8 anos. E é assim que se governa este país. Bravo P(N)S! Gostaria de vos dizer que irei registando aqui os vossos memoráveis momentos da nova época.

Abrão Zacuto.

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Discurso do senador Cristovam Buarque sobre a Amazónia

ESSA CALOU OS AMERICANOS.!!!
SHOW DO MINISTRO BRASILEIRO DE EDUCAÇÃO NOS ESTADOS UNIDOS




Essa merece ser lida, afinal não é todo dia que um brasileiro dá um esculacho educadíssimo nos americanos!

Durante debate em uma universidade, nos Estados Unidos,o ex-governador do DF, ex-ministro da educação e atual senador CRISTÓVAM BUARQUE, foi questionado
sobre o que pensava da internacionalização da Amazônia.

O jovem americano introduziu sua pergunta dizendo que esperava a resposta de um Humanista e não de um brasileiro.

Esta foi a resposta do Sr.Cristóvam Buarque:

"De fato, como brasileiro eu simplesmente falaria contra a internacionalização da Amazônia. Por mais que nossos governos não tenham o devido cuidado com esse patrimônio, ele é nosso.

"Como humanista, sentindo o risco da degradação ambiental que sofre a Amazônia, posso imaginar a sua internacionalização, como também de tudo o mais que tem importância para a humanidade.

"Se a Amazônia, sob uma ética humanista, deve ser internacionalizada, internacionalizemos também as reservas de petróleo do mundo inteiro.O petróleo é tão importante para o bem-estar da humanidade quanto a Amazônia
para o nosso futuro. Apesar disso, os donos das reservas sentem-se no direito de aumentar ou
diminuir a extração de petróleo e subir ou não o seu preço."

"Da mesma forma, o capital financeiro dos países ricos deveria ser
internacionalizado. Se a Amazônia é uma reserva para todos os seres humanos, ela não pode ser queimada pela vontade de um dono, ou de um país.
Queimar a Amazônia é tão grave quanto o desemprego provocado pelas decisões arbitrárias dos especuladores globais. Não podemos deixar que as reservas financeiras sirvam para queimar países inteiros na volúpia da especulação.

"Antes mesmo da Amazônia, eu gostaria de ver a internacionalização de todos os grandes museus do mundo. O Louvre não deve pertencer apenas à França.
Cada museu do mundo é guardião das mais belas peças produzidas pelo gênio humano. Não se pode deixar esse patrimônio cultural, como o patrimônio natural Amazônico, seja manipulado e instruído pelo gosto de um proprietário
ou de um país. Não faz muito, um milionário japonês,decidiu enterrar com ele, um quadro de
um grande mestre. Antes disso, aquele quadro deveria ter sido internacionalizado.

"Durante este encontro, as Nações Unidas estão realizando o Fórum do Milênio, mas alguns presidentes de países tiveram dificuldades em comparecer por constrangimentos na fronteira dos EUA. Por isso, eu acho que Nova York,
como sede das Nações Unidas, deve ser internacionalizada. Pelo menos Manhattan deveria pertencer a toda a humanidade. Assim como Paris, Veneza, Roma, Londres, Rio de Janeiro, Brasília, Recife, cada cidade, com sua beleza específica, sua historia do mundo, deveria pertencer ao mundo inteiro.

"Se os EUA querem internacionalizar a Amazônia, pelo risco de deixá-la nas
mãos de brasileiros, internacionalizemos todos os arsenais nucleares dos EUA. Até porque eles já demonstraram que são capazes de usar essas armas, provocando uma destruição milhares de vezes maiores do que as lamentáveis queimadas feitas nas florestas do Brasil.

"Defendo a idéia de internacionalizar as reservas florestais do mundo em troca da dívida. Comecemos usando essa dívida para garantir que cada criança do Mundo tenha possibilidade de COMER e de ir à escola.
Internacionalizemos as crianças tratando-as, todas elas, não importando o país onde nasceram, como patrimônio que merece cuidados do mundo inteiro.

" Como humanista, aceito defender a internacionalização do mundo.
Mas, enquanto o mundo me tratar como brasileiro, lutarei para que a Amazônia
seja nossa. Só nossa!



ESTA MATÉRIA NÃO FOI PUBLICADA, POR RAZÕES ÓBVIAS. AJUDE A
DIVULGÁ-LA, SE POSSÍVEL FAÇA TRADUÇÃO PARA OUTRAS LÍNGUAS QUE DOMINAR.


Obrigado, sr. ministro!

Obrigado, sr. ministro!

por JOÃO CÉSAR DAS NEVES
Há dias um pobre pediu-me esmola. Depois, encorajado pela minha generosidade e esperançoso na minha gravata, perguntou se eu fazia o favor de entregar uma carta ao senhor ministro. Perguntei-lhe qual ministro e ele, depois de pensar um pouco, acabou por dizer que era ao ministro que o andava a ajudar. O texto é este:
"Senhor ministro, queria pedir-lhe uma grande ajuda: veja lá se deixa de me ajudar. Não me conhece, mas tenho 72 anos, fui pobre e trabalhei toda a vida. Vivia até há uns meses num lar com a minha magra reforma. Tudo ia quase bem, até o senhor me querer ajudar.
Há dois anos vierem uns inspectores ao lar. Disseram que eram de uma coisa chamada Azai. Não sei o que seja. O que sei é que destruíram a marmelada oferecida pelos vizinhos e levaram frangos e doces dados como esmola. Até os pastelinhos da senhora Francisca, de que eu gostava tanto, foram deitados fora. Falei com um deles, e ele disse-me que tudo era para nosso bem, porque aqueles produtos, que não estavam devidamente embalados, etiquetados e refrigerados, podiam criar graves problemas sanitários e alimentares. Não percebi nada e perguntei-lhe se achava bem roubar a comida dos pobres. Ele ficou calado e acabou por dizer que seguia ordens. Fiquei então a saber que a culpa era sua e decidi escrever-lhe. Nessa noite todos nós ali passámos fome, felizmente sem problemas sanitários e alimentares graves.
Ah! É verdade. Os tais fiscais exigiram obras caras na cozinha e noutros locais. O senhor director falou em fechar tudo e pôr-nos na rua, mas lá conseguiu uns dinheiritos e tudo voltou ao normal. Como os inspectores não regressaram e os vizinhos continuaram a dar-nos marmelada, frangos e até, de vez em quando, os belos pastéis da tia Francisca, esqueci-me de lhe escrever. Até há seis meses, quando destruíram tudo.
Estes não eram da Azai. Como lhe queria escrever, procurei saber tudo certinho. Disseram-me que vinham do Instituto da Segurança Social. Descobriram que estava tudo mal no lar. O gabinete da direcção tinha menos de 12 m2 e na instalação sanitária do refeitório faltava a bancada com dois lavatórios apoiados sobre poleias e sanita com apoios laterais. Os homens andaram com fitas métricas em todas as janelas e portas e abanaram a cabeça muitas vezes. Havia também um problema qualquer com o sabonete, que devia ser líquido.
Enfureceram-se por existirem quartos com três camas, várias casas de banho sem bidé e na área destinada ao duche de pavimento (ligeiramente inferior a 1,5 m x 1,5 m) não estivesse um sistema que permita tanto o posicionamento como o rebatimento de banco para banho de ajuda (uma coisa que nem sei o que seja). Em resumo, o lar era uma desgraça e tinha de fechar.
Ultimamente pensei pedir aos senhores fiscais para virem à barraca onde vivo desde então, medir as janelas e ver as instalações sanitárias (que não há!). Mas tenho medo que ma fechem, e então é que fico mesmo a dormir na rua.
Mas há esperança. Fui ontem, depois da missa, visitar o lar novo que o senhor prior aqui da freguesia está a inaugurar, e onde talvez tenha lugar. Fiquei espantado com as instalações. Não sei o que é um hotel de luxo, porque nunca vi nenhum, mas é assim que o imagino. Perguntei ao padre por que razão era tudo tão grande e tão caro. Afinal, se fosse um bocadinho mais apertado, podia ajudar mais gente. Ele respondeu que tinha apenas cumprido as exigências da lei (mais uma vez tem a ver consigo, senhor ministro). Aliás o prior confessou que não tinha conseguido fazer mesmo tudo, porque não havia dinheiro, e contava com a distracção ou benevolência dos inspectores para lhe aprovarem o lar. Se não, lá ficamos nós mais uns tempos nas barracas.
Senhor ministro, acredito que tenha excelentes intenções e faça isto por bem. Como não sabe o que é a pobreza, julga que as exigências melhoram as coisas. Mas a única coisa que estas leis e fiscalizações conseguem é criar desigualdades dentro da miséria. Porque não se preocupam com as casas dos pobres, só com as que ajudam os pobres."

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Acção de nulidade da licenciatura de Jose Socrates

[Corre pela internet esta notícia]

Grande 'Bronca':
Acção de Nulidade da Licenciatura de José Sócrates.
Ainda vai ter de ir para as Novas Oportunidades ....
Que enormíssima bronca, se isto for mesmo para a frente!!!....... só prova q qdo os advogados se empenham, conseguem!!!!!!!!
(do advogado José Maria Martins )
Acção de Nulidade da Licenciatura de José Sócrates

Como todos sabem fui eu que entreguei uma queixa-crime para se averiguar da veracidade ou falsidade da licenciatura de José Sócrates, depois da investigação do Prof. António Caldeira , do blogue do "Portugal Profundo"


Apesar de o Ministério Público ter arquivado o processo (como vem sendo hábito quando se trata de Sócrates), com argumentos que não nos convencem, decidi intentar acção judicial de nulidade da licenciatura de José Sócrates.
Entendo que não é verdadeira, nem válida, face a todos os elementos disponíveis.
Desde logo a Universidade Independente não possuía o órgão legalmente estabelecido para aprovar as equivalências, pelo que o processo está viciado. Para além de vários outros dados que não posso aqui revelar.
Depois, não se pode dar equivalência a cadeiras que ainda não estavam feitas.

Por fim, a UNI não reunia os requisitos legais necessários.
Assim, logo que o Tribunal de Instrução Criminal me entregue a certidão que já pedi - na semana passada - será intentada a competente acção de nulidade da licenciatura em engenharia civil do actual Primeiro Ministro.
Os portugueses necessitam de saber a verdade!

Dr. José Maria Martins
Advogado

Esperando pelo...holocausto!

A peça de Samuel Beckett "Esperando por Godod" reflecte bem a nossa impaciência para com o estado das coisas no mundo. Nesta peça satírica, os dois personagens Vladimir e Estragon esperam em vão por Godot, alguém que nem eles próprios conhecem ao certo...É mais uma vez hoje uma situação muito pertinente...
Outrora, no espírito da cavalaria medieval, exaltou-se a honra e a glória. No Renascimento, a luta pela honra adquiriu o estatuto de ideologia dominante. A mais pura concepção do desejo de glória como justificação de vida encontrou-se depois no Séc. XVII. Corneille retratou bem esses personagens e os seus feitos que acabam sempre falhados, e ele seguramente contribuiu para o espectacular declíneo do ideal aristocrático. E hoje em dia? O ideal está em ganhar dinheiro, estamos na época do endeusamento do dinheiro, tudo o mais não interessa, a não ser o material. A humanidade inteira está hoje dependente de "gestores bem pagos", de homens de colarinha branco negociando nas bolsas, um bando de parasitas. Nada produzem, vivem à custa de quem trabalha e gera riqueza produzindo e criando, mas esses parasitas jogam com as bolsas em todo o mundo, bolsa que desce, bolsa que sobe, e entretanto todas as economias do mundo a esvairem-se, e o povo sofrendo, como se todo o problema se reduzisse a uma mula de carga sem dono que a alimente...Quem trabalha nas fábricas, quem estuda e investiga, quem trabalha a terra e contribui com o seu trabalho, atenção, dedicação e conhecimento, foi atirado para a escala mais baixa da sociedade. Não vale nada! Mas ser bolsista, gestor, banqueiro, construtor especulador, isso sim, "they are the men!". Esses são os modernos deuses do Templo. Bravo!

Para a infelicidade da maioria de todos nós, por enquanto só nos resta a indignação! Sabe-se que há algumas individualidades a pensar em soluções para esta desgraça mundial, global, intelectuais, cientistas, cidadãos responsáveis, mas em nada resulta porque estão em número incipiente. Não são ouvidos, nem há ideia clara do caminho a seguir. A seguir... temos esta história que se faz todos os dias, o ditame dos políticos (a quem só interessa a carreira e o dinheiro que fazem com ela à nossa custa), o Estado que com eles "engordou" (!) e nos vai progressivamente asfixiando, sem que consigamos vislumbrar o que fazer. Em Madrid, na Plaza del Sol, permanecem os "indignados", a aproximação "zero" a quelaquer problema. E o que fazer a seguir? O que todos nós devemos fazer a seguir que garanta um futuro melhor, mais tranquilo, em que se valorize quem trabalha e se põe no calabouço quem rouba (político ou ladrão)? Qual o futuro do Estado, do aparelho de Governo, claramente um "aparelho" destinado a esmagar o Homem, a impedir o progresso, mecanismo de extorsão e escravização?

Entretanto vão-se ouvindo algumas vozes clamando que só uma grande catástrofe poderá varrer esta náusea toda que nos infesta a alma: virá a famina ou uma guerra generalizada, que dizimará centenas de milhões. Uma tragédia tal que a humanidade percebará de uma vez por todas que há que mudar de rumo, há que mudar os valores, de perspectiva, se queremos um dia recuperar a nossa dignidade! Qual o argumento? Dantes havia o mecanismo das guerras, houve a primeira e o marasmo que havia desapareceu, houve a Segunda Guerra Mundial e um Plano Marshall para a Europa que relançou a sua economia. E agora? Uma guerra nuclear está fora de questão, morreríamos todos. Quem ganhasse, ganharia uma vitória de Pirro.

E entristece-me ouvir este zum-zuns. Pergunto: não haverá outra solução, mais calma, menos violenta? Se for inevitável que haja sacrificados, se tiverem que morrer centenas de milhões, não seria mais justo que morressem talvez alguns milhões, os parasitas da sociedade?

 No nosso país, claramente há muito tempo sem gente capaz em número suficiente para gerir o bem comum, o que vemos é este tipo de "medidas": o António Costa, socialista (!), vai abrir portangens à entrada da capital; é o ministro tal que sobe o imposto do gás e da electricidade de 6 para 23 %...Francamente, enquanto houver maneira de nos virem "sacar" dinheiro, eles irão fazê-lo, até que chegue o dia em que estaremos todos com trabalho garantido, mas em dívida para com o Estado, e sem podermos fugir a esse esmagador abraço, porque haverá a "autoridade férrea" que perseguirá... tal como os pequenos escravos que pululam no nosso grande país irmão, gentes sem-terras para sobreviverem, mas em dívida para com o seu patrão...

Aqui está um pouco, apenas um pouco da "indignação" sentida por um cidadão!

Abrãao Zacuto!