quarta-feira, 23 de março de 2011

Denuncia!

Para avivar a memória a quem, por norma, não anota!!!



POR MIM, NÃO DEIXAREI DE AVIVAR A MEMÓRIA DOS ESQUECIDOS !...



Um dos Motivos porque o Governo se tornou fiador de 20 mil milhões de
euros de transacções intra bancárias......???

Os de hoje, vão estar como gestores de Banca amanhã, pois os de ontem,
já estão por lá hoje.

Correcto???? Se pensa que não, vejamos:



EIS A LISTA :



Fernando Nogueira:



Antes -Ministro da Presidência, Justiça e Defesa

Agora - Presidente do BCP Angola



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José de Oliveira e Costa: (O TAL QUE ESTEVE NA GAIOLA)



Antes -Secretário de Estado dos Assuntos Fiscais

Agora -Presidente do Banco Português de Negócios (BPN)



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Rui Machete: (AGORA NINGUÉM O OUVE)



Antes - Ministro dos Assuntos Sociais

Agora - Presidente do Conselho Superior do BPN; (o banco falido, é só
gamanço)

Presidente do Conselho Executivo da FLAD



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Armando Vara: (AQUELE A QUEM O SUCATEIRO DAVA CAIXAS DE ROBALOS)



Antes - Ministro adjunto do Primeiro Ministro

Agora - Vice-Presidente do BCP (demissionário a seu pedido, antes que
levasse um chuto no cú)



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Paulo Teixeira Pinto: (o tal que antes de trabalhar já estava reformado)



Antes - Secretário de Estado da Presidência do Conselho de Ministros

Agora - Presidente do BCP (Ex. - Depois de 3 anos de 'trabalho',

Saiu com 10 milhões de indemnização !!! e mais 35.000EUR x 15 meses por
ano até morrer...)

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António Vitorino:



Antes -Ministro da Presidência e da Defesa

Agora -Vice-Presidente da PT Internacional;

Presidente da Assembleia Geral do Santander Totta - (e ainda umas
'patacas' como comentador RTP)



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Celeste Cardona: (a tal que só aceitava o lugar na Biblioteca do Porto
se tivesse carro e motorista às ordens - mas o vencimento era muito curto)



Antes - Ministra da Justiça

Agora - Vogal do CA da CGD (QUE MARAVILHA - ORDENADO PRINCIPESCO - O ZÉ
PAGA)

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José Silveira Godinho:



Antes - Secretário de Estado das Finanças

Agora - Administrador do BES (VIVA O LUXO)

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João de Deus Pinheiro: (aquele que agora nem se vê)



Antes - Ministro da Educação e Negócios Estrangeiros

Agora - Vogal do CA do Banco Privado Português (O TAL QUE DEU O BERRO).



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Elias da Costa:



Antes - Secretário de Estado da Construção e Habitação -

Agora - Vogal do CA do BES (POIS CLARO, AGORA É BANQUEIRO)



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Ferreira do Amaral: (O ESPERTALHÃO, QUE PREPAROU O TERRENO)



Antes - Ministro das Obras Públicas (que entregou todas as pontes a
jusante de Vila Franca de Xira à Lusoponte)

Agora - Presidente da Lusoponte, com quem se tem de renegociar o
contrato (POIS CLARO, À TRIPA FORRA).



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etc etc etc...

O que é isto ?

Cunha ?

Gamanço ?



É Portugal no seu esplendor .



...e depois até querem que se declarem as prendas de casamento e o seu
valor.



Já é tempo de parar esta canalha nojenta !

Não te cales, DENUNCIA!

segunda-feira, 21 de março de 2011

Este é o maior fracasso da democracia portuguesa

Materiais para a história do regime

Resposta ao Caríssimo que veio aos jornais INDIGNAR-SE contra os professores.

Tal demonstra bem como os profs trabalham tanto e "nem se dá por ela".

 Caro anónimo indignado com a indignação dos professores,

Homens (e as mulheres) não se medem aos palmos, medem-se, entre outras coisas, por aquilo que afirmam, isto é, por saberem ou não saberem o que dizem e do que falam.

O caro anónimo mostra-se indignado (apesar de não aceitar que os professores também se possam indignar! Dualidade de critérios deste nosso estimado anónimo... Mas passemos à frente) com o excesso de descanso dos professores: afirma que descansamos no Natal, no Carnaval, na Páscoa e no Verão, (esqueceu-se de mencionar que também descansamos aos fins-de-semana). E o nosso prezado anónimo insurge-se veementemente contra tão desmesurada dose de descanso de que os professores usufruem e de que, ao que parece, ninguém mais usufrui.

Ora vamos lá ver se o nosso atento e sagaz anónimo tem razão. Vai perdoar-me, mas, nestas coisas, só lá vamos com contas.

O horário semanal de trabalho do professor é 35 horas. Dessas trinta e cinco, 9 horas são destinadas ao seu trabalho individual, que cada um gere como entende. As outras 26 horas são passadas na escola, a leccionar, a dar apoio, em reuniões, em aulas de substituição, em funções de direcção de turma, de coordenação pedagógica, a resolver problemas disciplinares (e outros do foro da psicologia, da assistência social,...), etc., etc.

Bom, centremo-nos naquelas 9 horas que estão destinadas ao trabalho que é realizado pelo professor fora da escola (já que na escola não há quaisquer condições de o realizar): preparação de aulas, elaboração de testes, correcção de testes, correcção de trabalhos de casa, correcção de trabalhos individuais e/ou de grupo, investigação e formação contínua. Agora, vamos imaginar que um professor, a quem podemos passar a chamar de Simplício, tem 5 turmas, 3 níveis de ensino, e que cada turma tem 25 alunos (há casos de professores com mais turmas, mais alunos e mais níveis de ensino e há casos com menos - ficamos por uma situação média, se não se importar). Para sabermos o quanto este professor trabalha ou descansa, temos de contar as suas horas de trabalho.

Vamos lá, então, contar:

1. Preparação de aulas: considerando que tem duas vezes por semana cada uma dessas turmas e que tem três níveis diferentes de ensino, o professor Simplício precisa de preparar, no mínimo, 6 aulas por semana (estou a considerar, hipoteticamente, que as turmas do mesmo nível são exactamente iguais -- o que não acontece -- e que, por isso, quando prepara para uma turma também já está a preparar para a outra turma do mesmo nível). Vamos considerar que a preparação de cada aula demora 1 hora. Significa que, por semana, despende 6 horas para esse trabalho. Se o período tiver 14 semanas, como é o caso do 1.º período do presente ano lectivo, o professor gasta um total de 84 horas nesta tarefa.

2. Elaboração de testes: imaginemos que o prof. Simplício realiza, por período, dois testes em cada turma. Significa que tem de elaborar dez testes. Vamos imaginar que ele consegue gastar apenas 1 hora para preparar, escrever e fotocopiar o teste (estou a ser muito poupado, acredite), quer dizer que consome, num período, 10 horas neste trabalho.

3. Correcção de testes: o prof. Simplício tem, como vimos, 125 alunos, isto implica que ele corrige, por período, 250 testes. Vamos imaginar que ele consegue corrigir cada teste em 25 minutos (o que, em muitas disciplinas, seria um milagre, mas vamos admitir que sim, que é possível corrigir em tão pouco tempo), demora mais de 104 horas para conseguir corrigir todos os testes, durante um período.

4. Correcção de trabalhos de casa: consideremos que o prof. Simplício só manda realizar trabalhos para casa uma vez por semana e que corrige cada um em 10 minutos. No total são mais de 20 horas (isto é, 125 alunos x 10 minutos) por semana. Como o período tem 14 semanas, temos um resultado final de mais de 280 horas.

5. Correcção de trabalhos individuais e/ou de grupo: vamos pensar que o prof. Simplício manda realizar apenas um trabalho de grupo, por período, e que cada grupo é composto por 3 alunos; terá de corrigir cerca de 41 trabalhos. Vamos também imaginar que demora apenas 1 hora a corrigir cada um deles (os meus colegas até gargalham, ao verem estes números tão minguados), dá um total de 41 horas.

6. Investigação: consideremos que o professor dedica apenas 2 horas por semana a investigar, dá, no período, 28 horas (2h x 14 semanas).

7. Acções de formação contínua: para não atrapalhar as contas, nem vou considerar este tempo.

 Vamos, então, somar isto tudo:

84h+10h+104h+280h+41h+28h=547 horas.

Multipliquemos, agora, as 9 horas semanais que o professor tem para estes trabalhos pelas 14 semanas do período: 9 hx14= 126 horas.

Ora 547h-126h=421 horas. Significa isto que o professor trabalhou, no período, 421 horas a mais do que aquelas que lhe tinham sido destinadas para o efeito.

 Vamos ver, de seguida, quantos dias úteis de descanso tem o professor no Natal.

No próximo Natal, por exemplo, as aulas terminam no dia 18 de Dezembro. Os dias 19, 22 e 23 serão para realizar Conselhos de Turma, portanto, terá descanso nos seguintes dias úteis: 24, 26, 29 30 e 31 de Dezembro e dia 2 de Janeiro. Total de 6 dias úteis. Ora 6 dias vezes 7 horas de trabalho por dia dá 42 horas. Então, vamos subtrair às 421 horas a mais que o professor trabalhou as 42 horas de descanso que teve no Natal, ficam a sobrar 379 horas. Quer dizer, o professor trabalhou a mais 379 horas!! Isto em dias de trabalho, de 7 horas diárias, corresponde a 54 dias!!! O professor Simplício tem um crédito sobre o Estado de 54 dias de trabalho. Por outras palavras, o Estado tem um calote de 54 dias para com o prof. Simplício.

 Pois é, não parecia, pois não, caro anónimo? Mas é isso que o Estado deve, em média, a cada professor no final de cada período escolar.

Ora, como o Estado somos todos nós, onde se inclui, naturalmente, o nosso prezado anónimo, (pressupondo que, como nós, tem os impostos em dia) significa que o estimado anónimo, afinal, está em dívida para com o prof. Simplício. E ao contrário daquilo que o nosso simpático anónimo afirmava, os professores não descansam muito, descansam pouco!

 Veja lá os trabalhos que arranjou: sai daqui a dever dinheiro a um professor. Mas, não se incomode, pode ser que um dia se encontrem e, nessa altura, o amigo paga o que deve.

  Para que seja clarificada a situação, para que todos estejamos correctamente informados , por favor, reencaminhem para todos os amigos, conhecidos e anónimos!!!

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

El Gran Casino europeo

Tudo tem explicação...Compreenda como somos vilmente roubados pelo Estado, na acutlaidade instrumento de exploração, roubo, dos grandes grupos económicos.

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Um país insuportável

POR: A. MARINHO E PINTO


A falta de bom-senso e humildade constitui uma das principais causas da
degenerescência da justiça portuguesa. Tudo seria simples se houvesse uma
coisa que falta cada vez mais aos nossos magistrados: bom senso.
Uma mulher com 88 anos de idade morreu no seu apartamento em Rio de Mouro,
Sintra, mas o corpo só foi encontrado mais de oito anos depois, juntamente
com os restos mortais de alguns animais de companhia (um cão e dois
pássaros).
Este caso, cujos pormenores têm sido abundantemente relatados na comunicação
social, interpela-nos a todos não só pela sua desumanidade mas também pela
chocante contradição entre os discursos públicos dominantes e a dura
realidade da nossa vida social. Contradição entre promessas e garantias de
bem-estar, de solidariedade e de confiança nas instituições públicas e uma
realidade feita de solidão, de abandono e de impessoalidade nas relações das
instituições com os cidadãos.
Apenas duas ou três pessoas se interessaram pelo desaparecimento daquela
mulher, fazendo, aliás, o que lhes competia. Com efeito, uma vizinha e um
familiar comunicaram o desaparecimento às autoridades policiais e judiciais
mas ninguém na PSP, na GNR, na Polícia Judiciária e no tribunal de Sintra se
incomodou o suficiente para ordenar as providências adequadas. Em face da
participação do desaparecimento de uma idosa a diligência mais elementar que
se impunha era ir à sua residência habitual recolher todos os indícios sobre
o seu desaparecimento. É isto que num sistema judicial de um país
minimamente civilizado se espera das autoridades policiais e judiciais, até
porque o caso era susceptível de constituir um crime. O assalto e até
assassínio de idosos nas suas residências não são, infelizmente, casos assim
tão raros em Portugal. Mas, sintomaticamente, as autoridades judiciais não
só não se deram ao trabalho de se deslocar à residência como,
inclusivamente, recusaram-se a autorizar os familiares a procederem ao
arrombamento da porta de entrada.
E tudo seria tão simples se houvesse uma coisa que falta cada vez mais aos
nossos magistrados: bom senso. Mas não. Dava muito trabalho ir à uma
residência procurar pistas sobre o desaparecimento de uma pessoa. Dava muito
trabalho oficiar outras instituições para prestar informações sobre esse
desaparecimento. Sublinhe-se que um primo da idosa se deslocou treze vezes
ao tribunal de Sintra para que este autorizasse o arrombamento da porta da
sua residência. Mas, em vez disso, o tribunal, lá do alto da sua soberba,
decretou que a desaparecida não estava morta em casa, pois, se estivesse,
teria provocado mau cheiro no prédio. É esta falta de bom-senso e humildade
perante a realidade que constitui uma das principais causas da
degenerescência da justiça portuguesa. Os nossos investigadores (magistrados
e polícias) não investigam para encontrar a verdade, mas sim para
confirmarem as verdades que previamente decretam. E, como algumas dessas
verdades são axiomáticas, não carecem de demonstração.
Mas há mais entidades cujo comportamento revela que a pessoa humana não
constitui motivo suficientemente forte para as obrigar a alterar as rotinas
burocráticas e impessoais.
A luz da cozinha daquele apartamento esteve permanentemente acesa durante um
ano, ao fim do qual a EDP cortou o fornecimento de energia eléctrica, sem se
interessar em averiguar o motivo pelo qual um consumidor deixou de cumprir o
contrato celebrado entre ambos.
Os vales da pensão de reforma deixaram de ser levantados pela destinatária,
mas a segurança social nada se preocupou com isso. Ninguém nessa instituição
estranhou que a pensão de reforma deixasse de ser recebida, ou seja, que
passasse a haver uma receita extraordinária sem uma causa. E isto é tanto
mais insólito quanto os reformados são periodicamente obrigados a fazerem
prova de vida. Mas isso é só quando estão vivos e recebem a pensão.
Os CTT atulharam a caixa de correio daquela habitação de correspondência que
não era recebida sem que nenhum alerta alterasse as suas rotinas.
Finalmente, as finanças penhoraram uma casa e venderam-na sem que o
respectivo proprietário fosse citado. Como é que é possível num país
civilizado penhorar e vender a habitação de uma pessoa, aliás, por uma
dívida insignificante, sem que essa pessoa seja citada para contestar? Sem
que ninguém se certifique de que o visado tomou conhecimento desse processo?
Como é possível comprar uma casa sem a avaliar, sem sequer a ver por dentro?
Quem avaliou a casa? Quem fixou o seu preço?
Claro que agora aparecem todos a dizer que cumpriram a lei e, portanto,
ninguém poderá ser responsabilizado porque a culpa, na nossa justiça, é
sempre das leis. É esta generalizada irresponsabilidade (ninguém responde
por nada) que está a tornar este país cada vez mais insuportável.

Estudo do Economista Álvaro Santos Pereira, Professor da Simon Fraser University, no Canadá. *