sexta-feira, 19 de setembro de 2014

Eu também quero ser verbo de encher-texto de José Manuel Fernandes desmascara Nuno Godinho de Matos...

Eu também quero ser verbo de encher
Nada atormenta os advogados das “senhas de presença” em tanto conselho de administração – "senhas" para eles moverem as suas influências, que no fundo é a razão profunda por que lhes pagam
Desde hoje de manhã que estou de boca aberta. Não sei se conseguirei fechá-la tão depressa. Tudo porque li uma entrevista como há muito, muito tempo, não lia algo de semelhante: a de Nuno Godinho de Matos ao jornal i.
Perguntarão: quem é Nuno Godinho de Matos? Pois é um advogado de Lisboa que era, até ao mês passado, administrador não executivo do Banco Espírito Santo. Uma busca na internet rapidamente nos indica que, além disso, foi fundador do Partido Socialista, trabalha há décadas com Daniel Proença de Carvalho, é actualmente vice-presidente da Ordem dos Advogados e foi durante muitos anos membro da Comissão Nacional de Eleições, lugar a que renunciou por ter representado nas últimas eleições autárquicas Moita Flores. Alguém de múltiplos talentos que, quero crer, falará com conhecimento de causa.
E o que nos diz ele nessa entrevista? Primeiro conta como se tornou administrador não executivo do BES. O convite chegou-lhe por via de um amigo de Ricardo Salgado com uma única justificação: era de boa política “incluir no conselho de administração alguém ligado à resistência ao antigo regime, de esquerda, e que não fosse profissional da actividade política”. Tão só, mais nada. Godinho de Matos ainda terá dito que “sabia tanto de bancos como de calceteiro, embora goste de calçadas”, mas Ricardo Salgado, que o convidou para um jantar na sede do BES, “teve a gentileza de dar as respostas que as pessoas educadas dão e dizer que não era assim”.
Conversa feita, lugar assumido. Durante seis anos Nuno Godinho de Matos foi administrador “independente”, não executivo, do banco. Com o mesmo estatuto e a mesma remuneração de outra advogada, Rita Amaral Cabral (companheira de Marcelo Rebelo de Sousa).
Vamos agora saber o que fazia Godinho de Matos naquele conselho. A resposta objectiva é: nada. Não sou eu que digo, é o próprio: “Em seis anos nunca abri a boca, entrava mudo e saía calado. Bem como todos os restantes administradores.” A própria existência desses conselhos de administração alargados é, diz Godinho de Matos, “um pró-forma”: “É algo que tem de existir para ratificar as deliberações nas questões fundamentais tomadas pela comissão executiva.” Mais: “os administradores não executivos são um detalhe, um acessório na toalete de uma senhora”.
Para um “acessório” Nuno Godinho de Matos até achava que saía “barato” ao BES, pois só recebiam senha de presença: líquido, uns “2400 euros por reunião”, 10 a 12 mil por ano. Pena que os documentos depositados na CMVM contem outra história, pois revelam que recebeu, brutos, 42 mil euros. É como eu digo: para “verbo de encher” assim, eu também eu gostava. Sobretudo com a insustentável leveza do que vem a seguir, isto é, o achar que é tudo culpa do Banco de Portugal, da CMVM e dos auditores. O administrador não executivo nunca viu nada, nunca ouviu nenhum dos rumores que circulavam por Lisboa, nunca se interrogou sobre as notícias dos jornais, nunca se incomodou com as emendas às declarações de IRS de Ricardo Salgado, nunca achou, numa palavra, que pudesse haver algo que perturbasse a serena rotina das suas “senhas de presença”.
Nada disto seria demasiado importante – afinal, quem é Nuno Godinho de Matos? – se não fosse revelador sobre a forma como as coisas funcionam. Godinho de Matos era um “acessório” a quem valia a pena pagar senhas de presença não porque desse contributos relevantes nas reuniões em que participava, mas porque compunha o ramalhete de ter alguém “de esquerda” e, como tantos outros advogados que há em idênticas funções em dezenas, centenas de conselhos de administração, ajudava a “abrir portas”. Não sei se alguma vez o fez, nem isso é importante: afinal ele aceitava fazer parte da estratégia de Ricardo Salgado, uma estratégia que, nesta mesma entrevista, define como motivada pelo desejo de poder. Mais exactamente, “o poder social e o financeiro”. Ora, como ele explica, ter uma estratégia de “preservação do poder” não tem nada de mesquinho ou de egoísta, com também faz questão de sublinhar – é, no seu ponto de vista, exactamente a mesma motivação de qualquer político.
Este fundador do PS que diz que gostaria de ter um governo chefiado por um Vítor Gaspar é alguém que aparentemente lida bem com estas coisas do poder e do dinheiro, ou não tivesse trazido em tempos, do Luxemburgo, uma mala com dinheiro dos socialistas europeus para entregar a Mário Soares. Nada disso o atormenta.
Como nada atormenta os advogados das “senhas de presença” em tanto conselho de administração – “senhas” para eles moverem as suas influências, que no fundo é a razão profunda por que lhes pagam, actuação que para eles é tão natural como beber água. Que entretanto caia um edifício do tamanho do BES também nunca será nada com que percam uma noite de sono (a não quando lhes congelam as contas, a única queixa que Godinho de Matos agora parece ter) – a culpa será sempre de outros.
Eu, confesso, continuo de boca aberta.
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terça-feira, 8 de julho de 2014

O PSD vai ter um Canal próprio de TV

O PSD vai ter um Canal próprio de TV

A equipa técnica, que está ainda em debate, deverá incluir:

Diretor Financeiro: Oliveira e Costa
Provedor de Ética: Miguel Relvas

Para além dos normais Telejornais, conduzidos por Manuela Moura Guedes,
a programação deverá incluir, no prime-time, uma série de “talk shows”:

Segunda: “CSI Oeiras”, com Isaltino de Morais
Terça: “Portugal dos Pequeninos”, com Marques Mendes
Quarta: “Moda e Elegância”, com Carlos Abreu Amorim
Quinta: “Macho Latino”, com Paulo Portas e Pedro Mota Soares
Sexta: “Ética nos Negócios”, com Dias Loureiro

Ao Sábado e ao Domingo, haverá dois Concursos de Cultura:
“De onde sopra o Vento?”, com Marcelo Rebelo de Sousa, e
“Quem matou a Velha?”, com Duarte Lima.

As manhãs da semana, serão abrilhantadas com um programa de Culinária:
“Os meus Aventais”, com Luís Montenegro.

Para assegurar a total independência do canal, estão ainda pensados diversos
debates de membros do Governo, com os principais líderes da oposição: Manuela Ferreira Leite, José Pacheco Pereira e Rui Rio.

Quinzenalmente, Alberto João Jardim animará um debate de Alcoólicos Anónimos

sábado, 14 de junho de 2014

Cavaco Silva, mito, realidade ou a volta da censura?

Passa-se alguma coisa com a saúde do Presidente da República e o que aparenta ser é motivo de extrema preocupação. O texto de Leonilde Santos publicado no notícias online fala dos crescentes indícios da doença de Alzheimer. O desmaio de CS durante as comemorações do 10 de Junho (dia de Portugal, abandonada nação!...) é mais uma confirmação pública de uma situação que requeria destituição, mas mostra haver em Portugal forças poderosas ("poderosas" porque lidam com uma população fraca intelectualmente e que morre de medo da própria sombra, sem dúvida dois motivos que permitiram outrora meio-século de fascismo opressor).
Leia-se aqui:
http://www.noticiasonline.eu/cavaco-silva-mito-realidade-ou-volta-da-censura/
 

sábado, 17 de maio de 2014

Estamos todos no inferno...

[Não consegui confirmar a veracidade desta entrevista, mas o seu conteúdo reflecte a realidade do Brasil e, na sua essência, o problema actual no mundo inteiro. AZ]

O BRASIL INTEIRO DEVERIA LER ESTA ENTREVISTA
Entrevista com o líder do PCC, Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola, ao jornal O Globo.
Estamos todos no inferno. Não há solução, pois não conhecemos nem o problema.

 
O GLOBO: Você é do PCC?
- Mais que isso, eu sou um sinal de novos tempos. Eu era pobre e invisível… vocês nunca me olharam durante décadas… E antigamente era mole resolver o problema da miséria… O diagnóstico era óbvio: migração rural, desnível de renda, poucas favelas, ralas periferias… A solução é que nunca vinha… Que fizeram? Nada. O governo federal alguma vez alocou uma verba para nós? Nós só aparecíamos nos desabamentos no morro ou nas músicas românticas sobre a “beleza dos morros ao amanhecer”, essas coisas… Agora, estamos ricos com a multinacional do pó. E vocês estão morrendo de medo… Nós somos o início tardio de vossa consciência social… Viu? Sou culto… Leio Dante na prisão…
 
O GLOBO: – Mas… a solução seria…
- Solução? Não há mais solução, cara… A própria idéia de “solução” já é um erro. Já olhou o tamanho das 560 favelas do Rio? Já andou de helicóptero por cima da periferia de São Paulo? Solução como? Só viria com muitos bilhões de dólares gastos organizadamente, com um governante de alto nível, uma imensa vontade política, crescimento econômico, revolução na educação, urbanização geral; e tudo teria de ser sob a batuta quase que de uma “tirania esclarecida”, que pulasse por cima da paralisia burocrática secular, que passasse por cima do Legislativo cúmplice (Ou você acha que os 287 sanguessugas vão agir? Se bobear, vão roubar até o PCC…) e do Judiciário, que impede punições. Teria de haver uma reforma radical do processo penal do país, teria de haver comunicação e inteligência entre polícias municipais, estaduais e federais (nós fazemos até conference calls entre presídios…). E tudo isso custaria bilhões de dólares e implicaria numa mudança psicossocial profunda na estrutura política do país. Ou seja: é impossível. Não há solução.
O GLOBO: – Você não têm medo de morrer?
- Vocês é que têm medo de morrer, eu não. Aliás, aqui na cadeia vocês não podem entrar e me matar… mas eu posso mandar matar vocês lá fora…. Nós somos homens-bomba. Na favela tem cem mil homens-bomba… Estamos no centro do Insolúvel, mesmo… Vocês no bem e eu no mal e, no meio, a fronteira da morte, a única fronteira. Já somos uma outra espécie, já somos outros bichos, diferentes de vocês. A morte para vocês é um drama cristão numa cama, no ataque do coração… A morte para nós é o presunto diário, desovado numa vala… Vocês intelectuais não falavam em luta de classes, em “seja marginal, seja herói”? Pois é: chegamos, somos nós! Ha, ha… Vocês nunca esperavam esses guerreiros do pó, né? Eu sou inteligente. Eu leio, li 3.000 livros e leio Dante… mas meus soldados todos são estranhas anomalias do desenvolvimento torto desse país. Não há mais proletários, ou infelizes ou explorados. Há uma terceira coisa crescendo aí fora, cultivado na lama, se educando no absoluto analfabetismo, se diplomando nas cadeias, como um monstro Alien escondido nas brechas da cidade. Já surgiu uma nova linguagem.Vocês não ouvem as gravações feitas “com autorização da Justiça”? Pois é. É outra língua. Estamos diante de uma espécie de pós-miséria. Isso. A pós-miséria gera uma nova cultura assassina, ajudada pela tecnologia, satélites, celulares, internet, armas modernas. É a merda com chips, com megabytes. Meus comandados são uma mutação da espécie social, são fungos de um grande erro sujo.
O GLOBO: – O que mudou nas periferias?
- Grana. A gente hoje tem. Você acha que quem tem US$40 milhões como o Beira-Mar não manda? Com 40 milhões a prisão é um hotel, um escritório… Qual a polícia que vai queimar essa mina de ouro, tá ligado? Nós somos uma empresa moderna, rica. Se funcionário vacila, é despedido e jogado no “microondas”… ha, ha… Vocês são o Estado quebrado, dominado por incompetentes. Nós temos métodos ágeis de gestão. Vocês são lentos e burocráticos. Nós lutamos em terreno próprio. Vocês, em terra estranha. Nós não tememos a morte. Vocês morrem de medo. Nós somos bem armados. Vocês vão de três-oitão. Nós estamos no ataque. Vocês, na defesa. Vocês têm mania de humanismo. Nós somos cruéis, sem piedade. Vocês nos transformam em superstars do crime. Nós fazemos vocês de palhaços. Nós somos ajudados pela população das favelas, por medo ou por amor. Vocês são odiados. Vocês são regionais, provincianos. Nossas armas e produto vêm de fora, somos globais. Nós não esquecemos de vocês, são nossos fregueses. Vocês nos esquecem assim que passa o surto de violência.
O GLOBO: – Mas o que devemos fazer?
- Vou dar um toque, mesmo contra mim. Peguem os barões do pó! Tem deputado, senador, tem generais, tem até ex-presidentes do Paraguai nas paradas de cocaína e armas. Mas quem vai fazer isso? O Exército? Com que grana? Não tem dinheiro nem para o rancho dos recrutas… O país está quebrado, sustentando um Estado morto a juros de 20% ao ano, e o Lula ainda aumenta os gastos públicos, empregando 40 mil picaretas. O Exército vai lutar contra o PCC e o CV? Estou lendo o Klausewitz, “Sobre a guerra”. Não há perspectiva de êxito… Nós somos formigas devoradoras, escondidas nas brechas… A gente já tem até foguete anti-tanques… Se bobear, vão rolar uns Stingers aí… Pra acabar com a gente, só jogando bomba atômica nas favelas… Aliás, a gente acaba arranjando também “umazinha”, daquelas bombas sujas mesmo. Já pensou? Ipanema radioativa?
O GLOBO: – Mas… não haveria solução?
- Vocês só podem chegar a algum sucesso se desistirem de defender a “normalidade”. Não há mais normalidade alguma. Vocês precisam fazer uma autocrítica da própria incompetência. Mas vou ser franco…na boa… na moral… Estamos todos no centro do Insolúvel. Só que nós vivemos dele e vocês… não têm saída. Só a merda. E nós já trabalhamos dentro dela. Olha aqui, mano, não há solução. Sabem por quê? Porque vocês não entendem nem a extensão do problema. Como escreveu o divino Dante: “Lasciate ogna speranza voi cheentrate!” Percam todas as esperanças. Estamos todos no inferno.

quinta-feira, 8 de maio de 2014

As cifras negras de Portugal, quase 40 anos após o "25 de Abril de 1974"

A pobreza portuguesa
As cifras negras de Portugal, quase 40 anos após o "25 de Abril de 1974".
Pobres em Portugal: 3 milhões de pessoas.
Desempregados: 1.300.000 indivíduos.
População ativa em Portugal: 5.587.300 indivíduos.
População Prisional: 12.681 reclusos.
Emigrantes Portugueses (até à 3.ª geração): 31,2 milhões pelo mundo fora.
Crianças portuguesas com fome assinalados nas escolas: 12 mil.
Portugueses com fome: 300 mil.
Idosos na solidão: 23 mil idosos a viverem sozinhos ou na solidão (Censo da GNR).
Portugueses sem Médico de família: 700 mil pessoas.
Pessoas sem-abrigo: 3.500.
Pessoas sem água canalizada ou esgotos ao domicílio: 700 mil.
Preços Combustíveis: dos mais altos da Europa e do mundo, Gasolina €1,63, Gasóleo 1,45
Remunerações dos conselhos de administração das 20 empresas portuguesas cotadas na Bolsa quintuplicaram entre 2000 e 2012. Paralelamente, os gestores das empresas portuguesas ganham, em média, cerca de 30 vezes mais do que os trabalhadores das empresas que administram.
As 100 maiores fortunas de Portugal valem 32 mil milhões de euros, o que corresponde a 20% da riqueza total nacional.
PIB Portugal em 2012: 165 mil milhões de euros (contração de 3,2% em relação a 2011)
Crescimento do PIB de 2000 a 2012: (segundo estudos do FMI) o PIB de Portugal cresceu apenas 1,97%.
25,4% (3.7 milhões) dos habitantes em Portugal vivem com menos de 414 euros por mês, ou sejam são os considerados oficialmente (!) como pobres.
41% dos portugueses vivem em privação material, (dificuldade, por exemplo, em pagar as rendas sem atraso, manter a casa aquecida ou fazer uma refeição de carne ou de peixe pelo menos de dois em dois dias).
14,5% por cento dos portugueses vivem em casas sobrelotadas.
População portuguesa abaixo do índice de pobreza: 20% - 2 milhões de pobres, sendo que 1/3 são reformados, 22% são trabalhadores remunerados e 21,2% são trabalhadores por conta própria.
5% da população portuguesa (530 mil pessoas) sofre sérias perturbações no acesso a alimentos.
Défice do Estado Português em 2012: 6,4% do PIB, ou seja 10,6 mil milhões de euros.
25% das crianças portuguesas que entram na escola (375 mil) vêm de famílias onde a pobreza é extrema.
Orçamento da Assembleia da República para 2013: 65 milhões 18 mil 783 euros.
Subsídios aos Partidos Políticos: 64 milhões 195 mil 300 €. (mais 56% do que em 2012)
Orçamento da Presidência da República Portuguesa para 2013: 16 milhões 272 mil 380 € (-0,84% do que em 2012). O Orçamento da Presidência da República portuguesa continua a ser assim superior em dobro ao da Casa Real espanhola que, em 2012, dispôs de um total de 8.264 mil euros, implicando uma redução de 2% relativamente ao ano anterior
Dívida Pública Portuguesa: Dívida total (fim de Março de 2013) : 199.676.349.188€ (123,6% do PIB). Em 1974 eram de 10 mil milhões, correspondendo a 20% do PIB, ou seja, em 39 anos a dívida foi multiplicada por 20 vezes mais.
Juros anuais da dívida pública portuguesa: Segundo o INE, em 2010, os juros da Divida Pública atingiram 6.849 milhões no final de 2012.
Reservas de Ouro do Banco de Portugal: 382.509,58 kg. Em 1974 eram de 865.936, ou seja, em 39 anos desapareceram 483.426,42 kg de ouro o que dá uma média de 13.428,5 kg por ano.
Dívida externa Portuguesa em Fevereiro de 2013: 734,3 mil milhões de Euros (cada Português deve € 69.300,00 ao estrangeiro).
Em 2012, cada cidadão pagou só de juros da dívida pública 754 euros o que, no conjunto, equivale a 4,4 por cento do PIB
Défice da balança comercial portuguesa de transações em Fevereiro de 2013:2.23 mil milhões de Euros.
Beneficiários do Rendimento Social de Inserção: 274.937 pessoas.
Salários dos principais gestores públicos em 2010: Presidente da TAP (Fernando Pinto) € 624.422,21 (igual a 55,7 anos de salário médio anual de cada português), o Presidente da CGD (Faria de Oliveira) recebeu € 560.012,80 (igual a 50 anos de salário médio anual de cada português) e o seu Vice-Presidente (Francisco Bandeira) recebeu € 558.891,00, Salário anual do Governador do Banco de Portugal 243 mil Euros, Salário anual do presidente da Anacom 234 mil Euros.
Despesa total do Estado com reformas de ex-políticos e ex-governantes em 2010: 280 milhões de euros, passando a serem secretos, portanto desconhecidos os números reais desde então, por ordem do Governo e da Assembleia da República.
Toxicodependentes: 50 mil toxicodependentes em tratamento.
Criminalidade em 2012: 385.927 crimes, 22.270 crimes violentos e graves, 419 sequestros, 149 homicídios, raptos e roubos.
Portadores de HIV: 41.035
Prostitutas e pessoas ligadas ao sexo: mais de 30.000.
Eletricidade 61% mais cara que a média da OCDE. Média da OCDE = 0,12 KVW, Portugal = € 0,16 KVW, Grécia = € 0,10 KVW, Espanha = € 0,14 KVW.
Petróleo Doméstico mais caro da Europa: Tonelada métrica em Portugal = € 386,00; Média da OCDE = € 333,00.
Gasolina com carga fiscal mais elevada da Europa, com 64% de impostos.
Gás natural mais caro da Europa = € 713,00; Média OCDE = € 580,00 Kcal; Grécia = € 333,00 Kcal.
Analfabetismo em Portugal, o mais elevado de toda a Europa: 7,5%.

[Dados do INE e do BdP relativos a 2012/2013]

quarta-feira, 7 de maio de 2014

Movimento pela Abolição da Classe Política

Caros leitores e amigos,

Está iniciado um movimento novo que se destina a despertar consciências: o Movimento para a Abolição da Classe Política! Provavelmente é utópico, mas convido-vos a colocar um "like" nessa página e a fazerem-se "amigos" (Follow) dessa página do Facebook. Se tiverem sugestões, por favor, enviem-nos...Publicitem nos vossos Blogues e entre os vossos amigos, por favor, se acharem por bem.

No mínimo julgamos ser importante marcar posição. Afirmar o nosso repúdio de um Estado usurpado, corrompido, e que apenas existe para taxar opressivamente quem trabalha, ou quer trabalhar, para alimentar as suas famílias ou engrandecer a nação.

https://www.facebook.com/pages/Movimento-pela-Aboli%C3%A7%C3%A3o-da-Classe-Pol%C3%ADtica/566708723367210

 

quarta-feira, 2 de abril de 2014

Sobre o sorteio das Finanças...

[Corre nas redes sociais. Não consegui confirmar mas não me espantaria. Pois não somos governados por corruptos e incompetentes? E quando reagiremos para salvar a nação? Há que abolir a classe política! AZ]
 
Hoje fui às Finanças para pagar o Imposto de Circulação Automóvel. Sobre este assunto nada de importante. Mas sobre o auto que o Estado quer oferecer ao cidadão, fiquei esclarecido de alguns pormenores amargos!
No que diz respeito ao automóvel topo de gama que as Finanças querem sortear e atribuir ao contribuinte zeloso em ajudar o Estado, fornecendo o seu nº de contribuinte, é bom que fiquem cientes de alguns pormenores:
 
a) - quem tiver o azar de lhe sair este presente envenenado, vai ficar com a vida fiscalizada ao pormenor!
b) - não poderá vender a viatura, nos primeiros 5 anos;
c) - o imposto de circulação automóvel, vulgo "selo anual de circulação", não é inferior a 500 €;
d) - quando quiser vender (ao fim de 5 anos), a mesma já teve 2 proprietários, o Estado e o cidadão quem saiu!
 
Pensem bem quando dão o vosso nº de contribuinte.
 

quinta-feira, 27 de março de 2014

Pedro Passos Coelho, o Cortador

[Parodiando, este poema conta bem a natureza do personagem. Corre nas redes sociais. AZ]
 
Cortador de profissão
 

Chamo-me Passos Coelho
Cortador de profissão
Corto ao jovem, corto ao velho,
Corto salário e pensão

Corto subsídios, reformas
Corto na Saúde e na Educação
Corto regras, leis e normas
E cago na Constituição

Corto ao escorreito e ao torto
Fecho Repartições, Tribunais
Corto bem-estar e conforto,
Corto aos filhos, corto aos pais

Corto ao público e ao privado
Aos independentes e liberais
Mas é aos agentes do Estado
Que gosto de cortar mais

Corto regalias, corto segurança
Corto direitos conquistados
Corto expectativas, esperança
Dias Santos e feriados

Corto ao polícia, ao bombeiro
Ao professor, ao soldado
Corto ao médico, ao enfermeiro
Corto ao desempregado

No corte sou viciado
A cortar sou campeão
Mas na gordura do Estado
Descansem, não corto, não.
Eu corto

a Bem da Nação

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

O que se passa com a colecção Miró?...

 
[Circula nas redes sociais. AZ]
A Coleção Miró, um lote de 85 obras, composto por óleos, guaches e desenhos, foi adquirido pelo Banco Português de Negócios (BPN), gerido por José Oliveira Costa, a um colecionador japonês em 2006.
Em 2007 a leiloeira Christie's avaliou a coleção em 81,2 milhões de euros e, algum tempo depois, a mesma leiloeira avaliou-a em 150 milhões.
Estas avaliações foram feitas quando a coleção pertencia ao BPN, enquanto banco privado.
Em Novembro de 2008, o BPN foi "nacionalizado" -apenas o lixo tóxico- e, depois de todas as aventuras e desventuras que decorreram da sua nacionalização, a Parvalorem -veículo estatal criado para gerir os ativos tóxicos do BPN- através da sua administração, tornou a venda da Coleção Miró uma das suas principais prioridades tendo, no final de 2013, "fechado" o negócio com a Christie's.
A Parvalorem não cumpriu os prazos legais estabelecidos na Lei de Bases do Património Cultural para pedir a devida autorização para a saída das peças para o estrangeiro e, embora com o parecer negativo da Direcção-Geral do Património Cultural (DGPC), a 21 de Janeiro de 2014, as obras já estavam expostas na leiloeira Christie’s, em Londres.
Agora vem a notícia mais interessante:
Enquanto a Coleção Miró foi propriedade privada, foi avaliada pela Christie's por valores que ultrapassaram os 150 milhões de euros; agora que a mesma coleção é propriedade do Estado Português, a mesma leiloeira avaliou-a em apenas 36 milhões.
Para a palhaçada ser mais engraçada posso acrescentar que as condições da Christie's são estas: a licitação da venda da obra é de 36 milhões, sendo esta a importância a entregar ao Estado Português; tudo o que ultrapassar esse valor será propriedade da leiloeira.
Perceberam a jogada?
Uma providência cautelar "barrou" a concretização do negócio que, além de ilegal é um crime de lesa-pátria; entretanto, a Christie's já fez saber que continua interessada no negócio. Claro... tenho a certeza que sim...
Alguém tem dúvidas sobre a "transparência" destas negociatas?
 

Carta ao governo escrita por Ruy de Carvalho

Senhores Ministros:

Tenho 86 anos, e modéstia à parte, sempre honrei o meu país pela forma

como o representei em todos os palcos, portugueses e estrangeiros, sem

pedir nada em troca senão respeito, consideração, abertura - sobretudo

aos novos talentos - e seriedade na forma como o Estado encara o meu

papel como cidadão e como artista.


Vivi a guerra de 38/45 com o mesmo cinto com que todos os portugueses

apertaram as ilhargas. Sofri a mordaça de um regime que durante 48

anos reprimiu tudo o que era cultura e liberdade de um povo para o

qual sempre tive o maior orgulho em trabalhar. Sofri como todos, os

condicionamentos da descolonização. Vivi o 25 de Abril com uma

esperança renovada, e alegrei-me pela conquista do voto, como se isso

fosse um epítome libertador.


Subi aos palcos centenas, senão milhares de vezes, da forma que melhor

sei, porque para tal muito trabalhei.


Continuei a votar, a despeito das mentiras que os políticos utilizaram

para me afastar do Teatro Nacional. Contudo, voltei a esse teatro pelo

respeito que o meu público me merece, muito embora já coxo pelo

desencanto das políticas culturais de todos os partidos, sem excepção,

porque todos vós sois cúmplices da acrescida miséria com que se tem

pintado o panorama cultural português.


Hoje, para o Fisco, deixei de ser Actor. e comigo, todos os meus

colegas Actores e restantes Artistas destes país - colegas que muito

prezo e gostava de poder defender.


Tudo isto ao fim de setenta anos de carreira! É fascinante.

Francamente, não sei para que servem as comendas, as medalhas e as

Ordens, que de vez em quando me penduram ao peito?


Tenho 86 anos, volto a dizer, para que ninguém esqueça o meu direito a

não ser incomodado pela raiva miudinha de um Ministério das Finanças,

que insiste em afirmar, perante o silêncio do Primeiro-Ministro e os

olhos baixos do Presidente da República, de que eu não sou actor, que

não tenho direito aos benefícios fiscais, que estão consagrados na

lei, e que o meu trabalho não pode ser considerado como propriedade

intelectual.


Tenho pena de ter chegado a esta idade para assistir angustiado à

rapina com que o fisco está a executar o músculo da cultura

portuguesa. Estamos a reduzir tudo a zero. a zeros, dando cobertura a

uma gigantesca transferência dos rendimentos de quem nada tem para os

que têm cada vez mais.


É lamentável e vergonhoso que não haja um único político com

honestidade suficiente para se demarcar desta estúpida cumplicidade

entre a incompetência e a maldade de quem foi eleito com toda a boa

vontade, para conscientemente delapidar a esperança e o arbítrio de

quem, afinal de contas, já nem nas anedotas é o verdadeiro dono de

Portugal: nós todos!


É infame que o Direito e a Jurisprudência Comunitárias sirvam só para

sustentar pontualmente as mentiras e os joguinhos de poder dos

responsáveis governamentais, cujo curriculum, até hoje, tem

manifestamente dado pouca relevância ao contexto da evolução

sociocultural do nosso povo. A cegueira dos senhores do poder

afasta-me do voto, da confiança política, e mais grave ainda, da

vontade de conviver com quem não me respeita e tem de mim a imagem de

mais um velho, de alguém que se pode abusiva e irresponsavelmente

tirar direitos e aumentar deveres.


É lamentável que o senhor Ministro das Finanças, não saiba o que são

Direitos Conexos, e não queiram entender que um actor é sempre autor

das suas interpretações - com diretos conexos, e que um intérprete

e/ou executante não rege a vida dos outros por normas de Exel ou por

ordens "superiores", nem se esconde atrás de discursos catitas ou

tiradas eleitoralistas para justificar o injustificável,

institucionalizando o roubo, a falta de respeito como prática dos

governos, de todos os governos, que, ao invés de procurarem a

cumplicidade dos cidadãos, se servem da frieza tributária para

fragilizar as esperanças e a honestidade de quem trabalha, de quem

verdadeiramente trabalha.


Acima de tudo, Senhores Ministros, o que mais me agride nem é o facto

dos senhores prometerem resolver a coisa, e nada fazer, porque isso já

é característica dos governos: o anunciar medidas e depois voltar

atrás. Também não é o facto de pôr em dúvida a minha honestidade

intelectual, embora isso me magoe de sobremaneira. É sobretudo o nojo

pela forma como os seus serviços se dirigem aos contribuintes,

tratando-nos como criminosos, ou potenciais delinquentes, sem olharem

para trás, com uma arrogância autista que os leva a não verem que há

um tempo para tudo, particularmente para serem educados com quem gera

riqueza neste país, e naquilo que mais me toca em especial, que já é

tempo de serem respeitadores da importância dos artistas, e que devem

sê-lo sem medos e invejas desta nossa capacidade de combinar verdade

cénica com artifício, que é no fundo esse nosso dom de criar, de ser

co-autores, na forma, dos textos que representamos.


Permitam-me do alto dos meus 86 anos deixar-lhes um conselho:

aproveitem e aprendam rapidamente, porque não tem muito tempo já.

Aprendam que quando um povo se sacrifica pelo seu país, essa gente, é

digna do maior respeito. porque quem não consegue respeitar, jamais

será merecedor de respeito!


RUY DE CARVALHO

 

segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

Até nas campanhas de solidariedade o governo rouba...



[circula redes sociais. AZ]

Em Inglaterra, a cadeia de supermercados Waitrose, oferece uma moeda (uma chapa) a cada cliente que faz compras acima dum determinado valor. O cliente, à saída, tem, normalmente, três caixas, cada uma em nome duma instituição social sediada no município, para receber as referidas moedas, de acordo com a opção do cliente. Periódicamente, são contadas as moedas de cada caixa e a empresa entrega em dinheiro, à respectiva instituição, o valor correspondente, donativo esse que, diminui os seus lucros mas, também, tem o devido tratamento em termos de fiscalidade.  Em Portugal, as campanhas de solidariedade custam ao doador uma parte para a instituição, outra parte para o Estado e mais uma boa parte para a empresa que está a “operacionalizar” (?!...) a acção. Um país de espertos... até na ajuda aos mais necessitados. Mas nós ficamos quietos e calados, ou então, estupidificamos porque queremos... 

Muito triste, muito triste, mas é bom saber...
Leiam s.f.f. e repassem.
Programa de luta contra a fome.
Nada é o que parece.
veja:

 

Decorreu num deste fins de semana mais uma ação, louvável, do programa da luta contra a fome mas,....façam o vosso juízo!

A recolha em hipermercados, segundo os telejornais, foi cerca de 2.644 toneladas! Ou seja 2.644.000 Kilos.
Se cada pessoa adquiriu no hipermercado 1 produto para doar e se esse produto custou, digamos, 0.50 € (cinquenta cêntimos), repare que:


2.644.000 kg x 0,50 € dá 1.322.000,00 € (1 milhão, trezentos e vinte e dois mil euros), total pago nas caixas dos hipermercados.


Quanto ganharam???:
- o Estado: 304.000,00 € (23% iva);
- o Hipermercado: 396.600,00 € (margem de lucro de cerca de 30%).
 
Nunca tinha reparado, tal como eu, quem mais engorda com estas campanhas...

Devo dizer que não deixo de louvar a ação da recolha e o meu respeito pelos milhares de voluntários.

MAIS....,

É triste, mas é bom saber...
 
- Porque é que os madeirenses, receberam apenas 2 milhões de euros da solidariedade nacional, quando o que foi doado eram 2 milhões e 880 mil?


Querem saber para onde foi esta "pequena" parcela de 880.000,00 € ?? !!!!!!


A campanha a favor das vítimas do temporal na Madeira, através de chamadas telefónicas é um insulto à boa-fé da gente generosa e um assalto à mão-armada.


Pelas televisões a promoção reza assim: Preço da chamada 0,60 € + IVA. São 0,72 € no total.


O que por má-fé não se diz, é que o donativo que deverá chegar (?!!) ao beneficiário madeirense é de apenas 0,50 €.
Assim oferecemos 0,50 € a quem carece, mas, cobram-nos 0,72 €, mais 0,22 € ou seja 30%.


Quem ficou com esta diferença?


1º - a PT com 0,10 € (17%), isto é, a diferença dos 50 para os 60.


2º - o Estado com 0,12 € (20%), referente ao IVA sobre 0,60 €.


Numa campanha de solidariedade, a aplicação deu uma margem de lucro pela PT e da incidência do IVA pelo Estado, são o retrato da baixa moral a que tudo isto chegou.


A RTP anunciou com imensa satisfação, que o montante doado, atingiu os 2.000.000,00 €.


Esqueceu-se de dizer, que os generosos pagaram mais 44%, ou seja, mais 880.000,00 €, divididos entre a PT (400.000,00 €, para a ajuda dos salários dos administradores) e o Estado (480.000,00 €, para auxílio do reequilíbrio das contas públicas e aos trafulhas, que por lá andam).


A PT, cobra comissão de quase 20%, num acto de solidariedade !!!


O Estado, faz incidir IVA, sobre um produto da mais pura generosidade!!!


ISTO É UMA TOTAL FALTA DE VERGONHA, SOB A CAPA DA SOLIDARIEDADE. É BOM QUE O POVO SAIBA, QUE ATÉ NA CONFIANÇA SOMOS ROUBADOS.


ISTO É UM TRISTE ESBULHO, À BOLSA E AO ESPÍRITO DE SOLIDARIEDADE DO POVO PORTUGUÊS!!!
 
Pelo menos. DENUNCIE!
 
"O que me preocupa não é o grito dos maus. É o silêncio dos bons."
 
Entre um governo que faz o mal e o povo que o consente, há uma certa cumplicidade vergonhosa.


António Lopes

 
 

quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

Carta aberta a Poiares Maduro do Tenente-Coronel de Cavalaria Paulo Banazol

Carta aberta do Tenente-Coronel de Cavalaria Paulo Banazol ao Ministro de Portugal, Poiares Maduro:
 
Sr. Ministro Poiares Maduro
Deixe que me identifique:   Paulo M M de Athayde Banazol, contribuinte 131295420, com todos os impostos pagos ao Estado.
Ouvi a S/ intervenção acerca da “inevitabilidade” de cortar pensões e outras prestações sociais.   A ser verdade – espero que não! – deixe-me arrolar algumas áreas – garantidamente do S/ conhecimento –, aonde o Governo pode “inevitavelmente” cortar:
Deputados – são 330 no Continente e Ilhas, com vencimentos (3.624,41 €/mês), despesas representação (370,32€), prémios de presença no Plenário (69,19€), deslocações (0,36 €/Km) deslocações em “Trabalho Político” (se é que se sabe o que isto é !) Território Nacional (376,32€), Europa (450,95€) fora da Europa (1.074,80€), deslocações em representação da AR – nacional (69,19€/dia), estrangeiro (133,66€/ dia) e as regalias / mordomias de todos conhecidas e que, se perguntar aos portugueses, todos classificam de escandalosas, absolutamente fora de contexto e imerecidas.
Alguém viu ou ouviu falar da “inevitabilidade de cortes” no número, remunerações e mordomias destas senhoras e senhores?   Porque não pagam os deputados as refeições ao preço do comum dos portugueses - menos do n/bolso – menos dos impostos dos portugueses!   ...E não me fale em demagogia – o exemplo TEM que vir de cima!
Presidente da AR que se reformou com 12 (DOZE!!!) anos de atividade com uma pensão de 7 mil e muitos Euros – aqui não se põe a “inevitabilidade de cortes”?
Mordomias com Assessores e Secretárias, subvenções vitalícias a políticos e Deputados, custos com a Presidência da República – que por sinal gasta mais do que a Casa Real Espanhola!!!
Centenas de Juntas de Freguesia e dezenas de Câmaras Municipais – vereadores, assessores, “especialistas” e comissões – aonde está a “inevitabilidade dos cortes”?
Para quando a VERDADEIRA renegociação das PPP’s, SWAP’s, SCUT’s e Rendas Energéticas bem como a devolução aos cofres do Estado dos milhões “emprestados” ao BPN?    De acordo com o Prof Boaventura Santos, se considerados os cortes nestas áreas a poupança seria de cerca de 2 mil e cem milhões de Euros - e já agora faça-me um favor ministro Poiares Maduro, não me diga que o Prof Boaventura Sousa não é conhecedor da realidade e demagogo.
Juízes do Tribunal Constitucional e Juízes – para quando os “inevitáveis cortes” nos vencimentos e subsídios de residência bem como a regularização dos tempos de serviço para obtenção da reforma?
Viaturas do Estado - de um total de largas centenas “cortaram” ½ dúzia!    Extraordinário esforço!!!
Campanha Eleitoral para as Autárquicas - 9,7 milhões - “inevitabilidade dos cortes”?
Fundações - como diz a nossa Gente – “tanta parra e pouca uva” – cortaram?   Quantas, aonde, quais , poupanças?
O mesmo relativamente às “milhentas” Comissões - “inevitabilidade dos cortes”?
Vencimentos, mordomias e Regimes Especiais na TAP, ANA, CP, CGD, Metro, TV, etc., etc., etc. – aonde está a “inevitabilidade" dos cortes”?   Parque Escolar?   Palestina?    SCUT’s?   IMI / edifícios pertença dos partidos políticos e milhentas nomeações de assessores, especialistas e consultores?    Etc..   etc... etc...
 
Surpreende-me (para não dizer mais nada !) a determinação do Governo na defesa da “inevitabilidade de cortes” nas pensões – será que o vai fazer às atribuídas ao Dr. Jardim Gonçalves, juízes, deputados, etc., etc. ?   A Vossa determinação parece ter um só “alvo” – os fracos e sem voz – à minha mãe – 84 anos e numa cadeira de rodas - a Vossa determinação tirou 60 em 800 euros.
Ao ex-presidentes:    Soares - 500.000 E (fora a Fundação) e Sampaio – 435.000 E (fora a Fundação Cidade Guimarães) - não se viu ou ouviu aplicar a “inevitabilidade de cortes” – serei eu que, nos meus quase 60, ando distraído.  
Quando é que se responsabiliza - e prende !!!! - o Estado os governantes responsáveis pelos atropelos à lei e esbanjar de dinheiros públicos ??
A “inevitabilidade dos cortes” justifica cortes na ajuda à saúde aos militares e funcionários públicos e mantém o nível de impostos às pessoas acima do taxado às empresas – Bancos e Companhias de Seguro com lucros inacreditáveis para um país em crise – aonde a “inevitabilidade” de ajustar impostos?
Os “inevitáveis cortes” ministro Poiares Maduro, cessam quando o Estado e o Governo de que faz parte, cortarem aonde TÊM que cortar e na minha opinião, deixarem de esbanjar dinheiro, de privilegiar uns à custa dos dinheiros de outros e de acabar com as exceções aos sacrifícios que, parece, não são suportados por todos por igual – até lá não haverá “inevitáveis cortes” que suportem este estado de coisas.
Porque não quero tornar estas linhas em assunto pessoal, não refiro os “inevitáveis cortes” que a minha pensão tem vindo a sofrer e que, por vontade Sua, vai ser alvo de mais “inevitáveis cortes”.   Até quando ministro Poiares Maduro os “inevitáveis cortes” – quando o rendimento disponível chegar a “0”?
 
Ainda e longe de completar o rol:
1 - Victor Constâncio, atuação como Governador do BdeP e custos
2 - Madeira e as obras faraónicas do Governo
3 - Reformas de Luxo – o nº de reformados que ganhavam 4000 (ou mais) euros engordou cerca de 400%
4 - CP - de acordo com a folha salarial da CP, um inspetor-chefe de tração recebe 52,3 mil euros, há maquinistas com salários superiores a 40 mil euros e operadores de revisão e venda com remunerações que ultrapassam os 30 mil euros / ano.
5 – a lei de financiamento de campanhas - a recente decisão do Governo de aumentar os montantes dos ajustes diretos permitidos a governantes e autarcas permite fuga aos impostos
6 – BdeP – os privilégios e despesismo do Banco prolongam-se numa lista longa e ofensiva
7 – EDP – 800 viaturas para um total de 1800 funcionários com faturas anuais de combustível de 10 000 E
8 – Viaturas EP – em 63 EP há 224 carros para gestores que custaram ao Estado 6,4 milhões de euros – fora o resto !!
9 – Os milhares de Euros em Ajustes Diretos que põem em causa a "concorrência, a igualdade, a transparência e a boa gestão dos dinheiros públicos", pelo que podem "agravar o risco" de corrupção.
10 - Despesas de representação, Cartões de Crédito e telemóveis
11 – Projetos ruinosos tipo aeroporto de Beja
12 – Milhões injetados nas PPP’s e Banca Privada
Etc...   etc...   etc...
 
Muitos, muitos mais casos haveria para arrolar ministro Poiares Maduro que são do conhecimento de todos nós, aonde o esbanjar de dinheiros públicos se vê à vista desarmada e que, se combatido com a DETERMINAÇÃO dos portugueses que fizeram Portugal, talvez evitasse os “inevitáveis cortes” que a S/determinação entende serem necessários.
É por causa de tudo que arrolei – e o do muito que ficou por arrolar – que Membros do Governo são assobiados e apupados – nem todos os que assim procedem são comunistas, nem todos com agenda política – discordo mas compreendo!
Ministro Poiares Maduro – estou longe – MUITO LONGE – da política e políticos pelo que não tenho simpatia por políticos e filiação em NENHUMA força política.
Filiei-me quando, com 20 e poucos anos – jovem oficial -, Jurei Bandeira!   Essa é a minha única filiação pelo que tenho MUITA dificuldade em entender estas situações, bem como a “inevitabilidade dos cortes”, que considero profundamente injustos para a os portugueses...   Coisas de Soldado!
 
Cumprimenta
Paulo Banazol

segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

Subsídios na Assembleia da República...

Em 2013:Subsídios de férias e de Natal (SAR)   -  1.017.270,00
 
Para 2014:
Subsídios de férias e de Natal (SAR)  -  1.951.376,00

Sobre a Segurança Social e a sua suposta insustentabilidade...

PARA AJUDAR A ESCLARECER:
1. Até 1974 NÃO EXISTIA a SEGURANÇA SOCIAL mas a PREVIDÊNCIA SOCIAL;
2. Fiz parte da 1ª e 2ª Comissões que em 1976/77 preparou a Reforma da Previdência criando a Segurança Social, o Centro Nacional de Pensões, os Centros Regionais das Segurança Social integrando-se nesses as caixas de Previdência;
3. A 2ª Comissão integrou, além de mim próprio, maria de Belém Roseira, Leonor Guimarães, Fernando Maia e Madalena Martins;
4. NÃO HOUVE qualquer nacionalização e as próprias Casas do Povo e o regime dos rurais só em 1980 foram integradas na Segurança Social;
5. O ESTADO não tinha que meter dinheiro na Segurança Social pois o seu funcionamento foi e é assegurado pelas contribuições das entidades empregadoras e trabalhadores;
6. Outra coisa tem a ver com a CAIXA GERAL DE APOSENTAÇÕES pois a mesma foi financiada exclusivamente pelas contribuições dos agentes do Estado a quem os funcionários confiaram mês a mês os seus descontos igualzinho aquilo que acontece com a conta poupança que vai capitalizando ao longo do seu período de vigência;


Com um abraço amigo


NÃO FIQUEM CALADOS. DIVULGEM
Muito gostava de saber o que é que o Governo e a Oposição têm a dizer sobre o que consta abaixo e sobre a real situação financeira da Segurança Social, se é que se atrevem...
 
Convém ler e reler para ficar a saber, pois isto é uma coisa que interessa a todos.....
Vale a pena ler, isto a ser verdade (parece que sim) agora sabemos porque não chega para todos....
A INSUSTENTABILIDADE DA SEGURANÇA SOCIAL
A Segurança Social nasceu da Fusão (Nacionalização) de praticamente todas as Caixas de Previdência existentes, feita pelos Governos Comunistas e Socialistas, depois do 25 de Abril de 1974.
As Contribuições que entravam nessas Caixas eram das Empresas Privadas (23,75%) e dos seus Empregados (11%).
O Estado nunca lá pôs 1 centavo.
Nacionalizando aquilo que aos Privados pertencia, o Estado apropriou-se do que não era seu.
Com o muito, mas muito dinheiro que lá existia, o Estado passou a ser "mãos largas"!
Começou por atribuir Pensões a todos os Não Contributivos (Domésticas, Agrícolas e Pescadores).
Ao longo do tempo foi distribuindo Subsídios para tudo e para todos.
Como se tal não bastasse, o 1º Governo de Guterres (1995/99) criou ainda outro subsídio (Rendimento Mínimo Garantido) em 1997, hoje chamado RSI, ONDE OS CIGANOS “SEM TEREM CONTRIBUIDO” RECEBEM VALORES SUPERIORES A MUITOS QUE TRABALHARAM, DESCONTARAM DURANTE UMA VIDA.
E tudo isto, apenas e só, à custa dos Fundos existentes nas ex-Caixas de Previdência dos Privados.
Os Governos não criaram Rubricas específicas nos Orçamentos de Estado, para contemplar estas necessidades.
Optaram isso sim, pelo "assalto" àqueles Fundos.
Cabe aqui recordar que os Governos do Prof. Salazar, também a esses Fundos várias vezes recorreram.
Só que de outra forma: pedia emprestado e sempre pagou. É a diferença entre o ditador e os democratas?
Em 1996/97 o 1º Governo Guterres nomeou uma Comissão, com vários especialistas, entre os quais os Profs. Correia de Campos e Boaventura de Sousa Santos, que em 1998, publicam o "Livro Branco da Segurança Social".
Uma das conclusões, que para este efeito importa salientar, diz respeito ao Montante que o Estado já devia à Segurança Social, ex-Caixas de Previdência, dos Privados, pelos "saques" que foi fazendo desde 1975.
Pois, esse montante apurado até 31 de Dezembro de 1996 era já de 7.300 Milhões de Contos, na moeda de hoje, cerca de 36.500 Milhões ?.
De 1996 até hoje, os Governos continuaram a "sacar" e a dar benesses, a quem nunca para lá tinha contribuído, e tudo à custa dos Privados.
Faltará criar agora outra Comissão para elaborar o "Livro NEGRO da Segurança Social", para, de entre outras rubricas, se apurar também o montante actualizado, depois dos "saques" que continuaram de 1997 até hoje E, ACABAR COM AS REFORMAS VITALÍCIAS DOS, PRESIDENTES DA REPÚBLICA, DEPUTADOS QUE SEM VALOR CONTRIBUTIVO DE NO MÍNIMO 36 ANOS, SÃO REFORMADOS
Mais, desde 2005 o próprio Estado admite Funcionários que descontam 11% para a Segurança Social e não para a CGA e ADSE. CRIANDO NESTAS ESTRUTURAS UM DEFECIT PARA AS CONSIDERAR INÚTEIS E SEM JUSTIFICAÇÃO DE EXISTiR “A TAL PARIDADE CAMUFLADA DE UMA POLÍTICA NEOLIBERAL DE DESTRUIÇÃO DO TECIDO SOCIAL.
Então e o Estado desconta, como qualquer Empresa Privada 23,75% para a SS?
Claro que não!...
Outra questão se pode colocar ainda.
Se desde 2005, os Funcionários que o Estado admite, descontam para a Segurança Social, como e até quando irá sobreviver a CGA e a ADSE?
Há poucos meses, um conhecido Economista, estimou que tal valor, incluindo juros nunca pagos pelo Estado, rondaria os 70.000 Milhões?!
Ou seja, pouco menos, do que o Empréstimo da Troika!...
Ainda há dias falando com um Advogado amigo, em Lisboa, ele me dizia que isto vai parar ao Tribunal Europeu dos Direitos do Homem.
Há já um grupo de Juristas a movimentar-se nesse sentido.
A síntese que fiz, é para que os mais Jovens, que estão já a ser os mais penalizados com o desemprego, fiquem a saber o que se fez e faz também dos seus descontos e o quanto irão ser também prejudicados, quando chegar a altura de se reformarem!...
Falta falar da CGA dos funcionários públicos, assaltada por políticos sem escrúpulos que dela mamam reformas chorudas sem terem descontado e sem que o estado tenha reposto os fundos do saque dos últimos 20 anos.
Quem pretender fazer um estudo mais técnico e completo, poderá recorrer ao Google e ao INE.


SEM COMENTÁRIOS...mas com muita revolta....
 
 
OS FATOS HISTÓRICOS ESTÃO REGISTADOS !!!

Sabem que, na bancarrota do final do Século XIX que se seguiu ao ultimato Inglês de 1890, foram tomadas algumas medidas de redução das despesas que ainda não vi, nesta conjuntura, e que passo a citar:
A Casa Real reduziu as suas despesas em 20%; não vi a Presidência da República fazer algo de semelhante.
Os Deputados ficaram sem vencimentos e tinham apenas direito a utilizar gratuitamente os transportes públicos do Estado (na época comboios e navios); também não vi ainda nada de semelhante na actual conjuntura nem nas anteriores do Século XX.

SEM COMENTÁRIOS.
Aqui vai a razão pela qual os países do norte da Europa estão a ficar cansados de subsidiar os países do Sul.

Governo Português:

3 Governos (continente e ilhas)

333 deputados (continente e ilhas)

308 câmaras

4259 freguesias

1770 vereadores

30.000 carros

40.000(?) Fundações, Observatórios e Associações

500 assessores em Belém

1284 serviços e institutos públicos

Para a Assembleia da República Portuguesa ter um número de deputados "per capita" equivalentes à Alemanha, teria de reduzir o seu número em mais de 50%
O POVO PORTUGUÊS NÃO TEM CAPACIDADE PARA CRIAR RIQUEZA SUFICIENTE, PARA ALIMENTAR ESTA CORJA DE GATUNOS!
É POR ESTAS E POR OUTRAS QUE PORTUGAL É O PAÍS DA EUROPA EM QUE SIMULTANEAMENTE SE VERIFICAM OS SALÁRIOS MAIS ALTOS A NÍVEL DE GESTORES/ADMINISTRADORES E O SALÁRIO MÍNIMO MAIS BAIXO PARA OS HABITUAIS ESCRAVIZADOS. ISTO É ABOMINÁVEL!
ACORDA, POVO! ESTAS, SIM, É QUE SÃO AS GORDURAS QUE TÊM DE SER ELIMINADAS.

Faz o que te compete: divulga e não te esqueças, a seguir vão-te aos depósitos e às tuas pou-PANÇAS