domingo, 12 de janeiro de 2014

Os 'nossos melhres cérebros' são cobiçados lá fora...

[Este texto corre nas redes sociais. AZ]

José Luis Arnault - melhor (vígaro) que o Relvas!!!


OS 'NOSSOS MELHORES CÉREBROS' SÃO COBIÇADOS LÁ FORA ...

José Luís Arnaut (http://expresso.sapo.pt/arnaut-em-alto-cargo-da-goldman-sachs=f850038) foi quase tudo no PSD: secretário-geral nos consulados de Marcelo e de Barroso (quando foi detectado o pagamento ilícito da Somague ao PSD), ministro de Barroso e deputado. Agora, dedica-se à advocacia. O seu escritório interveio em vários negócios popularizados por Passos Coelho como a “ida ao pote”, designadamente nos seguintes casos:

• Teve intervenção na privatização da REN, tendo sido, após a operação de venda, nomeado administrador não executivo pela República Popular da China;

• Assessorou o grupo Vinci (que não tinha experiência na área dos aeroportos) na privatização da ANA, tendo depois passado a presidir à assembleia geral da empresa;

• Foi nomeado assessor jurídico da TAP na operação de venda do capital do Estado, que, entretanto, borregou (não havendo por isso notícia de ter sido nomeado para os seus órgãos sociais);

• Participou na recente oferta pública de venda dos CTT à Goldman Sachs, tendo de imediato ingressado no conselho de administração do conselho consultivo internacional deste banco para “fornecer conselhos estratégicos sobre uma série de negócios, regiões, políticas públicas e questões económicas, em particular sobre Portugal e os países africanos de língua portuguesa” (http://www.jornaldenegocios.pt/empresas/banca___financas/detalhe/jose_luis_arnaut_nomeado_para_alto_cargo_no_goldman_sachs.html).

Quem diria que este licenciado em Direito pela Universidade Lusíada — conhecido no aparelho laranja por Asnô — se tornaria num alto quadro da finança internacional? Depois venham cá dizer que a JSD não é uma escola que fabrica grandes quadros...


NOTA: — Hoje, no Jornal das 9, Eurico Brilhante Dias, a propósito da nomeação de Arnault, estando num debate com o próprio Arnault, diz que espera - pasme-se! - que esta nomeação sirva Portugal. E esta, hein?!
OS 'NOSSOS MELHORES CÉREBROS' SÃO COBIÇADOS LÁ FORA ...

José Luís Arnaut (http://expresso.sapo.pt/arnaut-em-alto-cargo-da-goldman-sachs=f850038) foi quase tudo no PSD: secretário-geral nos consulados de Marcelo e de Barroso (quando foi detectado o pagamento ilícito da Somague ao PSD), ministro de Barroso e deputado. Agora, dedica-se à advocacia. O seu escritório interveio em vários negócios popularizados por Passos Coelho como a “ida ao pote”, designadamente nos seguintes casos:

• Teve intervenção na privatização da REN, tendo sido, após a operação de venda, nomeado administrador não executivo pela República Popular da China;

• Assessorou o grupo Vinci (que não tinha experiência na área dos aeroportos) na privatização da ANA, tendo depois passado a presidir à assembleia geral da empresa;

• Foi nomeado assessor jurídico da TAP na operação de venda do capital do Estado, que, entretanto, borregou (não havendo por isso notícia de ter sido nomeado para os seus órgãos sociais);

• Participou na recente oferta pública de venda dos CTT à Goldman Sachs, tendo de imediato ingressado no conselho de administração do conselho consultivo internacional deste banco para “fornecer conselhos estratégicos sobre uma série de negócios, regiões, políticas públicas e questões económicas, em particular sobre Portugal e os países africanos de língua portuguesa” (http://www.jornaldenegocios.pt/empresas/banca___financas/detalhe/jose_luis_arnaut_nomeado_para_alto_cargo_no_goldman_sachs.html).

Quem diria que este licenciado em Direito pela Universidade Lusíada — conhecido no aparelho laranja por Asnô — se tornaria num alto quadro da finança internacional? Depois venham cá dizer que a JSD não é uma escola que fabrica grandes quadros...


NOTA: — Hoje, no Jornal das 9, Eurico Brilhante Dias, a propósito da nomeação de Arnault, estando num debate com o próprio Arnault, diz que espera - pasme-se! - que esta nomeação sirva Portugal. E esta, hein?!
 

quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

A História Infâme da Humanidade-I

«Get scared. It will do you good. Smoke a bit, stare blankly at some ceilings, beat your head against some walls, refuse to see some people, paint and write. Get scared some more. Allow your little mind to do nothing but function. Stay inside, go out - I don’t care what you’ll do; but stay scared as hell. You will never be able to experience everything. So, please, do poetical justice to your soul and simply experience yourself»
- Albert Camus.
O medo é difícil de extirpar. É com este instrumento que os "líderes"  controlam as sociedades, tirando grande proveito dos meios de comunicação social, que eles dominam por inteiro. Felizmente os Físicos inventaram a Internet e com ela, pela primeira vez na História, a possibilidade da Humanidade aceder a uma infinidade de informações, a documentos históricos que vão sendo revelados após o período de confidencialidade, a denúncias (os chamados "whistleblowers") feitas por testemunhas muitas vezes em fase terminal da sua vida. Uma série de indivíduos extraordinários vão assumindo o papel de faróis iluminando uma Humanidade perdida na sua História, revelando-nos que, na verdade, o que nos têm feito crer é uma mentira colossal. Que, na verdade, a Humanidade está a ser governada por autênticos bandidos! Não se pode mais acreditar no que quer que seja, a bandidagem é de tal ordem que é preciso ter um grande arcabouço intelectual e emocional para enfrentar o que está por aí...

Pois as teorias da conspiração têm vindo a provar-se…verdadeiras. Uma teoria da conspiração é um plano secreto perpetrado por duas ou mais pessoas que é horrível ou ilegal. São ofensas históricas ao progresso do ser humano, e elas estão provadas…Existem múltiplas provas de que o governo norte-americano conspirou contra o seu próprio povo em mais de uma ocasião…Aqui segue uma pequena lista:

- Operation Northwoods: A administração norte-americana planeou ataques terroristas contra os seus próprios cidadãos a fim de preparar o terreno para atacar Cuba. Veja Operation Northwoods, por exemplo…J. F. Kennedy rejeitou este plano e há quem argumente que foi por este motivo que acabou assassinado em Dallas. O plano proponha acções de terror no seu próprio território muito semelhantes ao do evento 9/11, veja 9/11...Veja outro documento documento desclassificado.
- Projecto MKUltra: Como se lê na Wikipedia «Project MKUltra is the code name of an illegal U.S. government human research operation experimenting in the behavioral engineering of humans through the CIA's Scientific Intelligence Division. The program began in the early 1950s, was officially sanctioned in 1953, was reduced in scope in 1964, further curtailed in 1967 and officially halted in 1973». Experimentaram toda a espécie de drogas em pessoas mentalmente débeis, prostitutas, alcoólicos,...Está provado que a CIA estava envolvida...
- Prohibitation Alchool Poisoning: Admirável. Na década dos anos 20 do século passado, zangados com a população que continuava a beber álcool apesar da proibição, o governo decidiu...envenenar as bebidas "alcoólicas". «Frustrated that people continued to consume so much alcohol even after it was banned, federal officials had decided to try a different kind of enforcement. They ordered the poisoning of industrial alcohols manufactured in the United States, products regularly stolen by bootleggers and resold as drinkable spirits. The idea was to scare people into giving up illicit drinking. Instead, by the time Prohibition ended in 1933, the federal poisoning program, by some estimates, had killed at least 10,000 people.» Como não conseguiam controlar a proibição, o governo deciciu colocar toda a espécie de substâncias tóxicas no álcool: querosene, acetona, metanol, arsénico, diluentes de tinta...
- The Tuskegee syphilis experiment: Infectaram população rural de origem africana com a sífilis, para verem como reagiam...«The Tuskegee syphilis experiment[1] was an infamous clinical study conducted between 1932 and 1972 by the U.S. Public Health Service to study the natural progression of untreated syphilis in rural African American men who thought they were receiving free health care from the U.S. government.» Não admira que a tenham repetido na Guatemala...http://www.reuters.com/article/2010/10/01/us-usa-guatemala-experiment-idUSTRE6903RZ20101001 Muita gente morreu com a doença, crianças que nasceram já com a mesma maleita, etc. As pessoas não sabiam o que lhes estava a acontecer e os "médicos" diziam que lhes davam antídotos...
- Operation Mockingbird: Esta campanha operada pela CIA influenciou toda a rede de comunicação social, jornais, televisão, apoiou associações de estudantes e organizações culturais, pagou a jornalistas, sempre numa óptica de tornar a CIA respeitável e preparar acções e políticas internas e externas aos EUA...Veja aqui....por exemplo. Naturalmente que este projecto continua activo, corrompendo os principais chefes de redação e decisores,...
 
Esta é apenas uma pequena lista, caro leitor. Portanto, bem-vindo à MATRIX! É ganhando consciência desta perversão da História que melhor a poderemos combater!
AZ
 
 
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sábado, 2 de novembro de 2013

A estranha justiça inglesa

[Circula nas redes sociais]
A ESTRANHA JUSTIÇA INGLESA
 Em 2003, o deputado inglês Chris Huhne foi apanhado num radar em alta velocidade. Na época, a então mulher dele, Vicky Price, assumiu a culpa.
 
Chris Huhne and Vicky Pryce arriving at Southwark Crown Court earlier
 
O tempo passou e aquele deputado passou a Ministro da Energia, só que o seu casamento acabou. Vicky Price decide vingar-se e conta a história à imprensa.
 Como é na Inglaterra, Chris Huhne, Ministro, demite-se primeiro do ministério e depois do Parlamento.
 ACABOU A HISTORIA?
 Qual quê! Estamos em Inglaterra...
 ... E em Inglaterra é crime mentir à Justiça. Assim, essa mesma Justiça funcionou e sentenciou o casal envolvido na fraude do radar em 8 meses de cadeia para cada um e uma multa de 120 mil libras.
 Segredo de Justiça? Nem pensar, julgamento aberto ao público e à imprensa.
 Quem quis, viu e ouviu.
 Segurança nacional? Nem pensar, infractor é infractor.
 Privilégio porque é político? Nada!
 E o que disse o Primeiro Ministro David Cameron quando soube da condenação do seu ex-ministro?
 'É uma conspiração dos media para denegrir a imagem do meu governo?" ou "É um atentado contra o meu bom nome e dos meus Ministros"?
 Errado. Esqueçam, nada disso!
 O que disse o Primeiro Ministro David Cameron disse, não foi acerca do seu ex-ministro, foi sobre o funcionamento da Justiça. E o que disse foi: 'É bom que todos saibam que ninguém, por mais alto e poderoso que seja, está fora do braço da Lei.'
 Estes ingleses monárquicos são mesmo um bando de atrasados, não são?

quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Há pelo menos um português que trabalha!

Ora vejam:
 

Pergunte-se aos desempregados-texto de Ana Sá Lopes

No domingo, dia 1 de Setembro, Passos Coelho "entusiasmou-se" perante a plateia de laranjinhas que o escutava, no encerramento da Universidade de Verão do PSD, e saiu-se com esta pérola da mais rasteira demagogia:
"Já alguém se lembrou de perguntar aos 900 mil desempregados de que lhes serviu até hoje a Constituição?"
A jornalista Ana Sá Lopes respondeu-lhe deste modo desassombrado no jornal "i":
Pergunte-se aos desempregados
Por Ana Sá Lopes, jornal “i”, 2 Set ‘13
O primeiro-ministro comportou-se ontem [01 Set ‘13] como um golpista de Estado
Já alguém se lembrou em Portugal de perguntar aos mais de 900 mil desempregados de que lhes valeu até hoje a Assembleia da República? De que lhes valeu Assunção Esteves? E o 25 de Abril? De que lhes valeu o deputado Luís Montenegro? Ou o deputado Luís Menezes? Ou o deputado xpto? Já alguém se lembrou de lhes perguntar de que lhes valeu o governo? E de que lhes valeu Pedro, Paulo, Maria Luís Albuquerque, os outros e respectivos assessores? De que lhes valeu a existência de todos os ministros e secretários de Estado? De que lhes vale, aos 900 mil, a existência de câmaras e de presidentes de câmara? E de juntas de freguesia? E dos embaixadores e secretários de embaixada?
Já alguém se lembrou, em Portugal, de perguntar aos 900 mil de que lhes valeu a democracia? A União Europeia? As viagens dos governantes a Bruxelas? As viagens dos membros do governo às organizações não sei o quê bilaterais? E de que lhes valeu o Tribunal de Contas? As eleições livres e justas? A tropa? A Cinemateca? O Teatro Nacional? O Palácio de São Bento? Os almoços de Estado? Os almoços que não são de Estado pagos pelo erário público?
Já alguém se lembrou de perguntar aos desempregados de que lhes valeu o Presidente da República, que jurou defender a Constituição? E a Câmara Municipal de Ponta Delgada? E as autonomias regionais? E o direito de voto a partir dos 18 anos? E o direito à não discriminação em função da raça e do sexo? E a separação de poderes?
Já alguém se lembrou de perguntar aos 900 mil desempregados de que lhes valeu ter eleito um taxista como primeiro-ministro, sem ofensa para os taxistas? De que lhes valeu a existência da JSD e das universidades de Verão, um excelente centro de recrutamento para um futuro emprego no palácio de São Bento sem grandes aborrecimentos?
O primeiro-ministro comportou-se ontem como um golpista de Estado, no mais demagógico ataque feito por algum titular de órgão de soberania contra a Constituição que está obrigado a cumprir - e contra o Presidente da República, que jurou cumpri-la, que desencadeou a avaliação preventiva da lei dos despedimentos da função pública.
É preciso lembrar ao primeiro-ministro que "o Estado subordina-se à Constituição e funda-se na legalidade democrática" e que "a validade das leis e dos demais actos do Estado (...) depende da sua conformidade com a Constituição". O resto é uma fantasia de golpe de Estado típica de qualquer república das bananas.

terça-feira, 24 de setembro de 2013

Momento Zen: A tartaruga em cima do poste

A TARTARUGA EM CIMA DO POSTE

Enquanto suturava um ferimento na mão do Prof. Adriano Moreira, golpe
causado por um caco de vidro indevidamente deitado no lixo, o médico e
o paciente começaram a conversar sobre o país, o governo e,
fatalmente, sobre o Passos Coelho.
O Professor disse:
- Bom, o senhor sabe... o Passos Coelho é como uma tartaruga em cima do
poste...
Sem saber o que o Adriano Moreira quis dizer, o médico perguntou o que
significava uma tartaruga num poste.
O professor respondeu:
- É quando o senhor vai seguindo por uma estrada, vê um poste e lá
em cima tem uma tartaruga a tentar equilibrar-se. Isso é uma tartaruga
num poste".

Perante a cara de interrogação do médico, o velho professor
acrescentou:
- Você não entende como é que ela chegou lá;
Você não acredita que ela esteja lá;
Você sabe que ela não subiu para lá sozinha;
Você sabe que ela não deveria nem poderia estar lá;
Você sabe que ela não vai fazer absolutamente nada enquanto estiver
lá;
Você não entende porque a colocaram lá;
Então tudo o que temos a fazer é ajudá-la a descer de lá, e
providenciar para que nunca mais suba, pois lá em cima,
definitivamente, não é o lugar dela.

A decadência moral do governo - texto do jornalista Daniel Oliveira

A decadência moral do governo

Daniel Oliveira

Nuno Crato nomeou a mulher para o Conselho Científico das Ciências Sociais e Humanidades da Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT). Não sendo um cargo remunerado, é um cargo com poder de influência. Muito maior do que se pode julgar. Não é apenas um órgão consultivo. Escolhe e nomeia júris e painéis de avaliação, tem poder na orientação científica das diferentes disciplinas e seleciona os projetos dos investigadores contratados que passam a avaliação internacional. Na sua área científica, este conselho tem um poder razoável. Para além disso, para alguém com um currículo relativamente modesto para o cargo, trata-se de uma importante promoção.
Mas ainda que não fosse nada disto. Um ministro não aceita a nomeação da sua mulher para um cargo público que dependa da opinião do seu Ministério, seja ele remunerado ou não, seja ele importante ou não. E dizer que foi a sua secretária de Estado a tomar a decisão é conversa idiota. Partido do princípio que Crato sabe alguma coisa sobre a vida profissional da sua mulher, teria de ser o primeiro a impedir que esta nomeação acontecesse. E teria de ser a sua mulher a primeira a perceber que não se deveria propor (é por candidatura) para um cargo onde o Ministério dirigido pelo seu marido tem uma intervenção final vinculativa. Já nem é respeito pela ética republicana. É bom senso.
Em Novembro de 2008, em pleno escândalo do BPN, Rui Machete escreveu ao líder parlamentar do Bloco de Esquerda a informar que nunca tivera ações do BPN e da SLN, que nunca ocupara cargos de gestão nas duas instituições e que nunca fora parte ativa ou passiva nos seus negócios. Na realidade, como se sabe hoje (mas não se sabia na altura), Machete foi acionista da SLN, tendo feito um bom negócio com a compra e venda de títulos que não estavam disponíveis em bolsa e cujos preços eram decididos pelo próprio Oliveira Costa. O ministro dos negócios estrangeiros declara que, com a sua "incorreção factual", não teve qualquer intenção de ocultar factos. Bem esclarece que nada lhe fora perguntado. Foi ele, antes que fosse chamado à Comissão de Inquérito, que tomou a iniciativa de enganar quem sabia que o poderia chamar a depor para que não lhe fizesse as perguntas incómodas que agora surgem. Aquilo a que Machete chama de "incorreção factual" (e não é a primeira) tem um nome em português: é uma mentira. E é uma mentira sobre o seu envolvimento, por pequeno que fosse, no mais grave escândalo financeiro a que este país assistiu. Um escândalo onde a amnésia seletiva dos envolvidos parece ser doença generalizada. E onde, por isso, detetar quem mente e porquê é fundamental para perceber como foi possível acontecer o que aconteceu nas barbas de toda a gente. Para saber com que conivências e silêncios contou Oliveira Costa. O homem, soubemos ontem, teve uma procuração assinada por Machete para o representar numa Assembleia Geral.
Mas no seu esclarecimento Rui Machete toma-nos por parvos: "No momento em que escrevi esta carta, em 5 de novembro de 2008, não tinha quaisquer ações ligadas ao Banco Português de Negócios (BPN). Aliás nunca tive, em qualquer momento, ações do BPN. Equivocadamente escrevi então que nunca tinha tido ações da Sociedade Lusa de Negócios (SLN)." Tendo em conta que Machete dirigiu o Conselho Social da SLN, é provável que saiba que nunca existiram ações do BPN, mas apenas da SLN. Logo, faria pouco sentido escrever a um deputado para informar que não tinha ações que pura e simplesmente não existiam. O que Machete quis dizer foi o que disse quando não pensou que o país chegasse a tal Estado que ninguém, a não ser ele, aceitasse ocupar o lugar de ministro dos Negócios Estrangeiros.
Maria Luís Albuquerque foi apanhada em mais uma mentira, numa sucessão deprimente de pequenos esclarecimentos que se vão negando a sim mesmos. Na Comissão de Inquérito disse: "enquanto estive no IGCP nunca tive qualquer contactos com swaps, nem do IGCP nem de natureza nenhuma". A partir do momento em que Almerindo Marques disse que fora ela a dar parecer positivo a uma swap das Estradas de Portugal, a ministra passou então a dizer que, no parecer que assinou para o financiamento daquela empresa pública pelo Deutsche Bank, que implicava o estabelecimento de um swap "com carácter de obrigatoriedade", as condições desse swap eram omissas. Um pouco diferente de nunca ter tido qualquer contacto com swap. Aliás, as novas versões da verdade de Albuquerque são sempre diferentes das suas primeiras verdades inabaláveis. Tudo sempre com um propósito: esconder as suas responsabilidades, no IGCP, na Refer e na Secretaria de Estado das Finanças, no caso dos swap. Contratar swap não é crime. O que é grave é que foi Maria Luís Albuquerque que os usou como arma de arremesso contra o PS e que, vendo o efeito boomerang do ataque, dirigiu uma investigação cheia de buracos e fez uma limpeza no governo, lançando na lama o nome de colegas seus de executivos.
Nenhum dos três casos é, por si só, especialmente grave. Quando sabemos que Dias Loureiro e Oliveira Costa fizeram parte de um governo e que o presidiário Isaltino Morais vai ganhar uma eleição por interposta pessoa nada parece especialmente grave. Mas tudo junto, na mesma semana, faz Miguel Relvas parecer um pobre injustiçado. E retrata bem o estado de degradação moral deste governo.
Todos os governo em fim de ciclo se enredam em sucessões de escândalos que lentamente os matam. Foi assim no fim de Cavaco, de Guterres, de Durão/Santana, de Sócrates. O problema é que este governo está morto mas já todos percebemos que, se tudo correr como se espera, ficará no seu lugar por mais dois anos. O problema é que este governo parece, desde o início, um interminável fim de ciclo. Não é difícil imaginar o mal que fará ao País e à democracia manter um morto-vivo, cada vez mais desacreditado, a gerir um dos mais importantes momentos da nossa história. É que já não cheira a fim de ciclo. Cheira a fim de regime. E isso não é obrigatoriamente bom.


Ler mais: http://expresso.sapo.pt/a-decadencia-moral-do-governo=f831963#ixzz2foOHlo1a