Contribuições para um Portugal com futuro: A nossa abordagem não deve ser lutar contra essas pessoas, porque elas são poderosas, têm exércitos, têm dinheiro, têm tudo. Não podemos lutar contra elas, usando as suas armas: a mentira e a violência. Seríamos destruídos. O caminho mais seguro reside em começarmos a desenvolver silenciosamente a nossa própria consciência, e sobretudo a dos nossos jovens, o que nenhuma força pode impedir. Este blog discorda ortograficamente.
quarta-feira, 6 de março de 2013
segunda-feira, 4 de março de 2013
Bastonário da Ordem dos engenheiros contra João Salgueiro
O bastonário da Ordem dos Engenheiros afirmou, este sábado, estar contra a proposta de João Salgueiro, que defende um plano de emergência para o desemprego, de forma que pessoas com formação universitária trabalhem na construção civil ou a limpar matas.
«Não me parece a melhor forma de utilizar mão-de-obra intelectualmente evoluída, na qual o país apostou fortemente, na resolução de um problema que quaisquer desempregados de outra natureza poderão ser utilizados», considerou Carlos Matias Ramos, em declarações à TSF.
Para o bastonário, o ideal seria utilizar mão-de-obra qualificada no reforço de infraestruturas.
«A melhor forma será verificar o que é que o país precisa, não só em termos da habitação em Portugal, nomeadamente nas zonas altamente degradadas. Outro aspeto que me está a preocupar é a segurança de barragens, pontes, manutenção de infraestruturas, tudo isto está a ser descurado», defendeu.
«Não me parece a melhor forma de utilizar mão-de-obra intelectualmente evoluída, na qual o país apostou fortemente, na resolução de um problema que quaisquer desempregados de outra natureza poderão ser utilizados», considerou Carlos Matias Ramos, em declarações à TSF.
Para o bastonário, o ideal seria utilizar mão-de-obra qualificada no reforço de infraestruturas.
«A melhor forma será verificar o que é que o país precisa, não só em termos da habitação em Portugal, nomeadamente nas zonas altamente degradadas. Outro aspeto que me está a preocupar é a segurança de barragens, pontes, manutenção de infraestruturas, tudo isto está a ser descurado», defendeu.
Oportunidades de trabalho
Aqui vão mais algumas oportunidades de trabalho:
1. A Portugal Telecom vai ter ao longo deste ano várias oportunidades de estágio profissioanl no âmbito da Academia PT. A Academia PT é um programa de estágios profissionais remunerados de 12 meses com acompanhamento e formação à medida, sendo que os estagiários que mostrarem um bom desempenho terão a oportunidade posterior de passagem a contrato na empresa.
Se tens…
- Habilitações ao nível de licenciatura, frequência universitária ou 12º Ano (nível IV), nas áreas tecnológicas, de gestão ou similares;
- Gosto pela área comercial;
- Forte orientação para o cliente;
- Focus na concretização de resultados e ambição de os superar;
- Forte capacidade de resolução de problemas;
- Boa capacidade de comunicação e persuasão;
- Forte sentido de responsabilidade e de organização pessoal;
- Boa capacidade de adaptação e resiliência;
- Dinamismo e proatividade;
- Vontade de aprender e curiosidade intelectual;
- Carta de condução e disponibilidade para deslocações;
- Ambição de desenvolver uma carreira de Excelência;
- Idade preferencial até 28 anos.
Temos para te oferecer:
- Integração numa empresa sólida e de referência
- Estágio profissional remunerado, junto das melhores equipas da Portugal Telecom, com perspetivas de evolução e desenvolvimento profissional
- Formação e acompanhamento à medida
Esta é a tua oportunidade para investires no teu sucesso profissional e de fazeres parte de uma equipa com fibra.
Candidata-te já no site da PT
2. Leigos para o Desenvolvimento - a função de Controller Financeiro. Ver PDF em anexo para mais informações.
3. Conselho Pedagógico EEG: Comité das Regiões (CR) | Estágios 2013
Todos os anos o Comité das Regiões (CR) promove um número limitado de estágios para jovens cidadãos europeus e de outros países, dando-lhes a oportunidade de adquirir experiência de trabalho numa instituição europeia.
Destinatários
- Jovens Licenciados
- Cidadãos de Estados Membros da UE ou de países candidatos
Estágios Remunerados
O Comité das Regiões promove junto dos jovens licenciados, um número limitado de estágios com duração de 5 meses. Estes períodos de estágio envolvem experiência de trabalho no CR e vão de: 16 de fevereiro até 15 de julho (estágios da primavera) ou 16 de setembro até 15 de fevereiro (estágios de outono).
Critérios de elegibilidade
a) ser titular de um diploma universitário
b) ter menos de 30 anos de idade no início do seu estágio (quando existem boas razões, pode ser concedido um prolongamento ao limite de idade a pedido do requerente);
b) ter conhecimento profundo de uma língua oficial da Comunidade e um conhecimento satisfatório de outra (para candidatos de Estados Membros da UE);
c) ter um bom conhecimento de uma das línguas comunitárias (para os candidatos de Estados não membros).
Nota É preferível ter um bom domínio de pelo menos uma das principais línguas de trabalho do Comité das Regiões (Inglês ou Francês).
Prazos
Até 31 de Março de 2013 (para os estágios de outono).
Para mais informações e candidaturas:
Os formulários de inscrição on-line estão disponíveis aqui.
Regulamento para estágios de longa duração.
Contactos
COR Committee of the Regions - Training office
Rue Belliard 101
B-1040 Brussels
phone: (32-2) 282 2211
fax: (32-2) 282 2325
4. Colaborador para Equipa Educativa O MSV - Movimento ao Serviço da Vida - está a recrutar um colaborador para uma vaga de substituição de outros colaboradores da Equipa Educativa da Casa das Cores, durante os seus períodos de férias, ao longo do ano de 2013.
Esta vaga será preenchida ao abrigo do Contrato Emprego - Inserção (IEFP) e a pessoa começará a trabalhar a 20 de março de 2013.
Os horários são variáveis, de acordo com o colaborador que será substituído. Temos horários que decorrem das 0h às 8h, das 8h às 16h e das 16h às 24h, com folgas variáveis (num mês tem sempre direito a um fim-de-semana completo).
REQUISITOS:
· Encontrar-se na situação de desempregado beneficiário de subsídio de desemprego ou de subsídio social de desemprego;
· Boa formação humana;
· Responsabilidade, dinamismo e capacidade para reagir perante situações imprevistas;
· Estar vocacionado para o trabalho com crianças e jovens acolhidos em instituição (acompanhamento das rotinas diárias, trabalho na área das competências pessoais e sociais, e desenvolvimento de atividades em grupo);
· Estar vocacionado para o trabalho em equipa;
· Carta e experiência de Condução (mínimo 2 anos).
OFERECE-SE:
· Contrato por um período máximo de 10 meses;
· Bolsa mensal complementar no valor de 20% do Indexante dos Apoios Sociais (valor do IAS em 2012 = 419,22€) para desempregados beneficiários de subsídio de desemprego ou de subsídio social de desemprego;
· Subsídio de transporte;
· Refeição principal na instituição;
· Seguro de acidentes pessoais.
SE REUNIR ESTES REQUISITOS E ESTIVER DISPONÍVEL PARA ACEITAR AS CONDIÇÕES OFERECIDAS, PROCEDA DA SEGUINTE FORMA:
· Envie até sexta-feira, 1 de março de 2013, um e-mail para casadascores@msv.pt. Não se aceitarão contactos telefónicos, nem envios por correio normal.
· Anexe ao e-mail o seu Curriculum Vitae e Carta de Recomendação do último local onde trabalhou.
· Aguarde feedback por parte do MSV para a marcação, ou não, de uma entrevista.
ATENÇÃO - Só se aceitarão candidaturas que correspondam exatamente aos requisitos acima referidos.
MSV - Movimento ao Serviço da Vida Visite-nos em www.msv.pt e www.casadacores.pt
Rua da Assunção, 7 - 4° - 1100-042 Lisboa Tel. 21 322 34 30 E-mail: geral@msv.pt
Rua da Assunção, 7 - 4° - 1100-042 Lisboa Tel. 21 322 34 30 E-mail: geral@msv.pt
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5. Oportunidade de emprego em África - http://aeiou.expressoemprego.pt/noticias/careers-in-africa-regressa-a-portugal/3044
As carências são em quase todas as áreas e as oportunidades também. Professores, gestores, engenheiros, arquitetos, advogados, financeiros, comerciais, profissionais de saúde ou perfis aptos a desenvolver funções diretivas, estão na mira da consultora que procura quadros à escala global para multinacionais com atividade nas diversas regiões do mercado africano. Ver mais informações no link acima.
6. http://workub.com/pt/ - Consulte este site para aumentar a sua visibilidade no mercado de trabalho, promovendo o emprego e oportunidades de colaboração profissional, em qualquer ponto do mundo.
Relembramos que caso admitam a possibilidade de ir para o estrangeiro poderão consultar:
www.trabalharnauniaoeuropeia.eu - Oportunidades nas Instituições Europeias e Organismos da União Europeia
Até os jovens do 9º ano já toparam os nossos ministros...
Até os putos do 9º ano já toparam os nossos ministros….
Adaptação do «Auto da Barca do Inferno», de Gil Vicente, feita por Gonçalo, Carolina e Filipe, alunos de 14 anos de idade da Escola EB23 Dra. Maria Alice Gouveia, de Coimbra, numa aula de Português, que teve direito a publicação na biblioteca digital da escola e que merece ser partilhada:
Vem Miguel Relvas conduzindo aos zigue zagues o seu Mercedes banhado a ouro e sai do carro com o seu diploma na mão. Chegando ao batel infernal, diz:
RELVAS - Hou da barca!
DIABO - Ó poderoso Doutor Relvas, que forma é essa de conduzir?
RELVAS - Tirei a carta de scooter e deram-me equivalência. Esta barca onde vai hora?
DIABO - Pera um sítio onde não hai contribuintes para roubar!
RELVAS - Pois olha, não sei do que falais. Quantas aulas eu ouvi, nom me hão elas de prestar.
DIABO - Ha Ha Ha. Oh estudioso sandeu, achas-te digno de um diploma comprado nos chineses ao fim de três aulas?
RELVAS - Um senhor de tal marca não há de merecer este diploma!
DIABO - Senhores doutores como tu, tenho eu cá muitos.
DIABO - Ó poderoso Doutor Relvas, que forma é essa de conduzir?
RELVAS - Tirei a carta de scooter e deram-me equivalência. Esta barca onde vai hora?
DIABO - Pera um sítio onde não hai contribuintes para roubar!
RELVAS - Pois olha, não sei do que falais. Quantas aulas eu ouvi, nom me hão elas de prestar.
DIABO - Ha Ha Ha. Oh estudioso sandeu, achas-te digno de um diploma comprado nos chineses ao fim de três aulas?
RELVAS - Um senhor de tal marca não há de merecer este diploma!
DIABO - Senhores doutores como tu, tenho eu cá muitos.
Miguel Relvas, indignado com a conversa, dirige-se ao batel divinal.
RELVAS - Oh meu santo salvador, que barca tão bela, porque nom eu dir eu nela?
ANJO - Esta barca pertence ao Céu, nom a irás privatizar!
RELVAS - Tanto eu estudei, que nesta barca eu entrarei.
ANJO - Tu aqui não entrarás, contribuintes cortaste, dinheiro roubaste e um curso mal tiraste.
ANJO - Esta barca pertence ao Céu, nom a irás privatizar!
RELVAS - Tanto eu estudei, que nesta barca eu entrarei.
ANJO - Tu aqui não entrarás, contribuintes cortaste, dinheiro roubaste e um curso mal tiraste.
Relvas, sem alternativa, volta à barca do Diabo.
RELVAS - Pois vejo que não tenho alternativa. Nesta barca eu irei.Tanto roubei, tanto cortei, não cuidei que para o inferno fosse.
DIABO - Bem vindo ao teu lar, muitos da tua laia já cá tenho e muitos mais virão. Entra, entra, ó poderoso senhor doutor magistrado Relvas. Pegarás num remo e remarás com a força e vontade com que roubaste aos que afincadamente trabalharam.
DIABO - Bem vindo ao teu lar, muitos da tua laia já cá tenho e muitos mais virão. Entra, entra, ó poderoso senhor doutor magistrado Relvas. Pegarás num remo e remarás com a força e vontade com que roubaste aos que afincadamente trabalharam.
Gonçalo, Filipe e Carolina
Turma 9º D
Escola EB23 Dra. Maria Alice Gouveia
Coimbra
Turma 9º D
Escola EB23 Dra. Maria Alice Gouveia
Coimbra
O que explica a diferença entre Portugal e a Alemanha
O que queremos que os alemães nos paguem.......!!!?
O que explica a diferença entre Portugal e a Alemanha
PORTUGAL
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Alemanha
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Gouvernement
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1 Primeiro Ministro
+ 11 Ministres
+ 38 Secrétaires d'état TOTAL : 50
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1 Chancelier(e) + 8 ministres
TOTAL : 9
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Depois do trabalho
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- O 1.º Ministro tem residência oficial.
- Os Ministros têm alojamentos de funções.
- Os Secretários de Estado têm alojamentos de funções.
Os contribuintes pagam-lhes: alojamento, transportes, ajudas de custo, água, eletricidade, alimentação, motoristas,... etc.
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Angela MERCKEL e os seus 8 Ministros pagam alojamento, transportes para o trabalho, as faturas da água e da eletricidade, alimentação e andam nos seus próprios carros.
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Presidência da República
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cerca de 500 pessoas trabalham para a Presidência da República.
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Cerca de 300 pessoas trabalham para a Presidência da República.
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PARA MANTER VIDINHA BOA, É BEM MAIS FÁCIL TAXAR OS REFORMADOS, OS FUNCIONÁRIOS E TIRAR SUBSÍDIOS AOS OPERÁRIOS, FAZER PAGAR MEDICAMENTOS E TAXAS MODERADORAS, AUMENTAR OS IMPOSTOS DE TODA A GENTE...
FAITES PARTAGER L’INFORMATION...C’EST UNE ARME DE DEFENSE !
PARTILHEM A INFORMAÇÃO.........É UMA ARMA DE DEFESA....!!!
sexta-feira, 1 de março de 2013
Mal enterrados- por Joaquim Letria
quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013
Há alguns incompetentes, mas pouco inocentes-por Miguel Sousa Tavares-Expresso
HÁ ALGUNS INCOMPETENTES, MAS POUCOS INOCENTES
por Miguel Sousa Tavares - Expresso
Como caixa de ressonância daqueles que de quem é porta-voz (tendo há muito deixado de ter voz própria), o presidente da Comissão Europeia, o português Durão Barroso, veio alinhar-se com os conselhos da troika sobre Portugal: não há outro caminho que não o de seguir a “solução” da austeridade e acelerar as “reforma...s estruturais” — descer os custos salariais, liberalizar mais ainda os despedimentos e diminuir o alcance do subsídio de desemprego. Que o trio formado pelo careca, o etíope e o alemão ignorem que em Portugal se está a oferecer 650 euros de ordenado a um engenheiro electrotécnico falando três línguas estrangeiras ou 580 euros a um dentista em horário completo, é mais ou menos compreensível para quem os portugueses são uma abstracção matemática. Mas que um português, colocado nos altos círculos europeus e instalado nos seus hábitos, também ache que um dos nossos problemas principais são os ordenados elevados, já não é admissível. Lembremo-nos disto quando ele por aí vier candidatar-se a Presidente da República.
Durão Barroso é uma espécie de cata-vento da impotência e incompetência dos dirigentes europeus. Todas as semanas ele cheira o vento e vira-se para o lado de onde ele sopra: se os srs. Monti, Draghi, Van Rompuy se mostram vagamente preocupados com o crescimento e o emprego, lá, no alto do edifício europeu, o cata-vento aponta a direcção; se, porém, na semana seguinte, os mesmos senhores mais a srª Merkel repetem que não há vida sem austeridade, recessão e desemprego, o cata-vento vira 180 graus e passa a indicar a direcção oposta. Quando um dia se fizer a triste história destes anos de suicídio europeu, haveremos de perguntar como é que a Europa foi governada e destruída por um clube fechado de irresponsáveis, sem uma direcção, uma ideia, um projecto lógico. Como é que se começou por brincar ao directório castigador para com a Grécia para acabar a fazer implodir tudo em volta. Como é que se conseguiu levar a Lei de Murphy até ao absoluto, fazendo com que tudo o que podia correr mal tivesse corrido mal: o contágio do subprime americano na banca europeia, que era afirmadamente inviável e que estoirou com a Islândia e a Irlanda e colocou a Inglaterra de joelhos; a falência final da Grécia, submetida a um castigo tão exemplar e tão inteligente que só lhe restou a alternativa de negociar com as máfias russas e as Three Gorges chinesas; como é que a tão longamente prevista explosão da bolha imobiliária espanhola acabou por rebentar na cara dos que juravam que a Espanha aguentaria isso e muito mais; como é que as agências de notação, os mercados e a Goldman Sachs puderam livremente atacar a dívida soberana de todos os Estados europeus, excepto a Alemanha, numa estratégia concertada de cerco ao euro, que finalmente tornou toda a Europa insolvente. Ou como é que um pequeno país, como Portugal, experimentou uma receita jamais vista — a de tentar salvar as finanças públicas através da ruína da economia — e que, oh, espanto, produziu o resultado mais provável: arruinou uma coisa e outra. E como é que, no final de tudo isto, as periferias implodiram e só o centro — isto é, a Alemanha e seus satélites — se viu coberto de mercadorias que os seus parceiros europeus não tinham como comprar e atulhado em triliões de euros depositados pelos pobres e desesperados e que lhes puderam servir para comprar tudo, desde as ilhas gregas à água que os portugueses bebiam.
Deixemos os grandes senhores da Europa entregues à sua irrecuperável estupidez e detenhamo-nos sobre o nosso pequeno e infeliz exemplo, que nos serve para perceber que nada aconteceu por acaso, mas sim porque umas vezes a incompetência foi demasiada e outras a inocência foi de menos.
O que podemos nós pensar quando o ex-ministro Teixeira dos Santos ainda consegue jurar que havia um risco sistémico de contágio se não se nacionalizasse aquele covil de bandidos do BPN? Será que todo o restante sistema bancário também assentava na fraude, na evasão fiscal, nos negócios inconfessáveis para amigos, nos bancos-fantasmas em Cabo Verde para esconder dinheiro e toda a restante série de traficâncias que de há muito — de há muito! — se sabia existirem no BPN? E como, com que fundamento, com que ciência, pode continuar a sustentar que a alternativa de encerrar, pura e simplesmente, aquele vão de escada “faria recuar a economia 4%”? Ou que era previsível que a conta da nacionalização para os contribuintes não fosse além dos 700 milhões de euros?
O que poderemos nós pensar quando descobrimos que à despesa declarada e à dívida ocultada pelo dr. Jardim ainda há a somar as facturas escondidas debaixo do tapete, emitidas pelos empreiteiros amigos da “autonomia” e a quem ele prometia conseguir pagar, assim que os ventos de Lisboa lhe soprassem mais favoravelmente?
O que poderemos nós pensar quando, depois de tantos anos a exigir o fim das SCUT, descobrimos que, afinal, o fim das auto-estradas sem portagens ainda iria conseguir sair mais caro ao Estado? Como poderíamos adivinhar que havia uns contratos secretos, escondidos do Tribunal de Contas, em que o Estado garantia aos concessionários das PPP que ganhariam sempre X sem portagens e X+Y com portagens? Mas como poderíamos adivinhá-lo se nos dizem sempre que o Estado tem de recorrer aos serviços de escritórios privados de advocacia (sempre os mesmos), porque, entre os milhares de juristas dos quadros públicos, não há uma meia dúzia que consiga redigir um contrato em que o Estado não seja sempre comido por parvo?
A troika quer reformas estruturais? Ora, imponha ao Governo que faça uma lei retroactiva — sim, retroactiva — que declare a nulidade e renegociação de todos os contratos celebrados pelo Estado com privados em que seja manifesto e reconhecido pelo Tribunal de Contas que só o Estado assumiu riscos, encaixou prejuízos sem correspondência com o negócio e fez figura de anjinho. A Constituição não deixa? Ok, estabeleça-se um imposto extraordinário de 99,9% sobre os lucros excessivos dos contratos de PPP ou outros celebrados com o Estado. Eu conheço vários.
Quer outra reforma, não sei se estrutural ou conjuntural, mas, pelo menos, moral? Obrigue os bancos a aplicarem todo o dinheiro que vão buscar ao BCE a 1% de juros no financiamento da economia e das empresas viáveis e não em autocapitalização, para taparem os buracos dos negócios de favor e de influência que andaram a financiar aos grupos amigos.
Mais uma? Escrevam uma lei que estabeleça que todas as empresas de construção civil, que estão paradas por falta de obras e a despedir às dezenas de milhares, se possam dedicar à recuperação e remodelação do património urbano, público ou privado, pagando 0% de IRC nessas obras. Bruxelas não deixa? Deixa a Holanda ter um IRC que atrai para lá a sede das nossas empresas do PSI-20, mas não nos deixa baixar parte dos impostos às nossas empresas, numa situação de emergência? OK, Bruxelas que mande então fechar as empresas e despedir os trabalhadores. Cumpra-se a lei!
Outra? Proíbam as privatizações feitas segundo o modelo em moda, que consiste em privatizar a parte das empresas que dá lucro e deixar as “imparidades” a cargo do Estado: quem quiser comprar leva tudo ou não leva nada. E, já agora, que a operação financeira seja obrigatoriamente conduzida pela Caixa Geral de Depósitos (não é para isso que temos um banco público, por enquanto?). O quê, a Caixa não tem vocação ou aptidão para isso? Não me digam! Então, os administradores são pagos como privados, fazem negócios com os grandes grupos privados, até compram acções dos bancos privados e não são capazes de fazer o que os privados fazem? E, quanto à engenharia jurídica, atenta a reiterada falta de vocação e de aptidão dos serviços contratados em outsourcing para defenderem os interesses do cliente Estado, a troika que nos mande uma equipa de juristas para ensinar como se faz.
Tenho muitas mais ideias, algumas tão ingénuas como estas, mas nenhumas tão prejudiciais como aquelas com que nos têm governado. A próxima vez que o careca, o etíope e o alemão cá vierem, estou disponível para tomar um cafezinho com eles no Ritz. Pago eu, porque não tenho dinheiro para os juros que eles cobram se lhes ficar a dever.
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