Contribuições para um Portugal com futuro: A nossa abordagem não deve ser lutar contra essas pessoas, porque elas são poderosas, têm exércitos, têm dinheiro, têm tudo. Não podemos lutar contra elas, usando as suas armas: a mentira e a violência. Seríamos destruídos. O caminho mais seguro reside em começarmos a desenvolver silenciosamente a nossa própria consciência, e sobretudo a dos nossos jovens, o que nenhuma força pode impedir. Este blog discorda ortograficamente.
terça-feira, 4 de setembro de 2012
segunda-feira, 3 de setembro de 2012
Poema de uma funcionária pública
[Corre nas redes sociais. AZ]
Quero lá saber !!!.
Eu quero lá saber
Da roubalheira e da alta corrupção
Que o Djaló esteja no Benfica ou no Casaquistão
Que não se consiga controlar a inflação
Eu quero lá saber
Que haja cada vez mais desempregados
Que dêem diplomas e haja cursos aldrabados
Que me considerem reformado ou um excedentário?
Que se financie cada vez mais a fundação do Mário
Que se ilibe o Sócrates do processo
Que não haja na democracia um só sucesso
Eu quero lá saber
Que o sócrates já não finja que namora a Câncio
Que o BCE se livre do pavão armado do Constâncio
Que roubem multibancos com retroescavadora
Que o Nascimento esburaque os processos à tesoura
Que deixe até de haver o feriado do 1º de Maio
Que a tuberculose seja mesmo um tacho pró Sampaio
Que em Bruxelas mamem muitos deputados
Que o Guterres trate apenas dos refugiados
Que a nós nos deixou bem entalados
Eu quero lá saber
Que ele vá a cento e sessenta e não preguem uma multa
Que amanhã ilibem os aldrabões da face oculta
Que o Godinho pese a sucata e abata a tara
Que pra compensar mande uns robalos ao Vara
Que o buraco da Madeira sobre também para mim
Que a Merkl se esteja borrifando pró Jardim
Eu quero lá saber
Que a corja dos deputados só se levante ao meio-dia
Que a "justiça" indemenize os pedófilos da Casa Pia
Que não haja aumentos de salários nem digna concertação social
Que os ministros e gestores ganhem muito e façam mal
Que Guimarães este ano se mantenha a capital
Que alguem compre gasolina na cidade de Elvas
Que só abasteça o condutor do Dr. Relvas
Que na Assembleia continuem 230 cretinos
Que nas autarquias haja muitos Isaltinos
Que o Álvaro por tu ai esse sim hei-de eu vir a tratar
Que se lixe o falar doce do grande actor Gaspar
Que morram os pobres e os velhos portugueses
Que eles querem é que fiquem só os alemães e os franceses
Eu quero lá saber
Que o Zé seja montado quer por baixo quer por cima
Que a justiça safe bem depressa o influente Duarte Lima
Que o bancário Costa não volte a dormir na prisão
Que o Cavaco chegue ao fim do mês sem um tostão
Que na Procuradoria continue o Pinto Monteiro
Que prós aldrabões tem sido um gajo porreiro
Que os offsores andem a lavar dinheiro
Que o BPN tenha sido gamado pelo Loureiro
Que no BPP prescrevam os processos do Rendeiro
Que à CEE presida um ex-maoista sacana e manhoso
Que agora é o snob democrata Zé Manel Barroso
Tudo isto já nada pra mim tem de anormal
Mas o que eu quero mesmo saber
é onde está o meu país chamado PORTUGAL
que isto aqui é vilanagem pura, roubalheira, corrupção
Meu Deus manda de novo o Marquês de Pombal
antes que este povo inerte permita a destruição !!!
Maria (pseudonimo, claro!)
Funcionária Pública
Mário Soares, segundo Marinho Pinto
Mário Soares visto pelo jornalista António Marinho (actual Bastonário da Ordem dos Advogados, António Marinho e Pinto), no «Diário do Centro» de 15 de Março de 2000
MÁRIO SOARES E ANGOLA
A polémica em torno das acusações das autoridades angolanas segundo as quais Mário Soares e seu filho João Soares seriam dos principais beneficiários do tráfico de diamantes e de marfim levados a cabo pela UNITA de Jonas Savimbi, tem sido conduzida na base de mistificações grosseiras sobre o comportamento daquelas figuras políticas nos últimos anos.
Espanta desde logo a intervenção pública da generalidade das figuras políticas do país, que vão desde o Presidente da República até ao deputado do Bloco de Esquerda, Francisco Louçã, passando pelo PP de Paulo Portas e Basílio Horta, pelo PSD de Durão Barroso e por toda a sorte de fazedores de opinião, jornalistas (ligados ou não à Fundação Mário Soares), pensadores profissionais, autarcas, «comendadores» e comentadores de serviço, etc.
Tudo como se Mário Soares fosse uma virgem perdida no meio de um imenso bordel.
Sei que Mário Soares não é nenhuma virgem e que o país (apesar de tudo) não é nenhum bordel. Sei também que não gosto mesmo nada de Mário Soares e do filho João Soares, os quais se têm vindo a comportar politicamente como uma espécie de versão portuguesa da antiga dupla haitiana «Papa Doc» e «Baby Doc».
Vejamos então por que é que eu não gosto dele(s).
A primeira ideia que se agiganta sobre Mário Soares é que é um homem que não tem princípios mas sim fins.
É-lhe atribuída a célebre frase: «Em política, feio, feio, é perder».
São conhecidos também os seus zigue-zagues políticos desde antes do 25 de Abril. Tentou negociar com Marcelo Caetano uma legalização do seu (e de seus amigos) agrupamento político, num gesto que mais não significava do que uma imensa traição a toda a oposição, mormente àquela que mais se empenhava na luta contra o fascismo.
JÁ DEPOIS DO 25 DE ABRIL, ASSUMIU-SE COMO O HOMEM DOS AMERICANOS E DA CIA EM PORTUGAL E NA PRÓPRIA INTERNACIONAL SOCIALISTA. Dos mesmos americanos que acabavam de conceber, financiar e executar o golpe contra Salvador Allende no Chile e que colocara no poder Augusto Pinochet.
Mário Soares combateu o comunismo e os comunistas portugueses como nenhuma outra pessoa o fizera durante a revolução e FOI AMIGO DE
NICOLAU CEAUCESCU, FIGURA QUE CHEGOU A APRESENTAR COMO MODELO A SER SEGUIDO PELOS COMUNISTAS PORTUGUESES.
Durante a revolução portuguesa andou a gritar nas ruas do país a palavra de ordem «Partido Socialista, Partido Marxista», mas mal se apanhou no poder meteu o socialismo na gaveta e nunca mais o tirou de lá. Os seus governos notabilizaram-se por três coisas: políticas abertamente de direita, a facilidade com que certos empresários ganhavam dinheiro e essa inovação da austeridade soarista (versão bloco central) que foram os salários em atraso.
INSULTO A UM JUIZ
Em Coimbra, onde veio uma vez como primeiro-ministro, foi confrontado com uma manifestação de trabalhadores com salários em atraso. Soares não gostou do que ouviu (chamaram-lhe o que Soares tem chamado aos governantes angolanos) e alguns trabalhadores foram presos por polícias zelosos. Mas, como não apresentou queixa (o tipo de crime em causa exigia a apresentação de queixa), o juiz não teve outro remédio senão libertar os detidos no próprio dia. Soares não gostou e insultou publicamente esse magistrado, o qual ainda apresentou queixa ao Conselho Superior da Magistratura contra Mário Soares, mas sua excelência não foi incomodado.
Na sequência, foi modificado o Código Penal, o que constituiu a primeira alteração de que foi alvo por exigência dos interesses pessoais de figuras políticas.
Soares é arrogante, pesporrento e malcriado. É conhecidíssima a frase que dirigiu, perante as câmaras de TV, a um agente da GNR em serviço que cumpria a missão de lhe fazer escolta enquanto presidente da República durante a Presidência aberta em Lisboa: «Ó Sr. Guarda! Desapareça!». Nunca, em Portugal, um agente da autoridade terá sido tão humilhado publicamente por um responsável político, como aquele pobre soldado da GNR.
Em minha opinião, Mário Soares nunca foi um verdadeiro democrata. Ou melhor é muito democrata se for ele a mandar. Quando não, acaba-se imediatamente a democracia. À sua volta não tem amigos, e ele sabe-o; tem pessoas que não pensam pela própria cabeça e que apenas fazem o que ele manda e quando ele manda. Só é amigo de quem lhe obedece. Quem ousar ter ideias próprias é triturado sem quaisquer contemplações.
Algumas das suas mais sólidas e antigas amizades ficaram pelo caminho quando ousaram pôr em causa os seus interesses ou ambições pessoais.
Soares é um homem de ódios pessoais sem limites, os quais sempre colocou acima dos interesses políticos do partido e do próprio país.
Em 1980, não hesitou em APOIAR OBJECTIVAMENTE O GENERAL SOARES CARNEIRO CONTRA EANES, NÃO POR RAZÕES POLÍTICAS MAS DEVIDO AO ÓDIO PESSOAL QUE NUTRIA PELO GENERAL RAMALHO EANES. E como o PS não alinhou nessa aventura que iria entregar a presidência da República a um general do antigo regime, Soares, em vez de acatar a decisão maioritária do seu partido, optou por demitir-se e passou a intrigar, a conspirar e a manipular as consciências dos militantes socialistas e de toda a sorte de oportunistas, não hesitando mesmo em espezinhar amigos de sempre como Francisco Salgado Zenha.
Confesso que não sei por que é que o séquito de prosélitos do soarismo (onde, lamentavelmente, parece ter-se incluído agora o actual presidente da República – Cavaco Silva), apareceram agora tão indignados com as declarações de governantes angolanos e estiveram tão calados quando da publicação do livro de Rui Mateus sobre Mário Soares. NA ALTURA TODOS METERAM A CABEÇA NA AREIA, INCLUINDO O PRÓPRIO CLÃ DOS SOARES, E NEM TUGIRAM NEM MUGIRAM, APESAR DE AS ACUSAÇÕES SEREM ENTÃO BEM MAIS GRAVES DO QUE AS DE AGORA. POR QUE É QUE JORGE SAMPAIO SE CALOU CONTRA AS «CALÚNIAS» DE RUI MATEUS?».
«DINHEIRO DE MACAU»
Anos mais tarde, um senhor que fora ministro de um governo chefiado por MÁRIO SOARES, ROSADO CORREIA, vinha de Macau para Portugal com uma mala com dezenas de milhares de contos. *A proveniência do** dinheiro era tão pouco limpa que um membro do governo de Macau, ANTÓNIO **VITORINO, *foi a correr ao aeroporto tirar-lhe a mala à última hora.
Parece que se tratava de dinheiro que tinha sido obtido de empresários chineses com a promessa de benefícios indevidos por parte do governo de Macau. Para quem era esse dinheiro foi coisa que nunca ficou devidamente esclarecida. O caso EMAUDIO (e o célebre fax de Macau) é um episódio que envolve destacadíssimos soaristas, amigos íntimos de Mário Soares e altos dirigentes do PS da época soarista. MENANO DO AMARAL chegou a ser responsável pelas finanças do PS e Rui Mateus foi durante anos responsável pelas relações internacionais do partido, ou
seja, pela angariação de fundos no estrangeiro.
Não haveria seguramente no PS ninguém em quem Soares depositasse mais confiança. Ainda hoje subsistem muitas dúvidas (e não só as lançadas pelo livro de Rui Mateus) sobre o verdadeiro destino dos financiamentos vindos de Macau. No entanto, em tribunal, os pretensos corruptores foram processualmente separados dos alegados corrompidos, com esta peculiaridade (que não é inédita) judicial: os pretensos
corruptores foram condenados, enquanto os alegados corrompidos foram absolvidos.
Aliás, no que respeita a Macau só um país sem dignidade e um povo sem brio nem vergonha é que toleravam o que se passou nos últimos anos (e
nos últimos dias) de administração portuguesa daquele território, com
os
chineses pura e simplesmente a chamar ladrões aos portugueses. E isso não foi só dirigido a alguns colaboradores de cartazes do MASP que a dada altura enxamearam aquele território.
Esse epíteto chegou a ser dirigido aos mais altos representantes do Estado Português. Tudo por causa das fundações criadas para tirar dinheiro de Macau. Mas isso é outra história cujos verdadeiros contornos hão-de ser um dia conhecidos. Não foi só em Portugal que Mário Soares conviveu com pessoas pouco recomendáveis. Veja-se o caso de BETINO CRAXI, o líder do PS italiano, condenado a vários anos de prisão pelas autoridades judiciais do seu país, devido a graves crimes como corrupção. Soares fez questão de lhe manifestar publicamente solidariedade quando ele se refugiou na Tunísia.
Veja-se também a amizade com Filipe González, líder do Partido Socialista de Espanha que não encontrou melhor maneira para resolver o
problema político do país Basco senão recorrer ao terrorismo, contratando os piores mercenários do lumpen e da extrema direita da Europa para assassinar militantes e simpatizantes da ETA.
Mário Soares utilizou o cargo de presidente da República para passear pelo estrangeiro como nunca ninguém fizera em Portugal. Ele, que tanta
austeridade impôs aos trabalhadores portugueses enquanto primeiro-ministro, gastou, como Presidente da República, milhões de contos dos contribuintes portugueses em passeatas pelo mundo, com verdadeiros exércitos de amigos e prosélitos do soarismo, com destaque para jornalistas. São muitos desses «viajantes» que hoje se põem em bicos de pés a indignar-se pelas declarações dos governantes angolanos.
Enquanto Presidente da República, Soares abusou como ninguém das distinções honoríficas do Estado Português. Não há praticamente nenhum amigo que não tenha recebido uma condecoração, enquanto outros cidadãos, que tanto mereceram, não obtiveram qualquer distinção durante o seu «reinado». Um dos maiores vultos da resistência antifascista no meio universitário, e um dos mais notáveis académicos portugueses, perseguido pelo antigo regime, o Prof. Doutor Orlando de Carvalho, não foi merecedor, segundo Mário Soares, da Ordem da Liberdade. Mas alguns que até colaboraram com o antigo regime receberam as mais altas distinções. Orlando de Carvalho só veio a receber a Ordem da Liberdade depois de Soares deixar a Presidência da República, ou seja logo que Sampaio tomou posse. A razão foi só uma: Orlando de Carvalho nunca prestou vassalagem a Soares e Jorge Sampaio não fazia depender disso a atribuição de condecorações.
FUNDAÇÃO COM DINHEIROS PÚBLICOS
A pretexto de uns papéis pessoais cujo valor histórico ou cultural nunca ninguém sindicou, Soares decidiu fazer uma Fundação com o seu nome. Nada de mal se o fizesse com dinheiro seu, como seria normal.
Mas não; acabou por fazê-la com dinheiros públicos. SÓ O GOVERNO, DE UMA SÓ VEZ DEU-LHE 500 MIL CONTOS E A CÂMARA DE LISBOA, PRESIDIDA PELO SEU FILHO, DEU-LHE UM PRÉDIO NO VALOR DE CENTENAS DE MILHARES DE CONTOS. Nos Estados Unidos, na Inglaterra, na Alemanha ou em qualquer país em que as regras democráticas fossem minimamente respeitadas muita gente estaria, por isso, a contas com a justiça, incluindo os próprios Mário e João Soares e as respectivas carreiras políticas teriam aí terminado. Tais práticas são absolutamente inadmissíveis num país que respeitasse o dinheiro extorquido aos contribuintes pelo fisco.
Se os seus documentos pessoais tinham valor histórico Mário Soares deveria entregá-los a uma instituição pública, como a Torre do Tombo ou o Centro de Documentação 25 de Abril, por exemplo. Mas para isso era preciso que Soares fosse uma pessoa com humildade democrática
e verdadeiro amor pela cultura. Mas não. Não eram preocupações culturais que motivaram Soares. O que ele pretendia era outra coisa.
Porque as suas ambições não têm limites ele precisava de um instrumento de pressão sobre as instituições democráticas e dos órgãos de poder e de intromissão directa na vida política do país. A Fundação Mário Soares está a transformar-se num verdadeiro cancro da democracia
portuguesa.»
O livro de Rui Mateus, que foi rapidamente retirado de mercado após a celeuma que causou em 1996 (há quem diga que “alguém” comprou toda a edição), está disponível em:
http://www.scribd.com/doc/12699901/Livro-Contos-Proibidos
ou
http://ferrao.org/documentos/Livro_Contos_Proibidos.pdf
ou ainda >
http://rapidshare.com/files/23967307/Livro_Contos_Proibidos.pdf
MÁRIO SOARES E ANGOLA
A polémica em torno das acusações das autoridades angolanas segundo as quais Mário Soares e seu filho João Soares seriam dos principais beneficiários do tráfico de diamantes e de marfim levados a cabo pela UNITA de Jonas Savimbi, tem sido conduzida na base de mistificações grosseiras sobre o comportamento daquelas figuras políticas nos últimos anos.
Espanta desde logo a intervenção pública da generalidade das figuras políticas do país, que vão desde o Presidente da República até ao deputado do Bloco de Esquerda, Francisco Louçã, passando pelo PP de Paulo Portas e Basílio Horta, pelo PSD de Durão Barroso e por toda a sorte de fazedores de opinião, jornalistas (ligados ou não à Fundação Mário Soares), pensadores profissionais, autarcas, «comendadores» e comentadores de serviço, etc.
Tudo como se Mário Soares fosse uma virgem perdida no meio de um imenso bordel.
Sei que Mário Soares não é nenhuma virgem e que o país (apesar de tudo) não é nenhum bordel. Sei também que não gosto mesmo nada de Mário Soares e do filho João Soares, os quais se têm vindo a comportar politicamente como uma espécie de versão portuguesa da antiga dupla haitiana «Papa Doc» e «Baby Doc».
Vejamos então por que é que eu não gosto dele(s).
A primeira ideia que se agiganta sobre Mário Soares é que é um homem que não tem princípios mas sim fins.
É-lhe atribuída a célebre frase: «Em política, feio, feio, é perder».
São conhecidos também os seus zigue-zagues políticos desde antes do 25 de Abril. Tentou negociar com Marcelo Caetano uma legalização do seu (e de seus amigos) agrupamento político, num gesto que mais não significava do que uma imensa traição a toda a oposição, mormente àquela que mais se empenhava na luta contra o fascismo.
JÁ DEPOIS DO 25 DE ABRIL, ASSUMIU-SE COMO O HOMEM DOS AMERICANOS E DA CIA EM PORTUGAL E NA PRÓPRIA INTERNACIONAL SOCIALISTA. Dos mesmos americanos que acabavam de conceber, financiar e executar o golpe contra Salvador Allende no Chile e que colocara no poder Augusto Pinochet.
Mário Soares combateu o comunismo e os comunistas portugueses como nenhuma outra pessoa o fizera durante a revolução e FOI AMIGO DE
NICOLAU CEAUCESCU, FIGURA QUE CHEGOU A APRESENTAR COMO MODELO A SER SEGUIDO PELOS COMUNISTAS PORTUGUESES.
Durante a revolução portuguesa andou a gritar nas ruas do país a palavra de ordem «Partido Socialista, Partido Marxista», mas mal se apanhou no poder meteu o socialismo na gaveta e nunca mais o tirou de lá. Os seus governos notabilizaram-se por três coisas: políticas abertamente de direita, a facilidade com que certos empresários ganhavam dinheiro e essa inovação da austeridade soarista (versão bloco central) que foram os salários em atraso.
INSULTO A UM JUIZ
Em Coimbra, onde veio uma vez como primeiro-ministro, foi confrontado com uma manifestação de trabalhadores com salários em atraso. Soares não gostou do que ouviu (chamaram-lhe o que Soares tem chamado aos governantes angolanos) e alguns trabalhadores foram presos por polícias zelosos. Mas, como não apresentou queixa (o tipo de crime em causa exigia a apresentação de queixa), o juiz não teve outro remédio senão libertar os detidos no próprio dia. Soares não gostou e insultou publicamente esse magistrado, o qual ainda apresentou queixa ao Conselho Superior da Magistratura contra Mário Soares, mas sua excelência não foi incomodado.
Na sequência, foi modificado o Código Penal, o que constituiu a primeira alteração de que foi alvo por exigência dos interesses pessoais de figuras políticas.
Soares é arrogante, pesporrento e malcriado. É conhecidíssima a frase que dirigiu, perante as câmaras de TV, a um agente da GNR em serviço que cumpria a missão de lhe fazer escolta enquanto presidente da República durante a Presidência aberta em Lisboa: «Ó Sr. Guarda! Desapareça!». Nunca, em Portugal, um agente da autoridade terá sido tão humilhado publicamente por um responsável político, como aquele pobre soldado da GNR.
Em minha opinião, Mário Soares nunca foi um verdadeiro democrata. Ou melhor é muito democrata se for ele a mandar. Quando não, acaba-se imediatamente a democracia. À sua volta não tem amigos, e ele sabe-o; tem pessoas que não pensam pela própria cabeça e que apenas fazem o que ele manda e quando ele manda. Só é amigo de quem lhe obedece. Quem ousar ter ideias próprias é triturado sem quaisquer contemplações.
Algumas das suas mais sólidas e antigas amizades ficaram pelo caminho quando ousaram pôr em causa os seus interesses ou ambições pessoais.
Soares é um homem de ódios pessoais sem limites, os quais sempre colocou acima dos interesses políticos do partido e do próprio país.
Em 1980, não hesitou em APOIAR OBJECTIVAMENTE O GENERAL SOARES CARNEIRO CONTRA EANES, NÃO POR RAZÕES POLÍTICAS MAS DEVIDO AO ÓDIO PESSOAL QUE NUTRIA PELO GENERAL RAMALHO EANES. E como o PS não alinhou nessa aventura que iria entregar a presidência da República a um general do antigo regime, Soares, em vez de acatar a decisão maioritária do seu partido, optou por demitir-se e passou a intrigar, a conspirar e a manipular as consciências dos militantes socialistas e de toda a sorte de oportunistas, não hesitando mesmo em espezinhar amigos de sempre como Francisco Salgado Zenha.
Confesso que não sei por que é que o séquito de prosélitos do soarismo (onde, lamentavelmente, parece ter-se incluído agora o actual presidente da República – Cavaco Silva), apareceram agora tão indignados com as declarações de governantes angolanos e estiveram tão calados quando da publicação do livro de Rui Mateus sobre Mário Soares. NA ALTURA TODOS METERAM A CABEÇA NA AREIA, INCLUINDO O PRÓPRIO CLÃ DOS SOARES, E NEM TUGIRAM NEM MUGIRAM, APESAR DE AS ACUSAÇÕES SEREM ENTÃO BEM MAIS GRAVES DO QUE AS DE AGORA. POR QUE É QUE JORGE SAMPAIO SE CALOU CONTRA AS «CALÚNIAS» DE RUI MATEUS?».
«DINHEIRO DE MACAU»
Anos mais tarde, um senhor que fora ministro de um governo chefiado por MÁRIO SOARES, ROSADO CORREIA, vinha de Macau para Portugal com uma mala com dezenas de milhares de contos. *A proveniência do** dinheiro era tão pouco limpa que um membro do governo de Macau, ANTÓNIO **VITORINO, *foi a correr ao aeroporto tirar-lhe a mala à última hora.
Parece que se tratava de dinheiro que tinha sido obtido de empresários chineses com a promessa de benefícios indevidos por parte do governo de Macau. Para quem era esse dinheiro foi coisa que nunca ficou devidamente esclarecida. O caso EMAUDIO (e o célebre fax de Macau) é um episódio que envolve destacadíssimos soaristas, amigos íntimos de Mário Soares e altos dirigentes do PS da época soarista. MENANO DO AMARAL chegou a ser responsável pelas finanças do PS e Rui Mateus foi durante anos responsável pelas relações internacionais do partido, ou
seja, pela angariação de fundos no estrangeiro.
Não haveria seguramente no PS ninguém em quem Soares depositasse mais confiança. Ainda hoje subsistem muitas dúvidas (e não só as lançadas pelo livro de Rui Mateus) sobre o verdadeiro destino dos financiamentos vindos de Macau. No entanto, em tribunal, os pretensos corruptores foram processualmente separados dos alegados corrompidos, com esta peculiaridade (que não é inédita) judicial: os pretensos
corruptores foram condenados, enquanto os alegados corrompidos foram absolvidos.
Aliás, no que respeita a Macau só um país sem dignidade e um povo sem brio nem vergonha é que toleravam o que se passou nos últimos anos (e
nos últimos dias) de administração portuguesa daquele território, com
os
chineses pura e simplesmente a chamar ladrões aos portugueses. E isso não foi só dirigido a alguns colaboradores de cartazes do MASP que a dada altura enxamearam aquele território.
Esse epíteto chegou a ser dirigido aos mais altos representantes do Estado Português. Tudo por causa das fundações criadas para tirar dinheiro de Macau. Mas isso é outra história cujos verdadeiros contornos hão-de ser um dia conhecidos. Não foi só em Portugal que Mário Soares conviveu com pessoas pouco recomendáveis. Veja-se o caso de BETINO CRAXI, o líder do PS italiano, condenado a vários anos de prisão pelas autoridades judiciais do seu país, devido a graves crimes como corrupção. Soares fez questão de lhe manifestar publicamente solidariedade quando ele se refugiou na Tunísia.
Veja-se também a amizade com Filipe González, líder do Partido Socialista de Espanha que não encontrou melhor maneira para resolver o
problema político do país Basco senão recorrer ao terrorismo, contratando os piores mercenários do lumpen e da extrema direita da Europa para assassinar militantes e simpatizantes da ETA.
Mário Soares utilizou o cargo de presidente da República para passear pelo estrangeiro como nunca ninguém fizera em Portugal. Ele, que tanta
austeridade impôs aos trabalhadores portugueses enquanto primeiro-ministro, gastou, como Presidente da República, milhões de contos dos contribuintes portugueses em passeatas pelo mundo, com verdadeiros exércitos de amigos e prosélitos do soarismo, com destaque para jornalistas. São muitos desses «viajantes» que hoje se põem em bicos de pés a indignar-se pelas declarações dos governantes angolanos.
Enquanto Presidente da República, Soares abusou como ninguém das distinções honoríficas do Estado Português. Não há praticamente nenhum amigo que não tenha recebido uma condecoração, enquanto outros cidadãos, que tanto mereceram, não obtiveram qualquer distinção durante o seu «reinado». Um dos maiores vultos da resistência antifascista no meio universitário, e um dos mais notáveis académicos portugueses, perseguido pelo antigo regime, o Prof. Doutor Orlando de Carvalho, não foi merecedor, segundo Mário Soares, da Ordem da Liberdade. Mas alguns que até colaboraram com o antigo regime receberam as mais altas distinções. Orlando de Carvalho só veio a receber a Ordem da Liberdade depois de Soares deixar a Presidência da República, ou seja logo que Sampaio tomou posse. A razão foi só uma: Orlando de Carvalho nunca prestou vassalagem a Soares e Jorge Sampaio não fazia depender disso a atribuição de condecorações.
FUNDAÇÃO COM DINHEIROS PÚBLICOS
A pretexto de uns papéis pessoais cujo valor histórico ou cultural nunca ninguém sindicou, Soares decidiu fazer uma Fundação com o seu nome. Nada de mal se o fizesse com dinheiro seu, como seria normal.
Mas não; acabou por fazê-la com dinheiros públicos. SÓ O GOVERNO, DE UMA SÓ VEZ DEU-LHE 500 MIL CONTOS E A CÂMARA DE LISBOA, PRESIDIDA PELO SEU FILHO, DEU-LHE UM PRÉDIO NO VALOR DE CENTENAS DE MILHARES DE CONTOS. Nos Estados Unidos, na Inglaterra, na Alemanha ou em qualquer país em que as regras democráticas fossem minimamente respeitadas muita gente estaria, por isso, a contas com a justiça, incluindo os próprios Mário e João Soares e as respectivas carreiras políticas teriam aí terminado. Tais práticas são absolutamente inadmissíveis num país que respeitasse o dinheiro extorquido aos contribuintes pelo fisco.
Se os seus documentos pessoais tinham valor histórico Mário Soares deveria entregá-los a uma instituição pública, como a Torre do Tombo ou o Centro de Documentação 25 de Abril, por exemplo. Mas para isso era preciso que Soares fosse uma pessoa com humildade democrática
e verdadeiro amor pela cultura. Mas não. Não eram preocupações culturais que motivaram Soares. O que ele pretendia era outra coisa.
Porque as suas ambições não têm limites ele precisava de um instrumento de pressão sobre as instituições democráticas e dos órgãos de poder e de intromissão directa na vida política do país. A Fundação Mário Soares está a transformar-se num verdadeiro cancro da democracia
portuguesa.»
O livro de Rui Mateus, que foi rapidamente retirado de mercado após a celeuma que causou em 1996 (há quem diga que “alguém” comprou toda a edição), está disponível em:
http://www.scribd.com/doc/12699901/Livro-Contos-Proibidos
ou
http://ferrao.org/documentos/Livro_Contos_Proibidos.pdf
ou ainda >
http://rapidshare.com/files/23967307/Livro_Contos_Proibidos.pdf
sábado, 1 de setembro de 2012
Alguns países europeus têm o hábito de cairem na bancarota-Artigo The Telegraph
por Peter Osborne, comentador político do Daily Telegraph (aqui traduzido com o Google Translator, para confrontação o link original é este.)
Poucas horas depois do discurso francamente banal sobre o orçamento de George Osborne, José Sócrates, o primeiro-ministro Português, resignou. Tanto quanto eu possa saber, esses dois eventos não estavam de alguma forma relacionados. No entanto, é uma aposta muito boa que este drama Ibérico terá um efeito maior sobre as finanças domésticas britânicos e nossa prosperidade nacional durante o próximo ano do que o Orçamento Osborne.
A renúncia mergulha a zona do euro em uma crise que não pode sobreviver. Falha de José Sócrates para forçar seu pacote de austeridade pelo Parlamento Português marca um ponto de viragem crucial.
É o momento em que os países periféricos da Zona Euro se recusam a receber ordens mais do centro. Efetivamente, Portugal adoptou chantagem como uma estratégia econômica - e muito eficaz que seja, também.
O país está pronto para ser socorrida de sua bagunça financeiro crônico, mas apenas em seus próprios termos. Caso contrário, ele tem um cartão mortal para jogar. Ele tem a opção de ir à falência, um ato de malícia nu que pôs em marcha uma segunda rodada de crise bancária que começou em 2007.
As conseqüências disso são terríveis: a dissolução do euro, o desemprego em massa, colapso financeiro, o desespero social. A assustadora verdade é que a escala do problema que enfrenta a zona do euro foi gravemente subestimado pelos comentadores britânicos. As razões são envergonhar. Um fator importante é o analfabetismo financeiro e econômico de jornalistas políticos e correspondentes estrangeiros. Muitos são mal equipados para olhar para trás as declarações brandas feitas por chanceleres europeus ou interpretar os balanços deliberadamente enganosas dos grandes bancos europeus.
Este problema é agravado pelo fato de que quase todos os jornalistas financeiros líderes compartilham o compromisso moral e emocional da classe política europeia há muito tempo sentia por euro. O Financial Times, por exemplo, tem sido um defensor apaixonado da moeda única desde a sua criação, uma patologia que é tão profunda que seu colunista chefe político recentemente dedicou uma coluna para fazer o argumento extraordinário que a economia britânica teria sido melhor se tivéssemos aderido ao euro, quando foi introduzido pela primeira vez.
Mas o problema mais importante é a falta de estudar história. Aqui os fatos são devastadores, e suportar a repetição. Portugal tem moratória de sua dívida nacional cinco vezes desde 1800, Grécia, Espanha cinco vezes nada menos que sete vezes (e 13 vezes em todos desde 1500).
Por outro lado, países anglo-saxónicos, raramente, se alguma vez padrão. Neste país, nós não renegou as nossas dívidas, em cerca de 1.000 anos, embora tenha havido perto barbas. O mesmo se aplica para o Canadá, a Austrália e os Estados Unidos.
Muitos países europeus são culturalmente em sintonia com a falência. Na verdade, a Grécia passou cerca de metade dos 182 anos desde que alcançou a independência do Império Otomano em estado de inadimplência e, portanto, negado o acesso aos mercados internacionais de capital - uma posição que é provável que retomar no futuro muito próximo.
A importância destas estatísticas é muito grande. Eles mostram que a suposição generalizada por burocratas, políticos seniores e comentaristas que países da zona euro nunca poderia ir à falência é simplesmente errado.
Na verdade, o oposto é o caso. A resposta normal e na verdade o automático de Espanha, Portugal, Grécia e muitos outros países europeus a grandes crises financeiras como a que estamos vivendo hoje foi a renegar as suas dívidas. Portanto, seria extraordinário se não fossem a fazê-lo. A história também mostra que uniões monetárias, como a zona do euro invariavelmente falham: o caso mais relevante em questão é a União Monetária Latina formado por França, Bélgica, Itália e Suíça, em 1865, com a Espanha ea Grécia juntar alguns anos mais tarde. Mais uma vez, essas falhas são invariavelmente provocada por grandes crises financeiras do tipo que o mundo enfrenta hoje.
Esses fatos históricos fazer discurso político contemporâneo europeu completamente desconcertante. É universalmente assumido por membros da classe política europeia que a moeda única não pode falhar, porque a vontade política de fazer o empreendimento ter sucesso é tão poderoso. Não há dúvida sobre a vontade: o presidente francês Nicolas Sarkozy anunciou este ano no Fórum Econômico Mundial, em Davos que ele e Angela Merkel, a chanceler alemã, nunca ", nunca ... virar as costas ao euro ... Nós nunca vamos deixar o euro ir ou ser destruído. "
Sarkozy e Merkel estão sonhando. Eles estão fora de sua profundidade, lutando contra forças que não podem controlar e que no devido lavá-los. É uma realidade econômica, não discursos políticos, que irá determinar o sucesso ou o fracasso da moeda única, e os factos no terreno são tão devastadores que é difícil ver um caminho a seguir.
O experimento de impor uma moeda única e uma política monetária única em economias tão divergentes quanto os da Alemanha e da Grécia passou tragicamente errado. Alemanha, complementado por uma taxa de câmbio artificialmente baixa e as taxas de juros baixíssimos, está vivendo um boom. Mas as economias da Irlanda, Portugal, Grécia e outros estão sendo destruídas - fechamento empresas, o desemprego crescente, dependente de salvamentos, todos auto-estima e independência foi.
Ele não pode ser enfatizada muito fortemente que foram esses países fora da zona euro, não haveria nenhum problema real. O FMI poderia intervir, reagendar suas dívidas e permitir que as moedas nacionais para flutuar até chegar a um nível competitivo. No caso da Grécia, esse nível seria bem menos da metade, onde está hoje como membro do euro.
No muito curto prazo, está tudo bem. Portugal vai ter a sua ajuda: o Banco Central Europeu e os seus patrões alemães não têm escolha, se quiserem evitar uma catástrofe. Mas agora é impossível que, no médio prazo, a zona euro pode sobreviver intacto, e cada vez mais provável que o seu colapso será acompanhado por uma crise bancária fresco que vai jogar todo o continente em outra recessão incapacitante, com toda a probabilidade muito mais devastador do que o a partir do qual temos apenas surgiu.
Dez anos atrás, William Hague, então líder Tory, prever com precisão surpreendente a situação que enfrenta o 17 estados da zona do euro hoje. Ele comparou a adesão ao euro de ser preso em um prédio em chamas, sem saídas.
Felizmente, nós não nos encontramos nessa posição. Mas as casas já estão em chamas na rua ao lado, ea Grã-Bretanha precisa urgentemente tomar medidas para se proteger. Primeiro, e menos importante, temos que minimizar nossos compromissos financeiros para a zona do euro. Agora parece certo que a Grã-Bretanha ser legalmente obrigados a dar uma contribuição muito significativa financeira quando o resgate Português vem. Este é o resultado do compromisso imprudente feita pelo ex-chanceler Alistair Darling, nos últimos dias do governo de Brown. Infelizmente, parece que não há maneira de sair deste.
Mais importante, no entanto, podemos tomar medidas para reduzir a nossa exposição nacional de dívida soberana europeia, muito do que é susceptível de se tornar sem valor. George Osborne controla dois bancos, RBS e Lloyds TSB, um legado da crise de 2007. Ele precisa podar seus balanços. Indivíduos, também, pode fazer a sua parte. Depositantes devem ser cautelosos de colocar mais de R $ 50.000, o máximo segurado pelo Estado, em depósito com o Santander (que possui o que costumava ser o Abbey National e Bradford & Bingley). Santander é o banco da Espanha, melhor gerência por alguma distância. Mas estamos entrando em tempos terríveis, e não há necessidade alguma de correr riscos desnecessários.
quarta-feira, 29 de agosto de 2012
segunda-feira, 27 de agosto de 2012
Sobre o Declínio do Estado-II: Os Meios de Propaganda
Sobre o Declíneo do Estado. Parte II-Os meios de Propaganda
Abrãao M. Zacuto
Como foi aludido em nosso texto anterior (vd. Sobre o Declíneo do Estado-Parte I), com o desenvolvimento das armas nucleares e a evolução sofrida pelas leis internacionais, dificultando ou impedindo a sua expansão, as energias do Estado volveram-se para dentro, num processo caminhando agora até aos seus limites insuportáveis pelos cidadãos.
Usando até à exaustão as ferramentas que possui, impostos (que certamente irá explorar ad nauseam se a Sociedade Civil não tiver lucidez para se proteger, a História o dirá!), estatísticas, controladores de tráfego (e chegará o dia em que teremos implantes sub-cutâneos aplicados em seres humanos), polícia, ASAE, prisões, tribunais ao seu serviço (e de modo algum ao serviço da Justica!), educação compulsória, guerras, os mass media, desde a Segunda Grande Guerra o Estado tem destruído ou enfraquecido todas as instituições com que a sociedade civil sempre conviveu ao longos dos séculos, erigindo-se como a autoridade máxima em comando sobre a vida das pessoas. Estou certo de que o próximo grande combate da história será entre o Estado e a Sociedade Civil.
Em países como Portugal, e no espaço lusófono que partilha qualidades e defeitos comuns, este sistema alimenta-se na partidocracia, alimenta-se com os seus partidos e respectivos acólitos. Através dos seus mecanismos internos e não por mérito absoluto, ou pelo exemplo de vida e trabalho na sociedade, os políticos da casa sobem até ao poder absoluto. Os grandes escritórios de advogados, criados pelo sistema, são agora a guarda pretoriana do actual regime fascista prevalecente em Portugal.
Estranhamente, como é possível a sustentação deste sistema pérfido de exploração do homem pelo homem? Pois ele é possível, é sustentável, com os "meios de comunicação social", nova designação para o que na verdade mais não é do que "Propaganda"! As bases teóricas para a exploração dos meios de comunicação foram estabelecidos por um sobrinho de Sigmund Freud, um tal Edward Bernays, nascido na Áustria e que foi viver para os USA. Bernays usou pela primeira vez a psicologia humana e as ciências socias para desenvolver campanhas publicitárias persuasivas.
Estranhamente, como é possível a sustentação deste sistema pérfido de exploração do homem pelo homem? Pois ele é possível, é sustentável, com os "meios de comunicação social", nova designação para o que na verdade mais não é do que "Propaganda"! As bases teóricas para a exploração dos meios de comunicação foram estabelecidos por um sobrinho de Sigmund Freud, um tal Edward Bernays, nascido na Áustria e que foi viver para os USA. Bernays usou pela primeira vez a psicologia humana e as ciências socias para desenvolver campanhas publicitárias persuasivas.
Citemos aqui uma passagem do famoso livro de Bernays, Propaganda [1]:
The conscious and intelligent manipulation of the organized habits and opinions of themasses is an important element in democratic society. Those who manipulate thisunseen mechanism of society constitute an invisible government which is the trueruling power of our country… We are governed, our minds are molded, our tastesformed, our ideas suggested, largely by men we have never heard of.
Outra obra de Bernays cujo título diz tudo sobre o seu propósito intitula-se "Crystallizing Public Opinion" [2]. Esta livro abalou o mundo nas suas bases, foi a inspiração de Joseph Goebels na construção da tragédia do holocausto, e ensinou Goebbels a cativar o sentimento dos alemães para a causa Nazi...Consta que a admiração de Joseph Goebbels por Bernays era de tal ordem que até no gabinete ostentava uma fotografia do Bernays, um judeu... Com o filme "Jud Süss", Goebbles finalmente conquistou a opinião alemã para a Solução Final.
A Propaganda também é usada pelos Norte-Coreanos para justificarem o seu regime brutal. No vídeo embaixo compreende-se a intenção, e estou certo que os espíritos mais independentes reconhecerão aí também as suas verdades...
O filme Jud Suss Jud é uma ficção baseada num julgamento que envolveu um funcionário do tribunal de Wurtemburg. O que de facto aconteceu foi contado na forma de um "conto moral", partindo de um inocente jovem camponês, endividado, representando de facto a situação económica mais comum na Alemanha da época. A namorada tenta salvá-lo do credor pelos meios mais perigosos, e o credor, na verdade parece ter sido um tal Joseph Süß Oppenheimer , acabou preso numa jaula no centro da praça da cidade medieval onde decorre a trama. Este e outros filmes nazis foram confiscados pelos Norte-Americanos e levados para os USA, constando que os próprios soldados apreciavam este tipo gráfico de filme, as autoridades receando o pior, que os soldados americanos fossem ganhos para a causa nazi [3]...
Por todos estes motivos ocultos que aqui procuramos trazer a luz, compreende-se que nesta altura é crucial que o actual regime neo-fascista instalando-se em Portugal, se procure controlar os meios de comunicação em todos os seus recantos, privatizando a RTP, privatizando tudo o que é possível, sempre na lógica de favorecer os amigos, garantir a sustentação do regime, e escravizar a população...
REFERÊNCIAS:
[1] Edward Bernays, Propaganda
[2] Edward Bernays, "Crystallizing Public Opinion"
[3] Propaganda. Part 1, site OpenSalon.comhttp://open.salon.com/blog/rw005g/2010/08/24/propaganda_part_i_bernays_and_goebbels
Aprendendo o que é a Justiça numa aula prática de direito...
AULA PRÁTICA DE DIREITO
Uma manhã, quando nosso novo professor de “Introdução ao Direito” entrou na sala, a primeira coisa que fez foi perguntar o nome a um aluno que estava sentado na primeira fila:
- Como te chamas?
- Chamo-me Juan, senhor.
- Saia de minha aula e não quero que voltes nunca mais! - gritou o desagradável professor.
Juan estava desconcertado. Quando voltou a si, levantou-se rapidamente, recolheu suas coisas e saiu da sala. Todos estávamos assustados e indignados, porém ninguém disse nada.
- Agora sim! - e perguntou o professor - para que servem as leis?...
Seguíamos assustados porém, pouco a pouco, começamos a responder à sua pergunta:
- Para que haja uma ordem na sociedade.
- Não! - respondia o professor.
- Para cumpri-las.
- Não!
- Para que as pessoas erradas paguem pelos seus atos.
- Não!!
- Será que ninguém sabe responder a esta pergunta?!
- Para que haja justiça - falou timidamente uma garota.
- Até que enfim! É isso... para que haja justiça. E agora, para que serve a justiça?
Todos começávamos a ficar incomodados pela atitude tão grosseira do professor. Porém, seguíamos respondendo:
- Para salvaguardar os direitos humanos...
- Bem, que mais? - perguntava o professor.
- Para diferenciar o certo do errado... Para premiar a quem faz o bem...
- Ok, não está mal, porém... respondam a esta pergunta: agi corretamente ao expulsar Juan da sala de aula?...
Todos ficamos calados, ninguém respondia.
- Quero uma resposta decidida e unânime!
- Não!! - respondemos todos a uma só voz.
- Poderia dizer-se que cometi uma injustiça?
- Sim!!!
- E por que ninguém fez nada a respeito? Para que queremos leis e regras se não dispomos da vontade necessária para praticá-las?
Cada um de vocês tem a obrigação de reclamar quando presenciar uma injustiça. Todos. Não voltem a ficar calados, nunca mais!
Vá buscar o Juan - disse, olhando-me fixamente.
Naquele dia recebi a lição mais prática no meu curso de Direito.
Quando não defendemos os nossos direitos, perdemos a dignidade e a dignidade não se negocia.
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