Contribuições para um Portugal com futuro: A nossa abordagem não deve ser lutar contra essas pessoas, porque elas são poderosas, têm exércitos, têm dinheiro, têm tudo. Não podemos lutar contra elas, usando as suas armas: a mentira e a violência. Seríamos destruídos. O caminho mais seguro reside em começarmos a desenvolver silenciosamente a nossa própria consciência, e sobretudo a dos nossos jovens, o que nenhuma força pode impedir. Este blog discorda ortograficamente.
[Circula nas redes sociais, mas não há Justiça que averigue...AZ]
O Sr Luis Montez é genro do Sr Cavaco Silva -o Presidente da República Portuguesa- é casado com a sua filha Patrícia e comprou o Pavilhão Atlântico 'em saldo'
Cabendo a Cavaco Silva a promulgação dos OE e sabendo-se da tentação que este governo tem para a aplicação de truques e artifícios, aos portugueses interessaria mais que o governo não tivesse vendido um pavilhão -que nada indica que devesse ser vendido- a um familiar de um Presidente da República cujos 'negócios' fiscais e com o BPN são também pouco claros.
Como é que um indivíduo com uma pesada dívida fiscal -420 mil euros, mais os 66 mil euros de juros de mora porque não paga- ganha o concurso e pode comprar por 21,2 Milhões de euros um bem público cujo valor é cerca de três vezes superior?
Este artigo do The New York times mostra uma realidade que nos é negada pelos "governantes" da nossa desprezada nação.
A situação económica está bem caracterizada:
O rácio da dívidade Portugal paraa economiaglobal,ou o produtointerno bruto,foi de 107por cento, quando recebeuo socorro.Masa razãotem crescidodesde então, eaté 2013deverá atingir118,6 por cento.
Isso não énecessariamenteporque a dívidageralde Portugalestá a crescer, mas porque suaeconomia está a encolher.
Asprojeções mais otimistasapontam parauma contracçãode 3 por centoda economiaem 2012,após um declíniode 1,5 por centoem 2011.Oficialmente, o desempregoestá em14,9 por cento,e mais de 30por cento dos jovensdo paísestão fora do trabalho.Mas alguns analistassugeremque o governoestá subestimandoa verdadeira taxade desemprego,sobretudo para os jovens, que eles dizempodecorrer tão elevada como40 ou45 por cento.
Hospitaisestão fechando.Benefícios estatais, os saláriospúblicose pensõesestão sendo cortados.Novos impostosforam adicionados,e os impostos antigos aumentaram.O governovendeu suaparticipação na companhiaelétrica nacionala uma empresaestatal chinesa.
No estrangeiro todos se admiram com a aparente conformidade dos portugueses, ao contrário do que se vê no resto do mundo, a meu ver mais por apatia e falta de discernimento do que por alguma virtude especial.
Mas, o que fazer?
Falando há pouco com um colega meu siciliano, pelo Skype, tive ensejo de lhe dizer, de lhe confessar, que a máfia portuguesa é bem mais diabólica do que Siciliana. Mas contive-me, pelo amor que tenho pelos meus filhos e pela "pátria". A frieza nacional em matéria de esmagar o outro é atroz, é colectiva. Uma senhora outro dia me confessou ser genético, o que assusta.
Não tenham ilusões, caros concidadãos: nos povos do Sul não há calor humano, há muita conversa fiada (não é o mesmo), mas por detrás quase todos eles têm nas costas uma faca afiada pronta para vos degolar...Esta atitude é instigada pelos governantes, impunes, que nada fazem para alterar este estado de coisas. Este regime criou uma legião de gente sem carácter, pronta a perder a honra, pronta a corromper-se por uma bagatela qualquer. Essa legião, na verdade, quer este regime, este estado de coisas, esta podredidão, pois vivem na ilusão de que poderão beneficiar com ela...
Nem condições nos dão para trabalhar, e depois vêm falar de produtividade! Conversa fiada! Chamem o ladrão, chama o ladrão! Lá me vem à memória uma ideia batida, a do Chico Buarque...
Para quem tem dúvidas sugiro a leitura deste artigo do DN (aqui), ou que parta para o mundo à sua volta com o coração aberto e olhos para ver...
Quem vai ao estrangeiro, visitar ou trabalhar num país desenvolvido, é confrontado com o fosso abissal que se cava entre nós e os povos mais desenvolvidos. Desenvolvidos, porque têm quem se preocupe com o destino comum.
Portugal é hoje um país visivelmente abandonado. Os campos estão abandonados, deixados por cultivar, sujos, plenos de matéria pronta a arder, e ardem. É previsível. Há conluios muito claros, conhecidos por quem lida com os incêndios e as florestas, basta falar seriamente com os bombeiros...
Nos ministérios sabe-se o que se passa: existem os funcionários que ali trabalham independentemente do partido eleito, que não mandam em nada, apenas cumprem as ordens. Acima deles, há os assessores, os secretários, os ministros, que vão e vêm Quando muda o partido no governo, sabe-se o que se passa. Os problemas que havia para tratar são esquecidos, os dossiers partem com quem parte, as salas ficam vazias, esperando o novo "chefe". Os funcionários quando questionados, ou quando lhes édito que tal projecto ou seja o que for, já foi entregue, atónitos ficam, apenas dizem que nada sabem de tal dossier, ou tal documento, ou tal projecto,...Nada fica nesses gabinetes. Tudo reparte a partir do zero!
Falando com quem sabe, compreende-se que a maioria é corrupta, apenas alguns permanecem fieis a princípios sólidos de cidadania, com carácter! O que mais este regime fez, foi destruir ainda mais o carácter das pessoas, e, sem ele, as pessoas são apenas isso, marionetes.
Que futuro pode ter um país assim?
Nenhum!
Não admira que estejamos nas mãos do FMI, da Alemanha, da China, enfim de todos aqueles que têm um mínimo de juízo e respeito pelo seu respectivo povo.
Onde estão os homens capazes de levantar esta nação?
Quem será capaz, alma incorruptível, de lutar pelo futuro dos seus filhos, pelos seus familiares e amigos, pela memória da sua história e dos seus avós?
Não sei, claro, nem ninguém, julgo eu. Daí o mito Sebastianista. Ai que mito! Para que nos serve?
Há que acabar de vez com este regime, com esta gente, pacificamente entenda-se, porque as "revoluções" são eles que a farão, seguramente, pois mesmopara fazer uma revolução com armas é preciso dinheiro, são "eles" que o têm, e "eles" certamente o farão quando compreenderem que terá chegado o momento de, mais uma vez, nos "iludirem" com a ideia de que somos "livres"...
[Crónica de Baptista Bastos publicado no DN. Original aqui.AZ]
O PRINCIPIO DA HONRA
por Baptista Bastos
Portugal está, novamente, dividido entre "eles" e "nós." Como no tempo do fascismo nada temos a ver com decisões, não partilhamos o que nos impingem, desconhecemos o que engendram, ignoram-nos e desprezam-nos. Não há que escapar à expressão das palavras. A pátria transformou-se numa instância de encerramento para a maioria dos portugueses, e quem reina perverteu completamente a natureza do 25 de Abril. O poder do PSD-CDS não é um meio, mas um fim. Uma cegueira e uma surdez patológicas caracterizam este governo, cuja classe a que pertence já manifesta, ela própria, sinais de embaraço e de inquietação.
Demonstrações de protesto e de cólera acompanham os governantes, para onde quer que vão. O Presidente da República não escapa à ira. É refém da teia reticular com a qual se cumpliciou, esquecendo os compromissos de honra e a qualidade imparcial das funções que exerce. As vaias de que é objecto representam não só um ricochete pelas conivências em que se enredou, mas uma acusação reiterada às máscaras sob as quais se pretende ocultar.
O imbróglio do ministro Miguel Relvas, doutor em forma tentada, que alguns (entre eles o Marcelo Rebelo de Sousa) intentam confundir com o caso Sócrates, não só abala as estruturas do Executivo como se estende à sociedade portuguesa para se inscrever num capítulo da amoralidade. Entre as ambiguidades das declarações de próceres da Direita e o silêncio do ministro Nuno Crato, a desagregação atingiu as raias do absurdo. Vamos acreditar em quem?, se a razão dominante nos dirige, violentamente, para patamares que esvaziam a índole de todos os valores.
O Tribunal Constitucional, ao considerar falhas de legalidade as supressões dos subsídios de férias e de Natal, colocou o Governo sob a espada de Dâmocles. Qualquer que seja a decisão a tomar, ela será, sempre, contra Passos Coelho. Igualizar o público com o privado equivale a uma tempestade imprevisível, que os patrões temem e a que expressamente se opõem. Aumentar os impostos, como?, se o sufoco já é asfixiante, e as exteriorizações populares começam a chegar a níveis preocupantes.
Pedro Passos Coelho e as suas obstinações estão a empurrar-nos para perímetros até agora desconhecidos e, por isso mesmo, perigosíssimos. A situação portuguesa é calamitosa, e as indignações populares renovam-se, em vários sentidos e direcções, quando as coisas parecem calmas e tranquilas. O lugar do trabalho não merece, ao primeiro-ministro e aos seus, o respeito e a supremacia exigíveis. Com a desfaçatez comum a quem não presta contas, e deseja irresponsabilizar-se, após o veto do Constitucional, declarou, impante e malicioso, "agora, a oposição diga o que devemos fazer". -- Levanta-se a questão de saber, afinal, o que é a dignidade em política, quando a estratégia da dissimulação se substituiu ao princípio da honra.