quarta-feira, 27 de junho de 2012

Miguel Relvas não revela o seu percurso académico

Miguel Relvas não revela o seu percurso académico
quinta-feira, 07-06-2012
Crime
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[Leia-se o texto original aqui. AZ]
Carlos Tomás

Várias consultas aos documentos existentes publicamente não permitiram descobrir a forma como o ministro mais polémico de Passos Coelho tirou a licenciatura.

Em que universidades estudou? Que cursos frequentou? Com que média tirou a licenciatura? Teve equivalências em algumas cadeiras universitárias? Perguntas que, ao fim de uma semana, permanecem ser resposta, apesar dos esforços desenvolvidos pelo “O Crime” para as tentar obter. O ministro simplesmente escondeu as suas habilitações académicas e tudo que se conseguiu descobrir foi uma série de factos mal explicados no percurso académico do ministro, a fazer lembrar a polémica gerada em torno da licenciatura do engenheiro José Sócrates, ex-primeiro-ministro de Portugal.
Os dados constantes na conhecida Wikipédia, um site onde são disponibilizados os perfis de inúmeras figuras públicas e de actualização permanente, embora não seja totalmente fiável, dizem que Miguel Fernando Cassola de Miranda Relvas nasceu em Lisboa em 1961, tendo vivido em Angola até 1974. De novo em Portugal, frequentou o Colégio Nun’Álvares, em Tomar, e a Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, acabando por se licenciar em Ciência Política e Relações Internacionais em 2007, na Universidade Lusófona.
Na biografia que é apresentada no site do Governo, não é feita qualquer alusão à formação académica de Miguel Relvas e no seu perfil na Assembleia da República apenas se refere que é licenciado em Ciência Política e Relações Internacionais pela Universidade Lusófona.

Direito?
Recuando ao ano de 1987 e à ficha então preenchida, ainda de forma manuscrita na Assembleia da República, é possível descobrir que Miguel Relvas disse ter o 2° Ano de Direito, mas não se refere em que universidade os frequentou. Como na Wikipedia se refere a Faculdade de Direito de Lisboa e tratando-se de uma figura pública, sendo plausível que o ministro tenha assessores atentos à sua imagem e às informações que são tomadas públicas — o próprio ministro pode corrigir as informações naquele site — “o Crime” tentou saber qual o percurso académico de Relvas naquele estabelecimento de ensino. A resposta daquela faculdade foi lacónica: “Vimos a informar que não se encontra, nos arquivos académicos da Reitoria e da Faculdade de Direito, qualquer processo académico em nome de Miguel Fernando Cassola de Miranda Relvas.”
Face a isto, só havia uma solução, pedir ao ministro informações sobre o seu percurso académico. Porém, apesar de vários e-mails enviados na passada e nesta semana e dos inúmeros telefonemas para o seu assessor, António Valle - só um foi atendido -, que prometeu fornecer tais dados na tarde de sexta-feira, ou na manhã da passada segunda-feira, a verdade é que não foi dada qualquer informação. O ministro ou o seu assessor (ou ambos) esconderam clara e deliberadamente o percurso académico do governante que, como titular de um cargo público, está abrangido pela denominada “lei da transparência”.
Apesar da pouca colaboração de Miguel Relvas, que teve muitos minutos para nos dar uma resposta e não o fez, “o Crime apurou que o ministro esteve matriculado num curso de Direito na Universidade Lusíada, no ano lectivo de 1984/85. No ano seguinte, não terá gostado do curso, e mudou para História. O seu nome só voltou a ser notado na Lusíada em 1995/96, quando se inscreveu no curso de Relações Internacionais.
Perante este percurso, ficam por explicar os dois anos de Direito que disse ter em 1987 quando fez parte da X Legislatura, num dos governos de Cavaco Silva. Importava saber quando é que o ministro se inscreveu na Universidade Lusófona, mas deste estabelecimento de ensino e após cinco dias, apenas se conseguiu obter a seguinte informação: “Em resposta ao pedido de documentos relativos ao ex-aluno desta Universidade, Sr. Dr. Miguel Relvas, vimos comunicar que já demos seguimento ao pedido, estando a ser cumpridas as exigências legais aplicáveis, nomeadamente as impostas pela Lei n° 46/2007, de 24 de Agosto. Logo que possível entraremos de novo em contacto.”
Segundo o jornal “O Mirante” divulgou numa crónica alusiva à licenciatura, na Lusófona, do ministro, que concorre pelo círculo de Santarém, “Miguel Relvas era acusado por alguns detratores de nunca ter trabalhado na vida, nem sequer como estudante, e também diziam que se sentia deprimido quando o tratavam por Dr. sem que ele o fosse realmente”. Em Portugal quem não tiver uma licenciatura não pode ocupar os mais altos cargos da administração pública.

segunda-feira, 25 de junho de 2012

Faz muita falta o Latim...



[Corre nas redes sociais. AZ]
Faz muita falta o latinzinho...

Eis uma explicação muito simples
DO LATIM:
O vocábulo "maestro" vem do latim "magister" e este, por sua vez, do adjectivo "magis" que significa "mais" ou "mais que".
Na antiga Roma o "magister" era o que estava acima dos restantes, pelos seus conhecimentos e habilitações!

Por exemplo um "Magister equitum" era um Chefe de cavalaria, e um "Magister Militum" era um Chefe Militar.

Já o vocábolo "ministro" vem do latim "minister" e este, por sua vez, do adjectivo "minus" que significa "menos" ou "menos que".
Na antiga Roma o "minister" era o servente ou o subordinado que apenas tinha habilidades ou era jeitoso.

COMO SE VÊ, O LATIM EXPLICA A RAZÃO POR QUE QUALQUER IMBECIL PODE SER MINISTRO!!!!!!!!!!!!!!!!

domingo, 24 de junho de 2012

Até quando estas injustiças?!...

Programa de luta contra a fome beneficia corruptos do governo


[Corre nas redes sociais e mostra a total falta de seriedade do governo...AZ]

Programa de luta contra a fome.
>
> Nada é o que parece.
> Ora vê:
>> Decorreu este fim de semana mais uma ação, louvável, do programa da
> luta contra a fome, mas....façam o vosso juízo!
> Recolha em hipermercados, segundo os telejornais, 2.644 toneladas !
> Ou seja 2.644.000 Kilos.
>> Se cada pessoa adquiriu no hipermercado 1 produto para doar e se esse
> produto custou, digamos, ? 0.50 (cinquenta cêntimos), repara que:
> 2.644.000 kg x 0,50 ? dá 1.322.000 ? (1 milhão, tresentos e vinte e
> dois mil euros), total do que as pessoas pagaram nas caixas dos
> hipermercados.
> Quanto ganham???:
> o estado 304.000 ?(23% iva)
> o hipermercado 396.600 ? (margem de lucro de cerca de 30%).
> Nunca tinhas reparado, tal como eu, quem mais engorda com estas campanhas...
>Devo dizer que não deixo de louvar a ação da recolha e o meu respeito
> pelos milhares de voluntários.
> MAIS.... É triste, mas é bom saber...
>
> Chamadas telefónicas
> > -Porque é que os madeirenses receberam 2 milhões de Euros da solidariedade nacional, quando o que foi doado era de 2 milhões e 880 mil?
> > Querem saber para onde foi esta "pequena" parcela de 880.000 ? ?
> > A campanha a favor das vítimas do temporal na Madeira através de chamadas telefónicas é um insulto à boa-fé da gente generosa e um assalto à mão-armada.
> > Pelas televisões a promoção reza assim: Preço da chamada 0,60 + IVA.
> > São 0,72 no total.
> > O que por má-fé não se diz é que o donativo que deverá chegar (?)
ao beneficiário madeirense é de apenas 0,50.
> Assim oferecemos ? 0,50 a quem carece, mas cobram-nos ? 0,72,
> > mais ? 0,22 ou seja 30 %.
> > Quem ficou com esta diferença?

> > 1º - a PT com ? 0,10 (17 %) isto é a diferença dos 50 para os 60.

> > 2º - o Estado ? 0,12 (20 %) referente ao IVA sobre 0,60.
Numa campanha de solidariedade, a aplicação de uma margem de lucro pela PT e da incidência do IVA pelo Estado são o retrato da baixa moral a que tudo isto chegou.
> > A RTP anunciou com imensa satisfação que o montante doado já atingiu os 2.000.000 de euros.
> > Esqueceu-se de dizer que os generosos pagaram mais 44 % ou seja mais 880.000 euros divididos
> > entre a PT (400.000 para a ajuda dos salários dos administradores)
> > e o Estado (480.000 para ajuda ao reequilíbrio das contas públicas e aos trafulhas que por lá andam).
> > A PT cobra comissão de quase 20 % num acto de solidariedade!!!
> > O Estado faz incidir IVA sobre um produto da mais pura generosidade!!!


> > ISTO É UMA TOTAL FALTA DE VERGONHA, SOB A CAPA DA SOLIDARIEDADE. É BOM QUE O POVO SAIBA QUE ATÉ NA CONFIANÇA SOMOS ROUBADOS.


> > ISTO É UM TRISTE ESBULHO À BOLSA E AO ESPÍRITO DE SOLIDARIEDADE DO POVO PORTUGUÊS!!!

> > Pelo menos. DENUNCIA!

> > "O que me preocupa não é o grito dos maus`.
É o silêncio dos bons."

Maria da Fonte e o Papel Revolucionário da Mulher Portuguesa

Pouco se fala da Maria da Fonte e do papel revolucionário que o povo desempenhou no séc. XIX em Portugal.

Viva a Maria da Fonte
A cavalo e sem cair
Com a corneta na boca
A tocar a reunir

Eia avante, portugueses
Eia avante, não temer
Pela santa liberdade
Triunfar ou perecer!(refrão)

Lá raiou a liberdade
Que a nação há-de aditar
Glória ao Minho, que primeiro
O seu grito fez soar!

Essa mulher lá do Minho
Que da foice fez espada
Há-de ter na lusa história
Uma página dourada!
Hino da Maria da Fonte












O Hino da Maria da Fonte é hoje sempre tocado em jeito de saudação frente aos ministros portugueses. O Hino Nacional é a saudação para o Presidente da República.



O episódio da história portuguesa que foi protagonizado pelo povo e pelas mulheres deste país é pouco ou nada comentado, discutido, vendo-se nele elementos muito semelhantes à da realidade actual, e por isso deveria ser mais ponderado.

Na base da revolução da Maria da Fonte esta também o IMI da época, convém lembrar. Basta ler este artigo da WIKI.

Pela sua importância, trasncrevo aqui um excerto do artigo da Wikipedia:

Esse carácter popular do movimento da Maria da Fonte é atestado pelo principal visado, Costa Cabral, que a 20 de Abril de 1846, no auge da revolta, proferiu na Câmara dos Deputados uma intervenção onde, apesar de afirmar que 'há uma conspiração permanente contra as instituições actuais, contra a ordem estabelecida, e mãos ocultas que manejam estas conspirações', reconhece que a sublevação em curso no Minho é uma revolução diferente de todas as outras, que até hoje têm aparecido, porque todas as outras revoluções têm tido por bandeira um princípio político, mais ou menos, mas esta revolução é feita por homens de saco ao ombro e de foice roçadora na mão, para destruir fazendas, assassinar, incendiar a propriedade, roubar os habitantes das terras que percorrem e lançar fogo aos cartórios, reduzindo a cinzas os arquivos!. E Costa Cabral continua, reconhecendo que é um revolta sem chefe, na qual pontifica a mais ínfima classe da sociedade, executada por um bando de duas mil e quatrocentas a três mil pessoas, armadas com foices roçadoras, alavancas, chuços, espingardas, com tudo quanto eles podem apanhar.
Era pois o povo que estava em armas, na verdadeira acepção daquelas palavras. Contudo, rapidamente, a revolta popular foi cavalgada pelos movimentos políticos organizados e a ela se associaram todas as forças anti-cartistas e, por uma vez, convergiram numa luta comum todas as forças mais radicais do espectro político, incluindo obviamente a miguelista. Pretendiam o derrube dos Cabrais e mesmo o da Rainha, mas muitos, ainda que sem o afirmarem com clareza, pretendiam também o fim do regime liberal.
Pois é, era o povo a defender os seus interesses, tal como já o fizera na primeira revolução europeia, na Crise de 1385...A fome era tanta...que se lançou o país à descoberta do mundo. E agora? O que fazer? Nova revolução, parece-me...

AZ

O Forte de são Julião da Barra e o Bugio

Lendo e compreendendo um pouco mais profundamente a nossa história e as raízes do mal, damo-nos conta que o belíssimo forte de são Julião da Barra, sede oficial do Ministro da Defesa Nacional, edificado para proteger os nossos navios provenientes das ex-colónias e outros pontos do globo (no seu afã típico da época) dos corsários e inimigos, afinal nunca disparou um tiro que valesse...
O Forte foi construído para uma acção concertada com o Forte de São Lourenço do Bugio, mas a péssima qualidade dos seus canhões, que mais arriscavam a vida dos marinheiros que os manuseavam do que os inimigos do Reino, nunca teve condições para servir tal como tinha sido imaginado. Para culminar, na invasão castelhana de 1580, esta fortalexa não disparou um tiro e o seu governador Capitão Tristão da Veiga deixou-se infamar ...pedindo 4000 cruzados ao comandante das forças de Castela, vejam o programa do Prof. José Hermano Saraiva. Desenhavam-se os primeiros contornos do novo carácter nacional...
AZ

terça-feira, 19 de junho de 2012

Você sabe o que é um palíndromo?

VOCÊ SABE O QUE É UM PALÍNDROMO?

Um palíndromo é uma palavra ou um número que se lê da mesma maneira nos dois sentidos, normalmente, da esquerda para a direita e ao contrário.

Exemplos: OVO, OSSO, RADAR. O mesmo se aplica às frases, embora a coincidência seja tanto mais difícil de conseguir quanto maior a frase; é o caso
do conhecido:
SOCORRAM-ME, SUBI NO ONIBUS EM MARROCOS.

Diante do interesse pelo assunto (confesse, já leu a frase ao contrário), tomei a liberdade de seleccionar alguns dos melhores palíndromos da língua de Camões...



ANOTARAM A DATA DA MARATONA

ASSIM A AIA IA A MISSA

A DIVA EM ARGEL ALEGRA-ME A VIDA

A DROGA DA GORDA

A MALA NADA NA LAMA

A TORRE DA DERROTA

LUZA ROCELINA, A NAMORADA DO MANUEL, LEU NA MODA DA ROMANA: ANIL É COR AZUL

O CÉU SUECO

O GALO AMA O LAGO

O LOBO AMA O BOLO

O ROMANO ACATA AMORES A DAMAS AMADAS E ROMA ATACA O NAMORO

RIR, O BREVE VERBO RIR

A CARA RAJADA DA JARARACA

SAIRAM O TIO E OITO MARIAS

ZÉ DE LIMA RUA LAURA MIL E DEZ

E sabe o que é tautologia?

É o termo usado para definir um dos vícios, e erros, mais comuns de linguagem. Consiste na repetição de uma ideia, de maneira viciada, com palavras diferentes, mas com o mesmo sentido.
O exemplo clássico é o famoso 'subir para cima' ou o 'descer para baixo'. Mas há outros, como pode ver na lista a seguir:

- elo de ligação
- acabamento final
- certeza
absoluta
- quantia
exacta
- nos dias 8, 9 e 10, inclusive
- juntamente
com
- expressamente
proibido
- em duas metades
iguais
- sintomas
indicativos
- há anos atrás
- vereador da cidade
-
outra alternativa
- detalhes
minuciosos
- a razão é porque
- anexo
junto à carta
- de sua
livreescolha
- superávit
positivo
- todos
foram unânimes
- conviver
junto
- facto real

- encarar de frente
- multidão de pessoas
- amanhecer
o dia
- criação
nova
- retornar
de novo
- empréstimo temporário
- surpresa inesperada
- escolha
opcional
- planear antecipadamente
- abertura inaugural
-
continua a permanecer
- a
últimaversão definitiva
-
possivelmente poderá ocorrer
- comparecer
em pessoa
- gritar bem alto
- propriedade
característica
-
demasiadamente excessivo
- a seu critério
pessoal
- exceder
em muito .
Note que todas essas repetições são dispensáveis.
Por exemplo, 'surpresa inesperada'. Existe alguma surpresa esperada? É óbvio que não.
Devemos evitar o uso das repetições desnecessárias. Fique atento às expressões que utiliza no seu dia-a-dia.

Gostou?
Reenvie para os amigos amantes da língua portuguesa
.
E, assim, se fala em bom português

Prof.. Pasquale Neto
No popular se diz:'Esse menino não pára quieto, parece que tem bicho carpinteiro'
Correto: 'Esse menino não pára quieto, parece que tem bicho no corpo inteiro'
EU NÃO SABIA. E VOCÊ?
Batatinha quando nasce, esparrama pelo chão.'
Enquanto o correto é: ' Batatinha quando nasce, espalha a rama pelo chão.'
'Cor de burro quando foge.'
O correto é: Corro de burro quando foge!
Outro que no popular todo mundo erra:


'Quem tem boca vai a Roma.'


O correto é:
'Quem tem boca vaia Roma.' (isso mesmo, do verbo vaiar).
Outro que todo mundo diz errado,
'Cuspido e escarrado' - quando alguém quer dizer que é muito parecido com outra pessoa.
O correto é:
'Esculpido em Carrara.' (Carrara é um tipo de mármore)
Mais um famoso... 'Quem não tem cão, caça com gato.'

O correto é:
'Quem não tem cão, caça como gato... ou seja, sozinho!'

Vai dizer que você falava corretamente algum desses?