segunda-feira, 4 de junho de 2012

EXIJAMOS MENORES SALÁRIOS PARA OS POLÍTICOS e GESTORES !!!

Caros concidadãos,

Não há o menor pudor nesta geração de políticos e gestores, vergonhosamente ao serviço das oligarquias financeiras que este capitalismo desregrado, selvagem, sobrevivendo apenas à custa dos institntos mais baixos da humanidade, inebriado pela ganância do TER, vem criando ao longo das últimas décadas. Esta gente não sabe o que diz quando "sugere", quer impôr menores salários para quem trabalha arduamente, no claro intuito de criar uma legião de escravos.
Estes políticos deveriam ser julgados pela população pelos crimes que estão a perpetrar contra a humanidade, à luz do dia, em todos os momentos das nossas vidas. Estes políticos, acólitos e financeiros sem moral deveriam ficar corcundas de um dia para o outro pelo mal que fazem à vida e ao delicado equilíbrio do Cosmos.
Vejam só o que um tal António Borges propõe a uma população no limiar da indingência: "Diminuir salários não é uma política, é uma urgência". concerteza que tudo deveria começar por eles. Os gestores, políticos, economistas, pela tão alta incompetência demostrada nestes últimos tempos, e que certamente continuará a ser demostrada nos anos vindouros se nada se fizer para cortar com esta gentinha bárbara, deveriam ver o seu salário grandemente reduzido. Os responsáveis pela situaçãpo dramática pela qual a esmagadora maioria de nós está a passar, deveriam ser julgados em tribunais próprios.

As teorias económicas deveriam ser revistas à luz dos avanços da Física, da Ciência, onde a Entropia é uma variável fundamental e à qual está associada o bem-estar das populações.

É urgente que a Sociedade Civil acord, se organize, e combata num quadro pacífico esta miséria moral que está aí a querer ficar! É hora de combater!

Os que eles querem, essa "elite miserável" que nos governa, é isto que se vê neste chocante vídeo!

~
AZ

domingo, 3 de junho de 2012

Morrer de pé na Praça Syntagma-Um poema de José Jorge Letria

[Um poema de José Jorge Letria, em tempos de combate contra os diabos à solta. Sim, porque os diabos não estão no "reino dos mortos", estão aqui entre nós...AZ]


MORRER DE PÉ NA PRAÇA SYNTAGMA





Quando se ouviu um tiro na Praça Syntagma,

logo houve quem dissesse: “É a polícia que ataca !”.

Mas não, Dimitris Christoulas trazia consigo a arma,

a carta de despedida, a dor sem nome, a bravura,

e vinha só, sem medo, ele que já vivera os tempos

de silêncio e chumbo do terror dos coronéis.

Mas nessa altura era jovem e tinha esperança.

Agora tudo isso findara, mas não a dignidade,

que essa, por não ter preço, não se rende nem desiste.



Dimitris Christoulas podia ser apenas um pai cansado,

um avô sem alento para sorrir, um irmão mais velho,

um vizinho tão cansado de sofrer. Mas era muito mais

do que isso. Era a personagem que faltava

a esta tragédia grega que nem Sófocles ou Édipo

se lembraram de escrever, por ser muito mais próxima

da vida do que da imaginação de quem efabula.

Ouviu-se o tiro, seco e certeiro, e tudo terminou ali

para começar logo no instante seguinte sob a forma

de revolta que não encontra nas bocas

as palavras certas para conquistar a rua.

Quando assim acontece, o silêncio derruba muralhas.

Aos jovens, que podiam ser seus filhos e netos,

o mártir da Praça Syntagma pediu apenas

para não se renderem, para não se limitarem

a ser unidades estatísticas na humilhação de uma pátria. Não lhes pediu para imitarem o seu gesto,

mas sim que evitassem a sua trágica repetição.

E eles ouviram-no e choraram por ele, e com ele,

sabendo-o já a salvo da humilhação

de deambular pelas lixeiras para não morrer de fome.



Até os deuses, na sua olímpica distância,

se perfilaram de assombro ante a coragem deste gesto.

Até os deuses sentiram desprezo, maior do que é costume, pela ignomínia de quem se vende

para tornar ainda maior a riqueza de quem manda.

A Dimitris bastou um só disparo, limpo e breve,

para resumir a fogo toda a razão que lhe ia na alma. Estava livre. Tornara-se herói de tragédia

enquanto a Primavera namorava a bela Atenas,

deusa tantas vezes idolatrada e venerada.

Assim se despedia um homem de bem,

com a coragem moral de quem o destino não vence.



Quando o tiro ecoou na praça de todas as revoltas,

Dimitris Christoulas deixou voar uma pomba,

uma borboleta, uma gaivota triste do Pireu

e disse, com um aceno: “Eu continuo aqui,

de pé firme, porque nada tem a força de um homem

quando chega a hora de mostrar que tem razão”.

Depois vieram nuvens, flores e lágrimas,

súplicas, gritos e preces, e o mártir da Syntagma,

tão terreno e finito como qualquer homem com fome,

ergueu-se nos ares e abraçou a multidão com ternura.



José Jorge Letria



6 de Abril de 2012

quinta-feira, 31 de maio de 2012

A Vilanagem das SCUTs!...

Custa a acreditar que este país esteja entregue a um grupo de corruptos organizados, que após a Revolução de Abril se apoderaram deste país. Pagamos hoje tragicamente este verdadeiro assalto criminoso a uma nação desprotegida e atónita...
Vejam este excerto apresentado na TVI e tirem as dúvidas...A sociedade civil deve iniciar-se na gestão e defesa dos seus interesses. É a solução que me parece evidente.
AZ

quarta-feira, 30 de maio de 2012

O Zé fugiu!...

As canções populares mostram que o povo tem lucidez. Vejam esta dos "Ganda Malucos"...uma canção que alerta para os nossos problemas, parodiando, mas não deixa de ser uma canção de intervenção política.

domingo, 27 de maio de 2012

Quantos seremos?-Poema de Miguel Torga

QUANTOS SEREMOS?

Não sei quantos seremos, mas que importa?!
Um que fosse, e valia a pena.
Aqui, no mundo, alguém que se condena
A não ser conivente
Na farsa do presente
Posta em cena!
Não podemos mudar a hora da chegada,
Nem talvez a mais certa,
A da partida.
Mas podemos fazer a descoberta
Do que presta
E não presta
Nesta vida.
E o que não presta é isto, esta mentira
Quotidiana.
Esta comédia desumana
E triste,
Que cobre de soturna maldição
A própria indignação
Que lhe resiste.
Miguel Torga

sexta-feira, 18 de maio de 2012

Um rapazola a quem calhou ser primeiro-ministro-por Daniel Oliveira


DANIEL OLIVEIRA: ANTES PELO CONTRÁRIO
Daniel Oliveira (www.expresso.pt)
8:00 Segunda feira, 14 de maio de 2012
"Estar desempregado não pode ser um sinal negativo. Despedir-se ou ser despedido não tem de ser um estigma. Tem de representar também uma oportunidade para mudar de vida. Tem de representar uma livre escolha, uma mobilidade da própria sociedade." Pedro Passos Coelho
Há pessoas que tiveram uma vida difícil. Por mérito próprio ou não, ela melhorou. Mas não se esqueceram de onde vieram e por o que passaram. Sabem o que é o sofrimento e não o querem na vida dos outros. São solidárias. Há pessoas que tiveram uma vida difícil. Por mérito próprio ou não, ela melhorou. Mas ficaram para sempre endurecidas na sua incapacidade de sofrer pelos outros. São cruéis. Há pessoas que tiveram uma vida mais fácil. Mas, na educação que receberam, não deixaram de conhecer a vida de quem os rodeia e nunca perderam a consciência de que seus privilégios são isso mesmo: privilégios. São bem formadas. E há pessoas que tiveram a felicidade de viver sem problemas económicos e profissionais de maior e a infelicidade de nada aprender com as dificuldades dos outros. São rapazolas.
Não atribuo às infantis declarações de Passos Coelho sobre o desemprego nenhum sentido político ou ideológico. Apenas a prova de que é possível chegar aos 47 anos com a experiência social de um adolescente, a cargos de responsabilidade com o currículo de jotinha, a líder partidário com a inteligência de uma amiba, a primeiro-ministro com a sofisticação intelectual de um cliente habitual do fórum TSF e a governante sem nunca chegar a perceber que não é para receberem sermões idiotas sobre a forma como vivem que os cidadãos participam em eleições. Serei insultuoso no que escrevo? Não chego aos calcanhares de quem fala com esta leviandade das dificuldades da vida de pessoas que nunca conheceram outra coisa que não fosse o "risco".
Sobre a caracterização que Passos Coelho fez, na sua intervenção, dos portugueses, que não merecia, pela sua indigência, um segundo do tempo de ninguém se fosse feita na mesa de um café, escreverei amanhã. Hoje fico-me pelo espanto que diariamente ainda consigo sentir: como é que este rapaz chegou a primeiro-ministro?

In Expresso.pt de 14-05-12.