Lendo as 18 páginas escritas por Farinha Simões (
leia aqui), confessado responsável pelo "atentado de Camarate", ficamos com uma dor enorme na alma. Até julgamento as pessoas são inocentes, mas perpassa em toda a "confissão" uma veracidade difícil de desfazer. Como este caso não irá a tribunal, a suspeita permanecerá no coração de cada português que ama a sua pátria, ou que ama a terra onde vive. É explícito no texto o envolvimento de personalidade mestras deste flagelado país: Gen. Costa Gomes (!), Major Canto e Castro, ambos do Conselho da Revolução de Abril. O Pinto Balsemão tinha conhecimento do que a CIA, (entenda--se a CIA, não o povo norte-americano, também ele explorado) iria realizar o atentado que assassinaria Amaro da Costa e Sá Carneiro, e não se importou...Dá para ver porquê, a acreditar no documento. Balsemão assim respondeu a um jornalista do
jornal i, a 30 de Abril de 2011:
"Tem de ser um governo amplamente maioritário, de modo que possa haver acordo,
se possível para duas legislaturas", afirma Balsemão, primeiro-ministro do
governo da Aliança Democrática (coligação formada por PSD, CDS e PPM) de 1981 a
1983. Pinto Balsemão considera "possível" um governo PS/PSD/CDS-PP, mas, quando
questionado sobre se será viável com José Sócrates, afirma que "antes de se
discutirem pessoas devemos discutir os objectivos". "As pessoas podem ser
sacrificadas se for por elas que as coisas não avançam. Dou prioridade aos
objectivos sobre as pessoas", acrescenta.

Compreendem? "As pessoas podem ser sacrificadas se for por elas qua as coisas não avançam"...Um aviso à navegação, foi essa a intenção do brutal atentado que assassinou dois portugueses de grande valor, possivelmente os únicos que poderiam dar a volta à história deste país, feita de corrupção e de miséria moral e material. E aí está o nosso país, entrando na Idade das Trevas, anémico, empobrecido, sem meios de informação credíveis e combativos. Há que falar sobre esta realidade "escondida", há que desmascarar e tomar consciência. Se há suspeitas, a Justiça tem que as desfazer a bem da verdade. Talvez um dia, animados por movimentos externos que pugnam pelo respeito pela vida humana, as suspeitas e a impunidade deixem de ser um tormento para todos nós, e estas coisas se invertam.
AZ