quinta-feira, 31 de maio de 2012

A Vilanagem das SCUTs!...

Custa a acreditar que este país esteja entregue a um grupo de corruptos organizados, que após a Revolução de Abril se apoderaram deste país. Pagamos hoje tragicamente este verdadeiro assalto criminoso a uma nação desprotegida e atónita...
Vejam este excerto apresentado na TVI e tirem as dúvidas...A sociedade civil deve iniciar-se na gestão e defesa dos seus interesses. É a solução que me parece evidente.
AZ

quarta-feira, 30 de maio de 2012

O Zé fugiu!...

As canções populares mostram que o povo tem lucidez. Vejam esta dos "Ganda Malucos"...uma canção que alerta para os nossos problemas, parodiando, mas não deixa de ser uma canção de intervenção política.

domingo, 27 de maio de 2012

Quantos seremos?-Poema de Miguel Torga

QUANTOS SEREMOS?

Não sei quantos seremos, mas que importa?!
Um que fosse, e valia a pena.
Aqui, no mundo, alguém que se condena
A não ser conivente
Na farsa do presente
Posta em cena!
Não podemos mudar a hora da chegada,
Nem talvez a mais certa,
A da partida.
Mas podemos fazer a descoberta
Do que presta
E não presta
Nesta vida.
E o que não presta é isto, esta mentira
Quotidiana.
Esta comédia desumana
E triste,
Que cobre de soturna maldição
A própria indignação
Que lhe resiste.
Miguel Torga

sexta-feira, 18 de maio de 2012

Um rapazola a quem calhou ser primeiro-ministro-por Daniel Oliveira


DANIEL OLIVEIRA: ANTES PELO CONTRÁRIO
Daniel Oliveira (www.expresso.pt)
8:00 Segunda feira, 14 de maio de 2012
"Estar desempregado não pode ser um sinal negativo. Despedir-se ou ser despedido não tem de ser um estigma. Tem de representar também uma oportunidade para mudar de vida. Tem de representar uma livre escolha, uma mobilidade da própria sociedade." Pedro Passos Coelho
Há pessoas que tiveram uma vida difícil. Por mérito próprio ou não, ela melhorou. Mas não se esqueceram de onde vieram e por o que passaram. Sabem o que é o sofrimento e não o querem na vida dos outros. São solidárias. Há pessoas que tiveram uma vida difícil. Por mérito próprio ou não, ela melhorou. Mas ficaram para sempre endurecidas na sua incapacidade de sofrer pelos outros. São cruéis. Há pessoas que tiveram uma vida mais fácil. Mas, na educação que receberam, não deixaram de conhecer a vida de quem os rodeia e nunca perderam a consciência de que seus privilégios são isso mesmo: privilégios. São bem formadas. E há pessoas que tiveram a felicidade de viver sem problemas económicos e profissionais de maior e a infelicidade de nada aprender com as dificuldades dos outros. São rapazolas.
Não atribuo às infantis declarações de Passos Coelho sobre o desemprego nenhum sentido político ou ideológico. Apenas a prova de que é possível chegar aos 47 anos com a experiência social de um adolescente, a cargos de responsabilidade com o currículo de jotinha, a líder partidário com a inteligência de uma amiba, a primeiro-ministro com a sofisticação intelectual de um cliente habitual do fórum TSF e a governante sem nunca chegar a perceber que não é para receberem sermões idiotas sobre a forma como vivem que os cidadãos participam em eleições. Serei insultuoso no que escrevo? Não chego aos calcanhares de quem fala com esta leviandade das dificuldades da vida de pessoas que nunca conheceram outra coisa que não fosse o "risco".
Sobre a caracterização que Passos Coelho fez, na sua intervenção, dos portugueses, que não merecia, pela sua indigência, um segundo do tempo de ninguém se fosse feita na mesa de um café, escreverei amanhã. Hoje fico-me pelo espanto que diariamente ainda consigo sentir: como é que este rapaz chegou a primeiro-ministro?

In Expresso.pt de 14-05-12.

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Isaltino Morais homenageado!...

Oeiras já tem uma rua que homenageia o grande homem que foi e é, o Dr. Isaltino Morais. Se a moda pega!...



quinta-feira, 10 de maio de 2012

Pinto Balsemão, Camarate, e a Idade das Trevas que se avizinha

Lendo as 18 páginas escritas por Farinha Simões (leia aqui), confessado responsável pelo "atentado de Camarate", ficamos com uma dor enorme na alma. Até julgamento as pessoas são inocentes, mas perpassa em toda a "confissão" uma veracidade difícil de desfazer. Como este caso não irá a tribunal, a suspeita permanecerá no coração de cada português que ama a sua pátria, ou que ama a terra onde vive. É explícito no texto o envolvimento de personalidade mestras deste flagelado país: Gen. Costa Gomes (!), Major Canto e Castro, ambos do Conselho da Revolução de Abril. O Pinto Balsemão tinha conhecimento do que a CIA, (entenda--se a CIA, não o povo norte-americano, também ele explorado) iria realizar o atentado que assassinaria Amaro da Costa e Sá Carneiro, e não se importou...Dá para ver porquê, a acreditar no documento. Balsemão assim respondeu a um jornalista do jornal i, a 30 de Abril de 2011:


"Tem de ser um governo amplamente maioritário, de modo que possa haver acordo, se possível para duas legislaturas", afirma Balsemão, primeiro-ministro do governo da Aliança Democrática (coligação formada por PSD, CDS e PPM) de 1981 a 1983. Pinto Balsemão considera "possível" um governo PS/PSD/CDS-PP, mas, quando questionado sobre se será viável com José Sócrates, afirma que "antes de se discutirem pessoas devemos discutir os objectivos". "As pessoas podem ser sacrificadas se for por elas que as coisas não avançam. Dou prioridade aos objectivos sobre as pessoas", acrescenta.

Compreendem? "As pessoas podem ser sacrificadas se for por elas qua as coisas não avançam"...Um aviso à navegação, foi essa a intenção do brutal atentado que assassinou dois portugueses de grande valor, possivelmente os únicos que poderiam dar a volta à história deste país, feita de corrupção e de miséria moral e material. E aí está o nosso país, entrando na Idade das Trevas, anémico, empobrecido, sem meios de informação credíveis e combativos.  Há que falar sobre esta realidade "escondida", há que desmascarar e tomar consciência. Se há suspeitas, a Justiça tem que as desfazer a bem da verdade. Talvez um dia, animados por movimentos externos que pugnam pelo respeito pela vida humana, as suspeitas e a impunidade deixem de ser um tormento para todos nós, e estas coisas se invertam.

AZ