quinta-feira, 26 de abril de 2012

Livro Negro dos Esquemas e Fraudes

LIVRO NEGRO DOS
ESQUEMAS E FRAUDES

A Direcção Geral Consumidor (DGC) lançou esta obra que é a versão portuguesa do "Little black book of schemes" australiano
Esta publicação é não só a versão em português como a adaptação da realidade portuguesa.
No seu texto, que vale a pena ler até ao fim, vai encontrar de certeza muitos “truques” utilizados para o convencer a adquirir algo que à partida não estaria interessado.
A descrição dos esquemas, argumentos, artimanha e armadilhas, com que somos constantemente bombardeados para nos impingirem qualquer coisa que normalmente não precisamos, são descritos nesta obra, bem como a forma de melhor nos descartarmos desses impigidores profissionais.
É mais um bom serviço público que este Blogue presta, com todo o prazer e que aconselha a que dele dêem conhecimento ao maior número de pessoas possível.

NESTE LINK

segunda-feira, 23 de abril de 2012

A economia Islandesa volta a crescer 3% em 2012!

[Praticamente nada se discute sobre a solução Islandesa, como convém ao regime Fascista em consolidação em Portugal, instalados pelo Bloco Central (PS+PSD+CDS). Mas aqui vos deixo um texto muito esclarecedor. Deveríamos fazer o mesmo, mas a soicedade civil em Portugal tem definitivamente que se organizar, para combater a desgraça destes "lobbies" retrógrados, sem visão e sem patriotismo, que se apoderaram da nação lusa. AZ]

Iceland’s economy suffered a meltdown in 2008, with its banks defaulting on $85 billion. In 2009 its citizens took to the streets and demanded action from the government against those they saw as responsible for the crisis. The government responded, putting people before markets, and now Iceland’s economy is outgrowing the euro one and, on average, the developed world.
Bloomberg reported that after it was determined in October 2008 that the banks could not be saved, the government intervened. It ring-fenced domestic accounts and shut out international creditors. Iceland’s central bank prevented the sell off of krona through capital controls, and new banks were created that were controlled by the state. Then the government and the state-controlled banks agreed that amounts in excess of 110% of home values would be forgiven on mortgages.
The country’s supreme court also ruled in 2010 that debts indexed to foreign currencies were illegal, which saved households from having to cover losses resulting from drops in the value of the krona.
An Icelandic Financial Services Association report cited by Bloomberg pointed out that the country’s banks have forgiven loans amounting to 13% of Iceland’s GDP. That lessened the debt load of the population.
In addition, the government is investigating, and prosecuting, numerous prominent figures from the meltdown. Currently more than 200 face criminal charges and a special prosecutor has said as many as 90 may be indicted.
Lars Christensen, chief emerging markets economist at Danske Bank in Copenhagen, was quoted saying, “You could safely say that Iceland holds the world record in household debt relief. Iceland followed the textbook example of what is required in a crisis. Any economist would agree with that.”
The result? According to the Organization for Economic Cooperation and Development, Iceland’s economy is in line to expand 2.4% both this year and next, after growth of 2.9% last year and in the wake of shrinkage of 6.7% in 2009. In contrast, the OECD estimated in November that the euro area will only expand by 0.2% and the OECD area by 1.6% in 2012.
Not only that, but the cost to insure against an Icelandic default is about the same as to insure against a credit event in Belgium. And Icelanders are no longer eager to join the eurozone. Most would rather stay solo. Housing as an element of the consumer price index is only down about 3% from what it was in September 2008, just prior to the collapse.
Fitch Ratings just last week also conceded that Iceland’s approach has worked, raising the country’s rating to investment grade with a stable outlook. At the time it said that Iceland’s “unorthodox crisis policy response has succeeded.”
Thorolfur Matthiasson, an economics professor at the University of Iceland in Reykjavik, was quoted saying, “The lesson to be learned from Iceland’s crisis is that if other countries think it’s necessary to write down debts, they should look at how successful the 110% agreement was here. It’s the broadest agreement that’s been undertaken.”
According to Christensen at Danske Bank, “the bottom line is that if households are insolvent, then the banks just have to go along with it, regardless of the interests of the banks.”

Ai se Portugal tivesse MAR!!!-Crónica de João Quadros


Ai se Portugal tivesse MAR!!!
 Da crónica de João Quadros no Negócio On-Line: (vale mesmo a pena ler…. Achei que devia partilhar)

"Os dados mais recentes do Instituto Nacional de Estatística (INE) demonstram que o Pingo Doce (da Jerónimo Martins) e o Modelo Continente (do grupo Sonae) estão entre os maiores importadores portugueses."
Porque é que estes dados não me causam admiração? Talvez porque, esta semana, tive a oportunidade de verificar que a zona de frescos dos supermercados parece uns jogos sem fronteiras de pescado e marisco.
Uma ONU do ultra-congelado. Eu explico.

Por alto, vi: camarão do Equador, burrié da Irlanda, perca egípcia, sapateira de Madagáscar, polvo marroquino, berbigão das Fidji, abrótea do Haiti...
Uma pessoa chega a sentir vergonha por haver marisco mais viajado que nós. Eu não tenho vontade de comer uma abrótea que veio do Haiti ou um berbigão que veio das exóticas Fidji. Para mim, tudo o que fica a mais de 2.000 quilómetros de casa é exótico. Eu sou curioso, tenho vontade de falar com o berbigão, tenho curiosidade de saber como é que é o país dele, se a água é quente, se tem irmãs, etc.

Vamos lá ver. Uma pessoa vai ao supermercado comprar duas cabeças de pescada, não tem de sentir que não conhece o mundo.
Não é saudável ter inveja de uma gamba. Uma dona de casa vai fazer compras e fica a chorar junto do linguado de Cuba, porque se lembra que foi tão feliz na lua-de-mel em Havana e agora já nem a Badajoz vai. Não se faz. E é desagradável constatar que o tamboril (da Escócia) fez mais quilómetros para ali chegar que os que vamos fazer durante todo o ano.
Há quem acabe por levar peixe-espada do Quénia só para ter alguém interessante e viajado lá em casa. Eu vi perca egípcia em Telheiras...
Fica estranho. Perca egípcia soa a Hércule Poirot e Morte no Nilo. A minha mãe olha para uma perca egípcia e esquece que está num supermercado e imagina-se no Museu do Cairo e esquece-se das compras.
Fica ali a sonhar, no gelo, capaz de se constipar.

Deixei para o fim o polvo marroquino. É complicado pedir polvo marroquino, assim às claras. Eu não consigo perguntar: "tem polvo marroquino?", sem olhar à volta a ver se vem lá polícia. "Queria quinhentos de polvo marroquino" - tem de ser dito em voz mais baixa e rouca. Acabei por optar por robalo de Chernobyl para o almoço. Não há nada como umas coxinhas de robalo de Chernobyl.


Eu  às vezes penso: o que não poupávamos se Portugal tivesse mar...

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Demita-se, Senhor Primeiro-Ministro-Texto de Nicolau Santos

DEMITA-SE, SENHOR PRIMEIRO-MINISTRO
DEMITA-SE, SENHOR PRIMEIRO-MINISTRO                       
(Coluna de opinião do Semanário Expresso) Nicolau Santos
Terça-feira, 6 de Março de 2012
Senhor Primeiro-ministro, depois das medidas que anunciou sinto uma força a crescer-me nos dedos e uma raiva a nascer-me nos dentes. Também eu, senhor Primeiro-ministro. Só me apetece rugir!…
O que o Senhor fez, foi um Roubo! Um Roubo descarado à classe média, no alto da sua impunidade política! Por isso, um duplo roubo: pelo crime em si e pela indecorosa impunidade de que se revestiu. E, ainda pior: Vossa Excelência matou o País!
Invoca Sua Sumidade, que as medidas são suas, mas o déficite é do Sócrates! Só os tolos caem na esparrela desse argumento.
O déficite já vem do tempo de Cavaco Silva, quando, como bom aluno que foi, nos anos 80, a mando dos donos da Europa, decidiu, a troco de 700 milhões de contos anuais, acabar com as Pescas, a Agricultura e a Industria. Farisaicamente, Bruxelas pagava então, aos pescadores para não pescarem e aos agricultores para não cultivarem. O resultado, foi uma total dependência alimentar, uma decadência industrial e investimentos faraónicos no cimento e no alcatrão. Bens não transaccionáveis, que significaram o êxodo rural para o litoral, corrupção larvar e uma classe de novos muitíssimo-ricos. Toda esta tragédia, que mergulhou um País numa espiral deficitária, acabou, fragorosamente, com Sócrates. O déficite é de toda esta gente, que hoje vive gozando as delícias das suas malfeitorias.
E você é o herdeiro e o filho predilecto de todos estes que você, agora, hipocritamente, quer pôr no banco dos réus?
Mas o Senhor também é responsável por esta crise. Tem as suas asas crivadas pelo chumbo da sua própria espingarda. Porque deitou abaixo o PEC4, de má memória, dando asas aos abutres financeiros para inflacionarem a dívida para valores insuportáveis e porque invocou como motivo para tal chumbo, o carácter excessivo dessas medidas. Prometeu, entretanto, não subir os impostos. Depois, já no poder, anunciou como excepcional, o corte no subsídio de Natal. Agora, isto! Ou seja, de mentira em mentira, até a este colossal embuste, que é o Orçamento Geral do Estado.
Diz Vossa Eminência que não tinha outra saída. Ou seja, todas as soluções passam pelo ataque ao Trabalho e pela defesa do Capital Financeiro. Outro embuste. Já se sabia no que resultaram estas mesmas medidas na Grécia: no desemprego, na recessão e num déficite ainda maior. Pois o senhor, incauto e ignorante, não se importou de importar tão assassina cartilha. Sem Economia, não há Finanças, deveria saber o Senhor. Com ainda menos Economia (a recessão atingirá valores perto do 5% em 2012), com muito mais falências e com o desemprego a atingir o colossal valor de 20%, onde vai Sua Sabedoria buscar receitas para corrigir o déficite? Com a banca descapitalizada (para onde foram os biliões do BPN?), como traçará linhas de crédito para as pequenas e médias empresas, responsáveis por 90% do desemprego?O Senhor burlou-nos e espoliou-nos. Teve a admirável coragem de sacar aos indefesos dos trabalhadores, com a esfarrapada desculpa de não ter outra hipótese. E há tantas! Dou-lhe um exemplo: o Metro do Porto.
Tem um prejuízo de 3.500 milhões de euros, é todo à superfície e tem uma oferta 400 vezes (!!!) superior à procura. Tudo alinhavado à medida de uns tantos autarcas, embandeirados por Valentim Loureiro.
Outro exemplo: as parcerias público-privadas, grande sugadouro das finanças públicas.
Outro exemplo: Dizem os estudos que, se V. Ex.ª cortasse na mesma percentagem, os rendimentos das 10 maiores fortunas de Portugal, ficaríamos aliviadinhos de todo, desta canga deficitária. Até porque foram elas, as grandes beneficiárias desta orgia grega que nos tramou. Estaria horas, a desfiar exemplos e Você não gastou um minuto em pensar em deslocar-se a Bruxelas, para dilatar no tempo, as gravosas medidas que anunciou, para Salvar Portugal!
Diz Boaventura de Sousa Santos que o Senhor Primeiro-ministro é um homem sem experiência, sem ideias e sem substrato académico para tais andanças. Concordo! Como não sabe, pretende ser um bom aluno dos mandantes da Europa, esperando deles, compreensão e consideração. Genuína ingenuidade! Com tudo isto, passou de bom aluno, para lacaio da senhora Merkel e do senhor Sarkhozy, quando precisávamos, não de um bom aluno, mas de um Mestre, de um Líder, com uma Ideia e um Projecto para Portugal. O Senhor, ao desistir da Economia, desistiu de Portugal! Foi o coveiro da nossa independência. Hoje, é, apenas, o Gauleiter de Berlim.
Demita-se, senhor primeiro-ministro, antes que seja o Povo a demiti-lo.


"quem nasce para lagartixa nunca chega a jacaré"

A Burrice em Portugal é uma "Ciência"...

Há tantos burros mandando
em homens de inteligência,
que às vezes fico pensando
se a burrice não será uma ciência.

'' António Aleixo''


O Impasse Português vista por um Sociólogo Francês

Um artigo de Jacques Amaury, sociólogo e filósofo francês, professor na Universidade de Estrasburgo, a ler com olhos de ler.
«Portugal atravessa um dos momentos mais difíceis da sua história, que terá que resolver com urgência, sob o perigo de deflagração de crescentes tensões e de convulsões sociais. Importa, em primeiro lugar, averiguar as causas. Devem-se sobretudo à má aplicação dos dinheiros emprestados pela UE para o esforço de adesão e de adaptação às exigências da União. Foi o país onde a UE mais investiu "per capita" e o que menos proveito retirou. Não se actualizou, não melhorou as classes laborais, regrediu na qualidade da educação, vendeu ou privatizou mesmo actividades primordiais e património que poderiam hoje ser um sustentáculo. Os dinheiros foram encaminhados para auto-estradas, estádios de futebol, constituição de centenas de instituições público-privadas, fundações e institutos de duvidosa utilidade, auxílios financeiros a empresas que os reverteram em seu exclusivo benefício, pagamento aos agricultores para abandonarem os campos e aos pescadores para venderem as embarcações, apoios estrategicamente endereçados a elementos, ou a próximos deles, nos principais partidos, elevados vencimentos nas classes superiores da administração pública, o tácito desinteresse da Justiça frente à corrupção galopante e um desinteresse quase total das Finanças no que respeita à cobrança de impostos sobre a riqueza e a Banca, na especulação, nos grandes negócios, desenvolvendo, em contrário, uma atenção especialmente persecutória junto dos pequenos comerciantes e população mais pobre. A política lusa é um campo escorregadio onde os mais hábeis e corajosos penetram, já que os partidos, cada vez mais desacreditados, funcionam essencialmente como agências de emprego que admitem os mais corruptos e incapazes, permitindo que com as alterações governativas permaneçam, transformando-se num enorme peso bruto e parasitário. Assim, a monstruosa Função Publica ao lado da classe dos professores assessorada por sindicatos aguerridos, as Forças Armadas dispendiosas e caducas, tornaram-se não parte da solução mas um factor de peso nos problemas do país. Não existe partido de centro já que as diferenças são apenas de retórica entre o PS (Partido Socialista), da esquerda moderada e o PSD (Partido Social Democrata), da direita liberal, agora mais conservador ainda com o novo líder, que tem um suporte estratégico no PR e no tecido empresarial abastado. Mais à direita o CDS (Partido Popular), com uma actividade assinalável mas com telhados de vidro e uma linguagem pública diametralmente oposta ao que os seus princípios recomendam e a sua prática nega na primeira oportunidade. À esquerda, o PC (Partido Comunista) menosprezado pela comunicação social, que o coloca sempre como um perigo latente e uma extensão inspirada na União Soviética, oportunamente extinta, e, portanto, longe das realidades actuais. Mais à esquerda, o BE (Bloco de Esquerda), com tantos adeptos como o CDS, mas igualmente com uma linguagem difícil de se encaixar nas recomendações ao Governo, que manifesta um horror atávico à esquerda, tal como a população em geral, laboriosamente formatada para o mesmo receio.
Assim, não se encontrando forças capazes de alterar o “statu quo”, parece que a democracia pré-fabricada não encontra novos instrumentos.
Contudo, na génese deste beco sem aparente saída está a impreparação, ou melhor, a ignorância de uma população deixada ao abandono, nesse fulcral e determinante aspecto. Mal preparada nos bancos das escolas, no secundário e nas faculdades, não tem capacidade de decisão a não ser a que lhe é oferecida pelos órgãos de Comunicação. Ora e aqui está o grande problema deste pequeno país: as Televisões, as Rádios e os Jornais são, na sua totalidade, pertença de grupos privados ligados à alta finança, à indústria, comércio e à banca, com infiltrações accionistas de vários países.
Ora, é bem de ver que com este caldo não se pode cozinhar uma alimentação saudável mas apenas os pratos que o "chefe" recomenda. Daí a estagnação em que o país se encontra, que tem sido cómoda para a crescente distância entre ricos e pobres.
A RTP, a estação que agora engloba a Rádio e TV oficiais, está dominada por elementos dos dois partidos principais, com notório assento dos sociais-democratas, especialistas em silenciar posições esclarecedoras e calar quem levanta o mínimo problema ou alguma dúvida. A selecção dos gestores, dos directores e dos principais jornalistas é feita exclusivamente por via partidária. Os jovens jornalistas, são condicionados pelos problemas já descritos e ainda pelos contratos a prazo, determinantes para o seu posto de trabalho, enquanto o afastamento dos jornalistas seniores, a quem é mais difícil formatar, está a chegar ao fim. A deserção destes, foi notória.
Não há um único meio ao alcance das pessoas mais esclarecidas, e por isso "non gratas" pelo establishment, para que possam dar luz a novas ideias e alterar a realidade do seu país, envolto no conveniente manto diáfano que apenas deixa ver os vendedores de ideias já feitas e as cenas recomendáveis para a manutenção da sensação de liberdade e da apregoada democracia. Só uma comunicação não vendida nem alienante pode ajudar a população, a fugir da banca, o cancro endémico de que padece o país, a exigir uma justiça mais célere e justa, umas finanças atentas e cumpridoras, enfim, a ganhar consciência e lucidez sobre os seus desígnios.»

terça-feira, 17 de abril de 2012

Porque há quem seja contra o Acordo Ortográfico

Uma frase antes e depois do acordo (ou aborto ?) ortográfico:


Antes era assim "Não me pélo pelo pêlo de quem pára para desistir".


A frase depois do acordo é "Não me pelo pelo pelo de quem para para desistir".


O que dá uma grande pessegada, temos de admitir!...Ou será pecegada?!?