quarta-feira, 28 de março de 2012

OCDE e a qualidade de vida dos Portugueses

Portugal has made significant progress over the last few years in modernising its economy and improving the living standards of its citizens, however the global financial crisis has surely weakened its growth. Portugal performs moderately well in overall measures of well-being, and ranks lower or close to the average in a large number of topics in the Better Life Index.
Money, while it cannot buy happiness, is an important means to achieving higher living standards. In Portugal, the average household earned 18 540 USD in 2008, less than the OECD average .
In terms of employment, nearly 66% of people aged 15 to 64 in Portugal have a paid job. People in Portugal work 1719 hours a year, close to the OECD average. 67% of mothers are employed after their children begin school, suggesting that women are able to successfully balance family and career.
Having a good education is an important requisite to finding a job. In Portugal, only 28% of adults aged 25 to 64 have earned the equivalent of a high-school diploma, the lowest rate in the OECD which stands at 72%. As to the quality of its educational system, the average student scored 489 out of 600 in reading ability according to the latest PISA student-assessment programme, lower than the OECD average.
In terms of health, life expectancy at birth in Portugal is 79.3 years, close to the OECD average. The level of atmospheric PM10 – tiny air pollutant particles small enough to enter and cause damage to the lungs – is 21 micrograms per cubic meter, and is close to levels found in most OECD countries.
Concerning the public sphere, there is a moderate sense of community and civic participation in Portugal. 83% of people believe that they know someone they could rely on in a time of need, lower than the OECD average of 91%. Voter turnout, a measure of public trust in government and of citizens' participation in the political process, was 64% during recent elections; this figure is also lower than the OECD average of 72%. In regards to crime, 6% of people reported falling victim to assault over the previous 12 months.
When asked, 36% of people in Portugal said they were satisfied with their life, well below the OECD average of 59%.
These findings are based on data from 2008 or later.

[Veja aqui e compare com outros países
]

Professores Portugueses reconhecidos pelo seu trabalho

PISA: relatório revela reconhecimento do trabalho




dos professores pelos seus alunos


TELEVISÃO NÃO NOTICIOU...(Porquê? Quem sabe...)
Nem o Miguelito Sousa Tavares. Porque será???
Ora, aqui está algo para animar a malta!
Divulguem bastante, mesmo aos
não professores. Sobretudo a esses!

Jornal de Cascais [distribuído por correio electrónico]
Domingo, 9 de Janeiro de 2011
Uma Ovelha Negra Não Estraga o Rebanho

No meio da crise sócio/económica e do cinzentismo emocional instalado no
país há vários meses, eis que o relatório PISA trouxe algumas boas
evidências para Portugal.

E a melhor de todas, a que considero verdadeiramente paradigmática, foi
omitida pela maioria dos órgãos de comunicação social: Mais de 90% dos
alunos portugueses afirmaram ter uma imagem positiva dos seus professores!

O relatório conclui que os professores portugueses são os que têm a imagem
mais positiva de entre os docentes dos 33 países da OCDE, tendo em 2006
aumentado 10 pontos percentuais.

O mesmo relatório conclui que os professores portugueses estão sempre
disponíveis para as ajudas extras aos alunos e que mantêm com eles um
excelente relacionamento.
Estas evidências são altamente abonatórias para os professores portugueses e
deveriam ter sido amplamente divulgadas pelos órgãos de comunicação social
(e pelos habituais "fazedores de opinião" luxuosamente remunerados que
escrevem para os jornais ou são comentadores na rádio e na televisão)
que ostensivamente consideram os professores do ensino básico e secundário
uma classe pouco profissional, com imensos privilégios e luxuosas
remunerações...

Uma classe profissional que deveria ser acarinhada e apoiada por todos, que
deveria ter direito às melhores condições de trabalho (salas de aula,
equipamento, formação, etc.) e que tem sido maltratada pelo poder político e
por todos aqueles que tinham o dever de estar suficientemente informados
para poder produzir uma opinião isenta para os demais membros da comunidade.

Ao conjunto destas evidências acresce outra, onde o papel do professor é
determinante: a inclusão.

O relatório revela-nos que Portugal é o sexto pais da OCDE cujo sistema
educativo melhor compensa as assimetrias sócio/económicas!

E ainda refere que o nosso país tem a maior percentagem de alunos
carenciados com excelentes níveis de desempenho em leitura.

Nada acontece por acaso! Os professores portugueses são excelentes
profissionais, pessoas que se dedicam de corpo e alma aos seus alunos,
mesmo quando são vilipendiados e ofendidos por membros de classes
profissionais tão corporativistas (ou mais!) que a dos professores!

Como diz a quase totalidade dos alunos, os professores são excelentes
pessoas que estão sempre disponíveis para ajudar os seus alunos. Esta é que
é a realidade dos professores das escolas do ensino básico e secundário!
Obviamente que, como em todas as demais classes profissionais, haverá
exceções à regra, aqueles que não cumprem, não assumem as suas
responsabilidades, não justificam o ordenado que recebem.
Mas, assim como uma andorinha não faz a primavera, também uma ovelha negra
não estraga um rebanho.
Pergunto: porque se escondem os arautos da desgraça, detentores da verdade absoluta, que estão sempre na linha da frente para achincalhar os professores do ensino básico e secundário. Estranha-se o silêncio.
Margarida Rufino in Jornal de Cascais [distribuído por correio electrónico]

sábado, 24 de março de 2012

Quando começaremos todos a falar a uma só voz?!

Vejam este político a falar como todos um dia (esperemos para muito breve) deveremos começar a falar, a uma só voz! A falar a alta voz para os políticos estúpidos e incompetentes que nos governam!...

http://sorisomail.com/email/238743/o-politico-que-representa-realmente-a-populacao.html

quinta-feira, 22 de março de 2012

Felicidade no trabalho

Gente com lucidez, honestidade, em resumo, gente com carácter, pode criar condições favoráveis para quem trabalha, numa relação construtiva, benéfica para trabalhador e patronato. Tudo é uma questão de visão global, de sensibilidade, de competência e querer, de facto, gerar riqueza.
Vejam este exemplo de uma empresa de Palmela, e entenderão o que quero dizer. E o impacto que tem no mundo, o controle do aparelho de Estado pelos "barões da droga"...

domingo, 18 de março de 2012

Como iniciar uma Revolução?...e ser bem sucedido.


Desde o Mahatma Gandi, passando por Albert Einstein e outros pensadores e homens de acção, houve várias propostas elaboradas individualmente no sentido de determinar as condições necessárias para que os cidadãos oprimidos iniciem uma revolução não-violenta. Gene Sharp escreveu um livro, que distribuíu gratuitamente, e onde reuniu estratégias fundamentais (aparentemente baseadas em ideias de Einstein) para a libertação da ditadura e tirania, que vivemos hoje de forma tão dramática pelo mundo fora. E também nós, portugueses, bem sentimos o drama, reconhecendo nos últimos "governos", dominados por "barões" da máfia, apenas instrumentos de manipulação rudes e brutais, a favor da banca, alta-finança e grandes corporações. Sharp chegou mesmo a fundar um "Albert Einstein Institution".
Mahatma Gandi, um herói da revolução não violenta...

A importância das ideias e propostas de Gene Sharp já são bem conhecidas em países onde menos se esperaria, como o próprio Estados Unidos da América, ao fim e ao cabo, um dos países onde Karl Marx esperaria que começasse uma verdadeira revolução...Fez-se um trailer sobre como iniciar uma revolução não-violenta, veja aqui embaixo.



Recolha aqui o seu exemplar e mostre que os portugueses, no mínimo, são pessoas pacíficas, mas não são ignorantes e passivos, que a nossa cabeça não é ôca, como "eles" bem gostariam que fosse...


A necessidade de mudança torna-se urgente, o último episódio da demissão do secretário da energia mostra claramente como o "governo" está nas mãos dos "barões" do crime. Veja esta análise de José Gomes Ferreira, o único economista honesto, competentíssimo, e como uma lucidez que vejo muitíssimo raramente neste país.
AZ

quinta-feira, 15 de março de 2012

Obrigado, Sr. ministro-texto de João César das Neves

Obrigado, Sr. ministro!



por JOÃO CÉSAR DAS NEVES

Há dias um pobre pediu-me esmola. Depois, encorajado pela minha

generosidade e esperançoso na minha gravata, perguntou se eu fazia o

favor de entregar uma carta ao senhor ministro. Perguntei-lhe qual

ministro e ele, depois de pensar um pouco, acabou por dizer que era ao

ministro que o andava a ajudar. O texto é este:



"Senhor ministro, queria pedir-lhe uma grande ajuda: veja lá se deixa

de me ajudar. Não me conhece, mas tenho 72 anos, fui pobre e trabalhei

toda a vida. Vivia até há uns meses num lar com a minha magra reforma.

Tudo ia quase bem, até o senhor me querer ajudar.

Há dois anos vierem uns inspectores ao lar. Disseram que eram de uma

coisa chamada Azai. Não sei o que seja. O que sei é que destruíram a

marmelada oferecida pelos vizinhos e levaram frangos e doces dados

como esmola. Até os pastelinhos da senhora Francisca, de que eu

gostava tanto, foram deitados fora. Falei com um deles, e ele disse-me

que tudo era para nosso bem, porque aqueles produtos, que não estavam

devidamente embalados, etiquetados e refrigerados, podiam criar graves

problemas sanitários e alimentares. Não percebi nada e perguntei-lhe

se achava bem roubar a comida dos pobres. Ele ficou calado e acabou

por dizer que seguia ordens.

Fiquei então a saber que a culpa era sua e decidi escrever-lhe. Nessa

noite todos nós ali passámos fome, felizmente sem problemas sanitários

e alimentares graves.

Ah! É verdade. Os tais fiscais exigiram obras caras na cozinha e

noutros locais. O senhor director falou em fechar tudo e pôr-nos na

rua, mas lá conseguiu uns dinheiritos e tudo voltou ao normal. Como os

inspectores não regressaram e os vizinhos continuaram a dar-nos

marmelada, frangos e até, de vez em quando, os belos pastéis da tia

Francisca, esqueci-me de lhe escrever. Até há seis meses, quando

destruíram tudo.

Estes não eram da Azai. Como lhe queria escrever, procurei saber tudo

certinho. Disseram-me que vinham do Instituto da Segurança Social.

Descobriram que estava tudo mal no lar. O gabinete da direcção tinha

menos de 12 m2 e na instalação sanitária do refeitório faltava a

bancada com dois lavatórios apoiados sobre poleias e sanita com apoios

laterais. Os homens andaram com fitas métricas em todas as janelas e

portas e abanaram a cabeça muitas vezes. Havia também um problema

qualquer com o sabonete, que devia ser líquido.

Enfureceram-se por existirem quartos com três camas, várias casas de

banho sem bidé e na área destinada ao duche de pavimento (ligeiramente

inferior a 1,5 m x 1,5 m) não estivesse um sistema que permita tanto o

posicionamento como o rebatimento de banco para banho de ajuda (uma

coisa que nem sei o que seja). Em resumo, o lar era uma desgraça e

tinha de fechar.

Ultimamente pensei pedir aos senhores fiscais para virem à barraca

onde vivo desde então, medir as janelas e ver as instalações

sanitárias (que não há!). Mas tenho medo que ma fechem, e então é que

fico mesmo a dormir na rua.

Mas há esperança. Fui ontem, depois da missa, visitar o lar novo que o

senhor prior aqui da freguesia está a inaugurar, e onde talvez tenha

lugar. Fiquei espantado com as instalações. Não sei o que é um hotel

de luxo, porque nunca vi nenhum, mas é assim que o imagino. Perguntei

ao padre por que razão era tudo tão grande e tão caro. Afinal, se

fosse um bocadinho mais apertado, podia ajudar mais gente. Ele

respondeu que tinha apenas cumprido as exigências da lei (mais uma vez

tem a ver consigo, senhor ministro). Aliás o prior confessou que não

tinha conseguido fazer mesmo tudo, porque não havia dinheiro, e

contava com a distracção ou benevolência dos inspectores para lhe

aprovarem o lar. Se não, lá ficamos nós mais uns tempos nas barracas.

Senhor ministro, acredito que tenha excelentes intenções e faça isto

por bem. Como não sabe o que é a pobreza, julga que as exigências

melhoram as coisas. Mas a única coisa que estas leis e fiscalizações

conseguem é criar desigualdades dentro da miséria. Porque não se

preocupam com as casas dos pobres, só com as que ajudam os pobres."



Triste País que procede assim com os pobres....

sábado, 10 de março de 2012

O Horror do Regime


Registros históricos de uma taxa anormal de mortalidade, uma população deprimida, um futuro dramaticamente ameaçado, governantes brutalmente a cobro da Banca, alta finança e corporações.

O futuro permanentemente ameaçado por "cortes", por reduções salariais e benef´cios de toda a ordem, um Estado sempre presente para cobrar, impor-se por meio de leis, de directivas burocráticas, de impostos sobre impostos, uma arrepiante frieza nas consequências destas acções sobre a saúde, a educação, a dignidade e auto-estima de um povo mais uma vez oprimido.

Pedro Passos Coelho enganou e bem, com o seu ar de bonzinho, de rapaz tímido. Na verdade mostra uma insensibilidade em todas as frentes, incapaz de se dirigir à população com uma linguagem que anime o estado de depressão colectiva que o Portugal de hoje vive.

O primeiro-ministro bem pode ir de visita à Islândia num cinismo desconcertante, país hoje governado por quem disse "basta" ao roubo iníquo criminosamente perpretado contra a sociedade. Bem pode alardear "ter convencido" o Prémio Nobel da Economia, Paul Krugman, de que as "suas medidas" são correctas tecnicamente e justas socialmente, que a mentira poderá convencer quem não pensa, mas não deixa de ser uma vergonhosa manipulação da comunicação social (que está aí para embrutecer). Estou certo que Krugman não se deve ter apercebido do que foi escrito a seu respeito nos media, mas não faz mal, é o habitual.

Mas, a quem podemos recorrer? E a dura realidade é esta: ninguém! Essa é a nossa tragédia! Nem Seguros, nem Sócrates, nem Soares, nem Sampaios, nem Coelhos, nem Portas, nem Alegres...São todos a mesma massa, são todos agentes do mesmo poder aviltante, que vive do sacrifíco e da morte e da doença dos outros, da população indefesa, que querem escravizar. E, como estamos fartos de os escutar e de os ver no "pequeno écran".

Pobre país, governado por gente que nem capaz foi de acabar um curso universitário de jeito, mas que estão aí para "cortar". Não me admira. Estou certo que nada criaram na vida.

AZ