Contribuições para um Portugal com futuro: A nossa abordagem não deve ser lutar contra essas pessoas, porque elas são poderosas, têm exércitos, têm dinheiro, têm tudo. Não podemos lutar contra elas, usando as suas armas: a mentira e a violência. Seríamos destruídos. O caminho mais seguro reside em começarmos a desenvolver silenciosamente a nossa própria consciência, e sobretudo a dos nossos jovens, o que nenhuma força pode impedir. Este blog discorda ortograficamente.
quarta-feira, 28 de março de 2012
Professores Portugueses reconhecidos pelo seu trabalho
sábado, 24 de março de 2012
Quando começaremos todos a falar a uma só voz?!
Vejam este político a falar como todos um dia (esperemos para muito breve) deveremos começar a falar, a uma só voz! A falar a alta voz para os políticos estúpidos e incompetentes que nos governam!...
http://sorisomail.com/email/238743/o-politico-que-representa-realmente-a-populacao.html
http://sorisomail.com/email/238743/o-politico-que-representa-realmente-a-populacao.html
quinta-feira, 22 de março de 2012
Felicidade no trabalho
Gente com lucidez, honestidade, em resumo, gente com carácter, pode criar condições favoráveis para quem trabalha, numa relação construtiva, benéfica para trabalhador e patronato. Tudo é uma questão de visão global, de sensibilidade, de competência e querer, de facto, gerar riqueza.
Vejam este exemplo de uma empresa de Palmela, e entenderão o que quero dizer. E o impacto que tem no mundo, o controle do aparelho de Estado pelos "barões da droga"...
Vejam este exemplo de uma empresa de Palmela, e entenderão o que quero dizer. E o impacto que tem no mundo, o controle do aparelho de Estado pelos "barões da droga"...
domingo, 18 de março de 2012
Como iniciar uma Revolução?...e ser bem sucedido.
Desde o Mahatma Gandi, passando por Albert Einstein e outros pensadores e homens de acção, houve várias propostas elaboradas individualmente no sentido de determinar as condições necessárias para que os cidadãos oprimidos iniciem uma revolução não-violenta. Gene Sharp escreveu um livro, que distribuíu gratuitamente, e onde reuniu estratégias fundamentais (aparentemente baseadas em ideias de Einstein) para a libertação da ditadura e tirania, que vivemos hoje de forma tão dramática pelo mundo fora. E também nós, portugueses, bem sentimos o drama, reconhecendo nos últimos "governos", dominados por "barões" da máfia, apenas instrumentos de manipulação rudes e brutais, a favor da banca, alta-finança e grandes corporações. Sharp chegou mesmo a fundar um "Albert Einstein Institution".
![]() |
| Mahatma Gandi, um herói da revolução não violenta... |
A importância das ideias e propostas de Gene Sharp já são bem conhecidas em países onde menos se esperaria, como o próprio Estados Unidos da América, ao fim e ao cabo, um dos países onde Karl Marx esperaria que começasse uma verdadeira revolução...Fez-se um trailer sobre como iniciar uma revolução não-violenta, veja aqui embaixo.
Recolha aqui o seu exemplar e mostre que os portugueses, no mínimo, são pessoas pacíficas, mas não são ignorantes e passivos, que a nossa cabeça não é ôca, como "eles" bem gostariam que fosse...
A necessidade de mudança torna-se urgente, o último episódio da demissão do secretário da energia mostra claramente como o "governo" está nas mãos dos "barões" do crime. Veja esta análise de José Gomes Ferreira, o único economista honesto, competentíssimo, e como uma lucidez que vejo muitíssimo raramente neste país.
AZ
quinta-feira, 15 de março de 2012
Obrigado, Sr. ministro-texto de João César das Neves
Obrigado, Sr. ministro!
por JOÃO CÉSAR DAS NEVES
Há dias um pobre pediu-me esmola. Depois, encorajado pela minha
generosidade e esperançoso na minha gravata, perguntou se eu fazia o
favor de entregar uma carta ao senhor ministro. Perguntei-lhe qual
ministro e ele, depois de pensar um pouco, acabou por dizer que era ao
ministro que o andava a ajudar. O texto é este:
"Senhor ministro, queria pedir-lhe uma grande ajuda: veja lá se deixa
de me ajudar. Não me conhece, mas tenho 72 anos, fui pobre e trabalhei
toda a vida. Vivia até há uns meses num lar com a minha magra reforma.
Tudo ia quase bem, até o senhor me querer ajudar.
Há dois anos vierem uns inspectores ao lar. Disseram que eram de uma
coisa chamada Azai. Não sei o que seja. O que sei é que destruíram a
marmelada oferecida pelos vizinhos e levaram frangos e doces dados
como esmola. Até os pastelinhos da senhora Francisca, de que eu
gostava tanto, foram deitados fora. Falei com um deles, e ele disse-me
que tudo era para nosso bem, porque aqueles produtos, que não estavam
devidamente embalados, etiquetados e refrigerados, podiam criar graves
problemas sanitários e alimentares. Não percebi nada e perguntei-lhe
se achava bem roubar a comida dos pobres. Ele ficou calado e acabou
por dizer que seguia ordens.
Fiquei então a saber que a culpa era sua e decidi escrever-lhe. Nessa
noite todos nós ali passámos fome, felizmente sem problemas sanitários
e alimentares graves.
Ah! É verdade. Os tais fiscais exigiram obras caras na cozinha e
noutros locais. O senhor director falou em fechar tudo e pôr-nos na
rua, mas lá conseguiu uns dinheiritos e tudo voltou ao normal. Como os
inspectores não regressaram e os vizinhos continuaram a dar-nos
marmelada, frangos e até, de vez em quando, os belos pastéis da tia
Francisca, esqueci-me de lhe escrever. Até há seis meses, quando
destruíram tudo.
Estes não eram da Azai. Como lhe queria escrever, procurei saber tudo
certinho. Disseram-me que vinham do Instituto da Segurança Social.
Descobriram que estava tudo mal no lar. O gabinete da direcção tinha
menos de 12 m2 e na instalação sanitária do refeitório faltava a
bancada com dois lavatórios apoiados sobre poleias e sanita com apoios
laterais. Os homens andaram com fitas métricas em todas as janelas e
portas e abanaram a cabeça muitas vezes. Havia também um problema
qualquer com o sabonete, que devia ser líquido.
Enfureceram-se por existirem quartos com três camas, várias casas de
banho sem bidé e na área destinada ao duche de pavimento (ligeiramente
inferior a 1,5 m x 1,5 m) não estivesse um sistema que permita tanto o
posicionamento como o rebatimento de banco para banho de ajuda (uma
coisa que nem sei o que seja). Em resumo, o lar era uma desgraça e
tinha de fechar.
Ultimamente pensei pedir aos senhores fiscais para virem à barraca
onde vivo desde então, medir as janelas e ver as instalações
sanitárias (que não há!). Mas tenho medo que ma fechem, e então é que
fico mesmo a dormir na rua.
Mas há esperança. Fui ontem, depois da missa, visitar o lar novo que o
senhor prior aqui da freguesia está a inaugurar, e onde talvez tenha
lugar. Fiquei espantado com as instalações. Não sei o que é um hotel
de luxo, porque nunca vi nenhum, mas é assim que o imagino. Perguntei
ao padre por que razão era tudo tão grande e tão caro. Afinal, se
fosse um bocadinho mais apertado, podia ajudar mais gente. Ele
respondeu que tinha apenas cumprido as exigências da lei (mais uma vez
tem a ver consigo, senhor ministro). Aliás o prior confessou que não
tinha conseguido fazer mesmo tudo, porque não havia dinheiro, e
contava com a distracção ou benevolência dos inspectores para lhe
aprovarem o lar. Se não, lá ficamos nós mais uns tempos nas barracas.
Senhor ministro, acredito que tenha excelentes intenções e faça isto
por bem. Como não sabe o que é a pobreza, julga que as exigências
melhoram as coisas. Mas a única coisa que estas leis e fiscalizações
conseguem é criar desigualdades dentro da miséria. Porque não se
preocupam com as casas dos pobres, só com as que ajudam os pobres."
Triste País que procede assim com os pobres....
por JOÃO CÉSAR DAS NEVES
Há dias um pobre pediu-me esmola. Depois, encorajado pela minha
generosidade e esperançoso na minha gravata, perguntou se eu fazia o
favor de entregar uma carta ao senhor ministro. Perguntei-lhe qual
ministro e ele, depois de pensar um pouco, acabou por dizer que era ao
ministro que o andava a ajudar. O texto é este:
"Senhor ministro, queria pedir-lhe uma grande ajuda: veja lá se deixa
de me ajudar. Não me conhece, mas tenho 72 anos, fui pobre e trabalhei
toda a vida. Vivia até há uns meses num lar com a minha magra reforma.
Tudo ia quase bem, até o senhor me querer ajudar.
Há dois anos vierem uns inspectores ao lar. Disseram que eram de uma
coisa chamada Azai. Não sei o que seja. O que sei é que destruíram a
marmelada oferecida pelos vizinhos e levaram frangos e doces dados
como esmola. Até os pastelinhos da senhora Francisca, de que eu
gostava tanto, foram deitados fora. Falei com um deles, e ele disse-me
que tudo era para nosso bem, porque aqueles produtos, que não estavam
devidamente embalados, etiquetados e refrigerados, podiam criar graves
problemas sanitários e alimentares. Não percebi nada e perguntei-lhe
se achava bem roubar a comida dos pobres. Ele ficou calado e acabou
por dizer que seguia ordens.
Fiquei então a saber que a culpa era sua e decidi escrever-lhe. Nessa
noite todos nós ali passámos fome, felizmente sem problemas sanitários
e alimentares graves.
Ah! É verdade. Os tais fiscais exigiram obras caras na cozinha e
noutros locais. O senhor director falou em fechar tudo e pôr-nos na
rua, mas lá conseguiu uns dinheiritos e tudo voltou ao normal. Como os
inspectores não regressaram e os vizinhos continuaram a dar-nos
marmelada, frangos e até, de vez em quando, os belos pastéis da tia
Francisca, esqueci-me de lhe escrever. Até há seis meses, quando
destruíram tudo.
Estes não eram da Azai. Como lhe queria escrever, procurei saber tudo
certinho. Disseram-me que vinham do Instituto da Segurança Social.
Descobriram que estava tudo mal no lar. O gabinete da direcção tinha
menos de 12 m2 e na instalação sanitária do refeitório faltava a
bancada com dois lavatórios apoiados sobre poleias e sanita com apoios
laterais. Os homens andaram com fitas métricas em todas as janelas e
portas e abanaram a cabeça muitas vezes. Havia também um problema
qualquer com o sabonete, que devia ser líquido.
Enfureceram-se por existirem quartos com três camas, várias casas de
banho sem bidé e na área destinada ao duche de pavimento (ligeiramente
inferior a 1,5 m x 1,5 m) não estivesse um sistema que permita tanto o
posicionamento como o rebatimento de banco para banho de ajuda (uma
coisa que nem sei o que seja). Em resumo, o lar era uma desgraça e
tinha de fechar.
Ultimamente pensei pedir aos senhores fiscais para virem à barraca
onde vivo desde então, medir as janelas e ver as instalações
sanitárias (que não há!). Mas tenho medo que ma fechem, e então é que
fico mesmo a dormir na rua.
Mas há esperança. Fui ontem, depois da missa, visitar o lar novo que o
senhor prior aqui da freguesia está a inaugurar, e onde talvez tenha
lugar. Fiquei espantado com as instalações. Não sei o que é um hotel
de luxo, porque nunca vi nenhum, mas é assim que o imagino. Perguntei
ao padre por que razão era tudo tão grande e tão caro. Afinal, se
fosse um bocadinho mais apertado, podia ajudar mais gente. Ele
respondeu que tinha apenas cumprido as exigências da lei (mais uma vez
tem a ver consigo, senhor ministro). Aliás o prior confessou que não
tinha conseguido fazer mesmo tudo, porque não havia dinheiro, e
contava com a distracção ou benevolência dos inspectores para lhe
aprovarem o lar. Se não, lá ficamos nós mais uns tempos nas barracas.
Senhor ministro, acredito que tenha excelentes intenções e faça isto
por bem. Como não sabe o que é a pobreza, julga que as exigências
melhoram as coisas. Mas a única coisa que estas leis e fiscalizações
conseguem é criar desigualdades dentro da miséria. Porque não se
preocupam com as casas dos pobres, só com as que ajudam os pobres."
Triste País que procede assim com os pobres....
sábado, 10 de março de 2012
O Horror do Regime
Registros históricos de uma taxa anormal de mortalidade, uma população deprimida, um futuro dramaticamente ameaçado, governantes brutalmente a cobro da Banca, alta finança e corporações.
O futuro permanentemente ameaçado por "cortes", por reduções salariais e benef´cios de toda a ordem, um Estado sempre presente para cobrar, impor-se por meio de leis, de directivas burocráticas, de impostos sobre impostos, uma arrepiante frieza nas consequências destas acções sobre a saúde, a educação, a dignidade e auto-estima de um povo mais uma vez oprimido.
Pedro Passos Coelho enganou e bem, com o seu ar de bonzinho, de rapaz tímido. Na verdade mostra uma insensibilidade em todas as frentes, incapaz de se dirigir à população com uma linguagem que anime o estado de depressão colectiva que o Portugal de hoje vive.
O primeiro-ministro bem pode ir de visita à Islândia num cinismo desconcertante, país hoje governado por quem disse "basta" ao roubo iníquo criminosamente perpretado contra a sociedade. Bem pode alardear "ter convencido" o Prémio Nobel da Economia, Paul Krugman, de que as "suas medidas" são correctas tecnicamente e justas socialmente, que a mentira poderá convencer quem não pensa, mas não deixa de ser uma vergonhosa manipulação da comunicação social (que está aí para embrutecer). Estou certo que Krugman não se deve ter apercebido do que foi escrito a seu respeito nos media, mas não faz mal, é o habitual.
Mas, a quem podemos recorrer? E a dura realidade é esta: ninguém! Essa é a nossa tragédia! Nem Seguros, nem Sócrates, nem Soares, nem Sampaios, nem Coelhos, nem Portas, nem Alegres...São todos a mesma massa, são todos agentes do mesmo poder aviltante, que vive do sacrifíco e da morte e da doença dos outros, da população indefesa, que querem escravizar. E, como estamos fartos de os escutar e de os ver no "pequeno écran".
Pobre país, governado por gente que nem capaz foi de acabar um curso universitário de jeito, mas que estão aí para "cortar". Não me admira. Estou certo que nada criaram na vida.
AZ
sexta-feira, 9 de março de 2012
Para que(m) serve o BCE?...
ENTÃO AÍ VAI:
QUE É O BCE?
- O BCE é o banco central dos Estados da UE que pertencem à zona euro, como é o caso de Portugal.
E DONDE VEIO O DINHEIRO DO BCE?
- O dinheiro do BCE, ou seja o capital social, é dinheiro de nós todos, cidadãos da UE, na proporção da riqueza de cada país. Assim, à Alemanha correspondeu 20% do total. Os 17 países da UE que aderiram ao euro entraram no conjunto com 70% do capital social e os restantes 10 dos 27 Estados da UE contribuíram com 30%.
E É MUITO, ESSE DINHEIRO?
- O capital social era 5,8 mil milhões de euros, mas no fim do ano passado foi decidido fazer o 1º aumento de capital desde que há cerca de 12 anos o BCE foi criado, em três fases. No fim de 2010, no fim de 2011 e no fim de 2012 até elevar a 10,6 mil milhões o capital do banco.
ENTÃO, SE O BCE É O BANCO DESTES ESTADOS PODE EMPRESTAR DINHEIRO A PORTUGAL, OU NÃO? COMO QUALQUER BANCO PODE EMPRESTAR DINHEIRO A UM OU OUTRO DOS SEUS ACCIONISTAS ?
- Não, não pode.
PORQUÊ?!
- Porquê? Porque... porque, bem... são as regras.
ENTÃO, A QUEM PODE O BCE EMPRESTAR DINHEIRO?
- A outros bancos, a bancos alemães, bancos franceses ou portugueses.
AH PERCEBO, ENTÂO PORTUGAL, OU A ALEMANHA, QUANDO PRECISA DE DINHEIRO EMPRESTADO NÃO VAI AO BCE, VAI AOS OUTROS BANCOS QUE POR SUA VEZ VÃO AO BCE.
- Pois.
MAS PARA QUÊ COMPLICAR? NÂO ERA MELHOR PORTUGAL OU A GRÉCIA OU A ALEMANHA IREM DIRECTAMENTE AO BCE?
- Bom... sim... quer dizer... em certo sentido... mas assim os banqueiros não ganhavam nada nesse negócio!
AGORA NÃO PERCEBI!!..
- Sim, os bancos precisam de ganhar alguma coisinha. O BCE de Maio a Dezembro de 2010 emprestou cerca de 72 mil milhões de euros a países do euro, a chamada dívida soberana, através de um conjunto de bancos, a 1%, e esse conjunto de bancos emprestaram ao Estado português e a outros Estados a 6 ou 7%.
MAS ISSO ASSIM É UM "NEGÓCIO DA CHINA"! SÓ PARA IREM A BRUXELAS BUSCAR O DINHEIRO!
- Não têm sequer de se deslocar a Bruxelas. A sede do BCE é na Alemanha, em Frankfurt. Neste exemplo, ganharam com o empréstimo a Portugal uns 3 ou 4 mil milhões de euros.
ISSO É UM VERDADEIRO ROUBO... COM ESSE DINHEIRO ESCUSAVA-SE ATÉ DE CORTAR NAS PENSÕES, NO SUBSÍDIO DE DESEMPREGO OU DE NOS TIRAREM PARTE DO 13º MÊS.
As pessoas têm de perceber que os bancos têm de ganhar bem, senão como é que podiam pagar os dividendos aos accionistas e aqueles ordenados aos administradores que são gente muito especializada.
MAS QUEM É QUE MANDA NO BCE E PERMITE UM ESCÂNDALO DESTES?
- Mandam os governos dos países da zona euro. A Alemanha em primeiro lugar que é o país mais rico, a França, Portugal e os outros países.
ENTÃO, OS GOVERNOS DÃO O NOSSO DINHEIRO AO BCE PARA ELES EMPRESTAREM AOS BANCOS A 1%, PARA DEPOIS ESTES EMPRESTAREM A 5 E A 7% AOS GOVERNOS QUE SÃO DONOS DO BCE?
- Bom, não é bem assim. Como a Alemanha é rica e pode pagar bem as dívidas, os bancos levam só uns 3%. A nós ou à Grécia ou à Irlanda que estamos de corda na garganta e a quem é mais arriscado emprestar, é que levam juros a 6, a 7% ou mais.
ENTÃO NÓS SOMOS OS DONOS DO DINHEIRO E NÃO PODEMOS PEDIR AO NOSSO PRÓPRIO BANCO!...
- Nós, qual nós?! O país, Portugal ou a Alemanha, não é só composto por gente vulgar como nós. Não se queira comparar um borra-botas qualquer que ganha 400 ou 600 euros por mês ou um calaceiro que anda para aí desempregado, com um grande accionista que recebe 5 ou 10 milhões de dividendos por ano, ou com um administrador duma grande empresa ou de um banco que ganha, com os prémios a que tem direito, uns 50, 100, ou 200 mil euros por mês. Não se pode comparar.
MAS, E OS NOSSOS GOVERNOS ACEITAM UMA COISA DESSAS?
- Os nossos Governos... Por um lado, são, na maior parte, amigos dos banqueiros ou estão à espera dos seus favores, de um empregozito razoável quando lhes faltarem os votos.
MAS ENTÃO ELES NÃO ESTÃO LÁ ELEITOS POR NÓS?
- Em certo sentido, sim, é claro, mas depois... quem tem a massa é quem manda. É o que se vê nesta actual crise mundial, a maior de há um século, para cá. Essa coisa a que chamam sistema financeiro transformou o mundo da finança num casino mundial, como os casinos nunca tinham visto nem suspeitavam, e levou os EUA e a Europa à beira da ruína. É claro, essas pessoas importantes levaram o dinheiro para casa e deixaram a gente como nós, que tinha metido o dinheiro nos bancos e nos fundos, a ver navios. Os governos, então, nos EUA e na Europa, para evitar a ruína dos bancos tiveram de repor o dinheiro.
E ONDE O FORAM BUSCAR?
- Onde havia de ser!? Aos impostos, aos ordenados, às pensões. De onde havia de vir o dinheiro do Estado?...
MAS METERAM OS RESPONSÁVEIS NA CADEIA?
- Na cadeia? Que disparate! Então, se eles é que fizeram a coisa, engenharias financeiras sofisticadíssimas, só eles é que sabem aplicar o remédio, só eles é que podem arrumar a casa. É claro que alguns mais comprometidos, como Raymond McDaniel, que era o presidente da Moody's, uma dessas agências de rating que classificaram a credibilidade de Portugal para pagar a dívida como lixo e atiraram com o país ao tapete, foram... passados à reforma. Como McDaniel é uma pessoa importante, levou uma indemnização de 10 milhões de dólares a que tinha direito.
E ENTÃO COMO É? COMEMOS E CALAMOS?
Isso já não é comigo, eu só estou a explicar...
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