quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Poema de agradecimento à corja

Poema de agradecimento à corja

Obrigado, excelências.
Obrigado por nos destruírem o sonho e a oportunidade
de vivermos felizes e em paz.
Obrigado
pelo exemplo que se esforçam em nos dar de como é possível viver sem vergonha, sem respeito e sem
dignidade.
Obrigado por nos roubarem. Por não nos perguntarem nada.
Por não nos darem explicações.
Obrigado por se orgulharem de nos tirar
as coisas por que lutámos e às quais temos direito.
Obrigado por nos tirarem até o sono. E a tranquilidade. E a alegria.
Obrigado pelo cinzentismo, pela depressão, pelo desespero.
Obrigado pela vossa mediocridade.
E obrigado por aquilo que podem e não querem fazer.
Obrigado por tudo o que não sabem e fingem saber.
Obrigado por transformarem o nosso coração numa sala de espera.
Obrigado por fazerem de cada um dos nossos dias
um dia menos interessante que o anterior.
Obrigado por nos exigirem mais do que podemos dar.
Obrigado por nos darem em troca quase nada.
Obrigado por não disfarçarem a cobiça, a corrupção, a indignidade.
Pelo chocante imerecimento da vossa comodidade
e da vossa felicidade adquirida a qualquer preço.
E pelo vosso vergonhoso descaramento.
Obrigado por nos ensinarem tudo o que nunca deveremos querer,
o que nunca deveremos fazer, o que nunca deveremos aceitar.
Obrigado por serem o que são.
Obrigado por serem como são.
Para que não sejamos também assim.
E para que possamos reconhecer facilmente
quem temos de rejeitar.

Joaquim Pessoa

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Joaquim Pessoa nasceu no Barreiro em 1948.
Iniciou a sua carreira no Suplemento Literário Juvenil do Diário de Lisboa.
O primeiro livro de Joaquim Pessoa foi editado em 1975 e, até hoje, publicou mais de vinte obras incluindo duas antologias. Foram lhe atribuídos os prémios literários da Associação Portuguesa de Escritores e da Secretaria de Estado da Cultura (Prémio de Poesia de 1981), o Prémio de Literatura António Nobre e o Prémio Cidade de Almada.
Poeta, publicitário e pintor, é uma das vozes mais destacadas da poesia portuguesa do pós 25 de Abril, sendo considerado um "renovador" nesta área. O amor e a denúncia social são uma constante nas suas obras, e segundo David Mourão Ferreira, é um dos poetas progressistas de hoje mais naturalmente de capazes de comunicar com um vasto público.
Bibliografia: "O Pássaro no Espelho", "A Morte Absoluta", "Poemas de Perfil", "Amor Combate", "Canções de Ex cravo e Malviver", "Português Suave", "Os Olhos de Isa", "Os Dias da Serpente", "O Livro da Noite", "O Amor Infinito", "Fly", "Sonetos Perversos", "Os Herdeiros do Vento", "Caderno de Exorcismos", "Peixe Náufrago", "Mas.", "Por Outras Palavras", "À Mesa do Amor", "Vou me Embora de Mim".

Quino e a desilusão do retrocesso civilizacional

[Nestes cartoons de Quino, o autor de Mafalda, é evidente o desencanto com o desvio sofrido tragicamente pela nossa "civilização"]



segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

O que a Troika queria aprovar e não conseguiu!...

[Corre nas redes sociais. AZ]

O que a Troika queria Aprovar e Não conseguiu!
Não sei como se sabem estas coisas...Mas seria bom que tudo isto se efectivasse, com troika ou sem ela.
NENHUM GOVERNANTE, FALA NISTO... PUDERA...
O que a Troika queria aprovar e não conseguiu!!!!!!----
1. Reduzir as mordomias (gabinetes, secretárias, adjuntos, assessores,
suportes burocráticos respectivos, carros, motoristas, etc.) dos três
ex-Presidentes da República com mais de trezentos mil ano.

2. Redução do número de deputados da Assembleia da República para 80,
profissionalizando-os como nos países a sério. Reforma das mordomias na
Assembleia da República, como almoços opíparos, com digestivos e outras
libações, tudo à custa do pagode.

3. Acabar com centenas de Institutos Públicos e Fundações Públicas que não
servem para nada e, têm funcionários e administradores com 2º e 3º emprego.

4. Acabar com as empresas Municipais, com Administradores a auferir
milhares de euro/mês e que não servem para nada, antes, acumulam funções
nos municípios, para aumentarem o bolo salarial respectivo.

5. Por exemplo as empresas de estacionamento não são verificadas porquê? E
os aparelhos não são verificados porquê? É como um táxi, se uns têm de
cumprir porque não cumprem os outros? e se não são verificados como podem
ser auditados*?

6. Redução drástica das Câmaras Municipais e Assembleias Municipais, numa
reconversão mais feroz que a da Reforma do Mouzinho da Silveira, em 1821.

7. Redução drástica das Juntas de Freguesia. Acabar com o pagamento de 200
euros por presença de cada pessoa nas reuniões das Câmaras e 75 euros nas
Juntas de Freguesia.

8. Acabar com o Financiamento aos partidos, que devem viver da quotização
dos seus associados e da imaginação que aos outros exigem, para conseguirem
verbas para as suas actividades.

9. Acabar com a distribuição de carros a Presidentes, Assessores, etc, das
Câmaras, Juntas, etc., que se deslocam em digressões particulares pelo
País;.

10. Acabar com os motoristas particulares 20 h/dia, com o agravamento das
horas extraordinárias... para servir suas excelências, filhos e famílias e
até, os filhos das amantes...

11. Acabar com a renovação sistemática de frotas de carros do Estado e
entes públicos menores, mas maiores nos dispêndios públicos.

12. Colocar chapas de identificação em todos os carros do Estado. Não
permitir de modo algum que carros oficiais façam serviço particular tal
como levar e trazer familiares e filhos, às escolas, ir ao mercado a
compras, etc.

13. Acabar com o vaivém semanal dos deputados dos Açores e Madeira e
respectivas estadias em Lisboa em hotéis de cinco estrelas pagos pelos
contribuintes que vivem em tugúrios inabitáveis.

14. Controlar o pessoal da Função Pública (todos os funcionários pagos por
nós) ( que só há trezentos e cinquenta mil a mais) que nunca está no local de trabalho. Então em Lisboa é o regabofe total. HÁ QUADROS (directores gerais e outros) QUE, EM VEZ DE ESTAREM NO
SERVIÇO PÚBLICO, PASSAM O TEMPO NOS SEUS ESCRITÓRIOS DE ADVOGADOS A CUIDAR
DOS SEUS INTERESSES, QUE NÃO NOS DÁ COISA PÚBLICA.

15. Acabar com as administrações numerosíssimas de hospitais públicos que
servem para garantir tachos aos apaniguados do poder - há hospitais de
província com mais administradores que pessoal administrativo. Só o de
PENAFIEL TEM SETE ADMINISTRADORES PRINCIPESCAMENTE PAGOS... pertencentes ás
oligarquias locais do partido no poder.

16. Acabar com os milhares de pareceres jurídicos, caríssimos, pagos sempre
aos mesmos escritórios que têm canais de comunicação fáceis com o Governo,
no âmbito de um tráfico de influências que há que criminalizar, autuar,
julgar e condenar.

17. Acabar com as várias reformas por pessoa, de entre o pessoal do Estado
e> entidades privadas, que passaram fugazmente pelo Estado.

18. Pedir o pagamento dos milhões dos empréstimos dos contribuintes ao BPN
e BPP.

19. Perseguir os milhões desviados por Rendeiros, Loureiros e Quejandos,
onde quer que estejam e por aí fora.

20. Acabar com os salários milionários da RTP e os milhões que a mesma
recebe todos os anos.

21. Acabar com os lugares de amigos e de partidos na RTP que custam milhões
ao erário público.

22. Acabar com os ordenados de milionários da TAP, com milhares de
funcionários e empresas fantasmas que cobram milhares e que pertencem a
quadros do Partido Único (PS PSD).

23. Acabar com o regabofe da pantomina das PPP (Parcerias Público Privado),
que mais não são do que formas habilidosas de uns poucos patifes se
locupletarem com fortunas à custa dos papalvos dos contribuintes, fugindo
ao controle seja de que organismo independente for e fazendo a "obra" pelo
preço que "entendem".

24. Criminalizar, imediatamente, o enriquecimento ilícito, perseguindo,
confiscando e punindo os biltres que fizeram fortunas e adquiriram
patrimónios de forma indevida e à custa do País, manipulando e aumentando
preços de empreitadas públicas, desviando dinheiros segundo esquemas
pretensamente "legais", sem controlo, e vivendo à tripa forra à custa dos
dinheiros que deveriam servir para o progresso do país e para a assistência
aos que efectivamente dela precisam;

25. Controlar rigorosamente toda a actividade bancária por forma a que,
daqui a mais uns anitos, não tenhamos que estar, novamente, a pagar "outra
crise".

26. Não deixar um único malfeitor de colarinho branco impune, fazendo com
que paguem efectivamente pelos seus crimes, adaptando o nosso sistema de
justiça a padrões civilizados, onde as escutas VALEM e os crimes não
prescrevem com leis à pressa, feitas à medida.

27. Impedir os que foram ministros de virem a ser gestores de empresas que
tenham beneficiado de fundos públicos ou de adjudicações decididas pelos
ditos.

28. Fazer um levantamento geral e minucioso de todos os que ocuparam cargos
políticos, central e local, de forma a saber qual o seu património antes e
depois.
39. Pôr os Bancos a pagar impostos.

Assim e desta forma, Sr. Ministro das Finanças, recuperaremos depressa
a nossa posição e sobretudo, a credibilidade tão abalada pela corrupção que
grassa e pelo desvario dos dinheiros o Estado investigando as reformas fraudolentas.
Ao "povo", pede-se o reencaminhamento deste e-mail, até percorrer todo o País.

POR TODOS NÓS, NOSSOS FILHOS E NETOS.


quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Brasil, acorda!...

O Carnaval no Brasil, visto por este corajosa e lúcida jornalista brasileira. Um país rico, é certo, mas com assimetrias tais que, à menor greve das forças policias, é  posto a saque. Mas os "indicadores económicos" estão aí, para fazer o jogo da ilusão. Esta jornalista mostra-nos também o alto nível intelectual a que chegaram muitos no nosso país irmão. Brasil, já não é só Carnaval.
AZ
[Sigo a anterior ortografia]

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Governo prepara encurtamento da Páscoa...

[Momento Zen...]

Governo prepara encurtamento da Páscoa:
Jesus Cristo morre crucificado e ressuscita no mesmo dia.
Depois de ter acabado com o Corpo de Deus, 15 de Agosto, 5 de Outubro, 1 de
Dezembro e de não ter dado tolerância de ponto aos funcionários públicos
no Carnaval, Passos Coelho prepara uma pequena alteração ao ano litúrgico,
nomeadamente a Semana Santa, de forma a obter uma versão da Páscoa mais
adaptada a um país que quer ser mais competitivo. "A Última Ceia a uma
quinta-feira é coisa de garoto mimado e irresponsável que chula os pais e o
Estado. Acabou-se a Sexta-Feira Santa e a Última Ceia passa a lanche
ajantarado no sábado até às 23 horas, no máximo. Domingo de Páscoa passa
a ser o dia do julgamento, paixão, crucificação, morte, sepultura e
ressurreição. Também Jesus Cristo tem de deixar de ser piegas!", revelou
Passos Coelho.

sábado, 18 de fevereiro de 2012

Manifesto pelo Fim do "Regime Finançocorrupto"

Manifesto pelo Fim do Regime Finançocorrupto instalado no pós-25 de Abril

Ao fim destes últimos trinta anos, o denominador comum que salta à vista, é um país que teve um momento aúreo no pós-25 de Abril, como era inevitável com a chegada de uma enorme força de trabalho das ex-colónias e com os financiamentos laudos proporcionados pela Comunidade Europeia.

Atualmente, o que salta à vista é um Estado presente em todas as actividades das nossas vidas, sobretudo para sacar dinheiro a quem trabalha com impostos sobre impostos sobre impostos, com regulamentos de toda a ordem (agora nem da Asae se ouve falar, imersa que está em escândalos de corrupção), com penalidades de toda a ordem, mas com uma justiça que não funciona (como convém num Estado altamente flagelado pela corrupção, como é o nosso).

Ouve-se falar do Estado a toda a hora, ouve-se e vêem-se nos écrans ou no papel, notícia tal sobre ministro tal, ou secretário de estado tal, ou vem à liça o que disse o secretátio-geral do Ps ou do PSD, ou do CDS, ou do BE, num corropio estonteante, cada um alvitrando uma medida mais assustadora do que o outro, cada um procurando no fundo mais escuro da sua alma doente, uma medida, um decreto, que possa "legitimar" o acto de sacar mais dinheiro ao contribuinte, ao pequeno e médio empresário, ao artista, ao criador, ao trabalhador precário ou sem um tosto no bolso, ou ao idoso que já nem forças tem para se mexer (e que tudo deu enquanto foi força activa da sociedade, e acreditou), tudo aquilo que ainda se vê, que é material, que está do "outro lado" e não nos "cofres", ou melhor, "bolsos" do governo.

Onde estão os honestos teóricos de menos Estado, melhor Estado? Eu sou a favor de menos Estado, muito menos Estado. Eu não quero ouvir falar do Estado e seus "agentes" quando por algum motivo abro a TV, ou a rádio, ou pego num jornal ou revista. Estou francamente saturado, e sei que não o único a olhar o céu...
Exigo menos deputados, menor ministérios, a liberalização da rádio, jornais, e canais de televisão. Dêem a voz a quem discorda e pensa, a quem tem alternativas e sabe criticar o que mal está. Dêem a voz a quem não é ouvido, porque incómodo. Parem de difundir notícias lúgubres até à exaustão. Falem do futuro, do que se pode fazer, do que temos de bom e de mau. E escolham escorraçar o mal desta sociedade doente. O novo Regime deverá criar um novo homem português, autêntico, livre, com mentes preparadas, desejando o progresso. O novo Regime deve aplicar as suas forças na Educação, na Saúde, deve deixar livre o cidadão para trabalhar, para pensar, para criar e construir. É claro que assim o Estado deixará de ter a "importância" que tem nas nossas vidas, pois na verdade não é um Estado na acepção primeira que a história lhe conferiu. O Estado é um cão de guarda da Banca e Corporações multi-bilionárias. É um cão tinhoso que não nos larga as pernas, que nos persegue por todos os cantos, raivoso e perseguidor. É este o Estado que tem que acabar.

É de mais, há que criar alternativas que ponham um ponto final a este "Regime", a esta vilanagem com características nacionais, mas que corroem o que de melhor Portugal cria, produz. Alternativas com gente capaz, competente, com mentes que não sejam nos "moldes" do que vemos por todo o lado. A minha dúvida é esta: haverá gente para tal?
Enquanto trabalhador e contribuinte depauperado, eu quero menos Estado!
AZ

O Bloco de Esquerda fascizou-se...

Alguém, porventura, tem dado atenção às intervenções do Bloco de Esquerda? Parece-me que a maioria de nós, povo, não o tem feito, porque a nossa intuição sobre o fenómeno político agudizou-se com as dificuldades e os perigos.

Já compreendemos que, à medida que este regime caminha para o seu fim - não sem antes destruir o resto de bom que ainda temos - dele ou de gente ligado a ele, (com ideias inovadoras, indivíduos com estatura moral e ética, competências apuradas e visão global do mundo hodierno), nada de bom poderemos esperar.

É certo que os Regimes caiem, há pouco mais de 30 anos caíu o Regime Salazarista, agora aproxima-se a inevitabilidade da queda deste regime. Para bem de todos nós e deste maltratado país.

Ora, o bloco de Esquerda, esperança vã (mais uma!), com os seus meninos/as "queques" já deu o que tinha a dar. E este facto, triste, empobrece ainda mais o Regime...