segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

A "SEITA" é revelada...

EURO, qual EURO. Crise...

[Corre nas redes sociais e contém dados que é preciso não esquecer, pois revelam a origem da crise "financeira" que atravessamos. E nós aqui em Portugal, governados pelos que aproveitaram o 25 de Abril para auto-promoção... AZ]

Sabem quem é Papademos Lucas (actual líder grego após a renúncia de Papandreou)

Sabem quem é  Mariano Monti (agora à frente do governo italiano)?

Sabem quem é Mario Draghi (actual presidente do Banco Central Europeu)?

Sabem o que é Goldman Sachs?

Goldman Sachs: é um dos maiores bancos de investimento mundial e
co-responsável directo, com outras entidades (como a agência de
notação financeira Moody?s), pela actual crise e um dos seus maiores
beneficiários. Como exemplo, em 2007,a G.S. ganhou 4 bilhões de
dólares em transacções que resultaram directamente do actual desastre
da economia do EUA. O EUA ainda não recuperaram das percas infligidas
pelo sector especulativo e financeiro dos EUA.

Papademos: actual primeiro-ministro grego  na sequência da demissão de
Papandreou. Atenção não foi eleito pelo povo.
- Ex-governador do Federal Reserve Bank de Boston, entre 1993 e 1994.
- Vice-Presidente do Banco Central Europeu  2002-2010.
- Membro da Comissão Trilateral desde 1998, lobby neo-liberal fundado
por Rockefeller, (dedicam-se a comprar políticos em troca de
subornos).
- Ex-Governador do Banco Central da Grécia entre 1994 e 2002.  Falseou
as contas do défice público do país com  o apoio activo da Goldman
Sachs, o que levou, em grande parte à actual crise no país.


Mariano Monti: actual primeiro-ministro da Itália após a renúncia de
Berlusconi. Atenção não foi eleito pelo povo.
- O ex-director europeu da Comissão Trilateral mencionada acima.
- Ex-membro da equipe directiva do grupo Bilderberg.
- Conselheiro do Goldman Sachs durante o período em que esta ajudou a
esconder o défice orçamental grego.


Mario Draghi: actual presidente do Banco Central Europeu para
substituir Jean-Claude Trichet.
- O ex-director executivo do Banco Mundial entre 1985 e 1990.
- Vice-Presidente para a Europa do Goldman Sachs de 2002 a 2006,
período durante o qual ocorreu o falseamento acima mencionado.

Vejam tantas pessoas que trabalhavam para o Goldman Sachs ....

Bem, que coincidência, todos do lado do Goldman Sachs. Aqueles que
criaram a crise são agora apresentados como a única opção viável para
sair dela, no que a imprensa americana está começando a chamar de "O
governo da Goldman Sachs na Europa."

Como é que eles fizeram?

Eu explico:

Encorajaram Investidores  a investir em produtos secundários que
sabiam ser " lixo ", ao mesmo tempo dedicaram-se a apostar em bolsa o
seu fracasso. Isto é apenas a ponta do iceberg, e está bem
documentado, podem investigar. Agora enquanto lêem este e-mail estão
esperando na base da especulação sobre a dívida soberana italiana e
seguidamente será a espanhola.

Tende-se a querer-nos fazer pensar que a crise foi uma espécie de
deslizamento, mas a realidade sugere que por trás dela há uma vontade
perfeitamente orquestrada de tomar o poder directo no nosso
continente, num movimento sem precedentes na Europa do século XXI.

A estratégia dos grandes bancos de investimento e agências de rating é
uma variante de outras realizadas anteriormente noutros continentes,
tem vindo a desenvolver-se desde o início da crise e é, do meu ponto
de vista, como se segue:

1. Afundar o país mediante especulação na bolsa de valores / mercado.
Pomo-los loucos com medo do que dirão os mercados, que nós controlamos
dia a dia.

2. Forçá-los a pedir dinheiro emprestado para, manter o Status-Quo ou
simplesmente salvá-los da Banca Rota. Estes empréstimos são
rigorosamente calculados para que os países não os possam pagar, como
é o caso da Grécia que não poderia cobrir a sua dívida, mesmo que o
governo vendesse todo o país, e não é metáfora, é matemática,
aritmética.

3. Exigimos cortes sociais e privatizações, à custa dos cidadãos, sob
a ameaça de que se os governos não as levam a cabo, os investidores
irão retirar-se por medo de não serem capazes de recuperar o dinheiro
investido na dívida desses países e noutros investimentos.

4. Cria-se um alto nível de descontentamento social, adequado para que
o povo, já ouvido, aceite qualquer coisa para sair da situação.

5. Colocamos os nossos homens, onde mais nos convenha.

Se acham que é ficção científica, informem-se: estas estratégias estão
bem documentadas e têm sido usadas com diferentes variações ao longo
do século XX e XXI  noutros países, nomeadamente na América Latina
pelos Estados Unidos, quando se dedicavam, e continuam a dedicar-se na
medida do possível, a asfixiar economicamente mediante a dívida
externa por exemplo a países da América Central, criando instabilidade
e descontentamento social usando isso para colocar no poder os líderes
"simpáticos" aos seus interesses. Portanto nada disto tem a ver com o
EURO. O EURO é uma moeda Forte, porque os investidores vêm ai carne
para desossar, se não houvesse o Euro o ataque acontecia na mesma, só
que se calhar os primeiros a cair não seriam os PIGS, mas a própria
Alemanha, a Inglaterra etc. Não são o Governo dos EUA, que deferem
estes golpes, mas sim pela indústria financeira internacional,
principalmente sediada em Wall Street(New York) e na City (Londres), é
que, o que está acontecendo sob o olhar impotente e / ou cúmplice dos
nossos governos é o maior assalto de sempre na história da humanidade
à escala global, são autênticos golpes de estado e violações
flagrantes da soberania dos Estados e seus povos.

É fácil divulgar isto na internet.
Digam aos vossos amigos, para passar o e-mail para qualquer um que
possa estar interessado.

Se nos estão comendo vivos ... As pessoas precisam saber. Estamos a
sofrer uma anexação pela via financeira, e esta é a realidade.

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Não tenham ilusões. A democracia está perdida!

[Um texto de Vasco Lourenço, capitão de Abril. Se "eles" soubessem não teriam aberto a caixa de pandora, isto é, aberto a porta à bandidagem que se seguiu. Mas não tinham maturidade nem discernimento para antecipar o que se seguiu. É certo que a Europa está toda assim, mas se não fosse a proximidade da Europa e toda a força cultural e económica que ela representa...Não tenho a menor dúvida que se estivessemos entalados entre a Serra Leoa e a Libéria, seríamos menos desenvolvidos que estes dois. Estaríamos sempre atrás em "índices de desenvolvimento". E porquê? Porque este país está nas mãos de bandidos. Faz muito tempo. Não podemos comparar este forma de ditadura com a outra que vivemos não faz muito tempo, pois as tecnologias são outras e o conhecimento das fragilidades da mente humana são mais profundas; e com esses instrumentos dados pela ciência, a finançotecnocracia molda, amesquinha, amedronta a população. E assim domina. Não é necessário mais a PIDE-DGS, nem o Tarrafal..Tudo aponta para a existência de uma "seita" que manobra as forças políticas para usofruto de alguns. Os políticos estão todos ao seu serviço, conscientemente alguns, outros nem tanto. Estamos vivendo uma autêntica ofensiva desta "seita" em proporções históricas nunca dantes imaginada! E enquanto não levarmos a sério esta verdade, coletivamente, poderemos estar certos de ir atrás dos outros apenas por "osmose", sem dignidade alguma. Aliás a humanidade como um todo corre um risco de sofrer um retrocesso civilizacional que ficará certamente registado na história da humanidade. Os seus atores sabemos quem são. AZ]

Cara(o)s associada(o)s
Em O Referencial nºs. 103/104, divulgado em Janeiro passado, integrado num conjunto de artigos sobre a Eurocrise, foi publicado um texto de José Romano - "Futuro da Europa" - que termina com uma breve nota especulativa sobre o caso particular de Lisboa nos "idos de Março" que estão para vir. Aí se vislumbrava que, por esses dias, o todo iluminado António Borges estaria a mandar em Portugal, imposto pela troika.
Muitos duvidaram e consideraram que o nosso arquitecto estava a exagerar... A Goldman Sachs influenciava muito, mandava muito, mas não conseguiria repetir em Portugal o que se passa na Grécia, em Itália e no BCE...
Pois bem, António Borges, como diria o José Romano, está hoje junto ao espelho do hall de entrada a ajeitar o nó da gravata, nos momentos que antecedem a entrada em cena.
Isto é, aí o temos, de mansinho, para habituar a opinião pública à sua discreta presença. Presença que será suficientemente publicitada e condimentada q.b. com os seus elevados méritos profissionais, grande experiência na área financeira, conhecimento dos mercados, alto quadro da Goldman Sachs (vice-presidente do Conselho de Administração do banco Goldman Sachs International, em Londres),figura respeitada internacionalmente e, até há bem pouco tempo, representante do FMI na Europa. Os comentadores e politólogos de serviço tratarão de difundir e amplificar o condimento, acrescentando que será uma importante mais valia para o país e para os portugueses no combate à terrível crise que estamos a viver e cuja causa imediata, afirmarão eles, é termos "vivido acima das nossas possibilidades".
Querem tentar evitar o efeito de choque político inicial, mas rapidamente absorvido, quando das nomeações/imposições de não escrutinados democraticamente na Grécia e na Itália. São eles, respectivamente, Lucas Papademos e Mario Monti. Por coincidência, também eles, tal como António Borges, altos quadros do banco americano de investimento Goldman Sachs. Já para não falar de Mario Draghi, o todo poderoso presidente do sacrossanto BCE, politicamente independente e não sujeito a escurtínio democrático.
Como a memória é curta, relembremos o que António Borges, em plena crise do "subprime" (2007/2008), afirmava publicamente sobre os produtos ditos tóxicos. Dizia ele que os mesmos estavam a ser diabolizados sem razão. Pois eram produtos financeiros que muito tinham dado e podiam continuar a dar ao desenvolvimento e vitalização dos mercados financeiros para a criação de riqueza:

"Sub-prime" é uma das melhores inovações dos últimos anos - António Borges

 

Não duvidemos: a democracia está em causa! O perigo é eminente!

Temos de ser capazes de enfrentar os mercados e os seus servidores!

Forças são necessárias e urgentes!

Cordiais saudações

Vasco Lourenço

Há que combater esta sociedade brutal!

Caros leitores,

Este "mundo", esta "civilização" já deu o que tinha a dar. Teremos que voltar atrás e compreendermos onde nos perdemos. Vivemos num mundo onde o que interessa é o dinheiro. Uma estranha doença apoderou-se da raça humana, mostra a fragilidade da mente humana, propensa a ilusões. Como pode continuar esta sociedade, doente, governada por políticos doentes mentais, que "trincam a língua" para sobreviver. Vejam esta notícia que mostra o desespero humano em jogar, em tirar lucro em tudo o que está à mão. Posso garantir-vos que chegará o dia, se assim continuarmos, que nos irão cobrar pelo "ar", pela "água", pelo "pó", pelos nossos "órgãos" (já acontece), pela nossa "dignidade" (já acontece),...Acham que podemos continuar assim? Bem-hajam!
AZ

Um advogado pediu ao Provedor da Associação de Bancos alemã para se pronunciar sobre o caso. Este entende que devem ser os tribunais a fazê-lo.
 Um fundo de investimentos do maior banco alemão, o Deutsche Bank, está a causar uma forte controvérsia no país, devido a uma modalidade de apólice de seguros que permite apostar na esperança de vida de pessoas idosas.
As características do fundo DB Life Kompass 3 é o seguinte: é designada uma de 500 pessoas naturais dos Estados Unidos, com idades entre os 70 e os 90 anos, e se esta viver de forma prolongada, ganha o banco; se morrer a curto prazo, ganha o subscritor do investimento.
Foi o diário Frankfurter Allgemeine a revelar a história, indicando que um advogado de Hamburgo pediu ao Provedor da Associação Federal da Banca Alemã para determinar da natureza moral ou não do produto do Deutsche Bank, considerando-o incompatível com a dignidade humana.
O Provedor da Associação recusou com o fundamento de que deve ser um tribunal a pronunciar-se sobre o caso, além de que o Deutsche Bank não integra aquela entidade.
O presidente da Associação de Seguros de Vida alemã, Christian Seidl, minimizou a questão, considerando que este tipo de fundos "não é uma aposta sobre a morte"; de outro modo, "poderia pensar-se que qualquer companhia de seguros que venda produtos de pensões, beneficia com a morte prematura dos subscritores dos seguros".

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

"A política morreu"-um texto de Ricardo Araújo Pereira

[Apesar de se tratar de um texto divertido, o problema continua aí, sem que o "povo" saiba o que fazer para tomar a vida e o seu destino nas suas próprias mãos. O poder nem procura contrariar, proibir estas "brincadeiras" humor+siticas. Na verdade, nada mais fazem do ajudar a dissipar a tensão social, e o poder sabe disso. AZ]

Ricardo Araújo Pereira: "A política morreu"
Não é político. Mas tem influência política, sublinha Nuno Artur Silva. O humorista Ricardo Araújo Pereira encerrou as "Desconferências" do São Luiz. E começou assim:
A política morreu porquê?
Várias hipóteses:
1. A primeira é a de que morreu porque deixou de ser necessária. O sonho dos nossos antepassados cumpriu-se. Os portugueses vivem hoje num país nórdico: pagamos impostos como no Norte da Europa e temos a qualidade de vida do Norte de África.
Somos um País onde nem Américo Amorim se acha rico. E porquê? Porque somos dez milhões de milionários. Temos a vida que os milionários têm.
Cada um de nós tem um banco e uma ilha, é certo que é o mesmo banco e a mesma ilha, que é o BPN e a Madeira, mas todos os contribuintes são proprietários de um bocadinho.
2. A outra hipótese é: não há política porque só há economia. E enfim, a teoria medieval concebia apenas duas formas de governo: na primeira, o fluxo do poder era ascendente. O poder emanava do povo e o povo delegava nos seus representantes. Na outra forma de governo, o poder fazia o percurso inverso: emanava do príncipe e o príncipe delegava nas outras figuras do Estado. O nosso modelo é um híbrido, no sentido em que do povo emana o poder para eleger os representantes na figura de pessoas como Miguel Relvas e o seu vice-primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho. E há depois o príncipe, que é a troika, do qual também emana poder. E a troika delegou o poder nas mesmas pessoas. Portanto, há um engarrafamento de poder nesta gente e, como é evidente, o poder que vem de cima é mais forte do que aquele que nós mandámos para lá e é isso. O poder deles tem mais força. E o nosso... voltou para trás.
Há problemas no facto de a política ter morrido:
1. O primeiro é: a política percebe-se. Já a economia é muito mais difícil de compreender. Eles simplificam, isso é verdade. Por exemplo, primeiro os mercados começaram a dizer que nós éramos PIGS: Portugal, Irlanda, Grécia, Espanha. PIGS, porcos! Depois disseram: Portugal é lixo. É uma metáfora muito repetitiva, mas é clara. Facilita a compreensão. Reparem, eu não sei ao certo o que é o "subprime", nem o que são "hedge funds", mas quando uma pessoa me diz: "tu és lixo", eu percebo do que está a falar. Eu sei exactamente. Claro que é triste esta liberdade vocabular não ser permitida a quem está em baixo: a gente vê uma manchete a dizer: "mercados consideram que Portugal é lixo", mas é impensável, na página seguinte, ter: "Portugal vai tentar renegociar a dívida com os chulos". Isso não nos é permitido. Eles têm o capital financeiro e o capital semântico, tudo o que é capital, açambarcam, isto torna a vida difícil.
Mas também há vantagens no facto da política ter morrido:
1. Saiu agora um estudo que diz: "Portugal é uma democracia com falhas". Em primeiro lugar, é importante elogiar um grupo de cientistas políticos que é tão eficaz que consegue olhar para Portugal e ver uma democracia com algumas falhas, e não uma falha com alguma democracia. É inquietante sermos uma democracia com falhas porque, até agora, éramos uma democracia sem falhas. Nós éramos felizes e não sabíamos.
2. Depois, levanta-se outra questão, que é saber se se pode dizer democracia com falhas. Eu estava convencido que a democracia ou é ou não é, no sentido em que também não se pode dizer "ele é ligeiramente pedófilo, ou ele estava mais ou menos morto". Ou está morto ou não está! O facto de sermos uma democracia com falhas põe outro problema mais inquietante: a partir de quando é que uma democracia com falhas passa a ser uma ditadura com qualidades?
3. Outras vantagens: assim que Passos Coelho foi eleito, nós deparámo-nos com um problema interessante: Passos Coelho nunca fez nada na vida a não ser política, JSD, por aí fora. O homem licenciou-se com 37 anos, esteve ocupado a tratar de coisas políticas.
No entanto, não tem experiência política nenhuma, o que é difícil para um homem que só fez política na vida. Lá está, ele teve empregos, mas só em empresas administradas pelo Ângelo Correia. O primeiro emprego que teve que não foi arranjado pelo Ângelo Correio, foi este, que nós lhe arranjámos. Passos Coelho acaba por ser uma inspiração para todos os desempregados. É possível, sem grande currículo, com alguma sorte, arranjar um emprego, desde que, lá está, o outro candidato seja... o Sócrates. Para quem tem pouca experiência, governar com a troika é como andar de bicicleta com rodinhas e, portanto, tem esse lado vantajoso.
4. Paradoxalmente, o nosso voto tornou-se mais importante. Antigamente votávamos nas eleições nacionais portuguesas, hoje votamos nas regionais alemãs.
5. E é excelente por questões de respeito. Por causa da senhora Merkel. E digo senhora Merkel com propriedade. Não dizemos o senhor Sarkozy ou o senhor Obama. Nunca. Mas senhora Merkel dizemos. E temos em português aquela expressão, quando nos referimos ao passado: "o tempo da outra senhora". Este é o tempo desta senhora. Saiu uma senhora e entrou outra senhora.
Queria acabar dizendo que há esperança para nós. Porque a política parece ter morrido, mas ainda há réstias de política. Vou dar dois casos:
1. O assassinato político voltou e isso significa que há política. Em
1908 mataram D. Carlos. Em 2011 foi abatido a tiro, também por razões políticas, o pórtico da A22. Há qualquer coisa no início dos séculos que excita o gatilho dos conspiradores. E alguém leva um tiro. Enfim, podiam ter morto o rei, mas entre D. Duarte e o pórtico, os atiradores optaram, e bem a meu ver, pelo que politicamente era mais relevante. E deram uma chumbada na portagem.
2. A segunda razão pela qual devemos ter esperança é este incentivo à emigração constante, que é de facto uma medida política. Geralmente, o programa xenófobo, que é vasto e risco, consubstancia-se na frase "vai para a tua terra", dita aos imigrantes. O nosso Governo tem este programa ligeiramente diferente que é: "sai da tua terra!", dito aos nativos. Fica difícil saber para quem é esta terra afinal. Eu quero sugerir o Brasil como um destino interessante para nós. O Brasil é uma terra de oportunidades e possibilidades de riqueza, como demonstra o caso inspirador do Duarte Lima.

Mais um exemplo de falta de ética...a somar-se a tantos outros.

[Corre nas redes sociais...Mais um exemplo da falta de ética de quem nos governa...AZ]


Diário da República, 2.ª série -- N.º 217 -- 11 de Novembro de 2011
Gabinete do Secretário de Estado dos Assuntos Fiscais
Despacho n.º 15296/2011
Nos termos e ao abrigo do artigo 11.º do Decreto -Lei n.º 262/88, de 23 de Julho, nomeio o mestre João Pedro Martins Santos, do Centro de Estudos Fiscais, para exercer funções de assessoria no meu Gabinete, em regime de comissão de serviço, através do acordo de cedência de interesse público, auferindo como remuneração mensal, pelo serviço de origem, a que lhe é devida em razão da categoria que detém, acrescida de dois mil euros por mês, diferença essa a suportar pelo orçamento do meu Gabinete, com direito à percepção dos subsídios de férias e de Natal.
O presente despacho produz efeitos a partir de 1 de Setembro de 2011.
9 de Setembro de 2011. -- O Secretário de Estado dos Assuntos Fiscais,
Paulo de Faria Lince Núncio.
205324505

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Novo Hino Nacional!?...

[Momento Zen. Parece que o hino nacional mantém os acordes, mas o texto é outro...AZ]

Heróis do mal
Pobre Povo
Nação doente
E mortal
Expulsai os tubarões
Exploradores de Portugal
Entre as burlas
Sem vergonha
Ó Pátria
Cala-lhe a voz
Dessa corja tão atroz
Que há-de levar-te à miséria
P’ra rua, p’ra rua
Quem te está a aniquilar
P’ra rua, p’ra rua
Os que só estão a chular
Contra os burlões
Lutar, lutar !

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Ponto da situação-texto de Ricardo Araújo Pereira

[Este é um texto de Ricardo Araújo Pereira que vale a pena ler, com muito humor.  Link aqui da revista Visão. AZ]



8EF48D191A264E9295F32BEE3D142375@DRJAFONSOPonto da situação
Passos Coelho bem avisou que iria fazer cortes na despesa. Só não disse que era na nossa. A nossa despesa com alimentação, habitação e transportes está cada vez menor...

Os portugueses vivem hoje num país nórdico
: pagam impostos como no Norte da Europa; têm um nível de vida como no Norte de África. Como são um povo ao qual é difícil agradar, ainda se queixam. Sem razão, evidentemente.

A campanha eleitoral foi dominada por uma metáfora, digamos, dietética: o Estado era obeso e precisava de emagrecer. Chegava a ser difícil distinguir o tempo de antena do PSD de um anúncio da Herbalife. "Perca peso orçamental agora! Pergunte-me como!" O problema é que, ao que parece, um Estado gordo é caro, mas um Estado magro é caríssimo. Aqueles que acusavam o PSD de querer matar o Estado à fome enganaram-se. O PSD quer engordá-lo antes de o matar, como se faz com o porco. Ninguém compra um bácoro escanzelado, e quem se prepara para comprar o Estado também gosta mais de febra do que de osso.

Embora o nutricionismo financeiro seja difícil de compreender, parece-me que deixámos de ter um Estado obeso e passámos a ter um Estado bulímico. Pessoalmente, preferia o gordo. Comia bastante mas era bonacheirão e deixava-me o décimo terceiro mês (o atual décimo segundo mês e meio, ou os décimos terceiros quinze dias) em paz.

Enfim, será o preço a pagar por viver num país com 10 milhões de milionários. Talvez o leitor ainda não tenha reparado, mas este é um país de gente rica: cada português tem um banco e uma ilha. É certo que é o mesmo banco e a mesma ilha, mas são nossos. Todos os contribuintes são proprietários do BPN e da Madeira. Tal como sucede com todos os banqueiros proprietários de ilhas, fizemos uma escolha: estes são luxos caros e difíceis de sustentar. Todos os meses, trabalhamos para sustentar o banco e a ilha, e depois gastamos o dinheiro que sobra em coisas supérfluas, como a comida, a renda e a eletricidade.

Felizmente, o governo ajuda-nos a gerir o salário com inteligência. Pedro Passos Coelho bem avisou que iria fazer cortes na despesa. Só não disse que era na nossa, mas era previsível. A nossa despesa com alimentação, habitação e transportes está cada vez menor. Afinal, o orçamento gordo era o nosso. Agora está muito mais magro, elegante e saudável. Mais sobra para o banco e para a ilha.