sábado, 3 de dezembro de 2011

Prémio Nobel para Vitor Gaspar!...

PRÉMIO NOBEL PARA VITOR GASPAR....!UM ARTIGO DE NICOLAU SANTOS. Data: Sat, 29 Oct 2011 19:34:05 +0100

"Alguém pensa que assistiremos bovinamente a este assalto?"


'Até 2013, a generalidade dos trabalhadores portugueses por conta de outrem vai perder entre 40% a 50% do seu rendimento e todos os seus ativos (casas, poupanças, etc.) vão sofrer uma desvalorização da mesma ordem de grandeza. Pergunto: alguém pensa que isto se fará de forma pacífica? Alguém pensa que o bom povo português aceitará mansamente este roubo? Alguém pensa que assistiremos bovinamente a este assalto? Repito: entre 2011 e 2013, o Governo toma medidas que lhe permitirão confiscar metade do que ganhamos hoje.É deste brutal esbulho que falamos e que está ao nível de decisões idênticas tomadas por governos da América Latina nos anos 80. É isto que está por trás da proposta de lei do Orçamento do Estado para 2012 e das decisões que o Governo já tomou em 2011. É sobre os escombros resultantes desta violentíssima e muito rápida pauperização da generalidade dos trabalhadores e quadros médios e superiores, públicos e privados, bem como dos reformados e pensionistas, que o ministro das Finanças espera que Portugal triunfe "como economia aberta e competitiva na Europa e no mundo" no final do programa de ajustamento. Faz sentido?
Como é óbvio, só quem ensaia soluções asséticas e perfeitas em laboratório é que pode imaginar que esta história terá um final feliz. O mantra do ministro das Finanças (para conhecer o pensamento de Vítor Gaspar ler o excelente artigo que Pedro Lains publicou no "Jornal de Negócios" de 19 de outubro) é tornar-nos a pequena China da Europa, assente em salários baixíssimos, sem subsídio de férias nem de Natal, relações laborais precarizadas, horários de trabalho flexíveis e menos férias e feriados.
Mas Gaspar quer ir mais longe. E assim a draconiana consolidação orçamental só será eficaz se, como diz, for acompanhada por uma agenda de transformação estrutural da economia portuguesa, nomeadamente um amplo programa de privatizações. O que quer isto dizer?Quer dizer vender ao preço da chuva e ao estrangeiro tudo o que seja empresa pública lucrativa ou participações do Estado em empresas, mesmo que elas constituam monopólios naturais; e não deixar na posse do Estado nem um único centro de decisão. Outros dois componentes fundamentais desta agenda de transformação estrutural são a "flexibilização do mercado de trabalho" (que nos permitirá trabalhar com regras cada vez mais próximas dos chineses) e a reforma do sistema judicial (de que, até agora, ainda não tivemos nenhuma notícia).

O tatcherismo serôdio do ministro das Finanças afirma-se pelo preconceito contra tudo o que é público e pela fezada de que colocando-nos todos a pão e águaconseguiremos atingir os grandes equilíbrios macroeconómicos em 2014, partindo daí para uma fase de grande prosperidade. (...)

Dir-se-á: mas havia alternativa?
Havia desde que se quisesse e lutasse por ela. O programa de ajustamento da Irlanda vai até 2015. Não se percebe porque o nosso não pode ser também estendido no tempo. O défice para 2011 já foi corrigido em alta pela troika. Porque é que não se luta para que também o de 2012 seja aumentado? Porque é que se quer impor esta insuportável dor social aos portugueses? E na questão do financiamento à economia, porque não se bate o Governo porque haja uma nova tranche (cerca de €20 mil a €30 mil milhões) para que o Governo pague às empresas públicas de transportes e estas aos bancos, que terão assim liquidez para financiar as pequenas e médias empresas?
Mas não. O que Gaspar quer é tornar a economia portuguesa competitiva através de uma violentíssima desvalorização por via salarial, pela maior recessão desde há 37 anos e por quebras do investimento e do consumo que não se verificam desde os anos 80.
Se isto der resultado, deem-lhe o Nobel.'

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Uso veterinário...momento Zen

[Momento Zen...AZ]

uso veterinário ...

O Imposto para remédios de uso humano é de 34%,e para uso veterinário 14%.

No "país dos impostos", os remédios para nós, seres humanos, são taxados em mais que o dobro dos produtos de uso veterinário, o que originou esta sensacional FRASE de Joelmir Beting no Jornal da Band:
"Em Portugal,
se você entrar na farmácia tossindo,
paga 34% de imposto;
se entrar latindo,
paga só 14% ... “

domingo, 27 de novembro de 2011

O "génio" Cavaco...

[texto de Maria Encarnação Gorgulho Santos. AZ]

O "génio" Cavaco, ...

SEM COMENTÁRIOS….REPASSO….
"A Dívida de Gratidão?
Naqueles longínquos anos 80 o Prof. Aníbal Cavaco Silva era docente na Universidade Nova de Lisboa.
Mas o prestígio académico e político que entretanto granjeara, (recorde-se que havia já sido ministro das Finanças do 1º Governo da A.D.) cedo levaram a que fosse igualmente convidado para dar aulas na Universida...de Católica.
Ora, embora esta acumulação de funções muito certamente nunca lhe tivesse suscitado dúvidas ou sequer provocado quaisquer enganos, o que é facto é que, pelos vistos, ela se revelou excessivamente onerosa para o Prof. Cavaco Silva.
Como é natural, as faltas às aulas obviamente às aulas da Universidade Nova começaram a suceder-se a um ritmo cada vez mais intolerável para os órgãos directivos da Universidade.
A tal ponto que não restou outra alternativa ao Reitor da Universidade Nova,na ocasião o Prof. Alfredo de Sousa, que não instaurar ao Prof. Aníbal Cavaco Silva um processo disciplinar conducente ao seu despedimento por acumulação de faltas injustificadas.
Instruído o processo disciplinar na Universidade Nova, foi o mesmo devidamente encaminhado para o Ministério da Educação a quem, como é bom de ver, competia uma decisão definitiva sobre o assunto.
Na ocasião era ministro da Educação o Prof. João de Deus Pinheiro.
Ora, o que é facto é que o processo disciplinar instaurado ao Prof. Aníbal Cavaco Silva, e que conduziria provavelmente ao seu despedimento do cargo de docente da Universidade Nova
, foi andando aos tropeções, de serviço em serviço e de corredor em corredor, pelos confins do Ministério da Educação.
Até que, ninguém sabe bem como nem porquê,... desapareceu sem deixar rasto...
E até ao dia de hoje nunca mais apareceu.
Dos intervenientes desta história, com um final comprovadamente tão feliz,sabe-se que entretanto o Prof. Cavaco Silva foi nomeado Primeiro-ministro.
E sabe-se também que o Prof. João de Deus Pinheiro veio mais tarde a ser nomeado ministro dos Negócios Estrangeiros de um dos Governos do Prof. Cavaco Silva, sem que tivesse constituído impedimento a tal nomeação o seu anterior desempenho, tido geralmente como medíocre, à frente do Ministério da Educação.
Do mesmo modo, o seu desempenho como ministro dos Negócios Estrangeiros, pejado de erros e sucessivas gaffes , a tal ponto de ser ultrapassado em competência e protagonismo por um dos seus jovens secretários de Estado, de nome José Manuel Durão Barroso, não constituiu impedimento para que o Primeiro-ministro Aníbal Cavaco Silva viesse mais
tarde a guindar João de Deus Pinheiro para o cargo de Comissário Europeu.
De qualquer modo, e como é bom de ver, também não foi o desempenho do Prof.João de Deus Pinheiro como Comissário Europeu, sempre pejado de incidentes e críticas, e de quem se dizia que andava por Bruxelas a jogar golfe e pouco mais, que impediu mais tarde o Primeiro-ministro Cavaco Silva de o reconduzir no cargo.
A amizade é, de facto, uma coisa muito bonita...

Maria Encarnação Gorgulho Santos"

sábado, 26 de novembro de 2011

Metade do empréstimo da "Troika" são juros para pagar!...

Numa era em que a informação é global, vai-se tornando progressivamente mais difícil encobrir os esquemas da "corporação global" que criminosamente se apoderou do trabalho dos outros, que criminosamente se apoderou do futuro da humanidade.
Se pensássemos em termos de máquinas térmicas, já que a palavra "trabalho" tem um significado muito específico em engenharia e ciência, é de esperar que "os agentes de transformação", isto é, o trabalhador no  espaço da sociedade e a água numa locomotiva a vapor, tenderão a explodir, pois que de modo artificial e brutal se impede que grandezas fundamentais, tais como energia (a que está associada a capacidade de realizar trabalho) e entropia (associada à organização de um sistema), sigam as leis da natureza.
A revolta dos escravos. Im. credit: percaritatem.com



Agora começam a chegar os arautos da liberdade, Mário Soares e outros, clamando a defesa da liberdade, quando há muito já deveriam ter intervido e batalhado por ela. Quando a humanidade recobrar forças e adquirir plena consciência do momento histórico gritante que todos atravessamos (com o Estado apoderado por corporações corruptas e pela banca gananciosa), então a história da humanidade retomará o seu curso normal.

Camponeses em revolta.

Agora chega esta notícia de que metade da dívida são juros...E os povos indefesos contra esta autêntica malfeitoria "legalizada" pela força bruta e pela ignorância.
Hoje surge a notícia que o Paulo Portas perdoa milhões de euros num negócio com a indústria provada num caso com contornos pouco claros, leia aqui.

Frente a esta série de roubos consecutivos a população entreolha-se com espanto. O que fazermos? Chegará o momento em que a humanidade revoltada irá repor a ordem. Com a globalização não chegou apenas o roubo e a corrupção. Chegou também a hora da humanidade recuperar a sua dignidade como um todo.

Cito aqui Albert Camus, na sua obra obrigatória nos tempos que correm, o Rebelde:
The rebel undoubtedly demands a certain degree of freedom for himself; but in no case, if he is consistent, does he demand the right to destroy the existence and the freedom of others. He humiliates no one. The freedom he claims, he claims for all; the freedom he refuses, he forbids everyone to enjoy. He is not only the slave against the master, but also man against the world of master and slave. Therefore, thanks to rebellion, there is something more in history than the relation between mastery and servitude. Unlimited power is not the only law. It is in the name of another value that the rebel affirms the impossibility of total freedom while he claims for himself the relative freedom necessary to recognize this impossibility.
The Rebel
Albert Camus


Albert Camus. Image credit: lifewastedchasingtrains.com

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

O Governo não tem plano de desenvolvimento do país?!...

Infelizmente, e para nosso desespero, o governo de Passos Coelho mostra não ter plano de desenvolvimento para o nosso país. Embora sejam membros do governo alguns "técnicos", muitos deles mostram uma incompetência enorme para orientar as necessidades de organização e desenvolvimento do Estado.

Refiro aqui alguns casos flagrantes (que detectei por acaso, sem pesquisa sistemática):

Secretário de Estado dos transportes propõe redução da velocidade máxima do metro de 60 para 45 km/h - É duvidoso que a esta velocidade (melhor dizendo, rapidez) o metro consuma menos. O que se designa desempenho máximo do comboio ("train") é cerca de 60 km/h. Ao reduzir-se esta velocidade o efeito de inércia e atritos do comboio predominam e os gastos aumentam. O governo devia consultar especialistas nesta área antes de tomar medidas à la "gestor".

Outra evidencia da falta de informação de outros membros do governo (pelo menos aparenta ser, embora não duvide que este ministro tenha grande competência na sua área específica da economia, mas esta sessão na Assembleia revela grande falta de conhecimento sobre a realidade do país).







Até certo ponto pode-se compreender que um ministro tenha uma compreensão profunda do todo, não necessariamente de alguns aspectos específicos. Mas já um secretário de estado, esse é suposto ser o "técnico", aquele que conhece com profundidade todo e qualquer dossier. Será esse o caso neste e noutros governos? É claro para todos que este governo não tem uma visão estratégica para Portugal, não se mostra conhecer em profundidade os problemas reais do país e não se conhece estratégia para potenciar o seu desenvolvimento económico e social. Os argumentos do governo para "convencer" a população são redundantes, apenas referem que gastamos para lá das nossas possibilidades (como tal pode ser se 1/4 da população está no limiar da pobreza e os restantes ainda são remediados, sendo apenas uns 5 % muito abastados, a maioria ligada a negócios com os governantes)? Esta situação só por si revela grande incompetência, pois como se diz nos fóruns até uma "dona de casa" saberia cortar nos gastos. Mas gerar riqueza...aí já não é para qualquer um...

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Mais um escândalo: 220 mil agricultores pagos para não produzir!...

[Circula na internet. Deixo aqui para "avisar a malta do que faz falta". Vide também aqui no JN.AZ]


EXPRESSO, 8 de Outubro de 2011
220 mil agricultores portugueses recebem subsídio para não produzir.

António Moreira, um advogado de Torres Vedras, em agosto, intentou umaação popular contra o Estado português, pedindo, entre outras coisas,
a revisão de todos os programas negociados com a União Europeia na
área da agricultura e das pescas e a criação de um banco de terras
nacional que envolva todos os municípios.
O advogado espera receber na próxima semana a contestação do
Ministério Público aos 59 pontos da ação popular. Grande parte passa
por estatísticas: 220 mil agricultores recebem subsídio para não
produzir (dois mil dos quais recebem por ano €250 milhões); há dois
milhões de hectares de território abandonados, sem qualquer cultivo;
80% dos bens alimentares consumidos em Portugal são importados; 100
mil hectares arderam em 2010; há 600 mil desempregados... "Se as
fronteiras fossem fechadas durante duas semanas, por qualquer motivo,
morríamos todos de fome", assegura António Moreira

Nota: depois de ler este excerto do artigo publicado no Expresso,
indigne-se, pela sua saúde.

Greve Geral de 24 Novembro-medidas fora do comum a adoptar pela população.

[Circula nas redes sociais esta mensagem com sugestões muito interessantes a adoptar pela população. Esta iniciativa é apenas um pequeno e pálido exemplo da força que um povo pode ter. AZ ]

Greve Geral - 24 de Novembro de 2011



Amigos,

Aqui vai uma ideia que pensamos ser uma das formas de resposta adequada ao ROUBO que nos estão a fazer.

Muitos de nós já não poderemos, por várias razões, participar em manifestações ou até mesmo em concentrações de rua para manifestarmos
o nosso repúdio pelas medidas que estão a ser tomadas contra os reformados, os trabalhadores, ou melhor, contra os Portugueses.

Assim, a nossa proposta é de que no dia 24 de Novembro, como protesto, não façamos qualquer espécie de consumo, isto é, façamos greve à EDP,
ao Gás, à Água, aos Operadores de telemóveis e à PT (com excepção aos telefones gratuitos).

Esta proposta é para que durante as 24 horas do dia 24, as principais empresas fornecedoras de bens e serviços, sentirem bem o que é estarem
UM DIA sem facturarem!

Aqui vão umas dicas:

- Se não puderem prescindir desses bens durante as 24 horas, pelo menos façam-no de forma a que O NÃO CONSUMO coincida, em todas as
casas, das 0 horas ao meio dia; (Já viram o que será termos os contadores todos parados?!)
- Não façam uso dos "serviços" dos Bancos nesse dia;

- Façam todas as compras para abastecimento desse dia, no dia anterior;

- Abasteçam-se de água também de véspera;

-Tomem banho antes da meia noite de 23/11;

- Desliguem todos os electrodomésticos, incluindo TV;
-Liguem só rádio a pilhas para ouvir as notícias;
- Não utilizem os telemóveis;

-Utilizem só os telefones fixos gratuitos;
- Preparem comida que possa ser servida fria;

- MUITO IMPORTANTE ter em casa velas ou lanternos a pilhas;

                     

É SÓ UM DIA!

                         NÃO CUSTA NADA , A QUEM SÃO PEDIDOS TANTOS SACRIFICIOS!

Muitos de nós já passamos sem estes bens!... Não queremos voltar atrás!

Se está de acordo, passe este email a todos os seus amigos. Todos seremos mais uma força para mostrar que queremos um País mais justo.