segunda-feira, 24 de outubro de 2011

A pouca-vergonha continua!...

[Mais uma mensagem que circula nas redes sociais alertando-nos para os abusos do sistema. AZ]

Parece mentira! Mas a ladroagem continua …..

Aos 35 anos já se é velho para trabalhar na Lusitânia, mas este com 77 é um jovem!!!
Viva a Lusitânia!

Isto é demais.
SILVA LOPES, 77 ANOS, NOMEADO ADMINISTRADOR DA EDP RENOVÁVEIS.
Creio que não andamos longe de uma escandaleira nova por semana! Já deve dar para o Guiness...


Description:
1.1910404641@web37106.mail.mud.yahoo.com
SILVA LOPES, 77 ANOS, NOMEADO ADMINISTRADOR DA EDP RENOVÁVEIS.
ENCAMINHAR? CLARO!
ISTO, É UM ESCÂNDALO!!!·
SILVA LOPES, 77 ANOS, NOMEADO ADMINISTRADOR DA EDP RENOVÁVEIS.

A pouca vergonha continua. Ao que isto chegou!

SILVA LOPES, com 77 (setenta e sete) anos de idade, ex-Administrador do Montepio Geral, de onde saiu há pouco tempo com uma indemnização de mais de 400.000 euros, acrescidos de várias reformas que tem, uma das quais do Banco de Portugal como ex-governador, logo que saiu do Montepio foi nomeado Administrador da EDP RENOVÁVEIS, empresa do Grupo EDP.

Com mais este tacho dourado, lá vai sacar mais umas centenas de milhar de euros num emprego dado pela escumalha política do governo, que continua a distribuir milhões pela cambada afecta aos partidos do centrão.

Entretanto, o Zé vai empobrecendo cada vez mais, num país com 20% de pobres, onde o desemprego caminha para níveis assustadores, onde os salários da maioria dos portugueses estão cada vez mais ao nível da subsistência.

Silva Lopes foi o tal que afirmou ser necessário o congelamento de salários e o não aumento do salário mínimo nacional, por causa da competividade da economia portuguesa. Claro que, para este senhor, o congelamento dos salários deve ser uma atitude a tomar (desde que não congelem o dele, claro).
Estes senhores não têm vergonha na cara? E foi este artista que há um ano disse na RTP1 que os ordenados portugueses estavam 20% acima do que deveriam estar!!!!! Os dele estão seguramente 1000 ou 5000% acima da média!!! VIVA LUSITANIA!

Reenvia aos teus contactos, divulguemos mais esta afronta...

"Portugal é hoje um paraíso criminal onde alguns inocentes imbecis se levantam para ir trabalhar, recebendo por isso dinheiro que depois lhes é
roubado pelos criminosos e ajuda a pagar ordenado aos iluminados que bolsam certas leis."
Barra da Costa
Reenvia aos teus contactos, divulguemos mais esta afronta...

domingo, 23 de outubro de 2011

Pessoas versus Império - Arundhati Roy

[Vale a pena ler este texto, se bem que longo, mas que expõe o problema actual por que todos passamos, de nos vermos confrontados com o poder esmagador do "Império" e sem sabermos o que fazer, embora sentindo que é necessário mudar o curso da história. Perdoem-me o uso do Google Translator ...AZ]

Pessoas versus Império, por Arundhati Roy (escritora e ativista) publicado na revista In These Times, em Janeiro de 2005

Na Índia, a palavra público é agora uma palavra Hindi. Significa as pessoas. Em Hindi, temos sarkar e público, o governo e o povo. Inerente a este uso é a suposição de que o governo está bastante distanciado de "o povo:" No entanto, como você faz seu caminho até escada complexo da Índia social, a distinção entre sarkar e o público fica embaçada. A elite indiana, como a elite em qualquer lugar no mundo, acha difícil se separar do Estado.


Arundhati Roy, escritora e ativista. Arundhati Roy é o autor de O Deus das Pequenas Coisas, um romance para o qual ela ganhou o Prêmio Booker em 1997 Este artigo é adaptado do Poder Público na Idade do Império (Seven Stories, 2004) que se baseia num discurso que Roy proferiu na American Sociological Association, em Agosto de 2004.

Nos Estados Unidos, por outro lado, a indefinição da distinção entre público e sarkar penetrou muito mais profundamente na sociedade. Isto poderia ser um sinal de democracia robusta, mas infelizmente é um pouco mais complicado e menos bonito do que isso. Entre outras coisas, tem a ver com a rede elaborada de paranóia gerada pelo sarkar dos EUA e girou para fora pela mídia corporativa e Hollywood. Pessoas comuns nos Estados Unidos têm sido manipuladas para imaginar que eles são um povo sob cerco cujo único refúgio e protetor é o seu governo. Se não é dos comunistas, é al-Qaeda. Se não é Cuba, é a Nicarágua. Como resultado, a nação mais poderosa do mundo é povoado por uma cidadania aterrorizados de saltar para as sombras. Um povo ligado ao Estado não pelos serviços sociais ou de saúde pública, ou garantias de emprego, mas pelo medo. Este síntese do medo  é usado para ganho de sanção pública para novos atos de agressão. E assim vai, a construção em uma espiral de auto-realizável histeria, agora formalmente calibrado pelo governo dos EUA é incrível Alertas Terror Technicolored: fúcsia, turquesa, rosa salmão. Para observadores externos, esta fusão de sarkar e público nos Estados Unidos, por vezes, torna difícil separar as ações do governo do povo. Tais combustíveis confusão anti-americanismo no mundo anti-americanismo que é encampada e amplificado pelo governo dos EUA e seus pontos de fiéis mídia. Você conhece a rotina: "Por que eles nos odeiam Eles odeiam nossas liberdades:" etc. Isso melhora sentido o povo dos EUA de isolamento, fazendo com que o abraço entre sarkar e público seja ainda mais íntimo... Ao longo dos últimos anos, a "guerra ao terrorismo" se transformou no mais genérico de guerra "contra o terror:" Usando a ameaça de um inimigo externo para reunir as pessoas atrás de você é um cavalo velho e cansado que os políticos têm andado no poder há séculos. Mas será que as pessoas comuns, fartos do pobre cavalo velho, está procurando por algo diferente? Antes de invasão ilegal do Iraque por Washington, o inquérito da Gallup International mostrou que em nenhum país europeu foi o apoio para uma guerra unilateral superior por cento. Em 15 de fevereiro de 2003, semanas antes da invasão, mais de 10 milhões de pessoas marcharam contra a guerra em continentes diferentes, incluindo América do Norte. E ainda os governos de muitos países supostamente democráticos ainda foram para a guerra. Devemos então fazer a pergunta: É a "democracia" ainda democrática? São os governos democráticos responsáveis ​​perante o povo que os elegeu? E, criticamente, é o público nos países democráticos responsáveis ​​pelas ações de seus sarkar? Se você pensar sobre isso, a lógica que subjaz a guerra contra o terror e a lógica de que o terrorismo está subjacente são exatamente os mesmos. Ambos fazem os cidadãos comuns pagarem pelas ações do seu governo. Al Qaeda fez o povo dos Estados Unidos pagarem com suas vidas para as ações de seu governo na Palestina, Arábia Saudita, Iraque e Afeganistão. O governo dos EUA fez com que o povo do Afeganistão pagar aos milhares para as ações do Taliban e as pessoas do Iraque em pagar as centenas de milhares para as ações de Saddam Hussein. Cujo Deus decide que é uma "guerra justa" ou que não é? George Bush pai disse uma vez: "Eu nunca vou pedir desculpas pelos Estados Unidos eu não me importo o que os fatos são:." Quando o presidente do país mais poderoso do mundo não precisa se preocupar o que os fatos são, então podemos ter certeza de que entramos na Era do Império. Escolhas reais. Então, o que significa poder público no Age of Empire? Será que isso significa alguma coisa? Será que ela realmente existe? Nestes tempos supostamente democráticos, o pensamento político convencional sustenta que o poder público é exercido através do voto. Pessoas em dezenas de países ao redor do mundo vão às urnas este ano. A maioria (não todos) deles terá a governos que votar. Mas será que eles se os governos que querem?
Na Índia este ano, votámos os nacionalistas hindus do BJP fora do escritório. Mas mesmo enquanto celebramos, nós sabíamos que a nuclear, o neoliberalismo bombas, a privatização da censura, em grandes barragens, todas as questões importantes que não seja manifesta nacionalismo hindu-o Congresso eo BJP não têm grandes diferenças ideológicas. Sabemos que é o legado de 50 anos do Partido do Congresso que preparou o terreno cultural e politicamente para a direita.E o que os EUA. eleições? Fez dos EUA. os eleitores têm uma escolha real? Os EUA. sistema político foi cuidadosamente elaborado para garantir que ninguém que questione a bondade natural da estrutura militar-industrial corporativa será permitida através dos portais do poder. Diante disso, não é nenhuma surpresa que nesta eleição você tivesse dois Yale University graduados, ambos membros da Skull and Bones, sociedade secreta mesmo, ambos milionários, ambos jogando em soldado soldado, ambos falando de guerra, e argumentando quase infantilmente sobre quem levaria a guerra contra o terror de forma mais eficaz. Não é uma escolha real. É uma escolha aparente. Como escolher uma marca de detergente. Se você comprar Ivory Snow ou Tide, ambos são de propriedade da Procter & Gamble. O fato é que a democracia eleitoral tornou-se um processo de manipulação cínica. Que nos oferece um espaço muito reduzido político de hoje. A acreditar que este espaço constitui uma verdadeira escolha seria ingênuo. A crise da democracia moderna é profunda. Eleições livres, liberdade de imprensa e um judiciário independente significam pouco quando o mercado livre reduziu-os a produtos disponíveis à venda para o maior lance.No cenário global, além da jurisdição de governos soberanos, os instrumentos internacionais de comércio e finanças supervisionam uma complexa teia de leis e acordos multilaterais que têm um sistema entrincheirado de apropriação que coloca o colonialismo à vergonha. Este sistema permite a entrada irrestrita e saída de quantidades maciças de capital especulativo para dentro e fora dos países do Terceiro Mundo, que então determina efetivamente a sua política económica. Usando a ameaça de fuga de capitais como alavanca, o capital internacional se insinua cada vez mais fundo para essas economias. Gigantescas corporações transnacionais estão assumindo o controle de seus recursos essenciais de infra-estrutura e natural, seus minerais, sua água, sua eletricidade. A Organização Mundial do Comércio, o Banco Mundial, o Fundo Monetário Internacional e outras instituições financeiras, como o Banco Asiático de Desenvolvimento, praticamente escrevem política económica e legislação parlamentar. Com uma combinação letal de arrogância e crueldade, eles levam suas marretas para frágil, interdependentes, sociedades historicamente complexo, e devastar-los, todos sob a bandeira tremulando de "reforma" Como conseqüência dessa reforma, milhares de pequenas empresas e indústrias têm fechado ; milhões de trabalhadores e agricultores perderam seus empregos e terra.Uma vez que o livre mercado controla a economia do Terceiro Mundo tornam-se enredado em um sistema, elaborado cuidadosamente calibrado de desigualdade econômica. Países ocidentais inundar os mercados das nações mais pobres com os seus produtos agrícolas subsidiados e outros produtos com que os produtores locais não podem competir. Países que foram pilhados por regimes colonizadores estão mergulhadas em dívida para com esses mesmos poderes, e tem que pagá-los à taxa de cerca de 382000 milhões dólares americanos por ano. Os ricos ficam mais ricos e os pobres mais pobres, não por acaso, mas pelo design.Para colocar um ponto vulgar em tudo isso, a riqueza combinada dos bilionários do mundo em 2004 (587 "indivíduos e unidades familiares"), de acordo com a revista Forbes, é 1,9 trillion dólares, mais do que o produto interno bruto do mundo, 135 países mais pobres combinados. A boa notícia é que existem em mais bilionários este ano do que havia em 2003.A democracia moderna é segura premissa de aceitação quase religiosa do Estado-nação. Mas a globalização corporativa não é. Capital líquido não é. Assim, mesmo que o capital precisa dos poderes coercitivos do Estado-nação derrubar revoltas no quarto dos empregados, esta configuração garante que nenhuma nação indivíduo pode se opor a globalização corporativa por conta própria.Poder públicoMudança radical não pode e não será negociado pelos governos, que só pode ser executada por pessoas. Pelo público. Um público que pode ligar as mãos através das fronteiras nacionais. Um público que não concorda com o próprio conceito de império. Um público que fixou-se contra os governos e as instituições que o Império de apoio e serviço.Império tem uma série de cartões telefônicos. Ele usa diferentes armas de abrir mercados diferentes. Não há nenhum país do mundo de Deus que não é capturado na mira de os EUA. de mísseis de cruzeiro e do talão de cheques do FMI. Parapessoas pobres em muitos países, Empire nem sempre aparece na forma de mísseis de cruzeiro e tanques, como tem no Iraque ou no Afeganistão ou no Vietnã. Ela aparece em suas vidas em locais muito avatares-perdendo seus empregos, sendo enviadas as facturas de electricidade impagável, tendo seu corte de abastecimento de água, sendo expulsos de suas casas e arrancados de suas terras. É um processo de empobrecimento implacável com os quais os pobres são historicamente familiar. O que Império faz é consolidar ainda mais e as desigualdades já existentes.Até bem recentemente, às vezes era difícil para as pessoas se vêem como vítimas do Império. Mas agora, as lutas locais começaram a ver o seu papel com clareza cada vez maior. No entanto grande que possa parecer, o fato é, eles estão enfrentando Império em conta própria, formas muito diferentes. De forma diferente no Iraque, na África do Sul, na Índia, na Argentina, e de forma diferente, para que o assunto, nas ruas da Europa e dos Estados Unidos. Este é o começo da globalização real. A globalização da dissidência.Enquanto isso, o fosso entre ricos e pobres está a ser impulsionado mais profunda ea batalha para controlar os recursos do mundo se intensifica. Colonialismo econômico por meio da agressão militar formal está realizando um retorno.Iraque hoje é uma ilustração trágica deste processo. A invasão ilegal. A brutal ocupação em nome da libertação. A reescrita de leis para permitir a apropriação descarada de riqueza do país e os recursos por empresas aliadas à ocupação. E agora a farsa de um soberano "do governo iraquiano."A resistência iraquiana está lutando na linha de frente da batalha contra o Império. E, portanto, essa batalha é a nossa batalha. Antes de prescrever como uma resistência pura do Iraque deve realizar uma secular, feminista, batalha, democrática não violenta, devemos reforçar o nosso fim da resistência, forçando os EUA. governo e seus aliados se retirem do Iraque.Resistência através das fronteirasO primeiro confronto de militantes nos Estados Unidos entre o movimento de justiça global ea junta neoliberal teve lugar na conferência da OMC em Seattle, em dezembro de 1999. A movimentos de massa em muitos países em desenvolvimento que lutou durante muito tempo sozinho, batalhas isoladas, Seattle foi o primeiro sinal deliciosa que as pessoas nos países imperialistas compartilharam sua raiva e sua visão de um outro tipo de mundo. Como movimentos de resistência começaram a chegar através das fronteiras nacionais e representam uma ameaça real, os governos têm desenvolvido as suas próprias estratégias para lidar com eles, que vão desde a cooptação à repressão.Três perigos contemporâneos enfrentar movimentos de resistência: o ponto de encontro difícil entre os movimentos de massa e os meios de comunicação de massa, os perigos do NGOization de resistência, eo confronto entre movimentos de resistência e os estados cada vez mais repressivas.O lugar em que a mídia de massa se reúne movimentos de massa é uma questão complicada. Governos aprenderam que uma crise-driven mídia não pode dar ao luxo de ficar aproximadamente no mesmo lugar por muito tempo. Assim como uma empresa precisa de volume de negócios de dinheiro, a mídia precisa turnover crise. Países inteiros tornam-se notícia velha, e deixam de existir, e as trevas se torna mais profundo do que antes da luz brilhou foi brevemente sobre eles.Enquanto os governos aprimorar a arte da espera crises, movimentos de resistência são cada vez mais enredados em um vórtice de produção de crise que visa encontrar formas de fabricá-los em facilmente consumível, espectador-friendly formatos. Por esta razão, a morte por inanição são mais eficazes na divulgação de empobrecimento do que as pessoas desnutridas na casa dos milhões.A única coisa preocupante hoje em dia é que a resistência como espetáculo tem se desprendem de suas origens na desobediência civil genuína e está se tornando mais simbólico do que real. Manifestações e marchas colorido fim de semana são divertidos e vitais, mas sozinhos eles não são poderosos o suficiente para deter as guerras. Guerras será interrompido apenas quando os soldados recusam-se a luta, quando os trabalhadores se recusam a carregar armas em navios e aeronaves, quando as pessoas boicotar os postos avançados do império econômico que são amarrados em todo o globo.Se queremos recuperar o espaço para a desobediência civil, devemos libertar-nos da tirania de reportagem crise e seu medo do mundano. Devemos usar nossa experiência, nossa imaginação e nossa arte para interrogar os instrumentos de Estado que asseguram "normalidade" continua a ser o que é: cruel, injusta, inaceitável. Devemos expor as políticas e processos que fazem coisas comuns de alimentos, água, abrigo e dignidade, como um sonho distante para as pessoas comuns. A greve reais de preferência é entender que as guerras são o resultado final de uma paz imperfeita e injusta.Para os movimentos de resistência em massa, nenhuma quantidade de cobertura da mídia pode compensar a força no chão. Não há alternativa, realmente, old-fashioned, a mobilização quebra-costas político.ONG-izaçãoUm perigo que enfrentam segundo movimentos de massa é a ONG-ização da resistência. Algumas organizações não-governamentais (ONGs), evidentemente, fazer um trabalho valioso, mas é importante considerar o fenômeno ONG em um contexto político mais amplo.A maioria das grandes e bem financiado ONGs são financiadas e patrocinadas por agências de ajuda e desenvolvimento, que por sua vez são financiadas pelos governos ocidentais, o Banco Mundial, as Nações Unidas e algumas empresas multinacionais. Embora possam não ser as agências muito mesmo, eles são certamente parte da formação solta mesmo político que supervisiona o projeto neoliberal e exige a barra nos gastos do governo, em primeiro lugar.Por que essas agências financiam as ONG? Poderia ser apenas antiquado ardor missionário? As ONG dão a impressão de que estão preenchendo o vazio deixado por um Estado em retirada. E eles são, mas de uma maneira inconseqüente. Sua contribuição real é que eles acalmar a raiva e distribuir a título de ajuda ou benevolência que as pessoas deveriam ter por direito. Eles alteram a psique pública, transformar as pessoas em vítimas dependentes e aparar as bordas de resistência política. ONGs formam uma espécie de amortecedor entre o sarkar e público. Entre o Império e seus súditos. Eles tornaram-se os árbitros, os intérpretes, os facilitadores do discurso dos missionários seculares do mundo moderno.Eventualmente, em uma escala menor, mas mais insidiosa, a capital disponível para as ONG desempenha o mesmo papel nas políticas alternativas que o capital especulativo que entra e sai das economias dos países pobres. Ela começa a ditar a agenda, transformando o confronto em negociação e despolitização resistência.O custo da violênciaIsso nos leva a um terceiro perigo: a natureza mortal do confronto real entre os movimentos de resistência e os estados cada vez mais repressivas. Entre poder público e os agentes do Império."Sempre resistência civil mostrou o menor sinal de evoluir de ação simbólica em qualquer coisa remotamente ameaçador, a repressão é implacável. Nós vimos o que aconteceu com os manifestantes em Seattle, em Miami, em Gotemburgo, em Génova.Nos Estados Unidos, você tem a Lei Patriótica dos EUA, que se tornou um modelo para as leis antiterrorismo aprovada por governos ao redor do mundo. Liberdades estão a ser reprimido em nome da proteção da liberdade. E uma vez que nos rendemos nossas liberdades, para ganhá-los de volta terá uma revolução.Um não endossa a violência de grupos militantes. Nem moralmente nem estrategicamente. Mas, para condená-la sem antes denunciar a violência muito maior perpetrados pelo Estado seria negar o povo dessas regiões e não apenas seus direitos humanos básicos, mas até mesmo o direito a uma audiência justa. Pessoas que viveram em situações de conflito sabe que a luta armada militância e provoca uma enorme escalada da violência do Estado. Mas viver como eles fazem, em situações de injustiça insuportável, eles podem permanecer em silêncio para sempre?Nenhuma discussão a ter lugar no mundo de hoje é mais crucial do que o debate sobre as estratégias de resistência. E a escolha da estratégia não é inteiramente nas mãos do público. É também nas mãos de sarkar.Neste momento, inquietos em desespero, se os governos não fazem todo o possível para honrar resistência não-violenta, por padrão, eles privilegiam aqueles que se voltam para a violência. Nenhuma condenação governo do terrorismo é credível se não pode mostrar-se aberto à mudança por dissenso não-violento. Em vez disso, hoje, movimentos de resistência não-violenta estão sendo esmagadas, comprados ou simplesmente ignoradas.Enquanto isso, os governos ea mídia corporativa (e não vamos esquecer a indústria cinematográfica) pródiga seu tempo, atenção, recursos, tecnologia e investigação sobre a guerra eo terrorismo. A violência tem sido deificado. A mensagem que esta envia é preocupante e perigoso: Se você procura para o ar uma queixa pública, a violência é mais eficaz do que a não-violência.Os soldados dos EUA lutando no Iraque, na sua maioria voluntários em um rascunho de pobreza de pequenas cidades e bairros pobres das áreas urbanas são vítimas, tanto quanto os iraquianos, do mesmo processo horrendo que lhes pede para morrer por uma vitória que nunca vai ser deles.Os mandarins do mundo corporativo, os CEOs, os banqueiros, os políticos, os juízes e generais olhar sobre nós do alto e abanam a cabeça com firmeza. "Não há alternativa:" eles dizem, e deixou escapar os cães de guerra.Então, a partir das ruínas do Afeganistão, dos escombros do Iraque e na Chechênia, das ruas da Palestina ocupada e as montanhas da Caxemira, das colinas e planícies da Colômbia, e as florestas de Andhra Pradesh e Assam, vem a resposta arrepiante: "Não há alternativa senão o terrorismo:" Terrorismo luta armada Insurgency Chame do que quiser....O terrorismo é cruel, feio e desumanizante para os seus autores, bem como suas vítimas. Mas assim é a guerra. Pode-se dizer que o terrorismo é a privatização da guerra. Terroristas são os comerciantes livres da guerra. São pessoas que não acreditam que o Estado tem o monopólio do uso legítimo da violência.Claro, há uma alternativa ao terrorismo. A sua chamada justiça. É hora de reconhecer que nenhuma quantidade de armas nucleares, ou dominância de pleno espectro, ou "cortadores daisy" ou espúrias conselhos administrativos e girgas loya pode comprar a paz à custa da justiça.O impulso para a hegemonia ea preponderância de alguns será comparado com maior intensidade pelo anseio pela dignidade e justiça por outros. Exatamente o que forma a batalha demora, se é bonito ou sanguinários, depende de nós.
 


sexta-feira, 21 de outubro de 2011

"Eu já vivi o vosso futuro" - testemunho de Vladimir Bukovsky

Vladimir Bukovsky Konstantinovich (30 de dezembro de 1942) é um dos principais membros do movimento dissidente da década de 1960 e 1970, escritor, neurofisiologistae ativista político.

Bukovsky foi um dos primeiros a denunciar a utilização de prisão psiquiátrica contra prisioneiros políticos na União Soviética. Ele gastou um total de 12 anos nas prisões soviéticas, campos de trabalho e em psikhushkashospitais psiquiátricos utilizado pelo governo como prisões especiais.

Ele é membro do Conselho Consultivo Internacional das Vítimas do Comunismo Memorial Foundation.

-Wikipedia

Vladimir Bukowsky adverte europeus...




EU JÁ VIVI O VOSSO FUTURO !
Assunto: " Declarações do escritor e dissidente soviético, Vladimir Bukovsky, sobre o Tratado de Lisboa


"É surpreendente que, após ter enterrado um monstro, a URSS, se tenha construído outro semelhante: a União Europeia (UE).
O que é, exactamente a União Europeia? Talvez fiquemos a sabe-lo examinando a sua versão soviética.
A URSS era governada por quinze pessoas não eleitas que se cooptavam mutuamente e não tinham que responder perante ninguém. A UE é governada por duas dúzias de pessoas que se reúnem à porta fechada e, também não têm que responder perante ninguém, sendo politicamente impunes.
Poderá dizer-se que a UE tem um Parlamento. A URSS também tinha uma espécie de Parlamento, o Soviete Supremo. Nós, (na URSS) aprovámos, sem discussão, as decisões do Politburo, como na prática acontece no Parlamento Europeu, em que o uso da palavra concedido a cada grupo está limitado, frequentemente, a um minuto por cada interveniente.
Na UE há centenas de milhares de eurocratas com vencimentos muito elevados, com prémios e privilégios enormes e, com imunidade judicial vitalícia, sendo apenas transferidos de um posto para outro, façam bem ou façam mal. Não é a URSS escarrada?
A URSS foi criada sob coacção, muitas vezes pela via da ocupação militar. No caso da Europa está a criar-se uma UE, não sob a força das armas, mas pelo constrangimento e pelo terror económicos.
Para poder continuar a existir, a URSS expandiu-se de forma crescente. Desde que deixou de crescer, começou a desabar. Suspeito que venha a acontecer o mesmo com a UE. Proclamou-se que o objectivo da URSS era criar uma nova entidade histórica: o Povo Soviético. Era necessário esquecer as nacionalidades, as tradições e os costumes. O mesmo acontece com a UE parece. A UE não quer que sejais ingleses ou franceses, pretende dar-vos uma nova identidade: ser «europeus», reprimindo os vosso sentimentos nacionais e, forçar-vos a viver numa comunidade multinacional. Setenta e três anos deste sistema na URSS acabaram em mais conflitos étnicos, como não aconteceu em nenhuma outra parte do mundo.
Um dos objectivos «grandiosos» da URSS era destruir os estados-nação. É exactamente isso que vemos na Europa, hoje. Bruxelas tem a intenção de fagocitar os estados-nação para que deixem de existir.
O sistema soviético era corrupto de alto a baixo. Acontece a mesma coisa na UE. Os procedimentos antidemocráticos que víamos na URSS florescem na UE. Os que se lhe opõem ou os denunciam são amordaçados ou punidos. Nada mudou. Na URSS tínhamos o «goulag». Creio que ele também existe na UE. Um goulag intelectual, designado por «politicamente correcto». Experimentai dizer o que pensais sobre questões como a raça e a sexualidade. Se as vossas opiniões não forem «boas», «politicamente correctas», sereis ostracizados. É o começo do «goulag». É o princípio da perda da vossa liberdade. Na URSS pensava-se que só um estado federal evitaria a guerra. Dizem-nos exactamente a mesma coisa na UE. Em resumo, é a mesma ideologia em ambos os sistemas. A UE é o velho modelo soviético vestido à moda ocidental. Mas, como a URSS, a UE traz consigo os germes da sua própria destruição. Desgraçadamente, quando ela desabar, porque irá desabar, deixará atrás de si um imenso descalabro e enormes problemas económicos e étnicos. O antigo sistema soviético era irreformável. Do mesmo modo, a UE também o é. (…)
Eu já vivi o vosso «futuro»…"


quarta-feira, 19 de outubro de 2011

De Sócrates a Passos Coelho: o reino da pouca-vergonha

Para que conheçamos melhor quem nos governa, os partidos do centro, o PS ou o PSD (a única diferença é o D). Depois do demolidor Socrates, que se passeia pelas ruas de Paris e estuda filosofia, impune, até ao actual Pedro Passos Coelho. Vejam este video e compreendam a dramática situação em que nos encontramos, entregues a pessoas sem honestidade alguma. A incompetência é total, sem conhecimentos capazes de modificar o actual curso destruidor que os partidos políticos actuais protagonizam.

Nós já compreendemos que o país tem as finanças em situação grave, que há dificuldades de financiamento da economia fortemente debilitada e sem perspectivas animadoras. Era previsivel,...há dez anos para cá, pela vossa sistemática má gestão das finanças públicas. Os gestores estão nos seus postos para exibirem a sua "importância", não para servirem o país...
MAS A CAUSA DO PROBLEMA FINANCEIRO ESTÁ EM VÓS E VOSSOS ACÓLITOS QUE TÊM DEFRAUDADO SISTEMATICAMENTE O PAÍS EM MANOBRAS CORRUPTAS, OFERECENDO SALÁRIOS E PENSÕES MILIONÁRIAS AOS MEMBROS DA VOSSA "CORPORAÇÃO", MANTENDO EMPRESAS PÚBLICAS LARGAMENTE DEFICITÁRIAS (QUANDO ERA SUPOSTO SERVIREM O PAÍS), FUNDAÇÕES, INSTITUTOS E MINISTÉRIOS QUE SÃO AUTÊNTICO SORVEDOROS DO ERÁRIO PÚBLICO. EM LUGAR DE GOVERNAREM O PAÍS GERANDO RIQUEZA, FAZEM CORTES SISTEMÁTICOS NOS DIREITOS MAIS FUNDAMENTAIS DE CADA PORTUGUÊS. E NÃO PERSEGUEM QUEM PREVARICOU, ROUBOU, ESPECULOU, CORROMPEU,...,NEM QUEM TEM RIQUEZA PARA AJUDAR O PAÍS A SAIR DA CRISE QUE VOCÊS PRÓPRIOS CRIARAM! NÃO HÁ DINHEIRO QUE CHEGUE PARA VÓS! É POR ESTES MOTIVOS QUE AQUI BREVEMENTE INVOCO QUE CONSIDERO IMORAL E CRIMINOSO ESTE SACRIFÍCIO QUE NOS É PEDIDO MAIS UMA VEZ. FAZ ANOS QUE ASSIM ACONTECE!
COMO É BOM SER "GESTOR" NO SÉC XXI! BRAVO! QUE "PROFISSÃO" MAIS ÚTIL À SOCIEDADE!
Quem sabe, o governo é apenas um "agente" ao serviço de interesses estrangeiros, com o propósito de demolir de vez Portugal...AZ



Oiçam agora a opinião de um economista que me parece muito sério, que vale sempre a pena escutar.

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

O Governo despoja ignominiosamente os portugueses...

[Mais uma mensagem que corre nas redes sociais, denunciando o crime imoral que atinge os Portugueses. Há que conhecer as raízes dos problemas e ter consciência do que se passa aqui. AZ]

FAZ este email correr Portugal!!!


> - Um português recebeu de um seu amigo nova-iorquino, que conhece bem
> Portugal a seguinte resposta, quando lhe disse: Sabes, nós os
> portugueses, somos pobres ...
>
> Esta foi a sua resposta: "Como podes tu dizer que sois pobres, quando
> sois capazes de pagar por um litro de gasolina, mais do triplo do que
> pago eu?
>
> Quando vos dais ao luxo de pagar tarifas de electricidade e de
> telemóvel 80 % mais caras do que nos custam a nós nos EUA?
>
> Como podes tu dizer que sois pobres quando pagais comissões bancárias
> por serviços e por cartas de crédito ao triplo que nós pagamos nos EUA?
>
> Ou quando podem pagar por um carro que a mim me custa 12.000 US
> Dólares (8.320 EUROS) e vocês pagam mais de 20.000 EUROS, pelo mesmo
> carro? Podem dar mais de 11.640 EUROS de presente ao vosso governo do que nós ao nosso.
>
> Nós é que somos pobres: por exemplo em New York o Governo Estatal,
> tendo em conta a precária situação financeira dos seus habitantes
> cobra somente
> 2 % de IVA, mais 4% que é o imposto Federal, isto é 6%, nada comparado
> com os 23% dos ricos que vivem em Portugal. E contentes com estes 23%,
> pagais ainda impostos municipais.
>
> Um Banco privado vai à falência e vocês que não têm nada com isso
> pagam, outro, uma espécie de casino, o vosso Banco Privado quebra, e
> vocês protegem-no com o dinheiro que enviam para o Estado.* *E vocês
> pagam ao vosso Governador do Banco de Portugal, um vencimento anual
> que é quase 3 vezes mais que o do Governador do Banco Federal dos
> EUA...
>
> Um país que é capaz de cobrar o Imposto sobre Ganhos por adiantado e
> Bens pessoais mediante retenções, necessariamente tem de nadar na
> abundância, porque considera que os negócios da Nação e de todos os
> seus habitantes sempre terão ganhos apesar dos assaltos, do saque
> fiscal, da corrupção dos seus governantes e dos seus autarcas. Um país
> capaz de pagar salários irreais aos seus funcionários de estado e da iniciativa privada.
>
> Os pobres somos nós, os que vivemos nos USA e que não pagamos impostos
> sobre o ordenados e ganhamos menos de 3.000 dólares ao mês por pessoa,
> isto é mais ou menos os vossos 2.080 €uros. Vocês podem pagar impostos
> do lixo, sobre o consumo da água, do gás e da electricidade. Aí pagam
> segurança privada nos Bancos, urbanizações, municipais, enquanto nós
> como somos pobres nos conformamos com a segurança pública.
>
> Vocês enviam os filhos para colégios privados, financiados pelo estado
> (nós) enquanto nós aqui nos EUA as escolas públicas emprestam os
> livros aos nossos filhos prevendo que não os podemos comprar.
>
> Vocês não são pobres, gastam é muito mal o vosso dinheiro.
>
> Vocês, portugueses, não são pobres, são é muito estúpidos........."
> POR MIM, NÃO DEIXAREI DE AVIVAR A MEMÓRIA DOS ESQUECIDOS !...
>
> Um dos Motivos porque o Governo se tornou fiador de 20 mil milhões
> de euros de transacções intra bancárias......???
> Os de hoje, vão estar como gestores de Banca amanhã, pois os de
> ontem, já estão por lá hoje.
> Correcto???? Se pensa que não, vejamos:
>
>
> Fernando Nogueira:
>
> Antes -Ministro da Presidência, Justiça e Defesa Agora - Presidente
> do BCP Angola
>
> José de Oliveira e Costa: (O TAL QUE ESTEVE NA GAIOLA)
>
> Antes -Secretário de Estado dos Assuntos Fiscais Agora -Presidente
> do Banco Português de Negócios (BPN)
>
> Rui Machete: (AGORA NINGUÉM O OUVE)
>
> Antes - Ministro dos Assuntos Sociais Agora - Presidente do Conselho
> Superior do BPN; (o banco falido, é só
> gamanço)
> Presidente do Conselho Executivo da FLAD
>
>
> Armando Vara: (AQUELE A QUEM O SUCATEIRO DAVA CAIXAS DE ROBALOS)
>
> Antes - Ministro adjunto do Primeiro Ministro
> Agora - Vice-Presidente do BCP (demissionário a seu pedido, antes
> que levasse um chuto no cú)
>
>
> Paulo Teixeira Pinto: (o tal que antes de trabalhar já estava
> reformado)
>
> Antes - Secretário de Estado da Presidência do Conselho de Ministros
> Agora - Presidente do BCP (Ex. - Depois de 3 anos de 'trabalho', Saiu
> com 10 milhões de indemnização !!! e mais 35.000EUR x 15 meses por
> ano até morrer...)
>
> António Vitorino:
>
> Antes -Ministro da Presidência e da Defesa Agora -Vice-Presidente da
> PT Internacional; Presidente da Assembleia Geral do Santander Totta -
> (e ainda umas 'patacas' como comentador RTP)
>
> Celeste Cardona: (a tal que só aceitava o lugar na Biblioteca do Porto
> se tivesse carro e motorista às ordens - mas o vencimento era muito
> curto)
>
> Antes - Ministra da Justiça
> Agora - Vogal do CA da CGD (QUE MARAVILHA - ORDENADO PRINCIPESCO - O
> ZÉ
> PAGA)
>
> José Silveira Godinho:
>
> Antes - Secretário de Estado das Finanças Agora - Administrador do
> BES (VIVA O LUXO)
>
> João de Deus Pinheiro: (aquele que agora nem se vê)
>
> Antes - Ministro da Educação e Negócios Estrangeiros Agora - Vogal do
> CA do Banco Privado Português (O TAL QUE DEU O BERRO).
>
> Elias da Costa:
>
> Antes - Secretário de Estado da Construção e Habitação - Agora -
> Vogal do CA do BES (POIS CLARO, AGORA É BANQUEIRO
>
> Ferreira do Amaral: (O ESPERTALHÃO, QUE PREPAROU O TERRENO)
>
> Antes - Ministro das Obras Públicas (que entregou todas as pontes a
> jusante de Vila Franca de Xira à Lusoponte) Agora - Presidente da
> Lusoponte, com quem se tem de renegociar o contrato (POIS CLARO, À
> TRIPA FORRA).
>
> etc etc etc...
>
>
> O que é isto ?
> Cunha ?
> Gamanço ?
>
> É Portugal no seu esplendor .
>
> ...e depois até queriam que se declarasse as prendas de casamento e o
> seu valor.
>
> Já é tempo de parar esta canalha nojenta !
> Não te cales, A DENUNCIA É O PRINCIPIO DE "ALGO" QUE TERÁ DE ACONTECER!
>
> Passa este e-mail, fá-lo circular por Portugal.
>

sábado, 15 de outubro de 2011

Sobre o Declínio do Estado...- I

Niccoló Machiavelli, pintura de Santi di Tito [Source: Wikipedia]
Este pequeno texto é apenas um convite à reflexão. Nesta Era da Globalização, em que o Estado se assume como o Fazendeiro e querendo fazer do povo o seu Gado Humano, torna-se premente a Sociedade Civil despertar para o momento histórico dramático que a maioria de nós vivemos, procurando pensar alternativas para a criação de um contra-poder que se oponha ao esmagamento das populações e a sua redução à condição de escravos, de gado humano...

Machiavelli introduziu na teoria política a palavra Estado, lo Stato (1), usando-a repetidamente nos seus escritos, particularmente em O Principe [1]. Porém, o homem que inventou a palavra foi Thomas Hobbes. Se não fosse para organizar as "guerras" contra outros estados da mesma natureza, provavelmente as funções do Estado seriam bem mais limitadas, o Estado teria um papel marginal. Mas com a necessidade de organizar as guerras, o estado desenvolveu a burocracia, os impostos, a saúde e a educação (se não tivesse sido essa a razão, estes últimos dois serviçoes teriam sido criados com outros meios).

Foi por esse motivo que o Banco de Inglaterra foi fundado, com base na necessidade de coletar dinheiro para as guerras que a Bretanha mantinha com Louis XIV. No Sec. XIX, foi a guerra que levou os "Estados" à criação dos impostos, do curso legal (em Inglês "Legal Tender"), da moeda fiduciária (em Inglês "Greenback", moeda criada nos USA durante a Guerra Civil Norte-Americana).
Parece igualmente importante para a formação da estrutura do Estado os factores emocionais. Foi a Revolução Francesa que, ao apelar o povo à "levée en masse" (seguido pelo exemplo de outros estados), que consoldou a ideologia nacionalista no Séc. XIX.

Com a invenção das armas nucleares, constrangimentos dantescos se impõem e os Estados compreendem que uma guerra nuclear poderá, na melhor das hipóteses, conduzir a uma vitória de Pirro de um dos adversários. Em resultado dos esforços desenvolvidos no Projecto Manhattan, os Estados Unidos da América tornaram-se na primeira potência mundial a possuir essa arma terível e a usá-la por duas vezes sobre o Japão, em Hiroshima e Nagasaki (cidade fundada pelos Portugueses e onde ainda hoje aí os Japoneses mostram grande afeição por nós). Após o horror que a máquina de guerra mostra em 1945, uma série de obras vêm a lume tentando agitar as consciências adormecidas (uma inércia que ainda hoje sentimos por toda a parte), sendo a obra de Aldous Huxley "Ape and Essence" uma marco importante [3].

Corpo calcinado pelas altas temperaturas do ar após a explosão nuclear, numa posição que mostra toda a agonia da guerra. Ainda hoje se vê em Nagasáki pessoas que têm problemas de pele e outros devido aos efeitos causados ainda hoje pela explosão nuclear.
A imaginação humana é fértil, a consciência fraca (o Estado actual tem armas poderosíssimas para assim nos manter: a TV e os jornais), e o avanço da electrónica e computarização permitiram a produção dos Multiple Reentry Vehicles (MRV) e os multiple independent reentry vehicles (MIRV), veja aqui como eles funcionam... Ao compreendermos o poder de todo este potencial bélico, forçoso é de concluir que o Estado não pode e não deve justificar a sua existência com o pretexto da defesa do Estado contra ameaças externas (guerras).
Nagasáki após a explosão nuclear. Na reconstrução da cidade houve que depositar cerca de 1-2 metros de areia sobre toda a zona para diminuir o efeito da radioactivade residual, sempre activa.
Mudou-se então a visão do papel do Estado, voltando-o para uma ação interna, sobre a sociedade civil, completamente indefesa. Desenvolveu-se a estatística, os impostos, a polícia e o sistema prisional, a educação compulsória, ao mesmo tempo que enfraquece e erradica todas as instituições que diminuam o seu poder (as cooperativas, associações culturais e regionais, a banca do povo, ...), instituições e modos de vida às quais as populações estavam habituadas. Com a Segunda Guerra Mundial houve um aumento brutal da produção à custa da mobilização das populações e o direcionamento de todos os recursos para o esforço militar.
Mulheres trabalhando numa fábrica de bombardeiros durante a Segunda Guerra Mundial.

Nesta fábrica situada a noroeste de Norhhausen, os alemães construiram
cerca de 10000 ! foguetes V-1 e V-2, tendo lançado cerca de 3000 sobre Londres, Norwich e Antuérpia.
Aqui trabalharam de 1943 a 1945 cerca de 60000 prisioneiros em regime de
escravidão. Crédito imagem: forum.ubi.com
A crise actual das nossas sociedades é semelhante à situação problemática que a Ciência enfrentou na tentativa de esclarecer o movimento dos planetas, em determinar qual o papel central do Sol, em simplificar a complexidade excessiva das órbitas planetárias, o absurdo do sistema Ptolemaico apoiado e defendido com ferro e fogo pela Igreja, mas depois abandonado após muito sangue derramado e a extraordinária luta feita por homens como Giordano Bruno (queimado na fogueira da Inquisição), Galileu Galilei,...[4]. Não foi em vão. Por fim a humanidade adquiriu uma nova visão do universo e do lugar do seu planeta Terra, que outros mundos eram possíveis e que o nosso não passa de apenas um entre uma miríade de outros.

Galileu, julgado pela Inquisição.
A dramática semelhança entre a história da Ciência e a evolução das concepções políticas parece-nos notória. Aliás, a primeira vez que a palavra revolução foi pronunciada, foi na noite de 14 de Julho de 1789, em Paris. Foi quando o Duque de La Rochefoucauld Liancourt, avisou o rei Louis XVI da queda da Bastilha e libertação dos seus prisioneiros e a derrota das tropas reais frente aos populares. O diálogo, famoso, que se seguiu, foi este. O rei exclamou, "É uma revolta!". Liancourt retorquiu, "Não, Senhor, é uma revolução". Esta era a palavra usada então para descrever o movimento cíclico dos planetas, a sua rotação em torno do Sol [5a].

Churchill e Roosevelt compreenderam que o esforço exigido às populações durante o período da Segunda Grande Guerra precisava de ser compensado, e assinaram a Carta do Atlântico onde entre oito outros aspectos, se reconhecia o direito das populações à auto-determinação, liberdade para a cooperação económica e o reconhecimento que os trabalhadores trabalhariam para um mundo livre de contrangimentos e medo.

Hoje em dia é notório o carácter corporativista do Estado, apoderado por políticos corruptos e ao serviço das grandes corporações e sórdidos banqueiros. Herdeiros do Estalinismo e do Nazismo, doutrinas e modus operandi que rapidamente compreenderam servir os seus interesses. Os partidos políticos não têm o carácter democrático que são supostos ter e esta característica que desvirtua o funcionamento das ditas sociedades democráticas (como dizia, na realidade, são sociedades corporativistas) resulta das contradições internas que geram [5b]. Robert Michell, um sociologo Alemão, estudou o funcionamento de partidos socialistas(!!) e observou que existe uma lei de ferro das oligarquias. Ao fim de pouco tempo, somente um pequeno número comanda o partido, ditando as suas leis, enquanto a esmagadora maioria não tem qualquer peso. Michel foi aluno do Max Weber e publicou este estudo em 1911.

O que se compreende cada vez mais claramente é que há que cortar com as limitações impostas pelo "Estado" às famílias e indivíduos, recriando novas bases que favoreçam uma aliança criativa e fecunda entre a democracia industrial e a política. Para contrariar essa via, o "Estado" criou as "carreiras profissionais", na dependência do poder do Estado e do governo (que manobra o aparelho de Estado). As pessoas ficam cada vez mais dependenetes do governo e seus tentáculos, perdendo independência, servindo o "Estado" (isto é, a corporação que ocupou o posto de comando do poder total) como escravos (no Brasil, em certas regiões consta que os pobres camponeses acabam por ficar devedores do patrão...)

Para contrariar esta tendência, estudada e entretida ao milímetro pelos cientistas políticos ao serviço da "Corporação", a Sociedade Civil tem que se opor, começando a construir alternativas que, na verdade já existiram no passado, mas que têm vindo a ser demolidas metodicamente. Desde a Idade Média que cada unidade familiar é uma pequena indústria, que provia o sustento familiar e cuja profissão era passada de pais para filhos. Tal esquema permitia que a vida dessa família se tornasse relativamente independente, podendo-se localizar onde melhor fosse para a indústria e o comércio. Hoje tudo isso é impossível. Os indivíduos são controlados até ao milímetro via progresso tecnológico que na verdade está voltado sobretudo para o domínio do homem. A burocracia exerce o seu poder com uma mão de ferro e informática e os computadores têm que ser mais potentes, passa-se à computação quântica que não virá para aliviar a fome e a dor do homem. Virá para controlar mais rapidamentoe o IRS e a localização do ladrão. "Chama o ladrão, chama o ladrão", esta é a canção do Chico Buarque. Quando se tem a "polícia do Estado" à porta, quem chamamos? Chamo o ladrão. A Internet é algo de extrarodinário, assim como a tecnologia, concerteza. Mas hoje em dia não se compra uma câmara digital só porque precisa-se, compra-se para alimentar uma indústria. Compra-se para alimentar a Sociedade Consumista em que nos tornámos, como se este fosse o Fim da História...

As cooperativas têm um papel fundamental na sociedade civil, pois elas permitem enfrentar em comum problemas de sobrevivência [5]. As cooperativas não devem ser confundidas com o Estado Corporativista, tal como o nosso é, desde o período Salazarista [6].

A estátua de Giordano Bruno erguida
no local onde ele foi executado,
Campo de' Fiori, em Roma.

Bibliografia-
[1] - Ler aqui em Português.
[3] - Aldous Huxley, Ape and Essence (o recente filme the rise of the Planet of the Apes parece-me ser inspirado nesta obra, veja aqui o trailer do filme)
[4] - Este video mostra uma analogia interessante entre o entendimento confuso das gentes medievais e o nosso entendimento actual do papel do Estado. Para reflectir.
[5a] p.38, Hannah Arendt, On Revolution (Penguin Classics)
[5] - Para quem quer fundar uma cooperativa, sugiro a leitura destes livros: Reitse Koopmans, "Iniciar uma cooperativa: iniciativas económicas geridas por agricultores "; Helnom de Oliveira Crúzio, Como organizar e Administrar uma Cooperativa".
[5a] -
[5b] - Robert Michels, Political Parties (descarregue aqui)
[6] - Leia-se, por exemplo, este texto de Thayer Watkins.



Abrãao Zacuto