terça-feira, 20 de setembro de 2011

Nos tempos em que se ensinava a poupar...

[Momento Zen...]

 NÃO TARDA MUITO QUE A HISTÓRIA SE REPITA...


part1.06090703.01010605@gmail.com
Salazar...

NOS TEMPOS EM QUE SE ENSINAVA A POUPAR


“Senhor Presidente, hoje não apanhei o eléctrico; vim a correr atrás dele e poupei oito tostões"
– disse o funcionário público, um contínuo, a querer agradar a Oliveira Salazar.

Respondeu Salazar de imediato: "Fez bem, mas se viesse atrás de um táxi teria feito melhor, porque poupava vinte escudos e chegava mais cedo".

      
      

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

João Domingos Bomtempo

Mas que não fiquemos com a ideia errada de que não tivemos os nossos génios da música e temos alguns poucos na actualidade. Autêntico milagre num país onde ainda hoje é interdito pensar e criar..."Interdito", não no sentido de imposto por lei, (na realidade é uma lei escôndita), mas porque quem é autêntico, quem pensa por si, e não enlouquece nesse processo, é severamente esmagado na sociedade portuguesa actual. Julgo que quem vive em Portugal poderá compreender o que digo, quem vive fora do país dificilmente terá alguma percepção deste fenómeno.
Mas gostaria de lembrar aqui João Domingos Bomtempo, um génio que tivemos a felicidade de ter nascido entre nós (embora filho de pai italiano músico). Foi Domingos Bomtempo o autor das primeiras sinfonias lusas (ou portuguesas, se recordarmos o conflito que referi em mensagem anterior). Depois de Giuseppe Verdi, convido os meus leitores a ouvirem este excerto da Sinfonia nº 2 e o excerto da sua obra maior, o Requiem de Camões.
Mas também tivemos Fernando Lopes-Graça (ouçam este excerto da História Trágico-Marítima), ou Joly Braga Santos (Virtue Lusitanae), enfim, tantos outros...
Com este simples convite blogoesférico, permitam-me que aqui recorde um distinto filósofo Inglês, Jacob Bronowsky. Ele chamou à nossa atenção que a distância entre o poder e o povo, entre o conhecimento e o povo, conduz ao fim da civilização. Que todos tenhamos presente nos nossos espíritos que uma civilização é mantida desde que seja assegurado: o auto-conhecimento, a consciência de si próprio, enquanto ser (being); tenhamos acesso à experiências das artes e à explicação das ciências (que apesar de ter aberto a Caixa de Pandora não pode ser responsabilizada pelo mau uso dados por alguns humanos)...

Abrãao Zacuto.

Portal do Licenciamento

Para todos aqueles que querem iniciar algum empreendimento, aconselho vivamente a consultar este portal, o portal do licenciamento. Se precisa de saber se pode servir sopas na sua pastelaria, refeições num café, quais os procedeimentos para abrir um restaurante...Consulte esse portal.

domingo, 18 de setembro de 2011

"Va, pensiero, sull'alli dorate"

[Deixo aqui este texto que circula nas redes sociais. Infelizmente não sei quem é o autor. Va, pensiere, sull'alli dorate, marca o início do coro dos Escravos Hebreus no terceiro acto da ópera Nabucco de Giuseppe Verdi. Esta parte coral transformou-se no hino patriótico para aqueles italianos que se batiam pela unificação da Itália e pela sua libertação do domínio estrangeiro. Leia sobre e ouça o Coro. AZ]
DESEJARIA QUE ESTE MOMENTO ÚNICO QUE RICCARDO MUTTI CONSEGUIU NA ÓPERA DE ROMA NÃO TIVESSE SIDO UM EPISÓDIO LOCAL MAS ALGO MAIS VASTO QUE VIESSE CONFIRMAR A FORÇA AGLUTINADORA DA MÚSICA EM TORNO DE CAUSAS JUSTAS:

A LIBERDADE, A JUSTIÇA, A PAZ, A SOLIDARIEDADE, O TRABALHO E A REMUNERAÇÃO CONDIGNA!
VA PENSIERO apenas para os que defendem e amam a LIBERDADE ...Um momento intenso e de emoção para os apaixonados pela liberdade.

No último dia 12 de março a Itália festejava os 150 anos de sua criação, ocasião em que a Ópera de Roma apresentou a ópera Nabuco de Verdi, símbolo da unificação do país, que invocava a escravidão dos Judeus na Babilônia, uma obra não só musical mas também, política à época em que a Itália estava sujeita ao império dos Habsburgos (1840).
Sylvio Berlusconi assistia, pessoalmente, à apresentação, que era dirigida pelo maestro Ricardo Mutti.
Antes da apresentação o prefeito de Roma, Gianni Alemanno - ex-ministro do governo Berlusconi, discursou, protestando contra os cortes nas verbas da cultura, o que contribuiu para politizar o evento.
Como Mutti declararia ao TIME, houve, já de início, uma incomum ovação, clima que se transformou numa verdadeira "noite de revolução" quando sentiu uma atmosfera de tensão ao se iniciar os acordes do coral "Va pensiero" o famoso hino contra a dominação.
Há situações que não se pode descrever, mas apenas sentir; o silêncio absoluto do público, na expectativa do hino; clima que setransforma em fervor aos primeiros acordes do mesmo. A reação visceral do público quando o côro entoa - "Ó minha pátria, tão bela e perdida Ao terminar o hino os aplausos da plateia interrompem a ópera e o público se manifesta com gritos de "bis", "viva Itália", "viva Verdi".
Das galerias são lançados papéis com mensagens políticas.
Não sendo usual dar bis durante uma ópera, e embora Mutti já o tenha feito uma vez em 1986, no teatro La Scala de Milão, o maestro hesitou pois, como ele depois disse: "não cabia um simples bis; havia de ter um propósito particular".
Dado que o público já havia revelado seu sentimento patriótico fez com que o maestro se voltasse no púlpito e encarasse o público, e com ele o próprio Berlusconi.
Fazendo-se silêncio, pronunciou-se da seguinte forma, e reagindo a um grito de "longa vida à Itália" disse RICCARDO MUTTI:
"Sim, longa vida à Itália mas... [aplausos].
Não tenho mais 30 anos e já vivi a minha vida, mas como um italiano que percorreu o mundo, tenho vergonha do que se passa no meu país. Portanto aquieço a vosso pedido de bis para o VaPensiero. Isto não se deve apenas à alegria patriótica que senti em todos, mas porque nesta noite, enquanto eu dirigia o côro que cantava "Ó meu pais, belo e perdido", eu pensava que a continuarmos assim mataremos a cultura sobre a qual assenta a história da Itália. Neste caso, nós, nossa pátria, será verdadeiramente "bela e perdida". [aplausos retumbantes, inclusive dos artistas da peça]
Reina aqui um "clima italiano"; eu, Mutti, me calei por longos anos.
Gostaria agora...nós deveriamos dar sentido a este canto; como estamos em nossa casa, o teatro da capital, e com um côro que cantou magnificamente e que é magnificamente acompanhado, se for de vosso agrado, proponho que todos se juntem a nós para cantarmos juntos."
Foi assim que Mutti convidou o público a cantar o Côro dos Escravos.

Pessoas se levantaram. Toda a ópera de Roma se levantou... O coral também se levantou. Foi um momento magnífico na ópera! Vê-se, também, o pranto dos artistas.
Aquela noite não foi apenas uma apresentação do Nabuco mas, sobretudo, uma declaração do teatro da capital dirigida aos políticos.
AGORA NÃO DEIXEM DE VER E OUVIR PELO LINK ABAIXO
http://www.youtube.com/embed/G_gmtO6JnRs




sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Bravo António Costa! Sabemos que podemos contar contigo!

[Pequenos momentos Zen...]

O ex-ministro da Administração Interna António Costa foi quem criou a Empresa de Meios Aéreos em 2007. Alegou ser "[...] instrumento fundamental na execução de uma estratégia de profunda reforma estrutural na política de segurança interna" (bonitas palavras...) Atribuiu à EMA, por decreto-lei, o direito exclusivo em missões públicas no âmbito do Ministério da Administração Interna. António Costa pretendia poupar dinheiro ao Estado e dispor de um instrumento de segurança interna eficaz. O Estado gastou em quatro anos 100 milhões de euros, sendo que apenas algumas missões foram requisitadas...António Costa agora defende-se, argumentando que desde de 2007 não acompanha a EMA, tentou que esse papel fosse desempenhado pela Força Aérea, mas que tal não foi possível...
Agora o governo de Passos Coelho extingue a EMA a atribuiu à Força Aérea essa importante missão.
Bravo António Costa! Lisboa sabe que pode contar contigo... Todos nós...Com tais credenciais, AC seguramente seguramente se tornará no mínimo um importante conselheiro do futuro Presidente da Répública Portuguesa! Estamos todos de parabéns!

-Abrãao Zacuto

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

BCE explicado como se fosse às crianças

[Este texto circula nas redes sociais. Desconheço o autor, mas pelo interesse colectivo publico-o aqui.]

        BCE explicado como se fosse às crianças




QUE É O BCE?

- O BCE é o banco central dos Estados da UE que pertencem à zona euro, como é o caso de Portugal.



E DONDE VEIO O DINHEIRO DO BCE?

- O dinheiro do BCE, ou seja o capital social, é dinheiro de nós todos, cidadãos da UE, na proporção da riqueza de cada país. Assim, à Alemanha correspondeu 20% do total. Os 17 países da UE que aderiram ao euro entraram no conjunto com 70% do capital social e os restantes 10 dos 27 Estados da UE contribuiram com 30%.


E É MUITO, ESSE DINHEIRO?

- O capital social era 5,8 mil milhões de euros, mas no fim do ano passado foi decidido fazer o 1º aumento de capital desde que há cerca de 12 anos o BCE foi criado, em três fases. No fim de 2010, no fim de 2011 e no fim de 2012 até elevar a 10,6 mil milhões o capital do banco.


ENTãO, SE O BCE É O BANCO DESTES ESTADOS PODE EMPRESTAR DINHEIRO A PORTUGAL, OU NÃO? COMO QUALQUER BANCO PODE EMPRESTAR DINHEIRO A UM OUOUTRO DOS SEUS ACCIONISTAS.

- Não, não pode.


PORQUÊ?!

- Porquê? Porque... porque, bem.... são as regras.


ENTÃO, A QUEM PODE O BCE EMPRESTAR DINHEIRO?

- A outros bancos, a bancos alemães, bancos franceses ou portugueses.


AH PERCEBO, ENTãO PORTUGAL, OU A ALEMANHA, QUANDO PRECISA DE DINHEIRO EMPRESTADO NÃO VAI AO BCE, VAI AOS OUTROS BANCOS QUE POR SUA VEZ VÃO AO BCE.

- Pois.


MAS PARA QUÊ COMPLICAR? NãO ERA MELHOR PORTUGAL OU A GRÉCIA OU A ALEMANHA IREM DIRECTAMENTE AO BCE?

- Bom... sim... quer dizer... em certo sentido... mas assim os banqueiros não ganhavam nada nesse negócio!


AGORA NãO PERCEBI!!..

- Sim, os bancos precisam de ganhar alguma coisinha. O BCE de Maio a Dezembro de 2010 emprestou cerca de 72 mil milhões de euros a países do euro, a chamada dívida soberana, através de um conjunto de bancos, a 1%, e esse conjunto de bancos emprestaram ao Estado português e a outros Estados a 6 ou 7%.


MAS ISSO ASSIM É UM "NEGÓCIO DA CHINA"! SÓ PARA IREM A BRUXELAS BUSCAR O DINHEIRO!

- Não têm sequer de se deslocar a Bruxelas. A sede do BCE é na Alemanha, em Frankfurt. Neste exemplo, ganharam com o empréstimo a Portugal uns 3 ou 4 mil milhões de euros.


ISSO É UM VERDADEIRO ROUBO... COM ESSE DINHEIRO ESCUSAVA-SE ATÉ DE CORTAR NAS PENSÕES, NO SUBSÍDIO DE DESEMPREGO OU DENOS TIRAREM PARTE DO 13º MÊS.

As pessoas têm de perceber que os bancos têm de ganhar bem, senão como é que podiam pagar os dividendos aos accionistas e aqueles ordenados aos administradores que são gente muito "especializada".


MAS QUEM É QUE MANDA NO BCE E PERMITE UM ESCÂNDALO DESTES?

- Mandam os governos dos países da zona euro. A Alemanha em primeiro lugar que é o país mais rico, a França, Portugal e os outros países.



ENTÃO, OS GOVERNOS DÃO O NOSSO DINHEIRO AO BCE PARA ELES EMPRESTAREM AOS BANCOS A 1%, PARA DEPOIS ESTES EMPRESTAREM A 5 E A 7% AOS GOVERNOS QUE SÃO DONOS DO BCE?

- Bom, não é bem assim. Como a Alemanha é rica e pode pagar bem as dívidas, os bancos levam só uns 3%. A nós ou à Grécia ou à Irlanda que estamos de corda na garganta e a quem é mais arriscado emprestar, é que levam juros a 6%, a 7 ou mais. De qualquer forma, é verdade que este mecanismo obriga sempre os cidadãos que pagam impostos a um esforço acrescido para pagarem a pornográfica percentagem dos bancos (na realidade é um imposto cobrado pelos bancos). Recorde-se que antes do Euro, os estado para pedirem dinheiro aos seus bancos centrais não tinham de pagar a nenhum outro banco privado, como têm agora no Euro.

MAS O QUE FAZEM OS BANCOS PRIVADOS PARA MERECER TANTO DINHEIRO? SÃO LUCROS DE MAIS DE 600%!!?


- Na realidade limitam-se a preencher uns papeis e a receber o dinheiro do BCE para o entregarem ao país que o solicitou seja Portugal, a Alemanha, ou outro.

ENTÃO NÓS SOMOS OS DONOS DO DINHEIRO E NÃO PODEMOS PEDIR AO NOSSO PRÓPRIO BANCO!...

- Nós, qual nós?! O país, Portugal ou a Alemanha, não é só composto por gente vulgar como nós. Não se queira comparar um borra-botas qualquer que ganha 400 ou 600 euros por mês ou um calaceiro que anda para aí desempregado, com um grande accionista que recebe 5 ou 10 milhões de dividendos por ano, ou com um administrador duma grande empresa ou de um banco que ganha, com os prémios a que tem direito, uns 50, 100, ou 200 mil euros por mês. Não se pode comparar.


MAS, E OS NOSSOS GOVERNOS ACEITAM UMA COISA DESSAS?

- Os nossos Governos... Por um lado, são, na maior parte, amigos dos banqueiros ou estão à espera dos seus favores, de um empregozito razoável quando lhes faltarem os votos.


MAS ENTÃO ELES NÃO ESTÃO LÁ ELEITOS POR NÓS?

- Em certo sentido, sim, é claro, mas depois... quem tem a massa é quem manda. É o que se vê nesta actual crise mundial, a maior de há um século para cá.

Essa coisa a que chamam sistema financeiro transformou o mundo da finança num casino mundial, como os casinos nunca tinham visto nem suspeitavam, e levou os EUA e a Europa à beira da ruína. É claro, essas pessoas importantes levaram o dinheiro para casa e deixaram a gente como nós, que tinha metido o dinheiro nos bancos e nos fundos, a ver navios. Como os governos se comprometeram a salvar os bancos e lhes permitem negociar muito mais dinheiro do que efectivamente lhes pertence, os bancos não arriscam nada. Os governos, então, nos EUA e na Europa, para evitar a ruína dos bancos tiveram de repor o dinheiro.


E ONDE O FORAM BUSCAR?

- Onde havia de ser!? Aos impostos, aos ordenados, às pensões. De onde havia de vir o dinheiro do Estado?...


MAS METERAM OS RESPONSÁVEIS NA CADEIA?

- Na cadeia? Que disparate! Então, se eles é que fizeram a coisa, engenharias financeiras sofisticadíssimas, só eles é que sabem aplicar o remédio, só eles é que podem arrumar a casa. É claro que alguns mais comprometidos, como Raymond McDaniel, que era o presidente da Moody's,uma dessas agências de rating que classificaram a credibilidade de Portugal para pagar a dívida como lixo e atiraram com o país ao tapete, foram... passados à reforma. Como McDaniel é uma pessoa importante, levou uma indemnização de 10 milhões de dólares a que tinha direito.


E ENTÃO COMO É? COMEMOS E CALAMOS?

- Isso já não é comigo, eu só estou a explicar...

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Que políticas vergonhosas! Quando conseguiremos parar?!

Aqui, como na sofrida Argentina, a estratégia política é a mesma, sendo o povo anestesiado pelos media (TV, rádio, jornais). Vejam e meditem sobre o que se passou na Argentina e na semelhança dessas políticas com aquelas com que nos indignam os nossos governantes (sejam PS ou PSD). Vejam aqui.