Um texto sem autor, mas para refletir...Extraído do sítio
http://www.mherrera.org/articles/17.htm
Aliás, estas nossas gentes já têm uma wikipedia própria, a leukkipedia! Vejam
aqui.
LUSITANIA
Preâmbulo
Em Portugal existem muitas regiões
étnico-culturais e povos nativos, mas nenhum deles é reconhecido oficialmente
pelos governos ao serviço da oligarquia do Estado português. Portugal é
hoje em pleno século XXI, o último país medieval e feudalista da Europa e o
único país europeu sem regiões ou províncias oficiais
no seu território europeu. Para
a
elite social (a oligarquia) portuguesa só 3% da população de Portugal e 4% do
seu território insular (as ilhas) têm direito à autonomia e à liberdade, o resto
da população do país são cidadãos de segunda classe sem direitos de facto. Um
dos povos e das nações oprimidas de Portugal são os
nativos Lusitanos, povo que vive essencialmente no interior da Lusitânia, ou
como os portugueses costumam dizer, na região "centro" ou da "Beira".
Mas por favor, não confunda o povo Lusitano com o povo
português. Nós lusitanos apesar de termos a cidadania portuguesa não
somos portugueses, somos apenas nativos lusitanos, e os portugueses não são
lusitanos, são um povo mestiço neo-latino de origem romana e goda, e são estes a
base das elites sociais e da oligarquia portuguesa. Os portugueses são menos de
5% da população total do país, enquanto nós lusitanos e os outros povos nativos
de Portugal somos mais de 90%. Muitos lusitanos vivem dispersos por todo o
Portugal e
no estrangeiro, mas o berço dos Lusitanos
continua a ser a região interior da Lusitânia (a Beira interior). A Lusitânia
compreende 3 províncias históricas e 6 distritos.
hoje
em dia todo o povo Lusitano fala a língua dos conquistadores portuguêses, o
português (dialecto beirão), a reconstruída língua lusitana (Leukantu) é apenas
falada por menos de 100 pessoas. A Lusitânia embora não seja reconhecida
oficialmente
pela República Portuguesa, é um povo em busca
desse reconhecimento e de autonomia política.
Portugal
é um país altamente centralizado, que vive numa bipolarização entre dois
partidos corruptos que controlam e atrofiam a democracia portuguesa.
O governo ultra-centralista de Lisboa não quer dar autonomia
política às regiões nem às províncias portuguesas nem quer partilhar o poder
regional com os povos nativos porque tem medo de perder os seus
privilégios e negócios. Portugal é também o único país da Europa democrática que
não permite a legalização de partidos regionais e locais
no seu território. Há alguns partidos e grupos mas nenhum
está legalizado, porque
a oligarquia central portuguesa
não o permite. Muitos grupos nascidos
do emergente movimento
nacionalista lusitano moderno estão à procura de autonomia para a
Lusitânia porque o governo central esqueceu a sua região. Alguns grupos querem
mesmo
a independência total devido à intransigência do
governo português.
Lusitânia
A Lusitânia literalmente significa a terra
dos
lusos, e é uma nação não independente ou sem o seu próprio Estado, sendo
actualmente uma região de facto integrada na República Portuguesa, embora não
seja reconhecida oficialmente como tal pelo Estado português que hoje domina,
governa e ocupa o seu território. Muito embora os limites fronteiriços da região
não estejam na actualidade rigorosamente estabelecidos e aceites pelo Estado
português, principalmente as terras lusas do norte
a
sul do rio Douro e as terras lusas do sul a norte do rio Tejo (província
do Ribatejo), a Lusitânia sempre conservou o seu núcleo central (Beira interior)
mais ou menos homogéneo, que sempre conservou a base da sua raíz étnica, racial
e cultural ao longo de milénios até aos nossos dias.
À
semelhança de outras nações europeias sem Estado mas reconhecidas oficialmente
como regiões ou províncias pelo Estado dos respectivos países, o caso da
Lusitânia é o mais grave e mesmo único dentro do panorama europeu. A Lusitânia é
uma nação não reconhecida oficialmente como região de facto pelo último Estado
feudalista e medieval da Europa, ela só tem equivalência com outros casos fora
do continente europeu, que se registam particularmente em países sem tradição
democrática, como é o Curdistão por exemplo que é uma nação e um povo não
reconhecido pelo Estado turco e pelos governos militaristas da Turquia que
dividiram a nação curda por várias províncias e denominam os curdos por turcos
das montanhas, ou como o caso do Tibete por exemplo, uma nação hoje sem
autonomia ocupada pela China e dividida em várias regiões chinesas e onde o uso
do nome Tibete é proíbido pelas autoridades militares,
ou também o caso da Cabília na Argélia, uma nação bérbere não reconhecida e
dividida pelos militares argelinos em vários departamentos, casos destes não se
registam na Europa civilizada à excepção de Portugal, onde a Nação Lusitana
também é vítima da mesma política por parte do governo centralista português,
mas uma parte da comunidade nativa lusitana consciente da sua verdadeira
identidade étnica começou recentemente na Lusitânia a despertar o seu
nacionalismo étnico-cultural, de forma a conseguir o seu reconhecimento oficial
como nação e povo distinto por parte do país que ocupa hoje o seu território,
Portugal.
A Lusitânia é uma da nações sem Estado da Europa, que compreende as
províncias históricas da Beira Baixa, da Beira Alta e da Beira Litoral, hoje ela
está dividida pelos distritos portugueses de Aveiro, Castelo Branco, Coimbra,
Guarda, Leiria e Viseu. Ao diassistema étnico-cultural do lusitano também podem
ser incluídos algumas terras, populações e territórios vizinhos, que
no passado também faziam parte das Terras Lusas ou da Grande
Lusitânia, mas que hoje desenvolveram uma identidade própria como é o caso do
norte da região portuguesa do Alentejo, do norte da província portuguesa do
Ribatejo, das Terras a norte do rio Douro, e do território ocidental da região
espanhola da Extremadura.
A Lusitânia é a nação viva mais antiga da Europa, mais
antiga mesmo que o país que ocupa o núcleo central do seu território,
Portugal.
Apesar de a Nação Lusitana não ter tido uma
existência contínua, de ter perdido a sua independência há muito tempo e de não
ser reconhecida oficialmente como uma região ou entidade administrativa
própria pelo Estado que ocupa hoje o seu território, as suas fronteiras
permaneceram sempre definidas e o seu povo foi sempre o único a habitar
maioritariamente o seu território ao longo de milénios até hoje.
Podemos afirmar com toda a segurança que a Nação Lusitana é mesmo
uma das mais antigas da Europa e do Mundo, mesmo mais antiga que o País
Basco ou Gales, mais antiga do que a Grécia, embora esta última como
nação só se tenha afirmado nos tempos modernos porque na antiguidade estava
dividida em cidades independentes.
A Lusitânia foi anexada por Portugal ao seu território no
século XII, como então pretendia o primeiro rei português, a aristocracia calaico-portucalense e a Igreja de Roma. Depois de 400 anos sob domínio do Império romano, de 300 anos de
repressão bárbaro-visigótica e de 300 anos sob dominação
semito-muçulmana. Embora neste último período tivesse
um certo grau de autonomia limitada, a Lusitânia perdeu de facto a sua
independência no I século antes de Cristo após cerca de duzentos anos de
lutas e guerras contra as legiões de mercenários romanos. Mas
só no ano 16 antes de Cristo, e após a total pacificação e submissão da
Lusitânia foi criada oficialmente a Província Romana da Lusitânia, que
diga-se de passagem, cujo território não correspondia exactamente ao da
Lusitânia étnica de então.
A Lusitânia é uma região com uma área mínima
central de 27.000 km² dividida por seis distritos portugueses e uma população de
cerca de 2.500.000 habitantes, muitos mais lusitanos vivem
distribuídos em sua maior parte por outras regiões de Portugal. Seu nome provém do povo que habita a região, ou seja, os lusitanos,
que são hoje a segunda mais numerosa etnia sem Estado da Europa. Os lusitanos são o povo nativo da região e não os portugueses, os
lusitanos, um dos povos mais antigos da Europa, não são étnicos
portugueses são sim étnicos nativos lusitanos, embora sejam obrigados a
ter a cidadania portuguesa, só o povo mestiço neolatino português é étnico
lusitano e portanto não nativo lusitano. São 2.500.000 lusitanos a viverem na
região e mais 4 milhões de pessoas a viverem noutras regiões de Portugal e no estrangeiro, hoje na sua maioria os lusitanos são cristãos
católicos que vivem em pequenos núcleos populacionais da nação lusitana, e falam
na quase totalidade o idioma oficial português. Embora hoje haja um crescente
interesse por parte do povo nativo Lusitano em aprender a antiga língua Lusitana reconstruída e em conhecer os cultos
da antiga religião nativa. A capital histórica é
Oxthrakai (Vila Velha de Ródão). Suas maiores cidades são Verurio (Viseu),
Aeminio (Coimbra), Lankiobriga (Guarda), Leukastru (Castelo Branco), Alavario
(Aveiro), Collipo (Leiria) e Tritio (Covilhã).
A Lusitânia geograficamente
ocupa todo o centro de Portugal, costuma-se dizer que a Lusitânia é a coluna
vertebral de Portugal. O seu limite a norte tem como fronteira natural o rio
Douro e a histórica região da Calécia, nãção também não reconhecida pelo Estado
português, a oeste tem o oceano Atlântico, a leste tem
os antigos territórios da Lusitânia hoje integrados na região espanhola da
Extremadura e a sul tem por fronteira natural o rio Tejo e politicamente a
região do Alentejo, do ribatejo e da Estremadura. A Lusitânia
possui um relevo acidentado, com o máximo nas montanhas da Beira interior, seu
núcleo central, onde está a Serra da Estrela (Haraminia) com 2000 metros
de altitude, na fronteira com a parte litoral que é mais suave cheia de rios e
bosques. Há muitos vales no interior e planícies na
parte sul.
O nome nativo da Lusitânia em língua
lusitânica (ou leukantu) é Leukitanea,
e significa "comunidade livre ou terra da luz". O nome em língua lusitânica (ou
no idioma moderno lusitano) para Terras Lusas é Luirokitanea,
que significa a "terra do homem livre", esta última designação refere-se
principalmente aos territórios livres da Grande Lusitânia ou da Confederação dos
Povos Lusitanos no passado histórico. Como a Lusitânia
não é reconhecida oficialmente como uma região autonómica ou como uma entidade
administrativa oficial pelo Governo centralista e pelo Estado português, alguns
membros nacionalistas da comunidade nativa lusitana preferem o termo Nação
Lusitana, ou Treba Leukuir em língua
lusitânica, para designar as suas terras da região das Beiras, e em oposição à nação portuguesa.