domingo, 29 de maio de 2011

Comparando Portugal com Espanha-indicadores estatísticos

Estudo do INE mostra uma interessante comparação entre diversos indicadores económicos e não só, entre Portugal e Espanha. Para ver e reflectir.

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Carta ao grande povo Alemão


Meu caro povo Alemão,

Compreendo que a Sra. Merkel tenha procurado tranquilizar a vossa preocupação com o destino dado ao pecúlio esforçadamente ganho por todos vós. A ideia geral que os povos do norte da Europa têm sobre os povos do Sul não é, porém, justa. Reconhecemos certamente que algo falhou na nossa evolução enquanto povo, enquanto país (ou melhor, reconhecemos hoje, como uma "espécie de país"). Pagamos assim ingloriamente o termo-nos permitido ser governados por gente canalha, sem preparação para governar, sem esse propósito sequer (ó, se assim fosse...).

Acreditem que queremos reconquistar a nossa dignidade, mas para tal conseguirmos descomunais obstáculos se interpõem no nosso caminho: teremos que conceber um novo sistema político; depurar os instrumentos de poder da gente incapaz que lá está por compadrio, incompetente e maldosa. É quanto basta para mudar Portugal.

Para que acreditem na sinceridade do que aqui vos digo, convido-vos, grande povo alemão, a trocarmos de postos de trabalho durante (apenas) um mês. Vocês vêm para cá, ocupam as nossos lugares, sob a orientação das nossas chefias, dos nossos “líderes”. E nós fazemos o mesmo, indo trabalhar durante esse mês de provação, sob o olhar atento dos vossos “chefes”. Nós, Portugueses, sentiremos uma alívio enorme longe de gente sem carácter nem formação. E vocês, quando comentarem sobre Portugal, certamente melhor nos compreenderão, conhecerão as raízes do mal.

Durante esse mês poderão tentar conhecer os nossos "chefes", os nossos “líderes”, o que eles pensam da vida, o respeito que nutrem pelas pessoas (nenhum, não sabem o que isso é), o respeito que mostram ter pelo trabalho (e sem dificuldade compreenderão porque querem eles serem chefes...), qual a sua preparação profissional (incompetência generalizada), a sua arrogância (escondendo conscientemente com essa atitude toda a sua fraude), como são organizados os concursos para admissão de pessoal e para progressão na carreira (uma vergonha criminosa), ou a recompensa que dão a quem se esforça (não matam com um tiro, são mais sofisticados, simplesmente deixam apodrecer quem não pertence à “pandilha”). E o que fazem aos talentos? Aos génios que poderiam erguer este pobre país? Só para vos dar alguns exemplos chocantes: 1) Bento de Moura Portugal, segundo um dos vossos grandes cientistas, o cientista alemão Osterrieder, que escreveu textualmente:

... "depois do grande Newton em Inglaterra, só Bento de Moura em Portugal.!"

Pois “apodreceu” na prisão porque os nossos “líderes” não suportavam a inveja que sentiam por ele. 2) o nosso grande poeta, Luis Vaz de Camões, termina a ode a este pequeno grande país com a palavra "inveja." Morreu na miséria; 3) Fernando Pessoa, morreu de cirrose hepática relativamente novo, publicou em vida apenas dois livros, a obra desconhecida até há relativamente pouco tempo. As últimas palavras que escreveu foram em Inglês «I know not what future will bring...» (O que isto quererá dizer?...)

Com a crise de 1383 o país entendeu que “navegar é preciso", e debandámos pelo mundo fora, pois a fome era tanta...Foram os Descobrimentos.

Por todos estes factos históricos e alguma sofrida reflexão, acredito que o governo deste país se mostre incapaz num dado momento de resolver a profunda e trágica crise. Porque vejam bem, o dinheiro que aí vem da colecta feita no vossos país, do FMI, etc, irá directo para os bolsos sujos dos nossos corruptos. Eles continuam aí, à frente dos ministérios, das grandes empresas, controlam a comunicação social, usam os nossos impostos para se sustentarem e reduzirem à miséria um povo por demais sofrido.  Nada mudou nem mudará sem a grande mudança que este pequeno Portugal tanto necessita. Se procurarmos seguir um raciocínio lógico, como poderemos acreditar em mudança, que esta crise não fica por aí, eternamente, tal como existe há pelo menos 300 anos. Temos que nos livrar desta corrupta sacanagem que tanta vileza tem trazido. E só do estrangeiro nos poderá vir essa salvação moral...Talvez aí nos possam (verdadeiramente) ajudar.

E não, não julguem que só na Sicília é que há a Máfia organizada. Em Portugal a Máfia tem uma sofisticação tal que nem dela se chega a falar na comunicação social. Este país é dirigido por máfias organizadas faz alguns séculos. A Revolução dos Cravos apenas agravou o fenómeno. Este conclave da Europa é gerido por um pequeno grupo de famílias, organizado numa pirâmide que chega até às pequenas tribos familiares, que fazem o trabalho mais sujo, aparecem nos jornais, são ocasionalmente difamados por processos de corrupção que não são resolvidos, ficando todos, no final e depois de um bruto desgaste do erário público, numa impunidade total. Para cúmulo, este conclave tem sido dirigido por um partido que se proclama Partido Socialista, um exemplo vivo de autêntica usurpação de ideais, se é que eles sabem o que é um ideal. Vocês compreenderão facilmente este fenómeno, pois também tiveram um partido nacional-socialista, que tanta desgraça vos trouxe (embora ocasionalmente se ouçam algumas almas perdidas saudarem Heil Hitler, acreditando que esse ideal tenha sucumbido em 1945...basta reflectir um pouco para nos darmos conta que não, que ele foi apenas apoderado por outras mãos).

Por hoje é tudo.

Deste vosso grande admirador,

Abrão Zacuto

O trágico legado dos socialistas em Portugal

Legado do PS, José Sócrates e do Socialismo... um modelo de Governo criminoso para Portugal...


...e meditem nestes FACTOS:


1 - Pior dívida pública dos últimos 160 anos (mesmo não incluindo PPPs e empresas públicas).

2 - Pior taxa de desemprego dos últimos 90 anos (duplicou em 6 anos)

3 - Maior dívida externa dos últimos 120 anos

4 - Dívida externa bruta em 1995 de 40% do PIB

5 - Dívida externa bruta em 2010 de 230% do PIB

6 - Dívida externa líquida em 1995 de 10% do PIB

7 - Dívida externa líquida em 2010 de 110% do PIB

8 - DÍVIDA PÚBLICA em 2005 = 82.000.000.000€

9 - DÍVIDA PÚBLICA em 2010 = 170.000.000.000€

10 - Últimos 10 anos = 3º país do mundo com PIOR CRESCIMENTO ECONÓMICO (atrás do Haiti e Itália)

11 - Últimos 10 anos = 4º país do mundo com MAIOR CONTRACÇÃO de DÍVIDA.

12 - Actualmente no 4º lugar do TOP dos PAÍSES DO MUNDO EM RISCO de BANCARROTA

13 - Em 2011 só PORTUGAL, Grécia e Costa do Marfim estarão em recessão no MUNDO

14 - Em 2012 só PORTUGAL estará em recessão no MUNDO.

terça-feira, 17 de maio de 2011

Eduardo Catroga defende a mobilidade total

Eduardo Catroga defende a mobilidade total. Um professor de Setúbal pode ser convidado a trabalhar nas Finanças no Porto.
Como o compreendo. Um homem habituado à mobilidade como ele, quer a solidariedade dos outros.
Vejamos: Eduardo Catroga tão depressa é presidente do Grupo Sapec (uma empresa que tem como maior accionista o grupo Luso Hispanic Investement, patrioticamente sediado no Luxemburgo); como vai a correr para vogal do Conselho de Administração da Nutrinveste (Compal, Frize, Nicola, Fula, Clarim, etc etc); acelera como membro do Conselho Geral e de Supervisão da EDP (percebem agora de onde veio a peregrina ideia de privatizar a Rede Eléctrica Nacional?) e ainda derrapa mas não cai na qualidade de membro não-executivo do Conselho de Administração do Banco Finantia (nunca ouviram falar? e na Sofinloc, sua subsidiária, especialista no crédito para que o povo tenha um carro novo? e na Sofinloc IFIC, o segundo maior agente de seguros em Portugal? e nas Ilhas Caimão onde o Finantia tem uma delegação para desviar mais uns milhões ao pagamento de impostos?). Nos momentos de ócio ainda recentemente encabeçou a lista vencedora nas eleições para o Conselho Leonino.
Tudo isto se compreende num homem que aufere uma reforma de 9693 euros, classe média, portanto.
Sigamos pois não o cherne mas o exemplo de quem ainda negoceia tudo e menos alguma coisa em nome do PSD, e é o candidato natural a ministro das Finanças num governo do Grupo Mello, cargo que já ocupou nos idos de Cavaco Silva, tendo sido o primeiro a colocar a dívida pública acima dos 60% do PIB. Isto é que é um político de primeira, carago.

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Poema de agradecimento à corja

               *Poema de agradecimento à corja **

Obrigado, excelências.
Obrigado por nos destruírem o sonho e a oportunidade
de vivermos felizes e em paz.
Obrigado
pelo exemplo que se esforçam em nos dar
de como é possível viver sem vergonha, sem respeito e sem
dignidade.
Obrigado por nos roubarem. Por não nos perguntarem nada. ***

*Por não nos darem explicações.
Obrigado por se orgulharem de nos tirar
as coisas por que lutámos e às quais temos direito.
Obrigado por nos tirarem até o sono. E a tranquilidade. E a alegria.
Obrigado pelo cinzentismo, pela depressão, pelo desespero.
Obrigado pela vossa mediocridade.
E obrigado por aquilo que podem e não querem fazer.
Obrigado por tudo o que não sabem e fingem saber.
Obrigado por transformarem o nosso coração numa sala de espera.
Obrigado por fazerem de cada um dos nossos dias
um dia menos interessante que o anterior.
Obrigado por nos exigirem mais do que podemos dar.
Obrigado por nos darem em troca quase nada.
Obrigado por não disfarçarem a cobiça, a corrupção, a indignidade.
Pelo chocante imerecimento da vossa comodidade
e da vossa felicidade adquirida a qualquer preço.
E pelo vosso vergonhoso descaramento.
Obrigado por nos ensinarem tudo o que nunca deveremos querer,
o que nunca deveremos fazer, o que nunca deveremos aceitar.
Obrigado por serem o que são.
Obrigado por serem como são.
Para que não sejamos também assim.
E para que possamos reconhecer facilmente
quem temos de rejeitar.
*
*Joaquim Pessoa*
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[image: http://pt.netlogstatic.com/p/oo/018/191/18191593.jpg]

*Joaquim Pessoa nasceu no Barreiro em 1948.
Iniciou a sua carreira no Suplemento Literário Juvenil do Diário de Lisboa.
O primeiro livro de Joaquim Pessoa foi editado em 1975 e, até hoje, publicou
mais de vinte obras incluindo duas antologias. Foram lhe atribuídos os
prémios literários da Associação Portuguesa de Escritores e da Secretaria de
Estado da Cultura (Prémio de Poesia de 1981), o Prémio de Literatura António
Nobre e o Prémio Cidade de Almada.
Poeta, publicitário e pintor, é uma das vozes mais destacadas da poesia
portuguesa do pós 25 de Abril, sendo considerado um "renovador" nesta área.
O amor e a denúncia social são uma constante nas suas obras, e segundo David
Mourão Ferreira, é um dos poetas progressistas de hoje mais naturalmente de
capazes de comunicar com um vasto público.
Bibliografia: "O Pássaro no Espelho", "A Morte Absoluta", "Poemas de
Perfil", "Amor Combate", "Canções de Ex cravo e Malviver", "Português
Suave", "Os Olhos de Isa", "Os Dias da Serpente", "O Livro da Noite", "O
Amor Infinito", "Fly", "Sonetos Perversos", "Os Herdeiros do Vento",
"Caderno de Exorcismos", "Peixe Náufrago", "Mas.", "Por Outras Palavras", "À
Mesa do Amor", "Vou me Embora de Mim".*

Medidas para salvar Portugal

Quer que aconteça um milagre económico no nosso país?


*Então deixe-se de seguir dissertações de economistas ao serviço de interesses,
que não os nossos! *

*Não se deixe mais manipular pelo marketing!
Faça aquilo que os políticos, por razões óbvias, não lhe podem recomendar
sequer, mas que individualmente você pode fazer: torne-se PROTECCIONISTA da
nossa economia!

Para isso:

1. Experimente comprar preferencialmente produtos fabricados em Portugal.
Experimente começar pelas idas ao supermercado (carnes, peixe, legumes,
bebidas, conservas, preferencialmente, nacionais). Experimente trocar,
temporariamente, a McDonald's, ou outra qualquer cadeia de fast food, pela
tradicional tasca portuguesa. Experimente trocar a Coca Cola à refeição, por
uma água, um refrigerante, ou uma cerveja sem álcool, fabricada em Portugal.
Beba apenas vinho Português!

2. Adie por 6 meses a 1 ano todas as compras de produtos estrangeiros, que
tenha planeado fazer, tais como automóveis, TV e outros electrodomésticos,
produtos de luxo, telemóveis, roupa e calçado de marcas importadas, férias
fora do país, etc., etc..

Leia com atenção e reencaminhe para que sejamos muitos a ter esta atitude!

Portugal afundou, somos enxovalhados diariamente por considerações e
comentários
mais ou menos jocosos vindos de várias paragens, mas em particular dos
países mais ricos.*

*Olham-nos como um fardo pesado incapaz de recuperar e de traçar um rumo de
desenvolvimento.

Agora, mais do que lamentar a situação, cabe-nos dar a resposta ao mundo
mostrando de que fibra somos feitos para podermos recuperar a nossa
auto-estima e o nosso orgulho. Nós seremos capazes de ultrapassar esta
situação difícil. Vamos certamente dar o nosso melhor para dar a volta por
cima, mas há atitudes simples que podem fazer a diferença.

O desafio é durante seis meses a um ano evitar comprar produtos fabricados
fora de Portugal. Fazer o esforço, em cada acto de compra, de verificar as
etiquetas de origem e rejeitar comprar o que não tenha sido produzido em
Portugal, sempre que existir alternativa.

Desta forma, estaremos a substituir as importações que nos estão a arrastar
para o fundo e apresentaremos resultados surpreendentes a nível de
indicadores de crescimento económico e consequentemente de redução de
desemprego. Há quem afirme que bastaria que, cada português, substituísse em
somente 100 ¤ mensais as compras de produtos importados, por produtos
fabricados no país, para que o nosso problema de falta de crescimento
económico ficasse resolvido.
Representaria para a nossa indústria, só por si, um acréscimo superior a
12.000.000.000 de euros por ano, ou seja uma verba equivalente à da construção
de um novo aeroporto de Lisboa e respectivas acessibilidades, a cada 3
meses!!!

Este comportamento deve ser assumido como um acto de cidadania, como um acto
de mobilização colectiva, por nós, e, como resposta aos povos do mundo que
nos acham uns coitadinhos incapazes.*

*Os nossos vizinhos Espanhóis há muitos anos que fazem isso. Quem já viajou
com Espanhóis sabe que eles, começam logo por reservar e comprar as
passagens, ou pacote, em agencia Espanhola, depois, se viajam de avião,
fazem-no na Ibéria, pernoitam em hotéis de cadeias exclusivamente Espanholas
(Meliá, Riu, Sana ou outras), desde que uma delas exista, e se encontrarem
uma marca espanhola dum produto que precisem, é essa mesma que compram, sem
sequer comparar o preço (por exemplo em Portugal só abastecem combustíveis
Repsol, ou Cepsa). Mas, até mesmo as empresas se comportam de forma
semelhante! As multinacionais Espanholas a operar em Portugal, com poucas
excepções, obrigam os seus funcionários que se deslocam ao estrangeiro a
seguir estas preferências e contratam preferencialmente outras
empresas espanholas,
quer sejam de segurança, transportes, montagens industrias e duma forma
geral de tudo o que precisem, que possam cá chegar com produto, ou serviço,
a preço competitivo, vindo do outro lado da fronteira. São super
proteccionistas da sua economia! Dão sempre a preferência a uma empresa ou
produto Espanhol! Imitemo-los nós no futuro!

Passe este texto para todos os seus endereços para chegarmos a todos os
portugueses.
Quando a onda pegar, vamos safar-nos.

Será um primeiro passo na direcção certa!
Viva Portugal. *

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Claro que Diogo Leite Campos não é aldrabão

*Ainda não está no governo ...*

O senhor Diogo Leite Campos quer acabar com os subsídios - subsídio de renda
ou abono de família - sem saber onde realmente gastam os beneficiários o
dinheiro. Não deixa de ser um raciocínio económico estranho, já que a
despesa - os filhos ou a casa - estão lá. Para resolver o problema, quer
fazer como se faz com os mendigos: dá-se-lhes uma sandes em vez do dinheiro.
Através de um cartão de débito e recorrendo a instituições de caridade, como
"albergues" ou a "sopa dos pobres". A leitura de Oliver Twist, de Charles
Dickens, pode ajudar a perceber o modelo social de Leite Campo.



Num excelente almoço organizado pela Câmara do Comércio e Indústria Luso
Francesa, onde perorou sobre a pobreza, Leite Campos explicou que "quem
recebe os benefícios sociais são os mais espertos e os aldrabões e não quem
mais precisa".



Seria impensável eu dizer que o senhor Leite Campos é um "aldrabão". Longe
de mim pôr em causa a honorabilidade de tão distinta figura. Os insultos, já
se sabe, são coisa que deixamos para os miseráveis. O direito ao bom nome
vem com o cartão de crédito e quem não o traz na carteira só pode deixar de
ser suspeito se lhe derem um cartão de débito. Os pobres são, até prova em
contrário, mentirosos. Como não insulto o senhor, fica apenas este facto:
estando ainda a trabalhar, já recebe uma reforma do Banco de Portugal.
Quando se retirar da Universidade de Coimbra, juntará o que recebe já hoje
ao que receberá dali. Acumulará duas reformas vindas do Estado.



Seria um argumento "ad hominem" atacar o professor Leite Campos, competente
fiscalista, por causa das suas duas reformas. Dizer que ele é "esperto" e
que gasta recursos do Estado que podiam ir "para quem mais precisa".
Espertos são os pobres que ficam com os trocos. Quem consegue acumular
reformas por pouco trabalho é inteligente. Os pobres enganam o Estado, os
outros têm direitos. Os pobres roubam o contribuinte, os outros têm
carreiras. Fico-me por isso pelos factos: a reforma que o senhor Leite
Campos recebe do Banco de Portugal resulta de apenas seis anos de trabalho
naquela instituição.



Cheira-me que se a generalidade dos portugueses recebesse reformas, estando
ainda no ativo, por seis anos de trabalho e as pudesse acumular com outras
dispensaria bem o abono de família e até o cartão de débito para ir à sopa
dos pobres.



Aquilo que realmente está esgotar o crédito da minha paciência é ver tanto
"esperto" que vive pendurado nas mordomias do Estado a dar lições de ética
aos "aldrabões" que recebem subsídios miseráveis. É mais ou menos como dizia
o outro. Já chega. Não gosto de tanto cinismo. É uma coisa que me chateia,
pá.



Sobre os subsídios, Leite Campos disse: "O dinheiro não é do Estado, é
nosso. Quem paga somos nós. Nós, contribuintes, temos direito a ter a
certeza que o nosso dinheiro é bem entregue. Eu estou disposto a pagar 95
por cento do que ganho para subvencionar os outros, mas quero ter a certeza
que é bem empregue, e que não vai parar ao bolso de aldrabões". Sobre as
escandalosas reformas do Banco de Portugal, faço minhas as palavras do
vice-presidente do PSD