quinta-feira, 14 de abril de 2011

Otelo Saraiva de Carvalho: «Se soubesse como o país ia ficar não tinha feito a revolução».

Otelo Saraiva de Carvalho ouve todos os dias populares dizerem-lhe que o que faz falta é uma nova revolução, mas, 37 anos depois, garante que, se soubesse como o país ia ficar, não teria realizado o 25 de Abril.
Aos 75 anos, Otelo mantém a boa disposição e fala da revolução dos cravos como se esta tivesse acontecido há dois dias. Recorda os propósitos, enumera nomes, sabe de cor as funções de cada um dos intervenientes, é rigoroso nas memórias, embora reconheça que ainda hoje vai sabendo de contributos de anónimos que revelam, tantas décadas depois, o papel que desempenharam no golpe que deitou por terra uma ditadura de 28 anos.

Essa permanente actualização tem justificado, entre outros propósitos, a sua obra literária, como o mais recente "O dia inicial", que conta a história do 25 de Abril "hora a hora".

Apesar de estar associado ao movimento dos "capitães de Abril" e aceitar o papel que a história lhe atribuiu nesta revolução, Otelo não esconde algum desânimo. Ele, que se assume como um "optimista por natureza". "Sou um optimista por natureza, mas é muito difícil encarar o futuro com optimismo. O nosso país não tem recursos naturais e a única riqueza que tem é o seu povo", disse, em entrevista à Agência Lusa.

Otelo lamenta as "enormes diferenças de carácter salarial" que existem na sociedade portuguesa e vai desfiando nomes de personalidades públicas, cujo vencimento o indigna. "Não posso aceitar essas diferenças. A mim, chocam-me. Então e os outros? Os que se levantam às 05:00 para ir trabalhar na fábrica e na lavoura e chegam ao fim do mês com uma miséria de ordenado?", questiona, sem esconder o desânimo. Para este eterno capitão de Abril, o que mais o desilude é "questões que considerava muito importantes no programa político do Movimento das Forças Armadas (MFA) não terem sido cumpridas".

Uma delas, que considera "crucial", era a criação de um sistema que elevasse rapidamente o nível social, económico e cultural de todo um povo que viveu 48 anos debaixo de uma ditadura". "Este povo, que viveu 48 anos sob uma ditadura militar e fascista merecia mais do que dois milhões de portugueses a viverem em estado de pobreza", adiantou. Esses milhões, sublinhou, significa que "não foram alcançados os objectivos" do 25 de Abril.

Por esta, e outras razões, Otelo Saraiva de Carvalho garante que hoje em dia não faria a revolução, se soubesse que o país iria estar no estado em que está. "Pedia a demissão de oficial do exército, nunca mais punha os pés no quartel, pois não queria assumir esta responsabilidade", frisou. Otelo justifica: "O 25 de Abril é feito em termos de pensamento político, com a vontade firme de mudar a situação e desenvolver rapidamente o nível económico, social e cultural do povo. Isso não foi feito, ou feito muito lentamente".

"Fizeram-se coisas importantes no campo da educação e da saúde, mas muito delas têm vindo a ser cortadas agora outra vez", lamentou. "Não teria feito o 25 de Abril se pensasse que íamos cair na situação em que estamos actualmente. Teria pedido a demissão de oficial do Exército e, se calhar, como muitos jovens têm feito actualmente, tinha ido para o estrangeiro", concluiu.

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Foi pedido o resgate


Leiam, analisem e reencaminhem se assim o entenderem



Foi pedido o resgate

Bom, dado o que está em causa é tão só o futuro dos nossos filhos e a própria sobrevivência da democracia em Portugal, não me parece exagerado perder algum tempo a desmontar a máquina de propaganda dos bandidos que se apoderaram do nosso país.
Já sei que alguns de vós estão fartos de ouvir falar disto e não querem saber, que sou deprimente, etc, mas é importante perceberem que o que nos vai acontecer é, sobretudo, nossa responsabilidade porque não quisemos saber durante demasiado tempo e agora estamos com um pé dentro do abismo e já não há possibilidade de escapar.
Estou convencido que aquilo a que assistimos nos últimos dias é uma verdadeira operação militar e um crime contra a pátria (mais um). Como sabem há muito que ando nos mercados (quantos dos analistas que dizem disparates nas TVs alguma vez estiveram nos ditos mercados?) e acompanho com especial preocupação (o meu Pai diria obsessão) a situação portuguesa há vários anos.
Algumas verdades inconvenientes não batem certo com a "narrativa" socialista há muito preparada e agora posta em marcha pela comunicação social como uma verdadeira operação de PsyOps, montada pelo círculo íntimo do bandido e executada pelos jornalistas e comentadores "amigos" e dependentes das prebendas do poder (quase todos infelizmente, dado o estado do "jornalismo" que temos).
Ora acredito que o plano de operações desta gente não deve andar muito longe disto:
  1. Narrativa:  Se Portugal aprovasse o PEC IV não haveria nenhum resgate.
Verdade: Portugal já está ligado à máquina há mais de 1 ano (O BCE todos os dias salva a banca nacional de ter que fechar as portas dando-lhe liquidez e compra obrigações Portuguesas que mais ninguém quer - senão já teríamos taxas de juro nos 20% ou mais).
Ora esta situação não se podia continuar a arrastar, como é óbvio.
Portugal tem que fazer o rollover de muitos milhares de milhões em dívida já daqui a umas semanas só para poder pagar salários! Sócrates sabe perfeitamente que isso é impossível e que estávamos no fim da corda. 
O resto é calculismo político e teatro, como sempre fez.

  1. Narrativa: Sócrates estava a defender Portugal e com ele não entrava cá o FMI.
Verdade: Portugal é que tem de se defender deste criminoso louco que levou o país para a ruína (há muito antecipada como todos sabem).
A diabolização do FMI é mais uma táctica dos spin doctors de Sócrates.
O FMI fará sempre parte de qualquer resgate, seja o do mecanismo do EFSF (que é o que está em vigor e foi usado pela Irlanda e pela Grécia), seja o do ESM (que está ainda em discussão entre os 27 e não se sabe quando, nem se, nem como irá ser aprovado).

  1. Narrativa: Estava tudo a correr tão bem e Portugal estava fora de perigo mas vieram estes "irresponsáveis" estragar tudo. Verdade: Perguntem aos contabilistas do BCE e da Comissão que cá estiveram a ver as contas quanto é que é o real buraco nas contas do Estado e vão cair para o lado (a seu tempo isto tudo se saberá).
Alguém sinceramente fica surpreendido por descobrir que as finanças públicas estão todas marteladas e que os papéis que os socráticos enviam para Bruxelas para mostrar que são bons alunos não têm credibilidade nenhuma?
E acham que lá em Bruxelas são todos parvos e não começam a desconfiar de tanto oásis em Portugal?
Recordo que uma das razões pela qual a Grécia não contou com muita solidariedade alemã foi por ter martelado as contas sistematicamente, minando toda a confiança.
Acham que a Goldman Sachs só fez swaps contabilísticos com Atenas?
E todos sabemos que o Eng.º relativo é um tipo rigoroso, estudioso e duma ética e honestidade à prova de bala, certo?

  1. Narrativa: Os mercados castigaram Portugal devido à crise política desencadeada pela oposição. Agora, com muita pena do incansável patriota Sócrates, vem aí o resgate que seria desnecessário.
Verdade: É óbvio que os mercados não gostaram de ver o PEC chumbado (e que não tinha que ser votado, muito menos agora, mas isso leva-nos a outro ponto), mas o que eles querem saber é se a oposição vai ou não cumprir as metas acordadas à socapa por Sócrates em Bruxelas (deliberadamente feito como se fosse uma operação secreta porque esse aspecto era peça essencial da sua encenação).
E já todos cá dentro e lá fora sabem que o PSD e CDS vão viabilizar as medidas de austeridade e muito mais.
É impressionante como a máquina do governo conseguiu passar a mensagem lá para fora que a oposição não aceitava mais austeridade.
Essa desinformação deliberada é que prejudica o país lá fora porque cria inquietação artificial sobre as metas da austeridade. Mesmo assim os mercados não tiveram nenhuma reacção intempestiva porque o que os preocupa é apenas as metas.
Mais nada.
O resto é folclore para consumo interno.
E, tal como a queda do governo e o resgate iminente não foram surpresa para mim, também não o foram para os mercados, que já contavam com isto há muito (basta ver um gráfico dos CDS sobre Portugal nos últimos 2 anos, e especialmente nos últimos meses).
Porque é que os media não dizem que a bolsa lisboeta subiu mais de 1% no dia a seguir à queda?
Simples, porque não convém para a narrativa que querem vender ao nosso povo facilmente manipulável (julgam eles depois de 6 anos a fazê-lo impunemente).

Bom, há sempre mais pontos da narrativa para desmascarar mas não sei se isto é útil para alguém ou se é já óbvio para todos.
E como é 5ª feira e estou a ficar irritado só a escrever sobre este assunto termino por aqui.
Se quiserem que eu vá escrevendo mais digam, porque isto dá muito trabalho.
Henrique Medina Carreira.

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Artigo de opinião no Pravda

Vale a pena ler o que pensam comentadores de outras latitudes. Temos que exercer a nossa cidadania, denunciando o regime vigente (porventura ainda mais ignominioso do que a ditadura fascista de outrora), um país nas mãos de políticos profissionais, claramente a soldo de poderosas corporações económicas. Não há que ter ilusões quanto ao futuro, talvez nos dêem algumas aparentes vantagens se, por acaso, nos opusermos aos seus intentos, mas o seu fito é persistir numa organização socio-económica no limiar da instabilidade, facilmente susceptível a crises económicas que delapidam o gosto pela vida, pois até isso nos tiram... Aí estão em palco, os "livremente " eleitos, os muito ´serios govrnantes, acima de qualquer suspeita, os tais "Assassinos Económicos" (designação que deverá entrar no novo léxico). Nova forma de exterminação, revelando até à superfície quanto o cérebro humano é facilmente iludível...

segunda-feira, 28 de março de 2011

O povo é quem mais ordena

A crise levou os islandeses a mudar de governo e a chumbar o resgate dos bancos. Mas o exemplo de democracia não tem tido cobertura na comunicação social.
A situação dramática que vivemos em Portugal resulta da falta de cultura, da falta de instrução de um povo milenar, que faz de todos nós inúteis palhaços, incapazes de modificar o rumo trágico da sua própria história.

quarta-feira, 23 de março de 2011

Situação Actual da República Portuguesa

É uma catástrofe! Nada que me surpreenda, pois este processo de decadência acentuada vem desde há cerca de 15 anos. Este governo do Eng. Sócrates apenas deu o golpe final, com todo o seu despotismo, egocentrismo e falta de uma visão nova e libertadora para a sociedade portuguesa no dealbar do século XXI. O que virá terá a mesma inclinação, pouco se pode esperar, pois todos eles bebem do mesmo cálice.

Estudo da Universidade Católica

Denuncia!

Para avivar a memória a quem, por norma, não anota!!!



POR MIM, NÃO DEIXAREI DE AVIVAR A MEMÓRIA DOS ESQUECIDOS !...



Um dos Motivos porque o Governo se tornou fiador de 20 mil milhões de
euros de transacções intra bancárias......???

Os de hoje, vão estar como gestores de Banca amanhã, pois os de ontem,
já estão por lá hoje.

Correcto???? Se pensa que não, vejamos:



EIS A LISTA :



Fernando Nogueira:



Antes -Ministro da Presidência, Justiça e Defesa

Agora - Presidente do BCP Angola



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José de Oliveira e Costa: (O TAL QUE ESTEVE NA GAIOLA)



Antes -Secretário de Estado dos Assuntos Fiscais

Agora -Presidente do Banco Português de Negócios (BPN)



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Rui Machete: (AGORA NINGUÉM O OUVE)



Antes - Ministro dos Assuntos Sociais

Agora - Presidente do Conselho Superior do BPN; (o banco falido, é só
gamanço)

Presidente do Conselho Executivo da FLAD



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Armando Vara: (AQUELE A QUEM O SUCATEIRO DAVA CAIXAS DE ROBALOS)



Antes - Ministro adjunto do Primeiro Ministro

Agora - Vice-Presidente do BCP (demissionário a seu pedido, antes que
levasse um chuto no cú)



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Paulo Teixeira Pinto: (o tal que antes de trabalhar já estava reformado)



Antes - Secretário de Estado da Presidência do Conselho de Ministros

Agora - Presidente do BCP (Ex. - Depois de 3 anos de 'trabalho',

Saiu com 10 milhões de indemnização !!! e mais 35.000EUR x 15 meses por
ano até morrer...)

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António Vitorino:



Antes -Ministro da Presidência e da Defesa

Agora -Vice-Presidente da PT Internacional;

Presidente da Assembleia Geral do Santander Totta - (e ainda umas
'patacas' como comentador RTP)



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Celeste Cardona: (a tal que só aceitava o lugar na Biblioteca do Porto
se tivesse carro e motorista às ordens - mas o vencimento era muito curto)



Antes - Ministra da Justiça

Agora - Vogal do CA da CGD (QUE MARAVILHA - ORDENADO PRINCIPESCO - O ZÉ
PAGA)

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José Silveira Godinho:



Antes - Secretário de Estado das Finanças

Agora - Administrador do BES (VIVA O LUXO)

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João de Deus Pinheiro: (aquele que agora nem se vê)



Antes - Ministro da Educação e Negócios Estrangeiros

Agora - Vogal do CA do Banco Privado Português (O TAL QUE DEU O BERRO).



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Elias da Costa:



Antes - Secretário de Estado da Construção e Habitação -

Agora - Vogal do CA do BES (POIS CLARO, AGORA É BANQUEIRO)



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Ferreira do Amaral: (O ESPERTALHÃO, QUE PREPAROU O TERRENO)



Antes - Ministro das Obras Públicas (que entregou todas as pontes a
jusante de Vila Franca de Xira à Lusoponte)

Agora - Presidente da Lusoponte, com quem se tem de renegociar o
contrato (POIS CLARO, À TRIPA FORRA).



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etc etc etc...

O que é isto ?

Cunha ?

Gamanço ?



É Portugal no seu esplendor .



...e depois até querem que se declarem as prendas de casamento e o seu
valor.



Já é tempo de parar esta canalha nojenta !

Não te cales, DENUNCIA!